Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Floral do Havaí

Passion & Purpose – Fórmula da Luz Orientadora Qualidades Resumidas: ‘Passion & Purpose’ traz a experiência direta de uma energia masculina saudável , ajudando a neutralizar distorções na percepção, na experiência e expressão da sua natureza masculina. Apoia a tradução de suas visões e metas interiores em realidade, ajudando a manifestar todo seu potencial. Você aprende a cuidar do bem estar das pessoas e, de maneira honrosa e digna, prover orientação e proteção na medida em que eles crescem.

Floral do Havai - Hula Moon

Hula Moon – Fórmula do Lazer e Diversão Qualidades Resumidas: A essência floral Hula Moon envolve você em nutrição e aconchego maternal, permitindo que seu lado doce, brincalhão, alegre e espontâneo, divirta-se com o fluxo da vida. Sentindo-se protegido e seguro o suficiente para se permitir cultivar a arte de brincar, liberando “o sorriso de corpo inteiro” para desfrutar plenamente a vida. Contém os florais: Dwarf Poinciana • Rainbow Shower Tree • Royal Poinciana

Floral do Pacífico - Anemone Anthopleura

Anemone Anthopleura elegantissima Síntese: Este floral ajuda na aceitação de nós mesmo e dos outros através do ato de assumirmos a responsabilidade pela nossa própria realidade; para permitir que sejamos organizados pelo Universo. Desafíos: Vítima, Debilidade, Culpa, Controle Palavras Chave: Permissão, Autorização Afirmação: Eu sou capaz de responder com abertura e confiança Meridiano: Fígado Chakra: Plexo Solar

Os Florais

O uso de flores e plantas no tratamento humano é muito antigo. Pesquisas indicam que as flores já eram utilizadas com este objetivo antes de Cristo. Os aborígines australianos comiam a flor inteira para obter os seus efeitos, tanto os egípcios, como os africanos e os malaios já faziam uso delas para tratar dos desequilíbrios emocionais. Há registros de que no século XVI Paracelsus já utilizava as essências florais para tratar de desequilíbrios emocionais em seus pacientes. No entanto, a utilização de essências florais ultradiluídas foi introduzida por Bach. Nos anos 1930, o Dr. Edward Bach queria as essências florais nas casas das pessoas, onde a mãe pudesse indicar o melhor floral para o seu filho. Hoje, passados 70 anos, a Terapia Floral está se disseminando, a cada dia, nos consultórios dos terapeutas, psicólogos, médicos, etc do mundo inteiro. Em 1996, a The Dr. Edward Bach Foundation, da Inglaterra, promoveu o Primeiro Curso Internacional de Terapia Floral no Brasil com o objetivo de divulgar as essências Florais de Bach e de formar Practitioners (Terapeutas Florais reconhecidos e avalizados pela Fundação Bach). Ao longo das últimas décadas, dezenas de sistemas florais foram sendo desenvolvidos em várias partes do mundo, cada um com suas peculiaridades determinadas pelas flores de cada região. Um dos primeiros sistemas que surgiram na década de 1980 foram os Florais da Califórnia, desenvolvido nos Estados Unidos. Posteriormente surgiram os Florais do Sistema Bush, na Austrália. Hoje, dentro de um mesmo país, há vários sistemas cada um utilizando um grupo de flores regionais, embora não seja incomum encontrar flores semelhantes entre os sistemas. As essências florais são consideradas remédios homeopáticos nos Estados Unidos, onde remédios homeopáticos são considerados complementos alimentares. Do mesmo modo, no Brasil as essências florais, que surgiram nos anos 1980 e se intensificaram nos anos 1990, não são consideradas medicamentos, drogas ou insumos farmacêuticos. Essa classificação exime esses preparados de apresentarem comprovações de eficácia em tratamentos ou de submissão ao regime de vigilância sanitária, mas também não permite que sejam apresentadas indicações terapêuticas, com finalidades preventivas ou curativas . Composição e a Preparação As Essências Florais de Bach Originais são naturais e têm origem do Bach Centre, local onde Dr. Bach viveu seus últimos anos (1934-1936) em Mount Vernon, Sotwell, Wallingford, na Inglaterra. Todos os remédios são preparados a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres. A sua manipulação obedece aos rígidos padrões determinados por este Centro. O floral é composto de água mineral, brandy de uvas (conhaque) e essências Florais de Bach Originais (de uma a seis essências no mesmo frasco – podendo chegar, raras vezes, a oito essências). O brandy (envasado em tonéis de carvalho) serve de conservante para a solução: isto significa, aproximadamente, menos de meia gota de álcool para cada dose tomada. Somente aceite as essências Florais de Bach Originais. Veja abaixo, como são preparadas. Outro conservante muito usado (quando a pessoa não pode e/ou não quer tomar essências florais com brandy de uvas) é o vinagre de maçã natural.

Flor de Nãnã - Floral da Amazônia

(Melastomatácea belúcia) Minhas pétalas escassas e sumamente delicadas, de um violeta forte, nascem de aste rósea robusta, com aspecto velho, seco. Sou beleza que brota da feiura. Sou flor mimosa que brota sobre o calo. Sou possibilidade de transmutação para mágoas profundas ou traumatismos da alma e do corpo. Trago conformação, alento da vida. Trago uma nova alegria e desperto a visão para uma realidade desconhecida, embora viva mergulhado nela. Trago a humildade e a paciência nas provações da vida. Caminho lentamente, mas meus passos são seguros. Eu sou a chama consumidora que elimina os impedimentos. Orixá- Nanã Classificação – Mata Virgem – Arbusto Modo de ser na Natureza – É um arbusto de caule lenhoso e folha muito grande. Sua flor nasce num pendão duro, com módulos de onde nascem as flores. Cor rosa e violeta. Ponto de Força – 3°.chacra – corpo emocional. Atuação da Essência – Transmutadora. Trabalha a superação das cicatrizes e traumas internos e externos, as mágoas profundas, a vergonha dos defeitos físicos. Boa para reintegração de paraplégicos, doenças cármicas. Traz a conformação diante da inexorabilidade do destino, transformando a experiência traumática em auto-conhecimento e maturidade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Da sensibilidade magnética

Há doentes sobre os quais se atua em dois ou três minutos; em outros é necessário muitos dias e em alguns muitos meses. (Koreff, Deleuze) Há doentes nos quais os efeitos vão sempre aumentando; outros que sentem desde o primeiro dia tudo quanto experimentaram no decurso de um longo tratamento; outros, finalmente, que, depois de manifestarem sintomas notáveis, cessam de manifestar de repente a menor impressão. (Mesmer, Deleuze, Aubin Gauthier) A magnetização produz efeitos puramente físicos; o doente cuja mão seguramos na posição da relação por contato experimenta geralmente os efeitos seguintes: umidade na palma das mãos, titilações nos dedos, formigamentos; a sensação encaminha-se às vezes aos braços, aos ombros até a cabeça, ou vai atacar o epigástrio, e há então irradiação por todo o corpo, que determina leves calafrios, bocejos, aos quais sucede a dormência dos membros e do cérebro. Em uns, o pulso diminui, o rosto empalidece, as pálpebras oscilam e fecham-se, os queixos e os membros se contraem, há sensação de frio; em outros, o pulso se acelera, sobem ao rosto fugachos que o avermelham, o olhar aviva-se, há transpiração, acessos de riso ou pranto. Quando estes efeitos parecem querer acentuar-se, podemos, se se tem em vista obter-se o sono magnético, prolongar a ação que os determina; mas se não quisermos o sono (o que deve ser o caso mais habitual, por isso que ele não é necessário ao tratamento) apressemo-nos em romper a relação abandonando as mãos do sonâmbulo e fazendo-lhe alguns passes à distância. Acontece frequentemente que o magnetismo restabelece a harmonia das funções de que acabamos de falar, isto é: tendência à transpiração, sensação de frio ou de calor, espasmos, movimentos musculares, contrações, dormência, displicência, formigamentos, bocejos etc.; e só o percebemos ao efeito produzido pela melhora da saúde. O magnetismo nem sempre se manifesta, pois, por efeitos que anunciam a sua ação; e procederia mal quem desanimasse muito depressa, ou declarasse que o magnetismo é impotente só porque ao cabo de oito ou quinze dias, algumas vezes dois meses ou mais, não tivesse produzido nenhum efeito aparente. (Deleuze, Koreff, Aubin Gauthier) As pessoas que parecem mais rapidamente sensíveis à ação magnética são as que levam uma vida simples e frugal, que não são agitadas pelas paixões, que não abusaram dos narcóticos e dos minerais, e que não fazem uso imoderado dos perfumes de toucador. Os hábitos da alta sociedade, a vida agitada da política e dos negócios, as preocupações morais, o abuso dos anestésicos e dos narcóticos, os excessos da mesa e das bebidas alcoólicas ou fermentadas, diminuem cada vez mais a receptividade magnética; é por isso que os campônios que vivem com toda a simplicidade e ao ar livre, sem terem habitualmente recorrido às excitações artificiais dos prazeres da cidade e da terapêutica moderna, têm mais probabilidade de sentir com maior facilidade e rapidez que os outros os efeitos da ação magnética, no entanto que os alcoólatras e os morfinomaníacos são quase insensíveis. Nas crianças em quem o movimento natural não é ainda contrariado pelos maus hábitos de uma vida mal regulada, a ação magnética é mais notável, mais pronta e salutar que entre as pessoas adultas; e o mesmo se dá com os animais. As crianças e os animais são geralmente muito sensíveis ao magnetismo, e obtém-se sobre eles curas muito rápidas. É preconceito acreditar-se que as pessoas de compleição delicada ou enfraquecidas pelas moléstias crônicas são mais sensíveis que as outras; geralmente, não são os indivíduos edemaciados ou de temperamento nervoso que dão mais depressa indícios de sensibilidade magnética; pelo contrário, são antes as naturezas enérgicas e vivazes que melhor correspondem aos movimentos de reação que se procura produzir pela magnetização. Há igualmente uma opinião segundo a qual a sensibilidade magnética e, consecutivamente, o efeito curador dependem sobretudo de certas analogias de relação entre o magnetizador e o paciente; é evidente que se deve levar em conta influências que resultam dos caracteres, dos temperamentos e dos meios: os climas, as estações, o regime, os hábitos, a idiossincrasia têm efeitos incontestáveis num tratamento, e é muito admissível que certas pessoas sejam mais aptas que outras para produzirem certos efeitos e curarem determinadas moléstias. Não é duvidoso que os corpos são mais ou menos condutores das correntes, e por conseguinte, mais ou menos radiantes; que as trocas magnéticas entre os corpos variam portanto até ao infinito, mas isto é uma questão de mais ou menos em que não devemos deter-nos por muito tempo. Em tese, todos os doentes são sensíveis à ação magnética, e o são mais ou menos rapidamente; quando não se é bem sucedido, provém isto de mais uma falta de perseverança no tratamento ou da gravidade da desordem produzida no organismo por uma moléstia antiga, do que de qualquer outra coisa. Na maior parte dos indivíduos nervosos e nas moléstias que mais especialmente afetam o sistema nervoso, onde a prostração e a anemia alternam com uma grande superexcitabilidade, o magnetismo atua na maioria dos casos, sem produzir efeitos aparentes; e se, às vezes, com o correr do tempo, o magnetismo consegue triunfar dessas perturbações profundas da enervação, acontece frequentemente que se obtém a produção de fenômenos singulares que não são sempre seguidos dos resultados curativos que dele se espera. Em suma, seria erro acreditar-se que as afecções nervosas caem, mais especialmente que as demais moléstias, sob a competência do magnetismo; a ideia falsa que se fez e ainda se faz do papel fisiológico do magnetismo e de seus efeitos curadores contribui grandemente para entreter este preconceito, que a observação e a experiência deveriam ter há muito tempo desarraigado. Do livro: “Magnetismo Curador” (Cap. XVIII) Autor: Alphonse Bue Postado por: Blog Magnetismo Temas: Magnetismo, Terapia Magnética Artigos relacionados: Sobre o tratamento magnético É necessário haver perfeita distinção entre um tratamento magnético e uma magnetização acidental e passageira. Uma dor, uma nevralgia, um movimento febril, um começo de defluxo, uma função momentaneamente suspensa se curam rapidamente; basta, muitas vezes, uma ou duas magnetizações para sustar os progressos do mal e restabelecer o equilíbrio do organismo. Mas dá-se diferentemente quando se trata de uma moléstia mais séria, e principalmente de um estado crônico que já vem de muito tempo. Faz-se preciso então instituir um tratamento. Podendo durar oito dias, quinze dias, um, dois, três, seis meses, e muitas vezes mais, conforme a gravidade e a antiguidade do mal, é necessário não empreender um tratamento precipitado, se de ambas as partes não houver firme resolução de continuá-lo e levá-lo até feliz êxito. Quando não houver vontade ou vagar para ultimar com êxito feliz um tratamento magnético, não se deve empreendê-lo, porque, depois de um doente ter experimentado bons e salutares efeitos da ação magnética, a cessação muito súbita desta ação torna-se-lhe muitas vezes prejudicial. (De Puységur) Deslocar-se-iam deste modo os humores que não tivessem tido tempo de se fixarem. (De Jussieu) Um efeito começado e não sustentado pode contrariar a natureza sem ajudá-la em seus meios. (De Puységur) Em certas moléstias orgânicas muito graves e antigas, os esforços que faz a natureza para tomar uma nova direção podem produzir as crises mais dolorosas e alarmantes; faz-se mister evitarmos interromper a ação e não nos amedrontarmos. Nunca vi acidente grave ser a consequência de uma crise violenta cujo desenvolvimento não se tenha sustado ou contrariado. (Deleuze) Um assentimento recíproco dos mais completos deve-se estabelecer desde o começo entre magnetizador e magnetizado: de um lado, dedicação, vontade firme e perseverante; do outro, paciência e confiança absolutas. O magnetizador só deve ter um objetivo: aliviar ou curar. Deve considerar sua missão como um verdadeiro sacerdócio que lhe cria novas obrigações. Sacrificando tudo ao desejo de praticar o bem, não deve procurar, por vã ostentação, impressionar a imaginação do seu doente ou daqueles que o cercam pela produção de efeitos surpreendentes e extraordinários; sua única preocupação deve ser ajudar a natureza, sem nunca contrariá-la. Por seu lado, a pessoa magnetizada deve fazer todos os esforços para sustentar e animar o ardor daquele que se propõe restituir-lhe a saúde. Não deve, pois, mostrar prevenção, desconfiança ou impaciência. O começo de um tratamento é geralmente ingrato. Pelo fato do magnetismo não produzir imediatamente efeitos aparentes e sensíveis, não se deve desde logo decidir que ele é impotente; pode-se citar um grande número de casos de cura obtidos, sem que nenhum sintoma magnético se tenha manifestado. Consequentemente, nem sempre as curas são precedidas, como se poderia supor, de efeitos que anunciem a ação magnética, e seria de mau alvitre desanimar-se depressa. Nas moléstias agudas de marcha rápida, é raro que o magnetismo não atue de maneira a mostrar imediatamente todo o bem que dele se pode tirar. Porém, nas moléstias crônicas de marcha mais lenta, os sinais são sempre menos prontos, menos sensíveis, e precisa-se esperar vinte até trinta dias para ter-se um indício qualquer. Acontece mesmo muitas vezes, em certos casos de moléstias orgânicas inveteradas, que a ação só se faz sentir no fim de alguns meses, e então perde-se a confiança no momento em que se poderia colher os frutos do tratamento. Fora do assentimento moral comum, que deve existir entre magnetizador e magnetizado, qualquer tratamento exige de uma e de outra parte muita regularidade, uniformidade, ordem e principalmente exatidão. O começo periódico das sessões em horas fixas é absolutamente indispensável à boa direção de um tratamento. Uma vez combinada a hora mais conveniente, importa que haja restrita pontualidade. Conforme a gravidade do mal ou a natureza da moléstia, assim se decide que as sessões se realizem todos os dias ou de dois em dois dias. Se as sessões se derem todos os dias, cumpre que haja de ambos os lados uma grande exatidão quotidiana, a fim de evitar-se lacunas no tratamento. Se forem de dois em dois dias, é necessário, tanto quanto possível, que haja periodicidade constante e que um dia não seja indiferentemente substituído por outro. A duração das sessões deve sempre ser a mesma. Pode-se na média fixá-la em meia hora, 45 minutos no máximo, quando a sessão tiver de comportar alguns processos de massagem. Impulsado pelo ardor do bem ou pelo desejo de satisfazer ao doente, deixamo-nos sempre levar a magnetizar por mais tempo do que o necessário para lhe ser útil. Entretanto, é preciso não perdermos de vista que uma ação curta, porém vigorosamente sustentada do começo ao fim, é mil vezes mais profícua ao doente do que uma ação muito prolongada, na qual o operador perde uma parte de suas forças. Em geral, num tratamento começando por ação suave e progressiva, obtém-se resultado muito melhor do que agindo com muita energia e precipitação. O defeito comum a todos os noviços, é pecar por impaciência e excessivo ardor. Nos tratamentos quotidianos, pode-se em certos casos suspender as sessões durante muitos dias, a fim de estudar-se, com espírito de observação, os sintomas que se produzem no intervalo. Estas suspensões contribuem às vezes para despertar a sensibilidade magnética no momento em que se recomeça. No tratamento das moléstias pela medicina comum, acontece frequentemente que a demora da convalescença sobreleva a do tratamento; é o que fazia dizer a Mesmer que a convalescença é a Moléstia dos remédios. O magnetismo, não se fazendo ajudar de remédio algum, e apelando, desde o primeiro dia, para a reação vital, não produz convalescença: o último dia de crise é o último dia da moléstia. As radiações magnéticas, impulsando o despertar da natureza e a realização das funções, incitam o doente a recuperar as forças, à medida que explica os princípios mórbidos da moléstia, e é assim que ela termina no próprio dia em que se completa o equilíbrio integral. Por: Alphonse Bué Do livro: Magnetismo Curador Postado por: Adriana Temas: Terapia Magnética Artigos relacionados: Da natureza do fluido e sua ação Sabe-se que o fluido magnético comum pode dar, a certas substâncias, propriedades particulares ativas; neste caso, age de alguma sorte como agente químico, modificando o estado molecular dos corpos; nada há, pois, de espantoso em que possa mesmo modificar o estado de certos órgãos; mas compreende-se, igualmente, que sua ação, mais ou menos salutar, deve depender de sua qualidade; daí as expressões de “bom ou mau fluido; fluido agradável ou penoso”. Na ação magnética propriamente dita, é o fluido pessoal do magnetizador que é transmitido, e esse fluido que não é outro senão o perispírito, sabe-se que participa sempre, mais ou menos, das qualidades materiais do corpo, ao mesmo tempo que sofre a influência moral do Espírito. É, pois, impossível que o fluido próprio de um encarnado seja de uma pureza absoluta, e é por isso que sua ação curativa é lenta, algumas vezes nula, algumas vezes mesmo nociva, porque pode transmitir ao enfermo princípios mórbidos. De que um fluido seja bastante abundante e enérgico para produzir efeitos instantâneos de sono, de catalepsia, de atração ou de repulsão, não se segue, de nenhum modo, que tenha qualidades necessárias para curar; é a força que abate, e não o bálsamo que abranda e repara; assim ocorre com os Espíritos desencarnados de uma ordem inferior, cujo fluido pode mesmo ser malfazejo, o que os Espíritas têm, a cada instante, a ocasião de constatar. Só nos Espíritos superiores o fluido perispiritual está despojado de todas as impurezas da matéria; de alguma sorte, ele é quintessenciado; sua ação, por consequência, deve ser mais salutar e mais pronta; é o fluido benfazejo por excelência. Uma vez que não se pode encontrá-lo entre os encarnados, nem entre os desencarnados vulgares, é preciso, pois, pedi-lo aos Espíritos elevados, como se vai procurar nas regiões longínquas os remédios que não se encontram na sua. O médium curador emite pouco de seu próprio fluido; ele sente a corrente do fluido estranho que o penetra e ao qual serve de condutor; é com esse fluido que magnetiza, e aí está o que caracteriza o magnetismo espiritual e o distingue do magnetismo animal: um vem do homem, o outro dos Espíritos. Como se vê, não há aí nada de maravilhoso, mas um fenômeno resultante de uma lei da Natureza que não se conhecia. Para curar pela terapêutica comum, não basta qualquer medicamento; são necessários puros, não avariados ou adulterados, e convenientemente preparados; pela mesma razão, para curar pela ação fluídica, os fluidos mais depurados são os mais saudáveis; uma vez que esses fluidos benfazejos são o próprio dos Espíritos superiores, é, pois, o concurso destes últimos que é necessário obter; é por isso que a prece e a invocação são necessárias. Mas para orar, e sobretudo orar com fervor, é preciso a fé; para que a prece seja escutada, é preciso que seja feita com humildade e ditada por um sentimento real de benevolência e de caridade; ora, não há de verdadeira caridade sem devotamento, e não há de devotamento sem desinteresse; sem essas condições, o magnetizador, privado da assistência dos bons Espíritos, nisso está reduzido às suas próprias forças, frequentemente insuficientes, ao passo que com seu concurso podem ser centuplicados em poder e em eficácia. Mas não há licor, tão puro que seja, que não se altere passando por um vaso impuro; assim ocorre com o fluido dos Espíritos superiores passando pelos encarnados; daí, para os médiuns em que se revela essa preciosa faculdade, e que querem vê-la crescer e não se perder, há necessidade de trabalhar para a sua melhoria moral. Entre o magnetizador e o médium curador há, pois, esta diferença capital, que o primeiro magnetiza com seu próprio fluido, e o segundo com o fluido depurados dos Espíritos; de onde se segue que estes últimos dão seu concurso àqueles que querem e quando querem; que podem recusá-lo, e, por consequência, tirar a faculdade àquele que dela abusasse ou a desviasse de seu objetivo humanitário e caridoso para dela fazer um tráfico. Quando Jesus disse aos seus apóstolos: “Ide! expulsai os demônios, curai os enfermos”, acrescentou: “Dai gratuitamente o que recebestes gratuitamente.” Os médiuns curadores tendem a se multiplicar, assim como os Espíritos anunciaram, e isto tendo em vista propagar o Espiritismo pela impressão que essa nova ordem de fenômenos não pode deixar de produzir sobre as massas, porque não há ninguém que não pense em sua saúde, mesmo os mais incrédulos. Quando, pois, se verá obter com o concurso dos Espíritos o que a ciência não pode dar, seria preciso muito convir que há uma força fora de nosso mundo; a ciência será assim conduzida a sair da via exclusivamente material onde permanece até este dia; quando os magnetizadores anti-espiritualistas, ou anti-espíritas, virem que existe um magnetismo mais poderoso do que o seu, serão muito forçados a remontar à verdadeira causa. Importa, no entanto, premunir-se contra o charlatanismo, que não faltará em tentar explorar, em seu proveito, essa nova faculdade. Há, para isso, um meio muito simples, é o de recordar-se de que não há charlatanismo desinteressado, e que o desinteresse absoluto, material e moral, é a melhor garantia de sinceridade. Fonte: Revista Espírita - Allan Kardec (Ano 7 / Janeiro – 1864) Postado por: Adriana Temas: Fluido, Magnetismo, Mediunidade, Perispírito, Terapia Magnética Artigos relacionados: Magnetismo Humano e Espiritual O magnetismo produzido pelo fluido do homem é o magnetismo humano; aquele que provém do fluido dos Espíritos é o magnetismo espiritual. O fluido magnético tem, pois, duas fontes muito distintas: os Espíritos encarnados e os Espíritos desencarnados. Essa diferença de origem produz uma diferença muito grande na qualidade do fluido e em seus efeitos. O fluido humano é sempre mais ou menos impregnado das impurezas físicas e morais do encarnado; o dos bons Espíritos é necessariamente mais puro e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas que levam a uma cura mais rápida. Mas, passando por intermédio do encarnado, pode-se alterar como uma água límpida passando por um vaso impuro, como todo remédio se altera se permanece em um vaso impróprio, e perde em parte suas propriedades benfazejas. Daí, para todo verdadeiro médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar em sua depuração, quer dizer, em sua melhoria moral, segundo este princípio vulgar: limpai o vaso antes de vos servir dele, se quereis ter alguma coisa de bom. Só isto basta para mostrar que o primeiro que chega não poderia ser médium curador, na verdadeira acepção da palavra. O fluido espiritual é tanto mais depurado e benfazejo quanto o Espírito que o fornece é, ele mesmo, mais puro e mais desligado da matéria. Concebe-se que o dos Espíritos inferiores deve se aproximar do homem e pode ter propriedades malfazejas, se o Espírito for impuro e animado de más intenções. Pela mesma razão, as qualidades do fluido humano apresenta nuanças infinitas segundo as qualidades físicas e morais do indivíduo; é evidente que o fluido saindo de um corpo malsão pode inocular princípios mórbidos no magnetizado. As qualidades morais do magnetizador, quer dizer, a pureza de intenção e de sentimento, o desejo ardente e desinteressado de aliviar seu semelhante, unido à saúde do corpo, dão ao fluido um poder reparador que pode, em certos indivíduos se aproximar das qualidades do fluido espiritual. Seria, pois, um erro considerar o magnetizador como uma simples máquina na transmissão fluídica. Nisto como em todas as coisas, o produto está em razão do instrumento e do agente produtor. Por estes motivos, haveria imprudência em se submeter à ação magnética do primeiro desconhecido; abstração feita dos conhecimentos práticos indispensáveis, o fluido do magnetizador é como o leite de uma nutriz: salutar ou insalubre. O fluido humano sendo menos ativo, exige uma magnetização prolongada e um verdadeiro tratamento, às vezes, muito longo; o magnetizador, dispensando seu próprio fluido, se esgota e se fatiga, porque é de seu próprio elemento vital que ele dá; é porque deve, de tempos em tempos recuperar suas forças. O fluido espiritual, mais poderoso em razão de sua pureza, produz efeitos mais rápidos e, frequentemente, quase instantâneos. Esse fluido não sendo o do magnetizador, disto resulta que a fadiga é quase nula. Fonte: Revista Espírita – Allan Kardec Ano 8 - Setembro de 1865 - Nº. 9 Postado por: Adriana Temas: Fluido, Magnetismo, Mediunidade, Terapia Magnética Artigos relacionados: A imposição das mãos Quando se coloca as mãos sobre um doente, diz-se atuar por imposição. A imposição das mãos era conhecida e empregada, muito antes de Mesmer, como poderoso meio curador. Praticada desde os primeiros tempos históricos pelos magos da Caldéia, o magnetismo se propagou das Margens do Eufrates ao Egito e à Índia. Depois dos sacerdotes de Isis, os padres do Deus dos Judeus foram seus depositários e os cristãos o herdaram deles. Da Grécia passou a Roma, e de Roma, dizem, às Gálias. Sufocada na sombra espessa em que a cultivavam os adeptos na idade média, a ciência magnética renasceu com Paracelso, que a ensina ex-professor, e faz dela a base de uma nova escola médica. Meio século mais tarde, Van-Helmont consagra-lhe, em pura perda, quarenta anos de labores e de meditações, porque não é compreendido. Mesmer, finalmente, no século XVIII descobre o magnetismo que, depois de mais de três mil anos de exame e de controvérsia conta hoje oitenta anos de existência. (Dr. A. Tesle, 1845). A imposição - Como seu nome o indica, obriga ao contato; a mão deve deitar-se em cheio sobre as partes em que se quer exercer uma ação. Estendem-se as mãos sobre as partes planas, afastando levemente os dedos sem contração nem rigidez; envolve-se as partes redondas com a mão fechada, os dedos juntos e repousando sobre as regiões circunvizinhas. Na prática, as imposições se fazem mais comumente por cima das roupas ou das cobertas, estando o paciente sentado ou deitado, e a espessura dos tecidos, quando se acham bem estendidos e sem desigualdades, não invalidam em nada a comunicação que se quer estabelecer; apresentam-se, entretanto, casos (se não se corre principalmente o risco de ofender o pudor do homem ou da criança, por exemplo) em que a imposição direta, feita a nu sobre a pele é muito preferível, porque a ação magnética se junta então uma outra influência, a ação do calor, que vem favorecer muito eficazmente as resoluções dos abscessos, tumores, ingurgitamentos ou obstruções. Em geral, a imposição é calmante e sedativa; atuando sobre as correntes nervosas e, consecutivamente, sobre a circulação do sangue e dos humores, ela distende e relaxa as fibras musculares, faz cessar as contrações, dissipa as obstruções, favorece as secreções e o fluxo periódico. Porém, a imposição, atraindo mais especialmente a ação das correntes sobre a parte tocada, e as forças nervosas acumulando-se nesta parte, pode, por uma ação de condensação prolongada, tornar-se excitante; é assim que as imposições sobre o cérebro e o epigástrio* produzem às vezes perturbações e sufocações que se fazem cessar imediatamente, suspendendo-se a ação ou afastando-a. Dirige-se à vontade a ação magnética sobre tal ou tal parte do corpo, colocando uma só mão sobre o órgão que se quer atuar - é o contato simples - ou estabelecendo, por meio das duas mãos, uma continuidade de relação - é o contato duplo - os braços e as mãos nesta operação devem ser considerados como simples condutores, próprios para estabelecer esta continuidade. Aquele que magnetiza, deve considerar-se qual máquina física que produza em si mesma o agente dos fenômenos: sua vontade deve ser ativa, deve querer agir sobre o magnetizado induzindo nele o princípio que sua organização encerra; os braços, as mãos, não devem ser considerados senão os condutores desse agente. (Barão Du Potet) * Epigástrio - Parte superior do abdome, entre os dois hipocôndrios. Retirado do livro ‘Magnetismo Curador’ - Alphonse Bué “O magnetismo animal é, portanto, a mais poderosa de todas as forças físicas e químicas. (...) A cura magnética processa-se por meio de passes magnéticos, pela aposição de mãos (...)” (Du Prell) Postado por: Adriana Temas: Magnetismo, Terapia Magnética Artigos relacionados: Condições necessárias para ser magnetizado (2/2) Requisitos importantes para um paciente receber o magnetismo – Parte 2 (Final) Cumpre saber: 1) Que o tempo de uma cura varia ordinariamente de um a seis meses, e algumas vezes mais; 2) Que não há motivo para perder-se a esperança quando nada se sente no começo; os efeitos magnéticos manifestam-se às vezes tardiamente, e a cura muitas vezes sobrevém mesmo sem nenhum sinal precursor aparente; 3) Que se as perturbações se agravam e aparecem dores, não há razão para atemorizar-se; todo tratamento apresenta alternativas inesperadas e os sofrimentos são a maior parte das vezes a prova de uma reação salutar. Finalmente, se um alívio imediato se produz, é preciso não se entregar muito cedo à esperança, a fim de evitar as decepções. O doente deve estudar com o maior cuidado todas as sensações que experimenta, quer durante a magnetização, quer no intervalo das sessões, a fim de poder informar o magnetizador sobre todos os sintomas que ele puder notar. Ele deve evitar ser influenciado pelo meio em que vive; não contrariar a ação do magnetismo, tomando ocultamente substâncias cujos efeitos o magnetizador não pudesse distinguir nem prever. Debaixo do ponto de vista do regime, cumpre evitar os excessos de todo o gênero, vigílias, fadigas corporais e espirituais, emoções vivas ou deprimentes, tudo o que, em uma palavra, puder perturbar o equilíbrio do corpo ou o repouso da alma. Não deve abusar, quer das abluções, quer dos banhos; a ação repetida das duchas quentes ou frias diminui com o correr do tempo a receptividade magnética, determinando uma excitação periférica que se transmite, pelos nervos vaso-motores, ao centro do grande simpático. Todo o agente manifestamente sedativo ou revulsivo, isto é, que demora ou excita o movimento vital, deve ser moderadamente empregado em concorrência com o magnetismo, de maneira a não embaraçar-lhe o efeito. É principalmente importante abster-se de tudo quanto possa tender a destruir ou minorar a sensibilidade nervosa, como os perfumes, narcóticos e bebidas espirituosas; debaixo da influência deprimente dos anestésicos ou dos tóxicos, a tensão vital acaba por embotar-se de tal modo que se torna impossível ao magnetismo despertar no corpo uma reação qualquer. As pessoas que fazem ou que fizeram uso imoderado da morfina, da antipirina, do éter, do ópio, do cloral, do clorofórmio, e do sulfonal, ou que foram tratadas durante muito tempo por tóxicos violentos, tais como a acetanilide, estriquinina, o salicilato de soda e as variedades de brumuretos ou de ioduretos, perdem toda a receptividade magnética e tornam-se incuráveis pelo magnetismo. O quinino em altas doses, a atropina, o colchico, o abuso do álcool e do tabaco têm os mesmos efeitos sobre o organismo. Retirado do livro ‘Magnetismo Curador’ - Alphonse Bué Postado por: Adriana Temas: Magnetismo, Terapia Magnética Artigos relacionados: Condições necessárias para ser magnetizado (1/2) Requisitos importantes para um paciente receber o magnetismo – Parte 1 de 2 Ninguém é refratário à influência magnética, e, do mesmo modo que qualquer indivíduo pode magnetizar, todo o indivíduo é magnetizável. É bastante, para aproveitar na mais larga escala os efeitos salutares do magnetismo, colocar-se nas condições de receptividade as mais favoráveis. Estas condições são todas de ordem moral: Simpatia, confiança e paciência. Condições necessárias para desenvolver a receptividade magnética: Simpatia A escolha de um magnetizador é uma coisa mais delicada e mais importante do que a escolha de um médico. É preciso que haja entre o magnetizado e o magnetizador, senão uma verdadeira simpatia, pelo menos ausência completa de antipatia; qualquer sentimento de indisposição, de constrangimento ou de repulsão, é absolutamente contrário ao estado de receptividade magnética. Confiança Se é indispensável a simpatia, não o é menos a confiança, não a fé cega na eficácia do magnetismo, mas sim uma absoluta confiança na pessoa do magnetizador. Um doente que esgotou os socorros da medicina nunca vem à magnetização com uma grande confiança, e muitas vezes a pouca estima que ele vota a um remédio que não conhece, deprecia esse remédio aos seus olhos. Tudo isto não é motivo para que o magnetismo não lhe restitua a saúde. A confiança na própria coisa não é indispensável para que o efeito se produza. (Aubin Gauthier) Só com o correr do tempo, depois da obtenção de certos efeitos, é que o doente pode familiarizar-se com o magnetismo, de que não tem às vezes mais do que uma idéia muito vaga; porém é desde o primeiro dia que ele deve confiar inteiramente no magnetizador, porque, dependendo a eficácia do tratamento da maneira pela qual o magnetismo é administrado, todo o sentimento de desconfiança ou de prevenção tenderia a enfraquecer as boas disposições daquele de quem toda a virtude curadora reside na expansão de suas faculdades radiantes. Dizei: “Eu não creio no magnetismo, mas tenho confiança em vós!” - Nestas disposições, as mãos dos menos hábeis podem produzir maravilhas. (Aubin Gauthier) Paciência Depois da confiança, a melhor garantia de bom êxito é a paciência, e infelizmente a paciência é a virtude que mais vezes falta aos doentes. Quer-se ser curado antes de submeter-se ao tratamento. Não se quer admitir que uma moléstia inveterada desapareça como que por encanto, e que é preciso dar ao tratamento o tempo necessário. Se não se sente nada no começo, duvida-se e perde-se a confiança. Se sobrevêm as dores ou aumentam-se, lamenta-se e fica-se amedrontado. Às vezes, uma melhora imediata, dando a esperança prematura de uma próxima cura, faz originar decepções que levam ao desânimo. Essas alternativas de dúvida e esperança, essas impaciências, esses temores, essa grande mobilidade de sentimentos têm geralmente deploráveis conseqüências; enervam o doente e desmoralizam o magnetizador; um coloca-se, por culpa própria, em mau estado de receptividade; o outro vê sustar-se, com grande pesar, a sua força irradiante, e o bom êxito da operação se acha deste modo retardado ou comprometido. É preferível não empreender um tratamento quando não se esteja compenetrado da necessidade de submeter-se inteiramente à experiência do magnetizador, e de não contrariar a sua ação em coisa alguma. CONTINUA... Postado por: Adriana Temas: Magnetismo, Terapia Magnética Artigos relacionados: Condições necessárias para magnetizar (3/3) Condições ideais para ser um bom magnetizador – Parte 3 (Final) Benevolência Todos, indistintamente, podem produzir efeitos magnéticos; porém, para curar, é necessário possuir um fundo inesgotável de caridade e de benevolência, é preciso amar ao seu semelhante. O homem bom, caridoso, benévolo, será certamente mais calmo, mais atencioso, mais perseverante, mais animado do amor do bem e, por conseguinte, mais desejoso de atingir o seu fim, que o indiferente; há, pois, muitas probabilidades de que produza efeitos salutares. Se a benevolência não é absolutamente necessária para agir, é indispensável para ser útil (Aubin Gauthier). Se, há um século, Mesmer se contentasse em anunciar aos sábios da Europa que uma vontade firme e benevolente era o remédio soberano que se precisava contrapor exclusivamente a todas as nossas moléstias, a extrema simplicidade de um tal asserto tê-lo-ia coberto de ridículo, e o magnetismo talvez tivesse morrido ao nascer; mas o homem inteligente, que acabara de encontrar esta verdade imensa, pensou imediatamente nos meios de torná-la aceita. Foram os esforços de Mesmer para cativar os espíritos pelo mistério e o desconhecido, e certos processos que empregou nesse intuito, que forneceram aos seus adversários um motivo para atacar a sua maneira de agir. (Dr. Tesle) Fé Será preciso ter a fé para magnetizar? A fé não é precisamente uma condição indispensável para agir. A incredulidade não impede a produção de efeitos magnéticos; entretanto, sem uma confiança absoluta nos meios que se emprega e no fim que se procura atingir, a vontade flutua e a atenção paralisa-se; ao incrédulo falta-lhe perseverança e paciência, não possui esse fogo sagrado que triunfa dos obstáculos e das dificuldades, não tem esse precioso elemento do bom êxito, a confiança, que é a única que pode dar a fé fortificada pela experiência. Tomemos um exemplo: Se alguém vos disser: eis aqui um vintém; todos os dias imponde vossas mãos com perseverança sobre esta moeda de cobre, e em breve a vossa tenacidade e a vossa confiança serão largamente recompensadas: o vintém se transformará em ouro. Se não tiverdes confiança na afirmativa que se vos faz, nem na pessoa que vo-la dá, acontece que não vos preocupareis por certo com um fato que vai de encontro a todas as idéias adquiridas, e, se aquiescerdes a ele, não tereis perseverança; entretanto, se efetivamente existisse ali um meio de metamorfosear o cobre em ouro, não teríeis perdido uma bela ocasião de lucro, pela vossa tendência a incredulidade? Admitamos, pelo contrário, que pondo de parte qualquer prevenção, vos dispusésseis escrupulosamente a verificar pela experiência uma afirmação que choca os vossos preconceitos e que assim chegásseis a averiguar a verdade do fenômeno; com que ardor perseverante, com que paciência a toda prova não estaríeis desde então armado para renovar o milagre à saciedade! Este exemplo aplica-se aqui bem: uma simples imposição das mãos pode produzir prodígios, mas quem não experimentou e não viu não pode acreditar nessas maravilhas; e, enquanto por si mesmo não se conseguiu esses efeitos surpreendentes, conserva-se o homem cético e sem fé, indeciso e fluctante, dificilmente dispõe-se às peníveis demoras de uma operação, que muitas vezes demanda esforços contínuos e uma paciência inesgotável. Pode-se, pois, magnetizar sem ter a fé, porém ela torna-se necessária para fazer o bem, para restituir a saúde àquele que a perdeu. A falta de confiança dá a timidez; teme-se um efeito magnético em vez de desejá-lo; se ele se apresenta, recebe-se-o com inquietação; os efeitos imprevistos enchem de pasmo ou impelem-no a imprudências e exageros que se não dariam se se tivesse por guias a reflexão, o critério e a experiência (Aubin Gauthier) Saber O magnetismo, considerado debaixo do ponto de vista do exercício de uma faculdade natural, está ao alcance de todos; e para fazer bem ao seu semelhante, basta possuir um coração simples e benévolo; se se considerar o espiritismo sob o ponto de vista dos altos problemas de fisiologia e de psicologia que ele pode resolver, não é bastante um bom coração, é necessário uma grande inteligência e saber. Tomemos um meio termo entre estes dois extremos e digamos que, para praticar o magnetismo curador com bom êxito, convém reunir às qualidades que acabamos de enumerar alguns conhecimentos de anatomia e de fisiologia e o estudo das melhores obras que têm tratado do magnetismo. Finalmente, antes de procurar tratar de um doente, cumpre fazer um exame de si próprio e refletir maduramente: considerando o objeto que se propõe, que é curar, como um verdadeiro sacerdócio, é necessário tomar a resolução de imprimir a todos os seus atos o mais correto procedimento, as mais puras intenções, uma inteira discrição, uma dedicação absoluta e só empreender o tratamento quando se está certo de levá-lo a bom termo nas condições exigidas. Retirado do livro ‘Magnetismo Curador’ - Alphonse Bué Postado por: Adriana Temas: Magnetismo, Terapia Magnética Artigos relacionados: Condições necessárias para magnetizar (2/3) Condições ideais para ser um bom magnetizador – Parte 2 de 3 Saúde A origem e a causa dos fenômenos magnéticos sendo a irradiação vital, não é duvidoso que se o operador não estiver em uma disposição de saúde e de força convenientes, se estiver fatigado, esgotado por um excesso qualquer, anêmico ou doentio, não produzirá, apesar de toda a boa vontade de que estiver possuído, senão fracas emissões radiantes, e por conseguinte, resultados quase nulos. A primeira das condições é, pois, ter um bom temperamento e uma boa saúde. Entretanto, não se creia que o poder magnético caminhe a par da força muscular; um homem solidamente constituído, de envergadura hercúlea, é muitas vezes menos apto para a produção dos efeitos magnéticos, do que um homem de aparência mais delicada, porém dotado de uma constituição física especial: provém isso de que o sistema nervoso representa aqui um grande papel para condensar no interior e projetar no exterior; e essa faculdade de condensação e emissão não apresenta nenhuma relatividade com o vigor corporal, que não poderia supri-la. Alimentação O regime favorece consideravelmente esta faculdade radiante: cumpre ser sóbrio, habituar-se a restringir as suas necessidades e a comer pouco; quanto mais se desenvolve a função digestiva e mais trabalho se lhe dá, tanto maior é a restrição da potência nêurica condensante e radiante, estando esta em proporção inversa das funções vegetativas. É um preconceito acreditar-se que uma alimentação rica e forçada entretém melhor a saúde; o abuso dos alimentos detém, pelo contrário, todo o funcionamento vital: “Qui nimis alitur, non satis alitur”, aquele que come muito, não se nutre bastante. Para desenvolver as faculdades magnéticas, o regime vegetariano, aplicado sem exagero e sem prevenção exclusiva, é incontestavelmente o melhor; faz-se preciso comer pouca carne, suprimir por completo o uso do álcool e beber muita água pura. Calma A calma é uma das qualidades mais essenciais para magnetizar. Sem calma não há ponderação, nem equilíbrio, e por conseguinte não pode haver poder irradiante e regularidade de transmissão. Só a calma torna-nos atentos, perseverantes, confiantes e dá essa virtude preciosa que se chama paciência. Se se desconfia de si, se se duvida, se se está hesitante, se se age molemente e sem perseverança, se há falta de ordem e de confiança, se não se observa, ou se observa mal o seu doente, se em vez de se agir no interesse dele, se diverte em provocar certos efeitos no intuito de satisfazer uma curiosidade frívola ou disfarçar a impaciência que se experimenta, arrisca-se a fazer pouco benefício; porque uma atenção acurada, e uma confiança perseverante são os verdadeiros agentes de toda a ação magnética, e onde estes preciosos elementos chegam a faltar, todos os esforços neutralizam-se. Se a calma é a qualidade quotidiana, mais útil àquele que quer magnetizar, esta qualidade torna-se inteiramente indispensável nos casos em que a natureza, produzindo crises, exige do operador todo o sangue frio de que é suscetível para auxiliar o doente a sair vitoriosamente dessas situações difíceis. A curiosidade, que ordinariamente é um grande defeito, torna-se um vício radical no magnetizador; um curioso jamais deixa em repouso o doente no qual não obtivera efeitos que o distraiam do aborrecimento experimentado em magnetizar. Assim, as pessoas curiosas, instáveis, versáteis, irregulares nos seus sentimentos e nos seus modos, não conseguem nenhum êxito curador. (Aubin Gauthier) Vontade A vontade atua de uma maneira poderosa no ato de magnetizar; é necessário, pois, desenvolver muita vontade quando se magnetiza. Entretanto não se acredite, como pretendem alguns, que a vontade faça tudo, substitua tudo, e não necessite de nenhum outro auxiliar; se assim fora, não se deveria preocupar com processos: bastaria fazer um tratado acerca da vontade e seus usos: mas assim não acontece, e só devemos considerar a vontade como agente interno encarregado de regular, dirigir e sustentar nossa ação. Explico-me: Tenho em mãos uma bola, hesito em atirá-la, e, em lugar de o fazer, deixo-a cair. A falta de minha vontade produziu o relaxamento dos músculos que apertavam a bola; estes músculos distenderam-se e a bola caiu. Se eu a tivesse atirado, ela não teria partido por si, tê-la-ia impelido e seria acompanhada de minha vontade até ao fim. É desta maneira que se pode compreender como retemos, deixamos cair ou dirigimos as nossas radiações. Quando não sabemos querer, elas conservam-se inativas e neutras; escapam-nos inteiramente sem direção determinada, se não sabemos condensá-las e retê-las; tornam-se intensas e encaminham-se como a trajetória da bola, quando sabemos e queremos dirigi-las para um fim. Todo o segredo do mecanismo da vontade, como agente de tensão, reside neste ponto. A nossa vontade atua mais sobre nós mesmos do que fora de nós; produz uma atividade maior no cérebro e em todos os plexus, e daí resulta uma emissão maior e mais intensa na ação. Quanto mais a vontade se exprime com firmeza e continuidade, tanto mais a emissão se faz abundante e intensa. (La Fontaine) Os principais agentes de que o homem se serve em magnetismo são: a vontade e a atenção. A vontade determina e dirige a ação, a atenção sustenta-a e aumenta-a. Pela vontade, o homem imprime sua ação e dirige-a para onde quer. (De Bruno) Sem vontade não há atenção; se esta se desvia do seu objetivo, aquela se enfraquece: uma dirige e a outra esclarece. (Aubin Gauthier) CONTINUA... Postado por: Adriana Temas: Magnetismo, Terapia Magnética Artigos relacionados: Condições necessárias para magnetizar (1/3) Condições ideais para ser um bom magnetizador – Parte 1 de 3 A ação de emitir radiações magnéticas é comum a todos os corpos. Os minerais, os vegetais e os animais emitem radiações de todas as espécies em graus diferentes. As relações magnéticas que, entre os corpos inorgânicos, minerais e vegetais, se exercem de uma maneira uniforme, porém incompletas são insensivelmente modificadas e aperfeiçoadas no reino animal, pelo poder de volição, que é o apanágio dos corpos organizados: a vontade impera sobre os movimentos voluntários, e o princípio ativo os executa. O homem, pela superioridade do seu poder de volição, é mais apto do que o animal, para regularizar, condensar e projetar as suas radiações magnéticas. Há um magnetismo mineral, um magnetismo vegetal, um magnetismo animal, porém é preciso distinguir cuidadosamente o do homem dos demais; porque o magnetismo humano resulta não somente das propriedades do corpo, mas também das faculdades da alma. O magnetismo reduzindo-se a uma simples comunicação de movimento de um indivíduo para outro, acontece que há tantos gêneros como indivíduos, possuindo cada um a maneira de radiações que lhe é própria. (De Bruno) Magnetizar, sendo uma faculdade natural comum a cada indivíduo, segue-se que qualquer é apto para magnetizar, fora de toda a consideração de sexo, de idade e de temperamento. Só pode haver neste ponto graduações resultantes do grau de aptidões de cada qual para exercer esta faculdade. Estes graus de aptidão decorrem de certas condições. Para magnetizar bem, torna-se necessário saúde, calma, vontade, benevolência, fé e saber. O melhor magnetizador é aquele que possui um bom temperamento, um caráter ao mesmo tempo firme e tranqüilo, o gérmen de paixões vivas sem ser subjugado por elas, uma vontade forte sem entusiasmo, a atividade reunida à paciência, a faculdade de concentrar sua atenção sem esforços, e que magnetizando se ocupe unicamente do que faz. (Deleuze)

Terapêutica Magnética

Mesmer, fundador da doutrina a que deu o seu nome, apoiando-se nas idéias de Descartes e de Newton, admitia como princípio uma corrente universal que tudo penetra e abraça num movimento alternativo e perpétuo, assemelhando-se ao fluxo e refluxo do mar. É a esse movimento alternativo universal que ele atribuía a formação dos corpos, as influências astrais, e a influência mútua que todos os corpos da natureza exercem uns sobre os outros. É este o seu ponto de partida: tudo é simples, tudo é uniforme, tudo se mantém, a natureza produz os seus maiores efeitos com a menor despesa possível; ela junta unidade a unidade; só há uma vida, uma saúde, uma moléstia, e por conseguinte um remédio. O homem se acha em estado de saúde quando todas as partes de que se compõe têm a faculdade de exercer as funções a que são destinadas: se em todas as funções reinar uma ordem perfeita, há harmonia. A moléstia é o estado oposto, isto é, aquele em que a harmonia está perturbada. Como a harmonia é uma, só há uma saúde. A saúde pode ser representada pela linha reta. A moléstia seria então a aberração desta linha, aberração que pode ser mais ou menos considerável. O remédio é o meio que restabelece a harmonia, quando ela se acha perturbada. Existe um princípio que constitui e entretém a harmonia, e este princípio é precisamente o que o homem recebeu em partilha, desde sua origem, do movimento universal em que se acha encravado; este princípio é que determinou a formação e o desenvolvimento dos órgãos, e é ele que presidirá à sua conservação e reparação. Originado do movimento universal, a cujas leis obedece, influencia diversamente os organismos, penetra-os e, regulando o jogo de seus elementos constitutivos (as vísceras), aparece como o verdadeiro princípio da vida. Sob o impulso deste princípio ativo, formam-se correntes que seguem a continuidade dos corpos até as partes salientes pelas quais se escapam. Estas correntes aumentam de velocidade e de potência quando estão retardadas ou apertadas em um ponto. Polarizam-se, quando abandonam o circo. Propagam-se à distância, quer pela continuidade dos sólidos, quer por intermédio dos meios ar, água ou éter. Podem concentrar-se e reunir-se como em reservatórios, para se dispersarem depois. Tudo que é suscetível de acelerar as correntes, produz um aumento das propriedades dos corpos. Se estivesse em nosso poder acelerar as correntes universais, poderíamos, aumentando a energia da natureza, estender à vontade, em todos os corpos, as suas propriedades ou restabelecer as que um acidente tivesse enfraquecido. Mas, se a nossa ação sobre as próprias forças da vida universal é limitada, podemos, pelo menos, exercer nosso poder sobre as partes constitutivas deste grande todo, e este poder é tanto mais ativo, quando houver entre essas partes e nós relações de analogia. Assim, de todos os corpos, aquele que pode agir com maior eficácia sobre o homem é o seu semelhante. Esta potência de ação reside na faculdade de uma emissão radiante, que todo o homem possui em diversos graus, e que pode regular ou estender à vontade pelo exercício, de maneira a pôr em ação, de perto ou de longe, os corpos inertes ou vivos. Este fenômeno de emissão radiante é um fato adquirido desde muito tempo pela ciência: Faraday e Crookes deram a um estado particular da matéria o nome de matéria radiante. Em física admitem-se as radiações caloríficas, químicas, elétricas e luminosas; há igualmente radiações magnéticas ou nêuricas. Exercer em toda a sua plenitude a faculdade natural que o homem possui de emitir radiações magnéticas, é o que se chama magnetizar. O mesmerismo repousa em uma hipótese que atribui à vontade a faculdade de expelir, para além da periferia do corpo, o influxo nervoso que ela desenvolve nos nervos do movimento, e de dirigir esta força através do espaço sobre os seres vivos que ela se propõe a afetar. Alguns dos efeitos mesméricos nos parecem justificar esta suposição de uma maneira absoluta. (Dr. Durand de Gros) Retirado do livro ‘Magnetismo Curador’ - Alphonse Bué Postado por: Adriana Temas: Cura, Magnetismo, Mesmer, Terapia Magnética Artigos relacionados: A Prática do Magnetismo, por Mesmer Mesmer estava preocupado unicamente com o conteúdo de sua descoberta, e não com a forma de aplicá-la. Ele considerava transitório, e até mesmo irrelevante, o uso de instrumentos em sua terapia. Em nenhuma parte de sua obra ele estabeleceu um método de cura que pudesse ser ensinado ou seguido pelos médicos. De acordo com Mesmer, um médico, conhecedor da fisiologia, da patologia e das teorias do magnetismo animal poderia encontrar em sua prática os meios mais adequados à sua natureza e a de seus pacientes: “Esperam-se sem dúvida explicações sobre a maneira de se aplicar o magnetismo animal, e de torná-lo um meio curativo eficaz; mas como, independentemente da teoria, este novo método de curar exige indispensavelmente uma instrução prática e seguida, não creio ser possível dar aqui a descrição, nem desta prática, nem do aparelho e das máquinas de diferentes espécies, nem dos procedimentos de que me servi com sucesso, porque cada um, em conseqüência da sua instrução, se aplicará em estudá-los, e aprenderá por si mesmo a variá-los e a acomodá-los às circunstâncias e às diversas situações da doença.” (Mesmer, 1799) O magnetizador deveria desenvolver seus métodos terapêuticos pelo livre exercício da experimentação, respeitando uma condição essencial da ciência. Quando alguns discípulos de Mesmer quiseram publicar as anotações de seu curso, que continham a descrição de alguns instrumentos, foram expressamente desautorizados por ele. Porém, agindo, contra a vontade de seu mestre, levaram ao público seus 344 Alforismos* anotados durante as aulas. Com o passar das décadas, os magnetizadores abandonaram os grandes instrumentos. A segunda geração – du Potet, Charpignon, Aubin Gautier, Foissac, Lafontaine e outros – restringiu os recursos terapêuticos aos passes, imposição de mãos, massagens, sopros, magnetização da água e sonambulismo provocado. Os instrumentos como a tina foram importantes durante o período experimental da ciência do magnetismo animal. O mesmo papel foi desempenhado pelas mesas girantes** e outros instrumentos, quando do surgimento da ciência espírita. Edição de texto retirado do livro: “Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos” – Paulo Henrique de Figueiredo – Ed. Lachâtre * Alforismos de Mesmer, Paris, 1785. **Mesas girantes: Surgiram no período inicial da comunicação com os espíritos e foram utilizadas como instrumento rústico de comunicação por tiptologia (comunicação dos espíritos por meio de pancadas, utilizando um código alfabético). Para saber mais, veja o texto sobre o assunto, no blog Oficina Espírita. Postado por: Adriana Temas: Magnetismo, Mesmer, Terapia Magnética Artigos relacionados: Magnetismo e os Espíritos A magnetização comum é uma verdadeira forma de tratamento, com a devida seqüência, regular e metódica. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, se souberem cuidar do assunto convenientemente. Eis as respostas dos Espíritos, a perguntas feitas a respeito: 1. Podemos considerar as pessoas dotadas de poder magnético como formando uma variedade mediúnica? — Não podes ter dúvida alguma. 2. Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e os homens, mas o magnetizador, tirando sua força de si mesmo não parece servir de intermediário a nenhuma potência estranha? — É uma suposição errônea. A força magnética pertence ao homem, mas é aumentada pela ajuda dos Espíritos a que ele apela. Se magnetizares para curar, por exemplo, e evocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige os teus fluidos e lhes dá as qualidades necessárias. * 3. Há, porém, excelentes magnetizadores que não acreditam nos Espíritos? — Pensas então que os Espíritos só agem sobre os que crêem neles? Os que magnetizam para o bem são auxiliados pelos Espíritos bons. Todo homem que aspira ao bem os chama sem o perceber, da mesma maneira que, pelo desejo do mal e pelas más intenções chamará os maus. 4. O magnetizador que acreditasse na intervenção dos Espíritos agiria com maior eficiência? — Faria coisas que seriam consideradas milagres. 5. Algumas pessoas têm realmente o dom de curar por simples toques, sem o emprego dos passes magnéticos? — Seguramente. Não tens tantos exemplos? 6. Nesses casos trata-se de ação magnética ou somente de influência dos Espíritos? — Uma e outra. Essas pessoas são verdadeiros médiuns, pois agem sob a influência dos Espíritos, mas isso não quer dizer que sejam médiuns escreventes, como o entendes. 7. Esse poder é transmissível? — O poder, não, mas sim o conhecimento do que se necessita para exercê-lo, quando se o possui. Há pessoas que nem suspeitariam ter esse poder se não pensarem que ele lhe foi transmitido. ** 8. Podem-se obter curas apenas pela prece? — Sim, às vezes Deus o permite. Mas talvez o bem do doente esteja em continuar sofrendo, e então se pensa que a prece não foi ouvida. 9. Existem fórmulas de preces mais eficazes do que outras para esse caso? — Só a superstição pode atribuir virtudes a certas palavras. E somente os Espíritos ignorantes ou mentirosos podem entreter essas idéias, prescrevendo fórmulas. Entretanto, pode acontecer que para pessoas pouco esclarecidas e incapazes de entender as coisas puramente espirituais, o emprego de uma fórmula contribua para lhes infundir confiança. Nesse caso, a eficácia não é da fórmula, mas da fé que foi aumentada pela crença no uso da fórmula. * A ação dos Espíritos é que realmente dá eficácia curadora ao magnetismo humano. Preste-se atenção à dinâmica do auxilio espiritual, revelada nessa esclarecedora resposta. ** Os Espíritos colocam aqui um problema comum de psicologia. Há magnetizadores e médiuns, hipnotizadores e sujeitos paranormais que só acreditam em suas faculdades e as desenvolvem sob a ação de outras pessoas. Trata-se de falta de confiança em si mesmas e não de poder das outras pessoas, que muitas vezes se julgam poderosas. Ilusão muito freqüente dos que se dizem capazes de desenvolver a mediunidade dos outros. Fonte: Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Cap. 14 Postado por: Adriana Temas: Cura, Espiritismo, Magnetismo, Mediunidade, Prece, Terapia Magnética Artigos relacionados: A Ação do Magnetismo Funcionando como a luz que passa pelo obturador de uma câmara fotográfica, a qual, a depender do tempo de exposição e da qualidade do filme a ser impressionado, gerará uma imagem correspondente ao que esteja diante da lente, os fluidos, dirigidos e direcionados pela força da vontade (do magnetizador), passando pelos obturadores (centros vitais) do pacientes e potencializados pelo filme (perispírito) desse último, a depender do tempo e das técnicas de doação (Magnetismo) possibilitará às estruturas vitais do paciente o registro de novas “imagens” de harmonia e saúde, as quais impressionarão as estruturas físicas e psíquicas dele rumo às mudanças em seus circuitos de funcionalidade e saúde. Os centros vitais, recebendo novos tônicos energéticos e sendo estes promanados de uma fonte harmoniosa e consistente – em tese, os magnetizadores doam fluidos harmônicos e consistentes – deverão reagir nesse mesmo sentido, portanto, buscando manter ou recuperar a harmonia. Sobre essa lógica fundamental observemos que outras variáveis têm valor bastante ponderável no conjunto da recuperação. As principais são: a postura do paciente (deve estar fundamentada no trinômio fé, esperança e merecimento), a vontade do magnetizador (e não apenas a boa vontade), o conhecimento das técnicas que determinarão onde, como e quanto é necessário, a complementação que servirá de manutenção do estado de alteração fluídica entre uma aplicação e outra (água fluidificada ou magnetizada) e a ação sempre indispensável do Mundo Invisível (Espíritos amigos, protetores, anjos guardiões etc.). A força de uma emissão fluídica, o efeito de uma vontade determinada, consciente, confiante ou ainda a fé que atrai ou repulsa, a depender do que se busca com ela, são ocorrências reais, não há como negar. Entretanto, o comodismo do “não me convence” ou do “não acredito nisso” ou ainda do “isso não é científico” não apenas tolhe ações e pesquisas como cega a humanidade que sonha com o dia em que o Espírito será o verdadeiro referencial do ser. Jacob Melo No livro “A Cura da Depressão pelo Magnetismo” – Ed. Vida e Saber

Da sensibilidade magnética

Há doentes sobre os quais se atua em dois ou três minutos; em outros é necessário muitos dias e em alguns muitos meses. (Koreff, Deleuze) Há doentes nos quais os efeitos vão sempre aumentando; outros que sentem desde o primeiro dia tudo quanto experimentaram no decurso de um longo tratamento; outros, finalmente, que, depois de manifestarem sintomas notáveis, cessam de manifestar de repente a menor impressão. (Mesmer, Deleuze, Aubin Gauthier) A magnetização produz efeitos puramente físicos; o doente cuja mão seguramos na posição da relação por contato experimenta geralmente os efeitos seguintes: umidade na palma das mãos, titilações nos dedos, formigamentos; a sensação encaminha-se às vezes aos braços, aos ombros até a cabeça, ou vai atacar o epigástrio, e há então irradiação por todo o corpo, que determina leves calafrios, bocejos, aos quais sucede a dormência dos membros e do cérebro. Em uns, o pulso diminui, o rosto empalidece, as pálpebras oscilam e fecham-se, os queixos e os membros se contraem, há sensação de frio; em outros, o pulso se acelera, sobem ao rosto fugachos que o avermelham, o olhar aviva-se, há transpiração, acessos de riso ou pranto. Quando estes efeitos parecem querer acentuar-se, podemos, se se tem em vista obter-se o sono magnético, prolongar a ação que os determina; mas se não quisermos o sono (o que deve ser o caso mais habitual, por isso que ele não é necessário ao tratamento) apressemo-nos em romper a relação abandonando as mãos do sonâmbulo e fazendo-lhe alguns passes à distância. Acontece frequentemente que o magnetismo restabelece a harmonia das funções de que acabamos de falar, isto é: tendência à transpiração, sensação de frio ou de calor, espasmos, movimentos musculares, contrações, dormência, displicência, formigamentos, bocejos etc.; e só o percebemos ao efeito produzido pela melhora da saúde. O magnetismo nem sempre se manifesta, pois, por efeitos que anunciam a sua ação; e procederia mal quem desanimasse muito depressa, ou declarasse que o magnetismo é impotente só porque ao cabo de oito ou quinze dias, algumas vezes dois meses ou mais, não tivesse produzido nenhum efeito aparente. (Deleuze, Koreff, Aubin Gauthier) As pessoas que parecem mais rapidamente sensíveis à ação magnética são as que levam uma vida simples e frugal, que não são agitadas pelas paixões, que não abusaram dos narcóticos e dos minerais, e que não fazem uso imoderado dos perfumes de toucador. Os hábitos da alta sociedade, a vida agitada da política e dos negócios, as preocupações morais, o abuso dos anestésicos e dos narcóticos, os excessos da mesa e das bebidas alcoólicas ou fermentadas, diminuem cada vez mais a receptividade magnética; é por isso que os campônios que vivem com toda a simplicidade e ao ar livre, sem terem habitualmente recorrido às excitações artificiais dos prazeres da cidade e da terapêutica moderna, têm mais probabilidade de sentir com maior facilidade e rapidez que os outros os efeitos da ação magnética, no entanto que os alcoólatras e os morfinomaníacos são quase insensíveis. Nas crianças em quem o movimento natural não é ainda contrariado pelos maus hábitos de uma vida mal regulada, a ação magnética é mais notável, mais pronta e salutar que entre as pessoas adultas; e o mesmo se dá com os animais. As crianças e os animais são geralmente muito sensíveis ao magnetismo, e obtém-se sobre eles curas muito rápidas. É preconceito acreditar-se que as pessoas de compleição delicada ou enfraquecidas pelas moléstias crônicas são mais sensíveis que as outras; geralmente, não são os indivíduos edemaciados ou de temperamento nervoso que dão mais depressa indícios de sensibilidade magnética; pelo contrário, são antes as naturezas enérgicas e vivazes que melhor correspondem aos movimentos de reação que se procura produzir pela magnetização. Há igualmente uma opinião segundo a qual a sensibilidade magnética e, consecutivamente, o efeito curador dependem sobretudo de certas analogias de relação entre o magnetizador e o paciente; é evidente que se deve levar em conta influências que resultam dos caracteres, dos temperamentos e dos meios: os climas, as estações, o regime, os hábitos, a idiossincrasia têm efeitos incontestáveis num tratamento, e é muito admissível que certas pessoas sejam mais aptas que outras para produzirem certos efeitos e curarem determinadas moléstias. Não é duvidoso que os corpos são mais ou menos condutores das correntes, e por conseguinte, mais ou menos radiantes; que as trocas magnéticas entre os corpos variam portanto até ao infinito, mas isto é uma questão de mais ou menos em que não devemos deter-nos por muito tempo. Em tese, todos os doentes são sensíveis à ação magnética, e o são mais ou menos rapidamente; quando não se é bem sucedido, provém isto de mais uma falta de perseverança no tratamento ou da gravidade da desordem produzida no organismo por uma moléstia antiga, do que de qualquer outra coisa. Na maior parte dos indivíduos nervosos e nas moléstias que mais especialmente afetam o sistema nervoso, onde a prostração e a anemia alternam com uma grande superexcitabilidade, o magnetismo atua na maioria dos casos, sem produzir efeitos aparentes; e se, às vezes, com o correr do tempo, o magnetismo consegue triunfar dessas perturbações profundas da enervação, acontece frequentemente que se obtém a produção de fenômenos singulares que não são sempre seguidos dos resultados curativos que dele se espera. Em suma, seria erro acreditar-se que as afecções nervosas caem, mais especialmente que as demais moléstias, sob a competência do magnetismo; a ideia falsa que se fez e ainda se faz do papel fisiológico do magnetismo e de seus efeitos curadores contribui grandemente para entreter este preconceito, que a observação e a experiência deveriam ter há muito tempo desarraigado. Do livro: “Magnetismo Curador” (Cap. XVIII) Autor: Alphonse Bue

O pensamento é forma

O sentimento inspira. O pensamento plasma. A palavra orienta. O ato realiza. Figuremos, assim, a ideia como sendo a fonte, nascida no manancial do coração e traçando a si mesma o curso que lhe é próprio. O pensamento vibra, desse modo no alicerce de todas as formas e de todas as experiências da vida. Pensando, o arquiteto imagina o edifício a elevar-se do solo, o técnico cria a máquina que diminui o esforço braçal do homem, o escultor arranca ao mármore os primores da estatuária e o artista compõe sublimadas formações de beleza, endereçando apelos à ciência e à virtude. E é também pensando que o usurário levanta para si mesmo o inferno da posse insaciável, que o viciado gera as fantasias monstruosas que o conduzem à delinquência, que o criminoso se arroja aos abismos da perversidade, nos quais se afogará em desilusão, e que o preguiçoso coagula para si próprio os venenos da inércia. Em razão disso, depois da morte do corpo, mais intensivamente vive a alma nas criações a que se afeiçoa. Isso não quer dizer que haja retrocesso na marcha evolutiva do espírito, mas estagnação do ser nas formas infelizes em que se compraz, pelo próprio pensamento desgovernado e delituoso. Com isso, desejamos igualmente dizer que todos influenciamos e somos influenciados. Agimos e reagimos. E, se os missionários do bem recebem dos planos superiores a força que lhes enriquece as ações para a vitória da luz, os tarefeiros do mal recolhem dos planos inferiores as sugestões que lhes infelicitam a senda, inclinando-os aos resvaladouros da treva. Recordemos o magnetismo desvairado das inteligências que se transviam nas sombras e compreenderemos a loucura temporária que ele pode trazer às almas que o provocam. - “Viverá o homem onde situe o coração” – diz-nos o Evangelho e podemos acrescentar, sem trair o ensinamento do Senhor, que onde colocarmos o pensamento – força via de nosso coração – aí se manifestará, como é justo, a forma de nossa vida. Por: Emmanuel Da obra: “Semeador em tempos novos” Psicografia: Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Faltando um pedaco...

 
 





O amor é um grande laço
Um passo pr'uma armadilha
Um lobo correndo em circulo
Pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada
Com a fuga de uma ilha
Tanto engorda quanto mata
Feito desgosto de filha
O amor é como um raio
Galopando em desafio
Abre fendas , cobre vales
Revoltas as aguas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro
Se perderá no caminho
Na pureza de um limão
Ou na solidão do espinho...
...
O amor e agonia
Cerraram fogo no espaço
Brigando horas a fio
O cio vence o cansaço
E o coração de quem ama
Fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando
Que nem o meu nos seus braços....

domingo, 12 de agosto de 2012

As Essências Florais da Califórnia e s Problemas de Pele




A pele é o órgão mais extenso do corpo humano que cumpre várias funções de proteção, separação como limite, eliminação (suor), regula temperatura, contato (através do toque), sexualidade, respiração.


A pele é uma fronteira que nos conecta com o mundo exterior. Reflete nossos órgãos internos e qualquer distúrbio ou estímulo implica em manifestação na epiderme. Na reflexologia podal onde o terapeuta corporal toca a sola dos pés estimula os órgãos internos correspondentes ao local massageado. O mapa de nosso corpo encontra-se na sola dos pés, nas palmas das mãos e nas orelhas e são revestidos pela pele. O médico clínico apalpa o abdômen para verificar os órgãos internos. A pele pode apresentar vermelhidão, inchaço, inflamação, espinha, abscesso, apresenta uma série de reações e doenças.

Portanto, afecções da pele refletem também nosso emocional, geralmente somatizamos. A pele revela muito do psiquismo do indivíduo.

Uma pele suada demonstra insegurança, medo, excitação. Pode ser ferida por doenças que parte do interior do organismo ou atingida pelo exterior como no caso dos acidentes e cirurgias. Em ambos os casos ficam comprometidos os limites.

Também através da pele expressamos nossa raiva pelo rubor, recebemos carinho (do bebê a pessoa idosa), afeto, amor, nos relacionamos, procriamos, sentimos. A pele permeia o viver. Assim, a Terapia com Essências Florais com suas essências pode auxiliar a como tratamento coadjuvante para aqueles indivíduos que apresentam problemas na pele.

Aqui descreveremos as essências florais da Califórnia (FES) mais indicadas apresentadas de forma sintética. Mas não esqueçam que estes são auxiliares para o tratamento, no entanto, devemos buscar a origem emocional do problema somatizado através da história de cada um na anamnese.

Angélica – (Angélica archangelica) cor branca. Esta essência é basicamente de proteção e alinhamento, indicada para situações limite, doenças graves, cirurgias de alto risco.Rejuvenesce e regenera tecidos deteriorados.

Arnica – (Arnica mollis) cor amarela. É uma essência indicada para traumas alojados no corpo físico e no corpo emocional. Reconforta, regenera,revitaliza, repara danos. Os traumas podem se manifestar como doenças psicossomáticas, geralmente geram bloqueios emocionais e energéticos. Pode ser colocada localmente em feridas, assim proporcionando sua cicatrização, também indicada para fraturas, entorses, cirurgias.

Black-Eyed Susan (Rudbeckia hirta) – cor amarela com centro preto essência. É uma essência que precisa ser usada com cuidado porque é catártica mexe com as sombras internas integra a consciência as partes obscuras do psiquismo. Indicada para pacientes auto-destrutivos. Usada localmente ajuda a drenar furúnculos, inflamações e toxinas do corpo e impurezas do psiquismo.

Chamomile – (anthemis cotula ou matricaria recutita) cor branca com centro amarelo. É uma essência que atua nas flutuações emocionais regula o sistema nervoso, equilibra o corpo mental e emocional, atua principalmente na tensão na região do plexo solar (abdômen), relaxa. Em uso local, é adstringente, desinflama, alivia irritações da pele, nos casos de acne rosácea tira o calor, é sedativa.

Calendula (Calendula officinalis) cor alaranjada. É uma essência que confere receptividade, cordialidade a comunicação, concede tolerância. Em creme é boa nos casos de acne rosácea, desinflama, alivia eczemas, fistulas irritação no bico do seio em período de lactação, para queimaduras, úlcera varicosa, cicatriza afecções na boca e gengiva.

Fúcsia (Fuchsia hybrida) cor vermelha, púrpura. É uma essência floral que alivia emocionalmente através da catarse e pela descarga que produz com a expressão das sensações mais profundas da alma trabalha a compreensão, aceitação e eliminação das causas da “dor”. É mobilizador, portanto, cuidado o seu uso. Auxilia nos casos de doenças de pele psoríase, eczemas e pruridos.

Garlic (Allium sativum) cor rosácea violácea. É uma essência que alivia tensões concentradas no plexo solar, combate as fobias, é purificadora, estimulante, favorece a imunidade. O uso local alivia picadas de inseto.

Lavander (Lavandula officinalis) cor azul violácea. É uma essência floral que tranqüiliza, combate a insônia, alivia a contração da musculatura dos ombros, relaxa, harmoniza. Associada a Chamomile age como sedativo nos casos de eczema e acne rosácea, também boa nos casos de queimaduras do sol e inflamações em geral.

Lótus (Nelumbo nucifera) cor rosada. É uma essência que atua em várias instâncias, purifica, equilibra, relaxa, harmoniza inclusive o espiritual. No caso de uso local, favorece a regeneração de tecidos danificados.

Manzanita (Arctostaphylos viscida) cor branco-rosada. Assemelha-se a essência Crab Apple do Sistema Bach, purifica, vai auxiliar os processos de limpeza e cicatrização inclusive em cirurgias.

Poison Oak (Rhus diversiloba) cor branca esverdeada. Para aqueles que não toleram aproximação nem o toque de outros, se irrita, afasta o mundo de si. Geralmente sente coceira e erupções. Vai auxiliar a abrir-se e a delinear seus limites emocionais com suavidade. Na verdade são pessoas muito sensíveis. Em creme é indicado para prurido.

Saint John Wort (Hypericum perforatum) cor amarela. É uma essência que atua beneficamente nas perturbações do sono, enurese, transpiração noturna, medos em geral; confere proteção. Casos de stress, dores nervosas, fotossensibilidade, pessoas que se incomodam com roupa. Recomendam-se para queimaduras, feridas, úlceras e chagas em uso tópico.

Self Heal (Prunella vulgaris) cor violeta. É uma essência que confere segurança e o despertar da cura interior, reequilibra a temperatura do corpo. Em creme regenera a pele.

Black-Eyed Susan - PARA MEDOS E TRAUMAS.




Black-Eyed Susan(Rudbeckia Hirta) do Sistema Floral da Califórnia - FES


Flor amarela com o centro preto

Catalisador emocional



Padrões de Desequilíbrio

Pessoas que evadem ou reprimem as partes traumáticas obscuras e dolorosas da personalidade. Omissão e repressão de aspectos traumáticos ou dolorosos do passado. Em violações, melancolias, paranóias ou pacientes que mesmo sem atingir esses extremos costumam ser importunadas. Em bloqueios terapêuticos, sonhos traumáticos, comportamentos auto-destrutivos ou agressivos. Catalisador excelente confere coragem para enfrentar os níveis de consciência rejeitados, como obstáculos que são á evolução e á transformação.



Qualidades Positivas

Ajuda no afloramento do inconsciente em pessoas que negaram traumas ou faltas importantes vividas no passado. Expande a consciência para um maior reconhecimento de todos os aspectos do Eu, iluminando as sombras e projetando luz para favorecer uma visão interior mais penetrante. Trabalha no plexo solar. Alivia, permite a catarse e a elaboração. Aumenta a capacidade de introspecção, melhora a auto-estima.



Uso Tópico

Tem um efeito semelhante ao de Agrimony. Drena furúnculos, inflamações, toxinas do corpo físico e impurezas do psiquismo.



Afirmações

Eu olho para dentro da mais profunda escuridão da minha Alma. Nessa escuridão, surge uma nova Luz de compreensão. Eu sou a Luz que Brilha nessa escuridão.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aconselhamento




"Dom Quixote lutava contra moinhos de vento, Sancho não o demolia de seus intentos... Quixote não leva em conta a realidade, mas não é por acaso que nós nos reconhecemos nele. Assim é porque privilegiamos o nosso imaginário. Também nós ouvimos sem escutar e enxergamos sem ver para impedir que o nosso desejo seja contrariado.
Para Freud, não é possível acabar com uma fantasia mostrando que a realidade é contrária a ela.
A fantasia resiste aos argumentos e só se transforma quando o próprio sujeito descobre a sua origem. Daí a razão pela qual a cura analítica se apoia na rememoração. O analista que se vale da realidade para convencer o analisando a abrir mão do que imagina é quixotesto no mau sentido.
Só é possível agir sobre o desejo fazendo outro desejo emergir. Isso é o que faz o analista se o analisando, ao contrário do Quixote, for capaz de escutar. E, mais ainda, se ele for capaz de se escutar. Como isso raramente no começo de uma análise, ambos tem de saber esperar. (excertos de Betty Milan, 26-05-10)

O processo terapêutico é auxiliado pelo uso dos florais: a vinda dos conteúdos confundem, parecem moinhos. Florais desfazem este engano, encaminham para o corpo através de sintomas, virando catarse e consciência. "


"Agradeço pelo ar que respiro, por hoje.

Pela consciência e inconsciência, pelo ego que faz o elo.

Pelo trabalho que permite distanciar-me e olhar para mim mesmo e entender, compreender, acolher, modificar e de novo respirar.

Agradeço pelo ar que respiro, hoje."

Ressignificar

 
 
"Ressignificar: olhar para as questões que nos criaram concepções errôneas, reviver o fato com o olhar do adulto e trazer a responsabilidade para o adulto - sem deixar essa tarefa na mão da consciência infantil que viveu aquela situação.

Esse passo não é mágico, devemos olhar, meditar, lembrar, discutir, conversar.

Essas ações vão aumentando a consciencia para fortalecer o ego atual e se abrir para novas possibilidades, rumo à leveza, possibilidade de escolha, tranquilidade e harmonia.

Integrar as vivências passadas e esquecidas é encontrar pérolas pelo caminho."

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Corpo Envia Sinais

A dor de garganta aparece quando não é possível comunicar as aflições e frustrações. Não engula desaforos, mágoas, reclamações. Saiba ter voz, seja uma pessoa assertiva, não precisa brigar! Aprenda a se comunicar e expressar seus pensamentos de maneira clara e objetiva, sem perder a paciência. Se você viver guardando seus sentimentos e pensamentos, uma hora, uma das duas coisas ocorre: pode ocorrer um problema sério na região da boca e garganta (saúde) ou você estoura e diz de uma vez só, tudo o que pensa, com raiva e ressentimentos e acaba magoando todos ao redor. Procure não acumular fatos. Assim que ocorrer algo que te desagrade, você pode chamar a pessoa que o magoou e dizer: eu admiro esta característica sua. Comece sempre com algo positivo daquela pessoa. E quando for “reclamar”, reclame de um fato, de uma atitude, não da pessoa. Diga: Não gostei quando você fez isso, pois me senti assim...  Um bom líder sabe se comunicar. Elogia pessoas em público e crítica fatos em particular.

O
resfriado escorre quando o corpo não chora. Chorar alivia, então chore sempre que sentir vontade. No passado, a pior crença repassada por nossos antepassados era: homem de verdade não chora. Então muitos homens guardaram tão profundamente suas dores e sofrimentos que acabaram cedo com sua saúde e morreram antes do tempo. Precisamos tirar um momento para rir, chorar, brincar, viajar, fazer exercícios físicos, dançar, curtir a vida. Equilíbrio! E lembre-se: chorar de vez em quando, é natural, faz bem e só mostra que você tem sensibilidade e não tem medo de mostrar suas emoções.

O
estômago arde quando as raivas não conseguem sair, quando algo acontece e você não aceita, não consegue digerir o fato. Ache uma válvula de escape, grite, dê soco no travesseiro, escreva tudo num papel e queime, pratique um esporte, lute boxe, ache uma maneira de extravasar as emoções, faça terapia. E se possível, elimine as pessoas “nocivas” na sua vida.

O
diabetes invade quando a solidão dói. Mas estar sozinho é sempre uma escolha, então se abra para o mundo. Não espere receber amor primeiro, aprenda a dar e receberá de volta. Se todos pararem e esperarem o outro dar o primeiro passo, não haverá mais amor no mundo.

O
corpo engorda quando a insatisfação com o mundo aperta. Aprenda a aceitar as coisas como elas são. Não seja exigente demais com você, nem com o mundo. Relaxe! Deixe a ansiedade desaparecer... O mundo é perfeito exatamente como é. E se sua frustração refere-se a resultados obtidos, saiba que você pode estar bem mais próximo(a) dos seus sonhos do que imagina. Tenha paciência, nada é impossível e o amanhã pode ser bem melhor, dê mais uma chance para você e seus sonhos. Antes de comer algo, pergunte-se: estou com fome de que? Se não for uma fome física e sim algo emocional/espiritual, não tente resolver com a comida. Coma o que desejar, mas apenas quando estiver com fome e esteja presente quando mastigar – foque no agora. Ao invés de engolir desesperadamente na frente da TV, sem sentir o gosto da comida, saboreie cada mordida, sinta o sabor, cheire, feche os olhos, sinta a textura dos alimentos na sua boca e tenha gratidão a ele. Se você conseguir fazer isso, seu metabolismo funcionará perfeitamente e tudo que não for necessário, seu corpo expelirá.

A
dor de cabeça aparece quando as duvidas aumentam e aparecem as críticas. Surge um desconforto como se você estivesse vivendo um problema sem saída. Relaxe, ore, medite, converse com alguém, peça ajuda! Confie mais em você e na vida. Acalme-se, tenha mais fé, creia mais em você e em Deus. Como dizem os orientais: se um problema tem saída, resolva! E se não tem, por que se preocupar tanto? Neste caso, aceite-o!

Problemas na
coluna indicam que você tem a sensação de que há pessoas ao seu redor que dependem de você. É como se você não quisesse, mas sente que tem que carregar o mundo nas costas, pois acha que os outros são incapazes de resolver seus problemas sem a sua ajuda. Isso não é verdade! Todo mundo tem a capacidade para resolver as coisas. É você quem acha isso, então liberte-se desta crença. Acredite mais nos outros. Cada um tem o direito de viver a vida como deseja, não queira impor seu modo de viver a outros. Aceite as diferenças, afinal você também quer ser aceito(a) exatamente como é, não é mesmo?

O
coração pára quando o sentido da vida parece terminar. Mantenha seu coração sadio, procure pontos negativos em fatos passados e atuais. Dê mais sentido aos fatos. Você já reparou que tudo tem seu lado positivo? Basta saber procurar... E sempre tenha planos ousados e divertidos para o futuro, isso o manterá vivo e “motivado”, com o coração leve e saudável.

A
alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. Ninguém consegue manifestar perfeição, pois é impossível até mesmo defini-la. Quem poderia citar o que seria mundialmente considerado perfeito? Aceite-se e aceite o mundo exatamente como ele é. Pare de querer controlar tudo. São as diferenças e as pequenas imperfeições que fazem do mundo um lugar tão maravilhoso... Isso vale para seu corpo também. Aceite-se exatamente como é, seu corpo é o templo da sua alma. Se existir algo que queira mudar em seu corpo, faça; mas não deixe que sua felicidade e amor próprio dependam disso. Se você está num relacionamento e seu parceiro(a) não está satisfeito com seu corpo, mude de parceiro. Afinal, você é muito mais maravilhoso e especial do que seu corpo físico. Você é a auto-manifestação de Deus na terra. E pode ter certeza: existem muitas pessoas que gostariam de estar com você! Para você ser completamente amado e aceito por alguém, comece se aceitando e se amando e isso ocorrerá naturalmente.

As
unhas quebram, os cabelos e a pele perdem a força e o brilho quando as defesas ficam ameaçadas. E isso acontece quando você está se sentindo deprimido, sem vontade de seguir além... Se estiver com depressão, procure os amigos, familares e/ou ajuda médica. Deseje melhorar, leia bons livros, assista a programas divertidos, instrutivos e/ou inspiradores, tenha um tempo só pra você, faça coisas de que gosta,ria em frente ao espelho,  divirta-se! Insira mais diversão na sua vida, isso só depende de você!

O
peito aperta quando o orgulho escraviza. Você não é vítima do mundo. Ninguém é, a menos que se coloque nesta posição. Para todo ditador, existe um ou vários submissos. Não tenha pena de você, pelo contrário, orgulhe-se de ser a pessoa que é. Encontre características positivas suas. Se estiver difícil, pergunte a amigos e familiares, pode ter certeza de que você ficará muito feliz com o feedback deles. E escreva num caderno para se lembrar e comece a fazer as suas anotações positivas sobre você, as pessoas e fatos ao redor.

A
pessoa enfarta quando sente a ingratidão e estresse. Procure não exigir tanto das pessoas. Quando fizer algo pequeno, médio ou grande por alguém, não espere algo em troca. A pessoa pode não retribuir da maneira que você deseja e você envenena seu coração com raiva e sentimento de frustração e ingratidão. Na maioria das vezes a pessoa nem imaginava o quanto isso era importante pra você, é a sua visão que coloca este peso. Não deixe que suas exigências de como os outros devem se comportar atrapalhe a sua saúde e felicidade. Você pode ter feito coisas que magoaram muitas pessoas e você nem imagina. Perdoe SEMPRE! E perdoe-se!
A pressão sobe quando o medo aprisiona. Mas medo de que? Muitas vezes o medo é irracional. A menos que você esteja realmente numa situação perigosa (perdido em alto mar, sem socorro á vista, seu avião caiu no meio da Amazônia e você está perdido, sozinho e machucado, etc...) a menos que a adrenalina gerada seja algo que pode te ajudar a reagir corretamente numa situação de emergência, acalme-se! Faça a pergunta: E se este fato que eu receio realmente venha a ocorrer, qual é a pior coisa que poderia me acontecer? Faça as pazes com todas as possibilidades. Se você não tem controle sobre algum fato, solte-o! Entregue a Deus, ore, medite, relaxe... E entregue ao universo. Cuidado com os 15 minutos antes de dormir, não tenha medo do amanhã, confie de que tudo ocorrerá da melhor maneira, entregue o problema a Deus e durma bem. Muitas vezes ao acordar, o problema terá diminuído ou até desaparecido, pois muitos dos nossos medos são irreais.

As
neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza. Quando você repetidamente não consegue realizar sonhos e projetos importantes, acaba se frustrando, sente que não tem controle ou que o mundo está contra você. Neste momento, tudo parece ser um empecilho, você vê um mundo perigoso e injusto e se sente como uma criança sozinha e desamparada, despreparada para lidar com as situações. Mas você não é mais uma criança, é um adulto e tem força e capacidade para resolver e realizar qualquer coisa que deseja, procure ajuda, mude e seja feliz! Muitas pessoas procuram remédios físicos quando na verdade precisam mudar suas atitudes, pensamentos e sentimentos.

A
febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. Se sua temperatura subiu, você está se sentindo sem forças para lidar com as situações. Não se compare com outras pessoas, não pense que só você tem problemas ou que existem pessoas sortudas e pra você, nada dá certo. Isso não é verdade! Todos temos problemas, o que muda é como os encaramos e resolvemos. Você é capaz de resolver qualquer situação. Dê uma chance para você e seus sonhos grandiosos... Não seja tão exigente, deixe que tudo ocorrerá no tempo de Deus. Equilibre seu organismo, equilibrando suas emoções.

O
câncer se instala quando a pessoa guardou mágoas e rancores por toda uma vida. É como se aqueles sentimentos estivessem comendo a pessoa de dentro pra fora. É por isso que não adianta curar apenas com remédios, é preciso aprender a perdoar as pessoas, principalmente a si mesmo e seguir em frente, vivendo no presente, com planos concretos para o futuro. Perdoar é um processo, pode levar tempo, mas nada é tão belo e transformador do que o perdão, ele liberta a alma, a pessoa se renova e se cura.

Para todos os casos acima, 15-20 minutos de oração/meditação
ou uma respiração profunda e lenta ao acordar podem fazer “milagres...

Experimente começar o dia em paz e harmonia,
seu corpo agradece e você verá o resultado na sua vida em geral.

Tente, é de graça e pode salvar a sua vida!

Por Lena Rodrigues