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domingo, 29 de maio de 2011

Trilha sonora do filme Somewhere in Time (Em algum lugar do passado)

Considerado um dos melhores pianistas da atualidade, Maksim Mrvica, nascido na Croácia em 3 de maio de 1975, que além de música clássica, interpreta sucessos como esse, música tema do filme Somewhere in Time (Em algum lugar do passado), composta pelo britânico, John Barry (York, Yorkshire, 3 de Novembro de 1933), responsável por diversas trilhas sonoras do cinema.
Somewhere in Time (Em algum lugar do passado), é um filme de 1980, do gênero drama e ficção científica, dirigido pot Jeannot Szwarc. O filme é baseado no romance de Richard Matheson originalmente publicado com o título de Bid Time Return em 1975 e mais tarde republicado como Somewhere in Time. (fonte: Wikipedia)



A sinopse do filme é do Adoro Cinema:

Universidade de Millfield, maio de 1972. Richard Collier (Christopher Reeve) é um jovem teatrólogo que conhece na noite de estréia da sua primeira peça uma senhora, idosa, que lhe dá um antigo relógio de bolso enquanto, em tom de súplica, lhe diz: "volte para mim". Ela se retira sem dizer mais nada, deixando Richard intrigado enquanto volta para seu quarto no Grand Hotel. Chicago, 1980. Richard não consegue terminar sua nova peça, assim decide viajar sem destino certo e resolve se hospedar no Grand Hotel. Lá resolve visitar o Salão Histórico, que esta está repleto de antiguidades e curiosidades do hotel, e fica encantado com a fotografia de uma bela mulher. Como não havia plaqueta de identificação Richard procura Arthur Biehl (Bill Erwin), um antigo funcionário do hotel, que diz para Richard que o nome dela é Elise McKenna (Jane Seymour), uma atriz famosa que fez uma peça no teatro do hotel em 1912. Collier fica tão obcecado com o rosto de Elise que decide não partir e então vai até uma biblioteca próxima, onde pesquisa sobre McKenna. Para sua surpresa descobre que Elise é a mesma mulher que lhe deu o relógio, que ele carrega até hoje. Richard então procura Laura Roberts (Teresa Wright), que escreveu o artigo sobre Elise. Inicialmente ela não o recebe bem, mas quando ele mostra o relógio Laura fica espantada, pois era uma objeto de estimação que ela nunca se separava e sumiu na noite em que ela morreu, ou seja, na noite em que falou com Richard. Ao conversar mais calmamente com Laura, Richard toma consciência que ele e Elise tinham vários fatores em comum, mas parece que para achar a peça que falta deste bastante intricado quebra-cabeças ele terá de ir em algum lugar do passado, mas para isto precisa se desligar totalmente do presente.

A duração do filme é de 1 hora e 43 minutos, ano de lançamento:1980, elenco: Christopher Reeve, Jane Seymour, Christopher Plummer, Teresa Wright, Bill Erwin



Em algum lugar de nós mesmos
Publicado em 08/01/2011 por arleiro

Nesta era de redes sociais, perfis, avatares e amizades virtuais, atire a primeira pedra quem nunca se pegou olhando para a atrativa foto de um(a) desconhecido(a) e tentando imaginar quem exatamente se esconde por trás daquela imagem, o que sente, o que vive…

Somos muito hábeis em construir pedestais. Dificilmente chegamos a conhecer completamente uma pessoa (ninguém é o mesmo com o passar do tempo), mas quase sempre nos apaixonamos por uma imagem preconcebida, um personagem irreal criado a partir do outro.

Em todo o primeiro terço do filme Em Algum Lugar do Passado, o escritor Richard Collier (o eterno Superman Christopher Reeve) sofre o processo de apaixonar-se por uma mulher que viveu há muitos anos atrás, da qual sabe muito pouco e da qual tem acesso a uma única imagem decente, um retrato que o mantém fascinado como num transe hipnótico. O livro que originou o filme oferece mais detalhes da lenta construção que Collier faz da personagem Elise McKenna a partir do pouco que ele sabe de concreto sobre ela (seu nome, uma foto, algumas dicas sobre o que gostava e breves relatos de sua carreira como atriz de teatro no início do século XX) - muito similar ao que se pode deduzir hoje em dia a partir de um perfil de Orkut ou Facebook, por exemplo…



O poeta toscano Dante Aligheiri deve ser o patrono máximo deste tipo de amor idealizado: apresenta como uma das personagens principais de sua obra-prima Divina Comédia sua musa Beatriz Portinari. Na Divina Comédia, Beatriz é um anjo de beleza, luz e virtude, uma mulher acima da mundaneidade das demais - na vida real, Beatriz foi a grande paixão da vida de Dante, mas ele só a viu pessoalmente duas vezes, jamais trocou um único verbo com a moça, e muito pouco conheceu de sua verdadeira personalidade.

Às vezes, nos apaixonamos de modo tão intenso por estes seres imaginários, construídos no interior de nós mesmos, que, ao conhecermos os defeitos da pessoa real, resistimos a perder estas ilusões – porque elas podem ser o próprio alicerce da paixão. Nestes casos, os defeitos que se descobrem tem um impacto muito maior que eventuais novas qualidades - elas nunca serão maiores do que as imaginárias. É comum que estes relaciomentos se arrastem por muito tempo, e sejam pontuados por tentativas de moldar o outro àquele perfil do qual não se aceita abrir mão, já que isso significaria abrir mão da própria possibilidade de estar apaixonado.

É que o cérebro humano sempre busca parâmetros seguros. Quanto mais dependentes somos de tal segurança, mais a buscamos nos outros, assim como quem enxerga o desenho que quer enxergar nas nuvens que passam. Em certos casos trágicos, a pessoa amada existirá única e exclusivamente no interior de nossas mentes.

Naturalmente, esta não é a única alternativa possível. Existe outra, que costuma ser o prelúdio dos relaciomentos mais bem sucedidos, em que o envolvimento ocorre com poucas pretensões iniciais. Nestes casos, não é a descoberta dos defeitos que provoca maior impacto, mas a das qualidades. Ao contrário do parágrafo anterior, neste caso a paixão vai ocorrendo de modo crescente, alimentada continuamente pela construção sólida não de um personagem, mas de uma pessoa real e presente, da qual os defeitos passam a ser charme adicional, e não decepções desgastantes.

O livro “Em Algum Lugar do Passado” é de autoria de Richard Matheson, autor norte-americano habituado a escrever roteiros e pequenos contos – por isso suas obras costumam ser facilmente adaptadas para o cinema (outros filmes baseados em seus livros são Amor Além da Vida e Eu sou a Lenda, por exemplo). No livro e no filme, a expectativa construída pelo personagem principal resolve-se bem, através de um pequeno truque que envolve uma viagem ao passado… o filme tem um impacto romântico muito grande, é um cult dos anos 80 que além do enredo interessante mostra Reeve e a atriz Jane Seymour como um casal esteticamente muito atraente, e tem uma linda trilha sonora do maestro John Barry (com direito a uma peça de Rachmaninoff de bandeja). Mas apesar da graça de ler o livro ou assistir o filme (particularmente, gosto de ambos), idealizações como esta costumam quase sempre significar angústia e decepção. Como disse a contundente poetisa Sylvia Plath, por exemplo:

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente.)

Ressalve-se, e Sylvia concordaria, que uma certa dose de mistério e especulação precisa existir. Sem ela, perderíamos a agradável mistura de fascínio e curiosidade que nos leva a espreitar o rastro de alguém, as excitantes horas de insônia a imaginar o que pensa e faz o outro, e quais atalhos buscar para encontrá-lo… este tipo de sensação faz parte de nossa humanidade, faz parte da magia que diferencia um relacionamento de um contrato de trabalho. Se todos virássemos as costas à pulsão que nos causa o desconhecido, talvez nossos relacionamentos fossem remetidos de volta ao passado bárbaro da escolha matrimonial ao acaso, das loterias sentimentais e da nauseante mornidão que costumam ser aqueles romances “por falta de opção melhor”. Veementemente, apesar de já ter sofrido eu mesmo destas armadilhas, costumo negar a sua execração…:

http://polifonias.wordpress.com/2010/12/23/doutora

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