Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




sexta-feira, 29 de julho de 2011


- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas .
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.

Conto Zen.

Eu recomendo!



"Onde vivem os monstros" é um livro da Cosac Naify singelo, delicado. Está virando filme! Este livro merece estar nas mãos de pessoas de todas as idades. Delicado, poucas palavras, mas de mensagem muito sutil. Excelente para adolescentes (viu mães e pais) e pré-adolescentes. Cada leitura é um sentimento, uma nova descoberta, uma nova percepção. Eu tenho e recomendo!!!


Leia a resenha que há no site da editora:


"Com mais de 18 milhões de exemplares vendidos só nos Estados Unidos, vencedor dos principais prêmios literários, traduzido para mais de 20 idiomas, aclamado pela crítica - e um dos favoritos de Barack Obama (assista ao vídeo em que ele conta a história a um grupo de crianças), finalmente é publicado em português o principal livro do ano: Onde vivem os monstros, de Maurice Sendak. O próprio autor selecionou a Cosac Naify para ser a editora do livro no Brasil. Após três anos de negociação, a Cosac Naify foi aprovada pelo autor e ilustrador, por seu cuidado editorial.


A edição brasileira é caprichada como a original: papel importado, capa dura, sobrecapa e tecido na lombada. Como aposta em repetir o sucesso que o livro tem no exterior – o preferido do presidente norte-americano Barack Obama -, a primeira tiragem do livro de 10 mil exemplares chegará nas livrarias em outubro, pouco antes do videogame.


Na história escrita em 1963, o garoto Max, vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro, navega pelo oceano, até chegar numa ilha, onde vivem os monstros. Com o seu olhar firme, consegue dominá-los e é coroado rei. Max, então, fica livre para mandar e desmandar, longe de regras ou restrições. Mas, quando a saudade de casa e daqueles que realmente o amam começa a apertar o peito, Max fica em dúvida sobre suas escolhas.


Em janeiro de 2010, o filme chega aos cinemas brasileiros. Onde vivem os monstros faz parte da biblioteca básica de todo leitor. O maior clássico da literatura infanto-juvenil.


“O trabalho de Sendak, disfarçado de fantasia, emerge do ‘eu’ primitivo, da criança que espreita no coração de todos nós”. The New York Times




PRÊMIO HANS CHRISTIAN ANDERSEN
THE CALDECOTT MEDAL
PRÊMIO ASTRID LINDGREN
MEMORIAL MELHOR LIVRO ILUSTRADO – NEW YORK TIMES"

A importância da água para os idosos!

"Água e envelhecimento


por Arnaldo Lichtenstein


Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: “Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?”
Alguns arriscam: “Tumor na cabeça:”. Eu digo: “Não”. Outros apostam: “Mal de Alzheimer”. Respondo, novamente: “Não”.


A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.


Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos (“batedeira”), angina (dor no peito), coma e até morte. Insisto: não é brincadeira.



Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.


Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo “pede” água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.


Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água.


Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas,como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente - e o verão já está aí - ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.


Por isso, aqui vão dois alertas:
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!


Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.


Arnaldo Lichtenstein é médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)."

Resgatando brincadeiras como pular elástico

Intestino, o segundo Cérebro


O intestino é temperamental. Com 9 metros de comprimento, esse órgão, encarregado de absorver nutrientes e água, é a região do corpo que mais sofre a influência das emoções. Pense nos con?? itos da vida. Qualquer um – o fora do namorado, a perda do emprego, a briga em família. Quem não digere bem esses problemas corre o risco de ficar dias a fio sem ir ao banheiro. É o seu caso? Você não está sozinha. As mulheres lideram as estatísticas de alvos preferenciais do distúrbio, que, como você vai ver agora, nem sempre está relacionado a uma dieta pobre em vegetais e cereais.

“O sexo feminino é três vezes mais suscetível à prisão de ventre do que o masculino”, constata, em sua prática diária no consultório, Tiago Almeida, clínico geral de São Paulo. O médico acupunturista Marcius Mattos Ribeiro Luz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), tem uma explicação para essa pole position: “As mulheres costumam engolir suas emoções, que implodem em vez de explodir”. Você deve estar se perguntando: como assim, se conseguimos expressar, com mais facilidade do que os homens, sentimentos como a raiva e a tristeza? “Não a ponto de neutralizá-los”, responde o especialista de bate-pronto.

O papel negativo da ansiedade

Quando você ouve falar em emoções e sistema nervoso, imediatamente pensa em cérebro, certo? Pois saiba que o intestino tem o seu próprio sistema nervoso autônomo, com uma rede de 100 milhões de neurônios circulando por ali. E essas células são diretamente responsáveis pela coordenação de todas as funções digestivas. No intestino, assim como no cérebro, os neurônios liberam dezenas de neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre as células nervosas. É o caso da serotonina, associada ao bom humor, e que muitos pensam, erroneamente, concentrar-se maciçamente no cérebro. Na verdade, 95% dela é estimulada pela fricção das fibras alimentares nas paredes da cavidade abdominal.

Entre várias outras funções, cabe a essa mensageira e a outros neurotransmissores intestinais fazer com que os alimentos percorram o tubo digestivo a uma velocidade tal que o bolo fecal não fique retido mais tempo do que o necessário. São essas substâncias que controlam o movimento peristáltico, uma onda que vai do estômago ao ânus, provocando atos involuntários e voluntários que finalizam o ciclo da digestão com a evacuação. Serotonina e companhia modulam, em um, os impulsos nervosos que circulam de um neurônio para outro, fazendo o ajuste fino que leva à eliminação do número dois. Em caso de estado emocional alterado, porém, essa programação desanda. Por quê? É simples.

Embora sejam independentes, os sistemas nervoso central (localizado no cérebro e na medula espinhal) e o entérico (intestinal) “conversam” entre si. Sabe aquele incômodo na barriga antes de uma entrevista de emprego ou do encontro com o gato que você conheceu num bate-papo virtual? Pois é. Isso acontece por causa da conexão direta entre os neurônios circulantes no tubo digestivo e no cérebro – o chamado eixo cérebro-intestinal, que funciona como uma via de mão dupla. A ansiedade, gerada pela expectativa do grande dia, se reflete no intestino, que tanto pode travar como desandar. Isso porque esse sentimento altera a produção de serotonina e desorganiza as ondas peristálticas. Alterações na produção da serotonina também estão por trás da síndrome do intestino irritável, uma das principais doenças que afetam o intestino.

Segundo cérebro

Tão forte é a influência do intestino sobre o nosso organismo que esse órgão é tido nos meios científicos como o “segundo cérebro”. A expressão foi cunhada pelo médico americano Michael D. Gershon, do Departamento de Anatomia e Biologia Celular da Columbia Univesity Medical Center, em Nova York. Depois de 30 anos de pesquisas, Gershon conseguiu identificar a interatividade entre os neurotransmissores produzidos no intestino, chamado por ele de órgão inteligente, e as nossas emoções, cuja sede é o sistema límbico, localizado no cérebro. Portanto, atribuir a prisão de ventre apenas ao tipo de alimentação é um erro. Assim como é errado achar que se sofre do problema quando não se vai ao banheiro todos os dias.

“Um intestino que funciona uma vez a cada três dias pode ser tão normal quanto o que funciona três vezes por dia”, explica Ana Cristina Amaral Feldner, médica assistente da disciplina de gastrenterologia clínica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na prisão de ventre, tanto pode haver uma lentidão do trânsito como é possível ocorrer um funcionamento diário mas com volume reduzido e fezes difíceis de eliminar. “Em ambos os casos, fica a sensação de esvaziamento incompleto do conteúdo intestinal”, completa Ana Cristina.

Agora você já sabe: suas emoções podem estar por trás dessa prisão de ventre, que, além do desconforto, contribui para mudar os contornos do seu corpo, salientando a indesejável barriga. O que fazer? “Reprimir os sentimentos é o mesmo que escondê-los”, avisa o acupunturista Marcius Mattos Ribeiro Luz. Há quem tenha mais ou menos recursos psíquicos para lidar com situações difíceis. Então, é sempre bom ter alguém com quem desabafar – uma amiga, um psicólogo, o médico de sua confiança. Um problema compartilhado é um problema dividido ao meio. E pode ajudá-la a encarar melhor os conflitos que, vamos combinar, são inevitáveis e atormentam todos os mortais. Uma atitude positiva diante deles já é, por si só, uma boa medida terapêutica.

O que você NÃO deve fazer

- Tomar laxantes – Sem indicação médica, bem entendido. Seguir os conselhos do balconista da farmácia é uma roubada. Ele desconhece as implicações dessas drogas no organismo. Embora ainda não haja estudos conclusivos sobre a ação desse tipo de medicamento, já se sabe que alguns podem lesar o revestimento interno do intestino. “O risco é desenvolver uma colite, inflamação que
pode levar a diarreias ou graves lesões” – alerta o clínico geral Tiago Almeida.

- Adiar a ida ao banheiro – “As mulheres evitam ir ao banheiro fora de casa”, explica Almeida. Quando vem a vontade, vá, seja aonde for. Refrear o reflexo é o caminho mais curto para travar.

- Comer carne vermelha todos os dias – Estudos da Oxford University, na Inglaterra, relacionam o consumo do alimento à maior incidência de intestino preso.

Síndrome do intestino irritável

Serotonina além da conta nas entranhas pode estar na gênese desse mal, que alguns gastrenterologistas já encaram como uma “doença mental” do segundo cérebro. Estima-se que duas em cada dez pessoas em todo o mundo sofra do problema, conhecido tempos atrás como colite nervosa ou síndrome do cólon irritável. Outros neurotransmissores, além da serotonina, também interferem nas ondas peristálticas e modificam os hábitos digestivos. O diagnóstico é feito clinicamente, depois que exames descartam a possibilidade de outras doenças, como úlcera. Os sintomas variam. Pode ou não haver dores, e o movimento intestinal alterna (ou não) constipação e diarreia. “Emoções exacerbadas não raro levam à doença”, afirma a gastrenterologista Ana Cristina Amaral Feldner. “Mas, como muitos malesque acometem o intestino, as causas, multifatoriais, ainda não estão completamente esclarecidas. É como se a doença fosse uma árvore – o estímulo emocional seria um dos seus galhos.”

Desconheço Autoria

quinta-feira, 28 de julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Somos Quem Podemos Ser

Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger




Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção

E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão

E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem

Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Tente sempre outra vez ...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Atraida pelo floral da lavanda e seus benefícios


(Lavandula officinalis)

Para os que nutrem sentimentos de inferioridade e falta de auto-confiança. Estão sempre na expectativa de fracassar. Auto-censura. Para aqueles que não acreditam em si e no seu potencial. Para a imaturidade física ou psíquica e para os momentos em que uma criança regride um comportamento (ex: voltar a fazer xixi na cama). Para aqueles que quando iniciam algum novo projeto dificilmente terminam. Geralmente são indivíduos desmotivados, frustrados, inseguros e que evitam correr risco. Lavandula ajuda-os a romper com as crenças negativas que limitam suas vidas. Permite com que eles enfrentem a vida, lutem por vitórias, aprendam e amadureçam.

Nome popular: Alfazema
Coloração: azul-violeta.
Florais de Bach: Larch (Larix decidua).

Diagnóstico diferencial da insegurança tipo Emilia e tipo Lavandula:

O tipo Emilia duvida da sua capacidade de julgar e pede a opinião do outro para resolver esta dúvida.
O tipo Lavandula duvida da sua capacidade de realização, ele não se sente capaz.

sábado, 16 de julho de 2011

Vieste



Nunca imaginei essa letra como uma canção de amor aos meus filhos.Depois desse video não dá para não pensar neles.

Faz bem ao coração ...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Para relaxar a mente!

Mandalas Musicais ... maravilhosas



Interactive mandalas!

Click on the link below. Mandalas interativas, clica
no link para abrir o site.


*Abram o site para apreciar as mandalas musicais. *


http://www.light-weaver.com/slide2/a.html



Namastê
(O Deus que existe em mim saúda o Deus que habita em Você).

Para refletir....

Vitória da Terapia Floral por Lizete de Paula


Quinta, 14 de julho de 2011 às 11:34.

Mais um passo foi dado, vitoriosamente, no caminho do reconhecimento da Terapia Floral. Estive, ontem dia 13 de julho, em Petrópolis, representando o CONAFLOR e a RIOFLOR, para acompanhar, junto com mais 5 terapeutas da cidade na Camara Municipal, a votação da indicação legislativa do Projeto de lei do Deputado Silmar Fortes, que propõe o Programa de Terapias Naturais (Terapia Floral, Acupuntura, Fitoterapia e Homeopatia) para o sistema de saúde municipal.

Essa votação é o resultado do trabalho maravilhoso realizado durante 6 meses, pela equipe coordenada pela terapeuta floral Vera Gondim, que conseguiu por esse trabalho, mobilizar o vereador Silmar para o encaminhamento desse projeto. Trabalho, também enorme, de contatos com os demais vereadores para sensibilizá-los da importância da Terapia Floral.

Essa votação favorável foi unânime!!! Ficamos muito felizes, mas esse é um dos passos. O seguinte para encaminhar ao prefeito essa indicação. Aceitando, o prefeito reenvia à Câmara para votação da Lei, que depois, será certamente, assinada por ele.

Precisamos da corrente de todos os terapeutas florais para que os próximos passos, sejam também vitoriosos. Este é um ano muito importante para a Terapia Floral e com certeza o resultado final será tão positivo quanto o de ontem.

Celebremos mais essa vitória da Terapia Floral! E novamente, parabéns, Vera por todo esse empenho. Parabéns extensivo a toda a equipe e nossos agradecimentos, também ao vereador Silmar Fortes.

O grupo de terapeutas florais que estiveram na votação, junto com o vereador que apresentou o projeto de lei.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Lindas!!!!



Noites Com Sol



Composição: Flávio Venturini / Ronaldo Bastos

Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol

Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol

Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar

Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar

Planeta Sonho



Composição: Flávio Venturini / Vermelho/ M.Borges

Aqui ninguém mais ficará depois do sol
No final será o que não sei, mas será
Tudo demais
Nem o bem nem o mal
Só o brilho calmo dessa luz

O planeta calma será terra
O planeta sonho será terra,
E lá no fim daquele mar
A minha estrela vai se apagar
Como brilhou
Fogo solto no caos
Aqui também é bom lugar de se viver
Bom lugar será o que não sei mas será
Algo a fazer
Bem melhor que a canção
Mais bonita que alguém lembrar

A harmonia será terra
A dissonância será bela
E lá no fim daquele azul
Os meus acordes vão terminar
Não haverá
Outro som pelo ar
O planeta sonho será terra
A dissonância será bela
E lá no fim daquele mar
A minha estrela vai se apagar
Como brilhou
Fogo solto no caos

Beto Guedes vem aqui!!!!!



Lumiar

Composição: Beto Guedes / Ronaldo Bastos

Anda, vem jantar,
Vem comer, vem beber, farrear
Até chegar Lumiar
E depois deitar no sereno
Só pra poder dormir e sonhar
Pra passar a noite
Caçando sapo, contando caso
De como deve ser Lumiar

Acordar, Lumiar, sem chorar,
Sem falar, sem quer
Acordar em lumiar
Levantar e fazer café
Só pra sair caçar e pescar
E passar o dia
Moendo cana, caçando lua
Clarear de vez Lumiar

Amor, Lumiar,
Pra viver, pra gostar,
Pra chover, pra tratar de vadiar
Descansar os olhos, olhar e ver e respirar
Só pra não ver o tempo passar
Pra passar o tempo
Até chover, até lembrar
De como deve ser Lumiar

Anda, vem cantar,
Vem dormir, vem sonhar, pra viver
Até chegar em Lumiar

Estender o sol na varanda até queimar
Só pra não ter mais nada a perder
Pra perder o medo, mudar de céu, mudar de ar
Clarear de vez Lumiar





You're so vain - Por que será que essa música me faz lembrar de alguém? rsrsrsrsr



You're So Vain

You walked into the partylike you were walking onto a yachtyour hat strategically dipped below one eyeyour scarf it was apricotyou had one eye in the mirroras you watched yourself gavotte

and all the girls dreamed that they'd be your partnerthey'd be your partner and

you're so vainyou probably think this song is about youyou're so vainI bet you think this song is about youdon't you, don't you, don't you

well you had me several years agowhen I was still quite naivewell you said that we made such a pretty pairand that you would never leavebut you gave away the things you lovedand one of them was me

I had some dreams they were clouds in my coffeeclouds in my coffee and

you're so vainyou probably think this song is about youyou're so vainI bet you think this song is about youdon't you, don't you, don't you

I had some dreams they were clouds in my coffeeclouds in my coffee and...

you're so vainyou probably think this song is about youyou're so vainI bet you think this song is about youdon't you, don't you, don't you

well I hear you went up to Saratogaand your horse naturally wonthen you flew your Lear jet up to Nova Scotiato see the total eclipse of the sunwell you're where you should be all the timeand when you're notyou're with some underworld spy or the wife of a close friendwife of a close friend

you're so vainyou probably think this song is about youyou're so vainI bet you think this song is about youdon't you, don't you, don't you
Você É Tão Vaidoso
Você chegou na festaComo se estivesse entrando num iateSeu chapéu estrategicamente caído sobre um olhoSeu lenço era abricóVocê tinha um olho no espelhoEnquanto se observava

E todas as garotas sonhavam em ser suas parceirasEm ser suas parceiras, e

Você é tão vaidosoVocê provavelmente pensa que essa musica é sobre vocêVocê é tão vaidosoEu aposto que você pensa que essa música é sobre vocêNão pense, não pense, não pense

Bem, você me teve há vários anos atrásQuando eu ainda era bastante ingênuaBem, você disse que nós fazíamos um belo parE que você nunca partiriaMas você deu as coisas que você amavaE uma delas era eu

Eu tinha alguns sonhos, eles eram nuvens em meu caféNuvens em meu café e

Você é tão vaidosoVocê provavelmente pensa que essa musica é sobre vocêVocê é tão vaidosoEu aposto que você pensa que essa música é sobre vocêNão pense, não pense, não pense

Eu tinha alguns sonhos, eles eram nuvens em meu caféNuvens em meu café e

Você é tão vaidosoVocê provavelmente pensa que essa musica é sobre vocêVocê é tão vaidosoEu aposto que você pensa que essa música é sobre vocêNão pense, não pense, não pense

Bem, eu ouvi você subindo em SaratogaE seu cavalo ganhou, naturalmenteEntão você voou seu Lear à jato até Nova ScotiaPara ver o eclipse total do solBem, você está onde deveria estar o tempo todoE quando você não estáVocê está com algum espião de ralé ou a esposa de um amigo próximoEsposa de um amigo próximo

Você é tão vaidosoVocê provavelmente pensa que essa musica é sobre vocêVocê é tão vaidosoEu aposto que você pensa que essa música é sobre vocêNão pense, não pense, não pense

Aprenda benefícios da pedra que Herculano Quintanilha usa no turbante

Artigo publicado: Aprenda benefícios da pedra que Herculano Quintanilha usa no turbante




Nas chamadas da novela "O Astro", que estreia hoje, a pedra que Herculano Quintanilha (Rodrigo Lombardi) usa em seu turbante tem chamado a atenção. É uma ametista, um presente que o personagem Ferragus (Francisco Cuoco) dará a Herculano no capítulo desta noite. Mas, afinal, qual o significado da ametista? Podemos aproveitar seus benefícios no dia-a-dia?

De cor violeta, a pedra ametista simboliza a mudança de um estado de consciência normal, desperto, para um estado meditativo. Afasta a mente de padrões egocêntricos de pensamento, por isso é usada para aliviar tensões mentais. É considerada a pedra da sabedoria equilibrada e humilde. Ela nos ensina humildade, pois nos mostra a infinitude do que nos cerca e nos permite enxergar o quanto nossas preocupações cotidianas são pequenas.

Utilização no dia-a-dia
A forma mais antiga de utilização das pedras e cristais é a colocação delas nos principais centros energéticos do corpo (conhecidos como chakras), para equilibrá-los. No caso de Herculano Quintanilha, a ametista é utilizada no chakra frontal, localizado na testa.
Para usar a ametista como aliada nos momentos de tensão, veja abaixo uma sugestão de meditação usando a pedra. Para atenuar a ansiedade, vale também levar a pedra na bolsa ou deixar no ambiente de trabalho, e pegá-la na mão naqueles momentos em que estiver precisando de mais serenidade.

Sugestão de meditação usando a ametista

A sugestão aqui é utilizar a pedra por 10 a 20 minutos sobre o chakra frontal (testa). Deite-se em posição confortável, posicione a ametista sobre sua testa. Relaxe o corpo e respire lenta e profundamente. Olhe detalhadamente a ametista por algum tempo, até ser capaz de fechar os olhos e "vê-la" em todos os seus detalhes. Assim que conseguir isso, comece a relaxar física e mentalmente. Continue respirando profundamente, deixando os pensamentos fluírem sem querer apagá-los ou detê-los.
Quando tiver alcançado um nível razoável de relaxamento, "veja" a ametista em pensamento. Numa contagem de 1 a 7 ela vai crescendo dentro da sua visualização até ficar do tamanho de uma montanha. Assim que a ametista atingir esse tamanho, visualize-se na superfície da pedra e a explore. Percorra-a por fora e se encontrar algum caminho explore-a por dentro também.
Assim que estiver satisfeito com suas explorações, volte ao lugar onde começou e conte novamente de 1 a 7 (mas dessa vez visualizando-a diminuir até o tamanho normal). Respire profundamente algumas vezes e movimente-se delicadamente para voltar ao estado de alerta normal. Abra os olhos. Escreva tudo o que viu, ouviu ou sentiu durante sua visualização.
Pode-se fazer essa mentalização uma ou duas vezes na semana.
autor: Simone Kobayashi

Que maravilha!!!

Projeto de Lei que regulamenta a profissão de Terapeuta Holístico

Projeto de Lei que regulamenta a profissão de Terapeuta Holístico

por CONAFLOR- Conselho Nacional de Autoregulamentação da Terapia Floral, sexta, 20 de maio de 2011 às 12:29

CÂMARA DOS DEPUTADOS
Projeto de Lei n° de 2011.

Dispõe sobre o exercicro da profissão deTerapeuta Holistico e da outras providências.

Art. 1° Fica criada a profissão de Terapeuta Holistico.
Art. 2° É livre o exercício da profissão de Terapeuta Holístico, observadas ascondições de capacitação estabelecidas nesta lei.
Art. 3° Considera-se terapeuta holístico, para efeito desta lei o profissional que atua nas seguintes áreas: acupuntura, moxabustão, shiatsuterapia, auriculoterapia, terapia ortomolecular, terapia antroposófica, apiteria, neuropatia, yogaterapia, quiropatia,osteopatia, eutonia, terapia quântica, cromoterapia, terapia ayurvédica, terapia floral, aromaterapia, osteopatia, terapia do toque, magnetoterapia, reflexologia, psicoterapia, fitoterapia, homeopatia, terapias psicossomáticas, naturismo, hemoterapia, musicoterapia, terapia através da hipnose, terapias através da meditação, quiropraxia,terapia da respiração, iridologia, terapia reichiana, regressão, medicina indiana,medicina chinesa, bioenergia, osteopatia, massoterapia, tai-chi-chuan, hidroterapia,termais, radiestesia, geoterapia, qi gong, Do-In e chi kun.
§ 2° O profissional terapeuta holístico e as empresas de prestação de serviços de terapia holistica, instituições, empresas e os serviços didáticos na área da terapia holística somente poderão exercer legalmente suas atividades quando devidamente registrados no órgão competente.
Art. 4° O exercício da profissão de Terapeuta Holístico é privativo de quem:
I - tenha concluído curso específico em uma das áreas referidas no art. 3°, com carga horária mínima de 180 horas, que tenha sido ministrado por escola autorizada e reconhecida pelos órgãos competentes.
II- caso não seja implementada a condição disposta no inciso anterior, poderá exercer a profissão de Terapeuta Holístico o cidadão que comprovadamente tenha desenvolvido regularmente e de forma contínua atividades integradas na área holística pelo período de 2 anos, na data da publicação desta Lei;
Parágrafo único. O órgão competente disciplinará a prestação do serviço dos profissionais da área holística, conforme disposto em regulamento.
Art. 5° Fica criado o Programa de Serviços de Terapia nas unidades de saúde e nos hospitais mantidos pelo Poder Público ou a ele conveniado.
Parágrafo único. Consideram-se terapias para efeito da aplicação da disposição contida no "caput" as que foram implementadas nos programas oficiais do governo no ano de 1976, as quais foram ratificadas, em 1983, pela Organização Mundial de Saúde -OMS e pela Comissão Nacional de Classificação do Ministério do Trabalho - CONCLA, bem como as especialidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde, tais como: Acupuntura (sistêmica, estética facial e corporal), Alexander, Auriculoterapia,Antroposofia, Ayurvédica (Terapia Ayurvédica), Apiteria, Aromaterapia, Bioenergética, Cinesoterapeuta, Crânio-sacral, Cromoterapia, Chi Kun, Do-in, Fitoterapia, Fitoterapia chinesa, Eutonista, Estética (Estética facial e corporal), Florais (Terapia Floral),Geoterapia, Hemoterapia, Hidroterapia, Homeopatia, Hipnose (Terapia Através da Hipnose),Iridologia, Indiana (Terapia Indiana), Magnetoterapia, Massoterapia (manual),Medicina Chinesa (Terapia Oriental), Meditação (Terapias Através da Meditação), Miofacial, Moxabustão, Musicoterapia, Naturalismo (Terapia Natural), Neuropatia,Ortomolecular (Terapia Ortomolecular), Osteopatia, Psicanálise,Psicoterapia, Psicossomática (Terapias Psicossomática), Podologia,Quântica (Terapia Quântica), QiGong, Quiropatia, Radiestesia e Radiônioca, Regressão, Reflexologia (Reflexoterapia), Respiração (Terapia da Respiração), Reichiana (Terapia Reichiana), Rolfista, Rpgista, Rolfing, Shiatsuterapia, Tai-Chi-Chuan, Terapia do Toque (Reiki), Terapia Transpessoal, Termais, Tuina, Shiatsu, Yogaterapia.
Art. 6° Esta lei será regulamentada para garantir sua fiel execução.
Art. 7° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Câmara dos Deputados, 04 de maio de 2011.

Deputado Giovani Cherini

Você já “engoliu” algum sapo, sapinho ou sapão, hoje?




Quem já não engoliu sapos?
Ficar contrariado; ser alvo de insultos, injustiças, contrariedades sem oportunidade de reagir ou revidar, acumulando ressentimento, raiva, mágoa. Quantas vezes durante nossa vida ouvimos comentários que nos magoam, enraivecem, entristecem.

Às vezes, estamos passando por momentos de grande suscetibilidade, fragilidade e sentimo-nos atacados e surpresos não revidamos, não respondemos da forma que a questão merece e nos culpamos pela inação. Ou mesmo pelo estado emocional que nos encontramos super avaliamos o acontecido, e nossa compreensão dos fatos nos leva a sentirmos penalizados, vitimados.

No trabalho, ou em nossas famílias, muitas vezes calamos para acontecimentos e palavras cruéis que ouvimos injustamente. Sentimo-nos traumatizados, engolimos o que necessitávamos responder, engolimos nossas reações. Simplesmente, calamos.

O ato de engolir de deglutir define-se pela passagem do alimento da boca ao estomago que nos leva a duas correlações de significância a de engolir no sentido de passar (fluir, seguir) e digerir, aceitar (processar, entender e absorver). O ato de digerir tem como objetivo básico, a alimentação no sentido de criar vida, seria muito bom se conseguíssemos tirar proveito da situação em benefício próprio através do processamento dos fatos promovendo crescimento interior, para isto precisamos nos trabalhar.

Esse calar em que circunstância ocorrer, as palavras não ditas, a não verbalização de nossos sentimentos produz efeitos no nosso emocional e bloqueios, geralmente somatizamos que podem se materializamos em vários problemas: na tireóide (afetando o metabolismo), pressão arterial (alta ou baixa), gástricos (gastrites, úlceras, hérnias de hiato) e na vesícula biliar (cálculos biliares). A nível emocional, temos: depressão, dificuldade de defender seus interesses, desistência, raiva internalizada, mágoa, ressentimento, culpa, algumas pessoas ficam ruminando pensamentos com respostas que poderiam ser dadas, o que provoca geralmente insônia, quem já não acordou a noite e ficou pensando no que deveria ter feito? Nos fatos ococorridos durante o dia?

As reações emocionais e consequências físicas decorrem de como vivenciamos o cotidiano e da forma que o interpretamos.

O melhor remédio para uma pessoa que se encontra nesta situação de não conseguir se expressar adequadamente é procurar fazer terapias e atividades que possam externalizar o que sentem e trabalhar as dificuldades que se apresentam. Indicamos a Terapia Floral onde o indivíduo verbalizará suas queixas e receberá a prescrição do remédio floral adequado a fim de trabalhar o probema em na origem, suas causas e respectivas emoções (raiva, culpa, ciúme, apatia, depressão, estresse, angústia, tristeza, ressentimento, insônia, pensamento negativo) e fazer também uma atividade física como aula de box, natação, yoga, meditação.

Assim, trabalhar as emoções que despertadas para que elas sejam transformadas. Como diz Deroide (1992), “As essências florais nos ajudam a nos tornarmos responsáveis por nossa existência. È fundamental que não nos consideremos como vítimas do nosso passado, condenados a suportar para sempre os sofrimento resultantes dos nossos condicionamentos, crenças e traumas passados. Os problemas, bloqueios e sofrimentos que vivenciamos devem ser percebidos como lições de vida que não aprendemos corretamente. Representam possibilidades que ainda não foram exploradas. As essências florais nos ajudam a nos liberar das inúmeras couraças mentais e emocionais que nos aprisionam e impedem a expressão da nossa verdadeira criatividade”.

A indigesta arte de engolir sapos (Texto adaptado – Floriano Serra)

Rapaz, pior do que engolir sapo deve ser mascar barata! Mas então por que não se fala em “mascar barata”? Ou quem sabe “lamber gambá” em vez de “lamber sabão”? Eu não sei, o fato é que o que se ouve e se fala é em “engolir sapo”.
Quem não já “engoliu sapo” na vida? Certamente devem existir gargantas e estômagos virgens, creio. Em compensação, devem existir os engolidores diários e contumazes do batráquio – já tão condicionados que não abrem mão da sua dose diária… Haja estômago!
O pior é que a coisa vem a seco, sem nem ao menos uma farofinha ou um molho de tomate – o que, aliás, não sei se melhoraria em algo a tal refeição.
Dizem os entendidos em sapologia que a origem da associação do sapo com algo nada palatável vem das Sagradas Escrituras – quem diria, hein? Contaram-me que em um determinado capítulo do livro do Êxodo, um rebelde faraó recebeu como castigo de Deus uma série de pragas, uma das quais se constituía de uma invasão de milhares de rãs – ou de sapos. Se não são a mesma coisa, são com certeza da mesma família. Segundo a narrativa, o Faraó encontraria o bicho saltitante em todos os lugares possíveis e imagináveis do seu palácio – inclusive quarto de dormir, cozinha e banheiro. Dá pra imaginar?
Portanto, desde tempos imemoriais, fez-se do sapo um bicho nojento. Diz uma teoria que “todos nascemos príncipes e somos depois transformados em sapos” – e assim se explica a divisão entre os bons e os maus. Que coisa… E olhem que, ironicamente, não me lembro de ter visto um só filme de terror em que o personagem central fosse um sapo gigante. Quase toda a fauna e a flora já foi astro ou estrela de um filme de John Carpenter, Joe Dante, Zé do Caixão e outros diretores do gênero. O sapo, não.
O “engolir sapo” é não ter o direito, o espaço, a liberdade ou a coragem de responder à altura um insulto, uma humilhação, uma acusação, uma ironia.Claro que essa impotência tem uma razão de ser óbvia: o “sapo” vem sempre do superior imediato. Ou seja: ninguém “engole sapo” enviado por um colega do mesmo peso hierárquico – e muito menos de peso menor. Donde se pode facilmente concluir que os “sapos” têm uma preferência toda especial em fazer do seu habitat natural as organizações que adotam um modelo autoritário e insensível. Que não permite o diálogo, a réplica, o esclarecimento, muito menos a argumentação.
Inclusive, na prática dessa “arte”, as coisas hoje estão cada vez mais fáceis (ou seria melhor dizer “difíceis”?) porque, graças ao avanço tecnológico sobretudo da informática, atualmente já se pode mandar (ou receber) “sapos” por e-mail! Chique, não?Mas, convenhamos: na verdade, não há nada de errado em “engolir sapos”, desde que algumas condições sejam observadas.
Por exemplo: quando seu emprego depende da sua capacidade digestiva. Aí tem que comer, amigo. E, em alguns casos, até pedir bis! Porque se trata de um caso de sobrevivência profissional.Quer ver outro exemplo? Quando você aprendeu a desenvolver anticorpos emocionais contra “sapos”. Em outras palavras: quando há um canal de comunicação livre e desimpedido entre seu ouvido direito e o esquerdo – ou vice-versa. Traduzindo: quando você deixa o “sapo” entrar por um ouvido e sair pelo outro, sem descer para o estômago – e muito menos para o coração.
Mas nem tudo está perdido: garanto-lhe que se você treinar direitinho, você vai aprender a rir dos lançadores de “sapos”. Principalmente porque eles não têm a aparência de quem está se divertindo. Pelo contrário, quase sempre parecem “enfezados”, gritam, xingam, acusam, esmurram a mesa e soltam perdigotos. Cá pra nós: sei de uma empresa em que os funcionários criaram – claro que em segredo guardado a sete chaves – o “Troféu Frog”, para “premiar” semestralmente (também em segredo) o mais habitual e notório arremessador de “sapos” contra a equipe. Não é engraçado?
Agora, falando sério: ninguém que se preze, que respeite e valorize as pessoas, ninguém que esteja acompanhando as tendências das novas relações humanas permite a criação e o arremesso de sapos em qualquer lugar que seja. Ao invés de “lançamento de sapos”, as pessoas deveriam utilizar instrumentos mais saudáveis, como as discussões construtivas, defesa e explicação lúcida dos pontos de vista contrários, das divergências e das opiniões diferentes.
Proponho que façamos uma campanha em defesa do sapo, para que eles sejam deixados em paz. Ninguém precisa ser ecologista para saber que eles têm lá sua utilidade – mas claro que, no seu “habitat” natural.
Um conselho útil para ninguém precisar mais “engolir sapos” e ir correndo chorar no banheiro: inverta a premissa psicológica que citei acima e tente transformar os “sapos” enviados em sua direção em “príncipes”. É uma alquimia simples: basta misturar bem alguns ingredientes facilmente encontrados em qualquer bom coração de qualquer esquina da vida: uma pitada de compreensão, outra de tolerância, mais uma de compaixão, um tiquinho de paciência e afeto e bom humor à vontade – ou como se diz em culinária: a gosto.

Por Rosangela Vecchi Bittar

Trabalhos sobre terapia com florais são apresentados em congresso

25.08.10 - Universidade Federal de Pernambuco

Trabalhos sobre terapia com florais são apresentados em congresso

Dois trabalhos realizados no Hospital das Clínicas (HC), da Universidade Federal de Pernambuco, sobre terapia com florais serão apresentados no 11º Congresso Brasileiro de Psico-Oncologia e 4º Encontro Internacional de Cuidados Paliativos em Oncologia que ocorrerão, de 23 a 25 de setembro, no Rio de Janeiro.

Os trabalhos, intitulados “Cuidando do Desequilíbrio Emocional para Alívio da Dor na Perspectiva do Uso das Essências Florais de Bach” e “A Terapia Floral no Cuidado Paliativo a Pacientes Oncológicos no SUS”, são da terapeuta floral da UFPE, Rosângela Vecchi Bittar. Mostram os benefícios e os resultados da prática para a qualidade de vida de pacientes e familiares atendidos no Ambulatório de Oncologia do HC.

O Serviço de Oncologia oferece a terapia floral aos pacientes do HC com qualquer tipo de câncer a fim de aliviar o sofrimento e proporcionar melhor qualidade de vida. Com a utilização de diversos sistemas florais, a terapeuta Rosângela Bittar trata, não a doença, mas suas causas e reações emocionais manifestadas por ela. Essas essências são ligadas a quatro sistemas (Califórnia, Bach, Saint Germain e Pacífico) o último trabalha também os meridianos correspondentes a órgãos específicos do corpo. O tratamento é feito por via oral e dura cerca de cinco meses, dependendo da situação de cada um.

A terapia floral é uma prática complementar integrativa que utiliza o princípio vibracional das flores silvestres onde o extrato de cada uma atua no indivíduo proporcionando qualidade necessária para promover o equilíbrio integral. A prática parte do princípio de que o indivíduo adoece de forma integral em que os sinais e sintomas são sentidos nas esferas física, emocional e mental.

Mais informações
Ambulatório de Oncologia
Atendimento nas segundas-feiras, com agendamento na recepção, 3º andar
(81) 2126.3650

terça-feira, 12 de julho de 2011


Faze-me sensível a todas as amostras da tua bondade
e que, confiando em Ti,
eu me liberte do terror da morte
e me sinta livre para viver intensa e alegremente
a vida que me deste,
Amém.

Autor Rubem Alves

Physical ....kkkkkkkkkk



I'm saying all the things that I know you'll like, makin' good conversation
I gotta handle you just right, you know what I mean
I took you to an intimate restaurant, then to a suggestive movie
There's nothin' left to talk about, unless it's horizontally

CHORUS
Let's get physical, physical, I wanna get physical, let's get into physical
Let me hear your body talk, your body talk, let me hear your body talk

repeat CHORUS

I've been patient, I've been good, tried to keep my hands on the table
It's gettin' hard this holdin' back, you know what I mean
I'm sure you'll understand my point of view, we know each other mentally
You gotta know that you're bringin' out the animal in me

CHORUS repeats 2x

Oh, let's get physical, physical, I wanna get physical, let's get into physical
Let me hear your body talk, your body talk, let me hear your body talk

Let's get animal, animal, I wanna get animal, let's get into animal
Let me hear your body talk, your body talk, let me hear your body talk

Let me hear your body talk
Let me hear your body talk

Recordar é viver ...rsrsrsr












Feelings

A Terceira Margem do Rio de Guimarães Rosa

Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.

Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a idéia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a canoa ficou pronta.

Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: — "Cê vai, ocê fique, você nunca volte!" Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: — "Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?" Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.

Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para. estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente conselho.

Nossa mãe, vergonhosa, se portou com muita cordura; por isso, todos pensaram de nosso pai a razão em que não queriam falar: doideira. Só uns achavam o entanto de poder também ser pagamento de promessa; ou que, nosso pai, quem sabe, por escrúpulo de estar com alguma feia doença, que seja, a lepra, se desertava para outra sina de existir, perto e longe de sua família dele. As vozes das notícias se dando pelas certas pessoas — passadores, moradores das beiras, até do afastado da outra banda — descrevendo que nosso pai nunca se surgia a tomar terra, em ponto nem canto, de dia nem de noite, da forma como cursava no rio, solto solitariamente. Então, pois, nossa mãe e os aparentados nossos, assentaram: que o mantimento que tivesse, ocultado na canoa, se gastava; e, ele, ou desembarcava e viajava s'embora, para jamais, o que ao menos se condizia mais correto, ou se arrependia, por uma vez, para casa.

No que num engano. Eu mesmo cumpria de trazer para ele, cada dia, um tanto de comida furtada: a idéia que senti, logo na primeira noite, quando o pessoal nosso experimentou de acender fogueiras em beirada do rio, enquanto que, no alumiado delas, se rezava e se chamava. Depois, no seguinte, apareci, com rapadura, broa de pão, cacho de bananas. Enxerguei nosso pai, no enfim de uma hora, tão custosa para sobrevir: só assim, ele no ao-longe, sentado no fundo da canoa, suspendida no liso do rio. Me viu, não remou para cá, não fez sinal. Mostrei o de comer, depositei num oco de pedra do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho. Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo de não saber; ela mesma deixava, facilitado, sobra de coisas, para o meu conseguir. Nossa mãe muito não se demonstrava.

Mandou vir o tio nosso, irmão dela, para auxiliar na fazenda e nos negócios. Mandou vir o mestre, para nós, os meninos. Incumbiu ao padre que um dia se revestisse, em praia de margem, para esconjurar e clamar a nosso pai o 'dever de desistir da tristonha teima. De outra, por arranjo dela, para medo, vieram os dois soldados. Tudo o que não valeu de nada. Nosso pai passava ao largo, avistado ou diluso, cruzando na canoa, sem deixar ninguém se chegar à pega ou à fala. Mesmo quando foi, não faz muito, dos homens do jornal, que trouxeram a lancha e tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a palmos, a escuridão, daquele.

A gente teve de se acostumar com aquilo. Às penas, que, com aquilo, a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade. Tiro por mim, que, no que queria, e no que não queria, só com nosso pai me achava: assunto que jogava para trás meus pensamentos. O severo que era, de não se entender, de maneira nenhuma, como ele agüentava. De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos — sem fazer conta do se-ir do viver. Não pojava em nenhuma das duas beiras, nem nas ilhas e croas do rio, não pisou mais em chão nem capim. Por certo, ao menos, que, para dormir seu tanto, ele fizesse amarração da canoa, em alguma ponta-de-ilha, no esconso. Mas não armava um foguinho em praia, nem dispunha de sua luz feita, nunca mais riscou um fósforo. O que consumia de comer, era só um quase; mesmo do que a gente depositava, no entre as raízes da gameleira, ou na lapinha de pedra do barranco, ele recolhia pouco, nem o bastável. Não adoecia? E a constante força dos braços, para ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore descendo — de espanto de esbarro. E nunca falou mais palavra, com pessoa alguma. Nós, também, não falávamos mais nele. Só se pensava. Não, de nosso pai não se podia ter esquecimento; e, se, por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar de novo, de repente, com a memória, no passo de outros sobressaltos.

Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. Às vezes, algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai. Mas eu sabia que ele agora virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com o aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia.

Nem queria saber de nós; não tinha afeto? Mas, por afeto mesmo, de respeito, sempre que às vezes me louvavam, por causa de algum meu bom procedimento, eu falava: — "Foi pai que um dia me ensinou a fazer assim..."; o que não era o certo, exato; mas, que era mentira por verdade. Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio, para outras paragens, longe, no não-encontrável? Só ele soubesse. Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.

Minha irmã se mudou, com o marido, para longe daqui. Meu irmão resolveu e se foi, para uma cidade. Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos. Nossa mãe terminou indo também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava envelhecida. Eu fiquei aqui, de resto. Eu nunca podia querer me casar. Eu permaneci, com as bagagens da vida. Nosso pai carecia de mim, eu sei — na vagação, no rio no ermo — sem dar razão de seu feito. Seja que, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me diz-que-disseram: que constava que nosso pai, alguma vez, tivesse revelado a explicação, ao homem que para ele aprontara a canoa. Mas, agora, esse homem já tinha morrido, ninguém soubesse, fizesse recordação, de nada mais. Só as falsas conversas, sem senso, como por ocasião, no começo, na vinda das primeiras cheias do rio, com chuvas que não estiavam, todos temeram o fim-do-mundo, diziam: que nosso pai fosse o avisado que nem Noé, que, por tanto, a canoa ele tinha antecipado; pois agora me entrelembro. Meu pai, eu não podia malsinar. E apontavam já em mim uns primeiros cabelos brancos.

Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.

Sem fazer véspera. Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se falava, nunca mais se falou, os anos todos, não se condenava ninguém de doido. Ninguém é doido. Ou, então, todos. Só fiz, que fui lá. Com um lenço, para o aceno ser mais. Eu estava muito no meu sentido. Esperei. Ao por fim, ele apareceu, aí e lá, o vulto. Estava ali, sentado à popa. Estava ali, de grito. Chamei, umas quantas vezes. E falei, o que me urgia, jurado e declarado, tive que reforçar a voz: — "Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto... Agora, o senhor vem, não carece mais... O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na canoa!..." E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do mais certo.

Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n'água, proava para cá, concordado. E eu tremi, profundo, de repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito um saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos! E eu não podia... Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado. Porquanto que ele me pareceu vir: da parte de além. E estou pedindo, pedindo, pedindo um perdão.

Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.


Texto extraído do livro "Primeiras Estórias", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1988, pág. 32, cuja compra e leitura recomendamos.

Ando devagar...



As melhores estrofes da música, as que calam fundo em mim são:

"É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz"

Acho que é isso aí.Cabe a nós escrever essa história.A escolha cabe a nós e somente a nós.A vida é curta e deve ser vivida realmente intensamente.Penso que devemos seguir sempre em frente considerando nossas falhas como parte da nossa jornada e tirando proveito deles.Somos seres imperfeitos buscando a perfeição.Somos seres de luz, filhos da luz.
A vida é um grande e delicioso mistério.

Danielle

...mais um pouquinho deles....


Miguel com 2 aninhos quase 3.Esta é mais recente.


Minha querida Esther (5 quase 6 anos) na festividade do dia das mães de 2010.


Teteca com uns 10 meses e eu.Muito fofa!Que saudade!



Esther e eu








Esther





Miguelito

Meus amores eternos


Esther com 1 aninho - 2005


Eu, Miguel com 1 aninho e Esther com 4 aninhos


Um pouquinho de Teteca e eu

You learn



I recommend getting your heart trampled on to anyone
I recommend walking around naked in your living room
Swallow it down (what a jagged little pill)
It feels so good (swimming in your stomach)
Wait until the dust settles

(chorus)
You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn

I recommend biting off more than you can chew to anyone
I certainly do
I recommend sticking your foot in your mouth at any time
Feel free
Throw it down (the caution blocks you from the wind)
Hold it up (to the rays)
You wait and see when the smoke clears

(repeat chorus)

Wear it out (the way a three-year-old would do)
Melt it down (you're gonna have to eventually anyway)
The fire trucks are coming up around the bend

(repeat chorus)

You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn


Você Aprende

Eu recomendo ter o coração menosprezado a qualquer pessoa,
eu recomendo andar nú pela sua sala de estar, engula-a ( quepílula ruim)
ela faz tão bem (nadando em seu estômago)
espere até a poeira abaixar

Você vive, você aprende, você ama, você aprende
você chora, você aprende, você perde, você aprende
você sangra, você aprende, você grita, você aprende

Eu recomendo dar o passo maior que a perna,
eu certamente dou,
recomendo cometer gafes a qualquer hora
sinta-se livre, jogue-a para baixo
a cautela lhe protege do vento, suspenda-a ( aos raios )
espere e veja quando a fumaça sumir

Você vive, você aprende, você ama, você aprende
você chora, você aprende, você perde, você aprende
você sangra, você aprende, você grita, você aprende

Solte-se ( como uma criança de 3 anos faria)
enterneça-se ( eventualmente você fará de qualquer jeito )
os caminhões de bombeiro estão chegando na curva

Você vive, você aprende, você ama, você aprende
você chora, você aprende, você perde, você aprende
você sangra, você aprende, você grita, você aprende
você se aflige, você aprende, você se sufoca, você aprende
você ri, você aprende, você escolhe, você aprende
você reza, você aprende, você pergunta, você aprende
você vive, você aprende

Que me desculpe a dona do blog "somos todos apendizes", pois tive de copiar a cr6onica "De ferro e Carbono. Achei sensacional!Parabéns!

"Mãe não entende se você não come tudo que está no prato. Mãe não aceita desculpas do tipo “Se os outros podem, por que eu não posso?”. Mãe responde: “Os outros não são meus filhos”.
Mãe adora ouvir o barulho da fechadura quando o filho chega. Mãe tem cheiro de banho, tem cheiro de bolo, tem cheiro de casa limpa. Mãe fica assustada quando vê o caso daquela modelo que morreu de anorexia: “Eu já falei pra você comer tudo!” Mãe fica assustada quando lê notícia de assalto. Mãe fica assustada quando lê notícia de acidente. Mãe fica assustada quando lê notícia de briga. Mãe fica assustada quando lê notícia. Mãe fica assustada.Mãe não está nem aí para o que os outros pensam. Mãe foge com o filho para o Egito, montada num burrico. Mãe tem sonho. Mãe tem pressentimento. Mãe tem sexto sentido – e sétimo, oitavo, nono, décimo. Mãe não faz sentido (para quem não é mãe).Mãe chora ao pé da cruz. Mãe chora em rebelião. Mãe chora se o filho é messias ou bandido. Mãe acredita. Mãe não pode ser testemunha no tribunal. Mãe é café com leite. Café com leite, pão com manteiga, biscoito, bolacha de água e sal, banana cozida. E ainda faz você levar um pedaço de bolo pra casa.Mãe só tem uma, mas é tudo igual. Mãe espera o telefone tocar. Mãe espera a campainha tocar. Mãe espera o resultado do vestibular. Mãe espera o carteiro. Mãe moderna espera e-mail. Mas espera. Mãe sempre espera.Mãe ama. Assim, verbo intransitivo, como queria Mário de Andrade. Porque, se é mãe, já se sabe o que ela ama. A culpa é da mãe, dizem os freudianos superficiais. Os verdadeiros freudianos sabem que, sem mãe, nada feito.

Uma amiga costuma dizer: “Pai é palhaço, mãe é de aço”. A frase é interessante, porque o aço é uma liga de ferro e carbono. Ferro é o símbolo da força; carbono é o elemento presente em todos os organismos vivos. A mãe constitui a liga entre a fragilidade e a força do indivíduo. Não há algo mais vulnerável e mais sólido que a maternidade. Mãe é de aço.A esta altura, você deve estar perguntando: “Mas por que esse cara está falando tanto de mãe?” A verdade é que eu não sei. Talvez seja porque a palavra mãe não tenha equivalente. Já notaram? Mãe só rima com mãe."

Mais meórias

As vitrines


Eu te vejo sumir por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não

Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir

Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar

Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão

E como uma coisa puxa a outra ...

A música "Cálice", de autoria de Chico Buarque e Gilberto GIl, foi considerada subversiva pelos órgãos da ditadura militar brasileira e por isso teve que ser cantada com a letra modificada. As lembranças da repressão; a prisão de pessoas que simplesmente "sumiam"; a violência sofrida pelos que desafiavam o regime repressor - tudo isso atingia a todos que não pactuavam com o regime militar instalado no Brasil pós-64. Um grande "CALE-SE" se abateu sobre o povo brasileiro.



Cálice

Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil


Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)

Imagens que me chegam ...



João e Maria

Composição: Chico Buarque/ Sivuca

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos".



Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a magoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer. Então vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão".

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções".

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - " Não viva de aparências".

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso ... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se".

A rejeição de si próprio, a ausencia de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie".

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste".

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Dr. Drauzio Varella

Sara Paín: entrevistas sobre educação, psicopedagogia e psicanálise.


Sara Paín, psicóloga argentina, doutora em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires e doutora em pelo Instituto de Epistemologia de Genebra, desenvolve um trabalho extremamente consistente e relevante relacionando à psicologia e arte-terapia diante da problemática do aprender e da questão do fracasso escolar. Com sólidos conhecimentos da epistemologia genética de Piaget e do universo da psicanálise, e omais importante sem superdimensionar e mistificar o papel destas teses no campo educacional.
Estabelecida na França, onde pesquisa e leciona, é uma autora sempre presente no Brasil, realizando pesquisas e seminários acadêmicos, consultoria científicas, cursos entre outras atividades. Sua bibliografia está bem representada em nosso país 1.
Tomei contato com seu pensamento durante a licenciatura, em 2001, primeiro, numa entrevista à revista Nova Escola, depois conheci o livro Subjetividade e Objetividade. Logo simpatizei com algumas idéias, discordei de outras, mas sempre admirei sua postura intelectual. Ética e coerente.
Sem concessões e superficialidade quanto à teoria e prática, Sara Paín manifesta posições precisas quanto à função que a escola deve desempenhar na sociedade, sem atribuições alheias que inviabilizam seu funcionamento efetivo. Crítica frente a modismos pedagógicos, como a Teoria das Inteligências Múltiplas que, segundo sua visão, "não tem nenhum fundamento teórico válido". Não deixa de criticar os professores que descuidam de sua formação ou manifestam atitudes preconceituosas. Numa passagem forte, mostra-se firme diante do ensino miserabilista e demissionário que permeia parte do campo pedagógico, que restringem os alunos pobres ao seu gueto e reproduzindo perpetuamente sua condição precária pois o dispositivo escolar "não pode querer educar cada criança apenas segundo suas possibilidades. Se ela respeitar as condições dos filhos da classe pobre está perdida. Pois vai promover o desrespeito. O fato é que não se pode respeitar a pobreza. A pobreza tem de ser atacada, não respeitada." Atenção, Sara não está defendendo um ensino tecnicista e atrelado ao mercado de trabalho. Para finalizar, mostra-se extremamente lúcida e preocupada com o “presentismo” que domina o cenário educativo contemporâneo. Presos ao imediatismo (com sua carga de consumismo e resignação) a formação de crianças e adolescentes torna-se frágil e incompleta, sem referência a grande tradição cultural acumulada pela humanidade. Cujo diálogo com problemas do presente é fundamental para a estruturação de um futuro viável.

No texto que escrevi criticando o pensamento de Paulo Freire, algumas das ideias de Sara Paín tiveram papel relevante, somadas a outras fontes. Reconheço que expressão Antopologia do Desprezo e da Incapacidade”, inspirado num artigo de Lilian do Valle (acrescentando o desprezo), necessita de um aprofundamento maior. Fica para uma próxima postagem dedicada ao tema da educação.


As entrevistas2 foram publicadas nas revistas: Estilos da Clínica, volume I, n. 1, 1996, pp. 94-105 (na verdade um diálogo bastante produtivo com o professor Leandro de Lajonquière); Pátio,ano 3, n.11,nov1999/jan2000,pp.29 e 30; Nova Escola, n.137, novembro de 2000 (concedida à Gabriel Pillar Grossi, minha cópia xerox que escaneei não tem a numeração das páginas).

Neste link está o arquivo com os três depoimentos.

“Quando se fala em fracasso escolar, é preciso levar em conta a função que a escola desempenha na sociedade. Se seu papel consiste na transmissão de conhecimentos de acordo com uma distribuição de saberes apta a reproduzir a sociedade e seu sistema, é evidente que a instituição escolar é um êxito. Se a escola se destina a dar igualdade de oportunidades a todos e permitir uma promoção social que beneficie a comunidade em seu conjunto, é evidente que ela fracassa necessariamente, enquanto os projetos políticos-econômicos não dão um contexto favorável ao desenvolvimento.”

“(...), a teoria das Inteligências Múltiplas não tem nenhum fundamento teórico válido e é politicamente tão “correta” que se torna suspeita de validar qualquer inteligência para finalmente fechar as portas aos supostamente não-dotados em certas disciplinas. A inteligência é o direito de cada ser jovem exercitar-se nas diversas possibilidades e escolher além de uma suposta habilidade inata, que não é determinante no prazer de aprender.”

“Além das condições sociais da aprendizagem já apontadas, há um problema de contexto cultural que não se pode resolver em uma geração. Educar é educar um ser cívico, participante na vida social. Esta participação constitui uma consciência de deveres e direitos. Entre esses deveres e direitos figura o de aprender e educar. Se a comunidade e os pais não sentem profundamente, quase religiosamente, a importância desta profissão leiga, será impossível 'naturalizar” a aprendizagem.”

“Da forma como está sendo implantado, o sistema de ciclos pode ter um resultado perverso. Se o professor continua acreditando que alguns de seus alunos estão condenados ao fracasso , não há decreto capaz de mudar isso. Ao contrário, dá impressão de que vão se esquecer ainda mais do último da sala. Por isso, eu insisto. Se a progressão não é graduada, não há chance de sucesso.”

“A violência mais aguda, de quebradeira e agressão, geralmente surge aos 12, 13 anos e atinge seu auge aos 16,17 anos de idade. Quando os alunos não conseguem aprender, quando percebem que esse é um universo que escapa completamente ao seu controle, transformam essa impotência em violência. O discurso da escola é sempre bom, positivo. A imagem que ela passa para esses adolescentes é de um mundo bom, o mundo do conhecimento. Só que eles não chegam lá. E explodem. Por quê? Porque o aluno se dá conta da mentira. O discurso é lindo, mas cruel. “Vai meu filho, estuda. É bom. No futuro ganharás um emprego... de gari.” Que ambição essas crianças podem ter? Em muitos lugares, os alunos pobres só ganham espaço para algumas manifestações culturais, como dançar ou fazer música. E muitos se dão conta de que toda a sociedade – a escola incluída – é uma enorme hipocrisia... Eles têm a oportunidade de não se evadir, mas ficar significa, no futuro, ter um trabalho subalterno, sem nenhuma valorização.”

“A questão é outra. A escola não pode querer educar cada criança apenas segundo suas possibilidades. Se ela respeitar as condições dos filhos da classe pobre está perdida. Pois vai promover o desrespeito. O fato é que não se pode respeitar a pobreza. A pobreza tem de ser atacada, não respeitada. Se essas crianças precisam ir uma hora à mais na escola para aprender, esse é o preço que essa geração tem de pagar, é um sacrifício que acaba em si mesmo. Porque eles também precisam mudar suas vidas, por meio da escola, para melhor.”

“A escola é o lugar para trabalhar, solidificar e pôr em prática a disciplina mental. Se o aluno a traz de casa, melhor. O que eu quero dizer é que, em sala de aula, a dinâmica de trabalho é essencial. Se você quer ensinar pintura a seu filho em casa, pode deixá-lo brincando à vontade. Na escola, não. É preciso fazê-lo de forma disciplinada, para sistematizar o conhecimento, porque ele não pode ser só espontâneo.”


“(...) O ensino escolar leva embutido em si mesmo uma tradição retroativa para que não se perca o conhecimento adquirido. Por outro lado, a educação está tensionada em direção ao futuro. Assim trata-se de articular passado e futuro. Entretanto, perante a imensidão dos conhecimentos passados costuma-se pensar que se deve, ao contrário, favorecer o desenvolvimento da máquina pensante pois assim a criança estaria em condições de compreender qualquer coisa. Entretanto, não é isso que acontece. O resultado é a “descultivação”, uma vez que se opera um corte na cadeia, que impede, precisamente o posicionamento perante o novo. Pensa-se ingenuamente que “descarnando” o processo de ensino-aprendizagem, isto é, aprendendo apenas “instrumentos cognitivos”, a criança poderá fazer, por exemplo, informática. No entanto, se a criança não conhece história da cultura, não sabe, por exemplo, quem foi Galileu Galilei, e não poderá utilizar de forma positiva o computador. Em outras palavras, não poderá utilizar esta máquina para fazer outras coisas; saberá até certo ponto “usar” a máquina em si mesma, mas não saberá o que colocar dentro.”

“(...) De fato, há um grande desprestígio do histórico e um investimento desmedido no atual. Ou seja, há pouca transposição do passado, da cultura até um empobrecimento da língua. Esse descuido com a língua acontece, por exemplo, tanto na Europa quanto na América Latina. Cabe assinalar que, enquanto toda a língua representa o passado, hoje em dia a dia dos jovens, em particular, está cheia de neologismos. Justamente, as novas gerações estão tensionadas para o futuro e muito pouco para o passado. Assim como a educação é a transmissão da cultura, há uma parte da população que “cai fora” dessa transmissão e portanto se “descultiva”.”

“Com efeito, estamos submetidos ao mundo das coisas porque estamos no presente. Considera-se que a criança deva aprender a utilizar o microcomputador. Pensa-se que a informática é a grande solução para todos os males. Até um adolescente, indeciso quanto à sua escolha profissional, apela para a ideia de “fazer informática” para sair do impasse. A informática é o futuro! Faz dez anos que a única coisa na qual se fala é no século XXI, como se o século XX, no qual ainda vivemos, tivesse acabado! Porém, não sei como podemos construir um futuro sem nos referir ao passado. Não sei como podemos construir um futuro se cada vez lemos menos, se a televisão, que é um elemento onipresente no nosso cotidiano, é uma janela aberta para um presente contínuo, para um presente que nem sequer é idealizado. O 'presente” presente está cru: de fato, a televisão nos oferece um presente sem adereços.”


Notas:

1. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: Editora Artmed, 1985
A Função da Ignorância . Volume 1: Estruturas Inconscientes do Pensamento, volume 2: A gênese do inconsciente. Porto Alegre: Editora Artmed, 1987
Psicopedagogia Operativa - Tratamento Educativo da Deficiência Mental. (em co-autoria com Haydée Echeverria) Porto Alegre: Editora Artmed, 1987
Psicometria genética. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1995
Subjetividade Objetividade: relação entre desejo e conhecimento. São Paulo: CEVEC, 1996.
Teoria e técnica da arteterapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre : Artmed, 2001. (em co-autoria com Gladys Jarreau)
Encontros com Sara Paín. org. Sonia Maria A B Parente. São Paulo: Casa do Psicólogo,2001
Os Fundamentos da arteterapia. Petrópolis: Vozes, 2009

2. Existe uma primeira entrevista concedida à Nova Escola, n.70, 1993, entitulada "Educar é ensinar a pensar." que traz conteúdos relevantes, porém mais restritos a psicopedagogia. Não é difícil de ser localizada no Google. Estas últimas são mais críticas e incisivas, enquanto a de 1993, ao meu ver, tem certo recorte da redação da Abril, que selecionou o que é de interesse do periódico.

Fonte: http://labirintosdoser.blogspot.com.br/2011/03/sara-pain-entrevistas-sobre-educacao.html

 

Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.

Fernando Pessoa

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Perfil de borboleta.



Peço licença aos entomólogos para ousar escrever um pouquinho sobre o perfil de um dos mais fantásticos e atraentes insetos que conheço e gosto observar na natureza: A borboleta. Elas são coloridas, alegres, de vôo suave, delicadas, atraentes aos olhos e de vida efêmera. É uma verdadeira terapia observar o vôo das borboletas e ocupar-se entender a geometria dos desenhos e cores em suas cintilantes asas.

Apesar de sua beleza, as borboletas não têm condições saber para onde vão. Elas se orientam pelo campo magnético da Terra ou mesmo pelo sol. Algumas espécies podem detectar odores em árvores e assim norteiam seu rumo incerto, ou pelo menos desconhecido por ela.

As borboletas só sabem o seu local de destino quando chegam lá. Por isso, as borboletas não perdem tempo, abrem suas lindas e majestosas asas brindando-nos com pinturas dignas dos melhores artistas e voam freneticamente sem saber ao certo o que estão fazendo. Embora importantes polinizadoras e preservadoras da flora e fauna sua breve existência não passa de mero impulso de vida absolutamente inconsciente!

Em locais onde há maior intensidade magnética é possível observar várias borboletas voando juntas, em círculo, pois de tão sensíveis que são, perdem o foco de sua meta ante a mínima variação atmosférica. Desta forma, elas podem passar o resto de suas quatro a nove semanas de vida, simplesmente voando em círculos.

O foco das borboletas é determinado pelo acaso. Elas provavelmente inspiraram o autor daquela música que diz: “deixa a vida me levar...”. Isso é a cara das borboletas. Qualquer variação de vento, calor, umidade ou energia magnética da Terra pode facilmente subverter as borboletas de seu desconhecido objetivo.

Dias desses entrei em uma loja para comprar uma gravata. As atendentes estavam alegres, roupas coloridas e esvoaçantes. Ora elas voavam para a vitrine, ora voavam pelo balcão exibindo sempre as cores de suas asas vestuais. Descobri então que uma revista de moda era o local com maior campo magnético, pois lá havia várias borboletas humanas voando em círculo, sem destino certo. Enquanto isso eu aguardava admirado o cessar daquele espetáculo para poder comprar o complemento do terno, mas quem disse que borboletas param?

Então percebi que, apesar de espetacular, o admirável perfil de borboleta não convém a todas as pessoas e em todas as ocasiões, em especial quando se tem metas e objetivos a cumprir na vida.

Cada pessoa precisa ter bem consciente os seus desígnios, estabelecer metas e elaborar uma estratégia para efetivá-las. Manter o foco nesta estratégia é essencial para a consecução daquilo que se pretende conquistar na vida, no trabalho ou mesmo na sala de aula. Pessoas e profissionais não podem deixar a vida levar-lhes sem rumo certo. Isso combina com borboletas, mas não com pessoas determinadas, que sabem o que querem da vida e tem pelo menos uma noção onde querem chegar nos próximos cinco, dez, ou vinte anos.

Ao contrário das borboletas, seres humanos podem viver até 100 anos! Então, concentre-se em seus objetivos pessoais, profissionais ou escolares. Escreva e cole em locais visíveis bilhetes com trechos de suas metas e algumas dicas para alcançá-las. Incremente esses auto-bilhetes com frases e idéias que lhe motivem a concentração em seus objetivos. Resista ao campo magnético, seja ele qual for, que eventualmente possa fazer você desviar-se de seu destino, pois voar em círculos é altamente improdutivo para seres humanos.

O revoar das borboletas é um lindo e estonteante espetáculo para se assistir. Quase terapêutico eu diria. Acontece que o perfil de borboleta não combina com pessoas que tem metas e objetivos a cumprir na vida, no local de trabalho ou na escola.

Eu fiquei encantado com a alegria e beleza daquelas borboletas humanas na loja de gravatas, mas saí sem comprar o que eu precisava e, naquele dia, uma daquelas vendedoras ficou com uma venda a menos em sua meta diária. De gravata em gravata não vendida a vendedora atrasa realizar seus sonhos. Pense nisso!

Prof. Chafic Jbeili