Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O medo na criança

Resolvi pesquisar um pouquinho sobre esse tema, pois é algo que venho enfrentando aqui em casa.Quando chega a noite... meu Deus!.... é um Deus nos acuda!As crianças (tenho um de quase 4 aninhos e uma mocinha de 7 anos) ficam cheias de medo... medo de bruxa, medo de trols, medo do escuro...medo de tudo....as minhas noites não tem sido nem um pouco tranqüilas, então fui pesquisar para ver se consigo acalmar o povo daqui...e olha que nunca fui aquele tipo de mãe que põe medo em filho, hein!

Vamos ao texto!
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O medo é uma emoção básica,que coloca o nosso organismo em sobre-alerta e o prepara para fugir e/ou defender-se perante a percepção de perigo. A generalidade das crianças passará por algum sintoma de medo durante a sua infância, em especial as raparigas que, no entanto, têm uma maior facilidade em ultrapassá-lo. Esta maior facilidade estará, provavelmente, ligada a uma maior capacidade em exteriorizar sentimentos e emoções que, em consonância com a ajuda dos pais, lhes possibilita uma melhor compreensão dos seus sentimentos, e leva a uma procura mais eficaz de estratégias para lidar com os mesmos.

Desta forma, ao falarmos de medos, devemos encará-los enquanto emoção saudável, com uma função adaptativa: alertar para os perigos que rodeiam.

Os medos estão ligados a etapas específicas do desenvolvimento. Apesar de serem tarefas desenvolvimentais que terão de ultrapassar, o modo e a intensidade com que os sentem varia de criança para criança, de acordo com a sua personalidade, a dos pais, entre outros factores. Com o crescimento e correspondente maturação cognitiva e emocional, a criança, com a colaboração dos pais, vai encontrando estratégias eficazes para lidar com os medos, pelo que, na sua maioria, acabam por desaparecer.

Nos primeiros tempos de vida duma criança, o seu medo está muito ligado ao receio de perda do seu cuidador, a sua figura de referência (geralmente a mãe), denominando-se de medo ou ansiedade de separação. Por volta dos 7/8 meses de vida, os bebés adquirem a capacidade de distinguir os rostos familiares, em especial o da sua mãe, em contraste com os que desconhece. Surge aqui uma fase denominada de Angústia do Estranho, caracterizada pela manifestação, por parte da criança, de medo ou ansiedade perante a presença de estranhos, ou pessoas com quem tenha menos contacto. Nesta fase, as crianças ainda não adquiriram uma competência, a da “permanência do objecto”, que consiste no saber que, quando algo (ou alguém) sai do seu campo de visão, pode voltar. Para o bebé, quando tal acontece, ele sente medo por esse objecto deixar de existir.

A partir dos dois anos, é frequente a criança começar a ter medo de ser abandonada pelos pais e, consequentemente, de qualquer separação que possa ocorrer. É igualmente nesta fase que se verifica um aumento do medo dos animais, que costuma perdurar até por volta dos quatro anos.

A imaginação assume um papel preponderante nos medos das crianças e é, com o aproximar dos três anos (altura em que a imaginação se torna mais rica e atinge um maior grau de desenvolvimento) que é potenciado o surgimento do medo do escuro, dos monstros, fantasmas, ladrões, entre outros. Este é um dos medos mais comuns entre as crianças, sendo transversal a várias culturas e civilizações. Geralmente surge entre o terceiro e o sexto ano de vida da criança, e é habitualmente ultrapassado até à entrada para a escola. Ocorre com especial incidência na hora de dormir, momento em que a criança se sente “desprotegida”, pois confronta-se com a separação física dos pais, bem como com a segurança que esta presença lhe oferece.

Com o atingir dos seis anos de idade, a criança atinge uma fase de desenvolvimento que lhe permite encarar a morte como algo irreversível, perdendo o seu lado fantasioso e assumindo uma vertente mais concreta, o que lhe provoca medo da sua própria morte, bem como a das suas figuras de referência. Verifica-se aqui uma transição do medo de separação para o medo de morte. Aí, apresenta uma associação de morte a coisas concretas, como a uma pessoa, a caixões, cemitérios, etc.

Paralelamente à entrada para a escola, e ao longo do seu curso, surgem medos ligados a esta nova etapa da sua vida, bem como aos desafios a ela associados. O medo de se expor, ter de falar nas aulas, ir ao quadro, as histórias contadas de agressão dos mais velhos, entre outros, causam apreensão às crianças. Aqui os medos estão muito ligados à identidade da criança, à sua auto-estima e sentimentos de insegurança. Poderá surgir o receio de ser diferente, ser gozado pelos outros.

Esta insegurança e medo assumem um papel marcante num espaço como a escola, pois estes sentimentos poderão transmitir à criança a sensação de impotência perante a resolução de dificuldades que até pode percepcionar como não perigosas, mas que apenas não se sente capaz de as ultrapassar. Nestes casos, é essencial que os pais e/ou educadores saibam escutar a criança, desmistificar esses sentimentos e, sobretudo, ouvi-las e ajudá-las no sentido de encontrar estratégias eficazes para a resolução dos seus medos.

Os Pais podem ajudar

É impossível os pais evitarem o sentimento de medo por parte dos seus filhos (o que também não seria salutar). Ao invés disso, podem ter um papel preponderante no auxílio da procura de estratégias que permitam à criança lidar convenientemente com os obstáculos com que é confrontada e lhe permitam ultrapassar o medo.

Os pais ao se depararem com os medos dos seus filhos, naturalmente podem manifestar confusão e algum desconhecimento sobre a forma mais adequada para lidar com a situação. Antecedente à procura de estratégias para ultrapassar esses medos, é fundamental que os pais validem e respeitem os sentimentos dos filhos, e tal passa por nunca os ridicularizar ou desvalorizar. Os medos são fruto do processo de desenvolvimento da criança, o que acarreta novos desafios. São um factor positivo, e é dessa forma que deverão ser encarados, apesar do filho ainda não ter atingido um nível de maturação que lhe permita enfrentar esse medo da forma mais eficaz.

O bem estar emocional da criança é favorecido pela existência de cumplicidade com os pais. A criança ao ter medo, enfrenta o anseio de não o conseguir ultrapassar, bem como o de ser a única que passou por este sentimento. O acto dos pais relatarem à criança que também eles passaram por situações semelhantes, inclusive uma similar à que o filho sente, fá-las sentir apoiadas e aceites, transmite-lhes a possibilidade de vencerem os seus medos e serem “grandes e fortes” como os seus pais. Procure explorar com os seus filhos formas de resolver as situações, podendo também dar exemplos de como conseguiu resolver os seus próprios medos.

A promoção do diálogo entre pais e filhos é uma das melhores “ferramentas” que se pode transmitir aos filhos.
Essa abertura ao diálogo, permite deixar uma “janela aberta”, o que facilitará à criança a procura dos pais (ou outras figuras de referência) quando se sentir ameaçada, ou estiver a lidar com sentimentos perante os quais sente dificuldades em lidar. Só o acto da criança falar e explicar os seus medos aos pais, serve de alívio e, além de promover uma maior aproximação entre os pais e os filhos, é um importante passo na procura conjunta de soluções para os problemas.

Uma estratégia universal perante uma situação percepcionada como perigosa é a fuga ou o evitamento. Torna-se importante a consciencialização que, só através do enfrentar dos desafios, é que conseguimos ultrapassá-los. Recorrendo à aceitação e validação dos sentimentos dos filhos, cabe aos pais ajudarem a criança na procura da forma mais eficaz de resolução do problema, ao invés da fuga, frequentemente a primeira resposta à questão ansiogénica. Os medos, sendo marcadores do desenvolvimento da criança, funcionam como tarefas desenvolvimentais, às quais cabe à criança ultrapassar, resultando na promoção da autonomia da criança, no seu desenvolvimento emocional, que consequentemente se repercute ao nível do seu auto-conceito. O enfrentar atempado dos medos evita que, a longo prazo, estes possam possuir uma dimensão patológica resultante em fobias.

Author: Raquel Martins | Filed under: Psicologia Infantil, Saúde Infantil

domingo, 26 de fevereiro de 2012




"Árvores são poemas que a Terra
escreve para o céu.
Nós as derrubamos e transformamos
em papel para registrar
nosso vazio”.

Kahlil Gibran.

Amanhã eu escrevo - Procrastinação




Acho que a única coisa que a gente não deixa para depois é o hábito de procrastinar. O termo tem origem no latim: pro (adiante) crastinus (amanhã): passar para amanhã. Adiar, enrolar, fazer amanhã o que se pode fazer hoje. Nada é mais urgente do que isso.



Antes de mais nada, não existe o gene da procrastinação, isto é, trata-se de um comportamento aprendido. Um hábito que desfaz qualquer monge. Algo tão insidioso que existem, inclusive, grupos de ajuda específicos. Entidades como Procrastinadores Anônimos. Mas onde fica isso? Justamente no lugar preferido de 11 entre 10 procrastinadores para matar tempo: a Internet. Tipicamente são grupos de ajuda onde as pessoas contam histórias não terminadas. Ou ainda reuniões virtuais por telefone, através de conference call mas onde, uma vez conectado, você percebe que é o único na sala.

Mas se isso fosse assim tão abjeto, os despertadores não viriam com as famosas teclas "Soneca" - ou Snooze, conforme o idoma. Certamente inventado por um criativo procrastinador, a tecnologia do "só mais cinco minutos" (no meu são nove - por que nove?) é o verdadeiro concorrente do café-da-manhã e da última olhada no espelho. Afinal, o tempo que a gente gosta de perder não é tempo perdido.



Mesmo para nossos pequenos prazeres, a preferência está sempre no agora: vadiar agora e trabalhar depois. Precisamos pesar o presente versus o custo e benefício de ações futuras. Antecipar benefícios futuros (visualizando a satisfação e felicidade em completá-los) ou avaliar os custos daquilo que atrasamos (através dos desastres que podem causar).

Segundo pesquisas, o hábito de deixar coisas inacabadas atinge cerca de 20% da população. Algumas descrições de procrastinadores mais se assemelham a perfis patológicos de serial killers ou assaltantes de velhinhas indefesas, tão terrível parece ser seu pecado.

Para o Dr. Joseph Ferrari há dois tipos de procrastinadores: os que gostam de fazer as coisas sob pressão (o “pânico do último minuto") e os que temem a avaliação que sua obra receberá. O fato é que ambas as formas não parecem fazer parte de nosso repertório de decisões conscientes. Isso significa que procrastinar talvez fuja ao nosso controle por não ser um comportamento planejado.

E onde se procrastina mais? Leon Mann, um pesquisador social da Universidade de Melbourne pesquisou o tema para identificar os atrasantes hábitos de diferentes culturas: do individualismo anglo-saxão, ao coletivismo asiático. Concluiu que estes tendem a adiar a tomada de decisão, enquanto que aqueles parecem mais resolutos.

Procrastination Os resultados, contudo, podem ser parcialmente atribuídos à forma como os questionários eram respondidos, pois algumas culturas expõem mais seus comportamentos, enquanto outras tendem a ocultar e amenizar atitudes pouco aceitáveis.

Essa auto-crítica indulgente representa, aparentemente, uma limitação de método que não invalida essa variação cultural. Mas certamente deve haver alguém pensando em experimentos mais precisos. Qualquer dia desses...

Algumas profissões também são características: segundo o Dr. Ferrari, quem trabalha em escritórios procrastina mais do que empregados de fábricas (mais controles?), funcionários de empresas adiam mais do que médicos e advogados (compensação por produtividade?) e vendedores enrolam mais do que gerentes (será que são promovidos quando passam a cumprir seus compromissos?).

Qualquer que seja a desculpa, em seu Predictably Irrational, Revised and Expanded Edition: The Hidden Forces That Shape Our Decisions* Dan Ariely testou seus alunos dando às turmas diferentes opções para entregar seus trabalhos. Para os quatro papers exigidos, um grupo recebeu um calendário fixo; outro escolhia os prazos finais de cada um; e o terceiro tinha apenas uma data final para entregá-los. Como esperado, a turma que teve deadlines impostos cumpriu as datas mais do que a que podia deixar tudo para o fim - que foi a pior das três.

Ele reconhece que todos temos problemas com a procrastinação, mas aqueles que reconhecem essa dificuldade estão em melhor posição para utilizar as ferramentas disponíveis para disciplinar mais o seu trabalho e ajudar-se a superar esse vício.
Pois, tal como dizia Lord Acton, "O sábio faz de uma vez, enquanto que o tolo finalmente faz. Ambos fazem o mesmo, mas em tempos diferentes."

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Preguiça Pior ainda é que lendo os artigos da Slate descobri que aquilo que eu achava ser a maior causa da procrastinação não tem nada a ver com ela: a preguiça. Como é possível, perguntará a leitora? Simples: procrastinar quer dizer que você não quer terminar aquela tarefa específica.

E enquanto você foge dela é capaz de fazer uma porção de outras coisas, não tão tediosas para você. Tem gente que corre dez quilômetros para não lavar a louça. Outros lêm um livro inteiro (exceto os das novas regras ortográficas) antes de arrumar o quarto ou passam horas organizando as músicas no seu iPod. Não dá para chamar nenhum desses de preguiçoso, só porque tem algo que ele prefere fazer antes daquilo que ele é obrigado. Já ouviu alguém reclamando que não consegue terminar um jogo de paciência porque não consegue largar o trabalho?

E por que, então, não ganhar dinheiro com os procrastinadores? Sim, porque há verdadeiras indústrias para atendê-los! Afinal, eles estão em toda a parte e representam um setor de mercado que não pára de crescer. Lucre com suas eternas pausas para o café, venda-lhes comidas prontas, preste-lhes serviços de arrumação ou organização (são recorrentes - você arruma hoje, ele bagunça amanhã e te chama de novo na semana que vem), alugue-lhes carros (os deles quebram por falta de manutenção), empreste-lhes dinheiro (sempre duros...), crie videogames, cubo mágico, Sudoku, escreva blogs! Aliás, sabe qual o programa da Microsoft mais usado no mundo? Não? Paciência...

Técnicas de ludoterapia e suas implicações II





O primeiro recurso que o terapeuta tem é ele próprio, com sua disponibilidade e intencionalidade para aquele encontro.

Myriam Protasio


Livros Infantis

O terapeuta pode ter em seu consultório vários livros infantis. Hoje em dia é possível encontrar textos com ilustrações bastante sensíveis explorando inúmeros temas pertencentes ao mundo das crianças. Quando uma criança escolhe um destes livros abre-se um tema a ser explorado, um universo afetivo a ser compreendido.

O corpo

Na ludoterapia pode-se fazer brincadeiras como “o macaco mandou” ou imitar animais em seus movimentos ou sentimentos. Pode-se jogar bola, correr, pular, ir a um trepa-trepa. Pode-se dirigir a criança num relaxamento onde ela imagina-se com uma lanterna na mão passeando por dentro de seu corpo. Pode-se-lhe pedir que pare quando sentir um músculo mais tenso ou uma dor e que então descreva o que está percebendo ou sentindo. Ela pode deitar-se sobre um papel e o terapeuta desenhar seu contorno que será depois “vestido”. Ela pode também fazer um desenho livre de seu corpo sobre um grande papel. A parede pode ser usada para registrar o crescimento dela. É sempre uma surpresa constatar a mudança de tamanho. O espelho também pode ser utilizado. A criança pode gostar ou não do que vê. Pode ser simpática ou agressiva a si mesma através do espelho. O terapeuta pode usar também o espelho para demonstrar a incongruência entre a fala e a expressão.

Dramatização

A criança pode fazer um brincadeira dramática livre utilizando os objetos da sala como a casinha de bonecas, objetos de casinha, bonecas, fantoches, bonecos, armas, carros etc.. Nestas brincadeiras, quando o terapeuta é convidado a contracenar, é importante que ele atue segundo instruções da criança para que não represente o personagem por seus próprios critérios, mas pelos critérios da criança.

Pode-se construir com a criança uma caixinha dos sentimentos. Criança e terapeuta juntos nomeiam os sentimentos que conhecem que são então escritos num papelzinho e guardados na caixa. Posteriormente pode-se sortear um ao acaso e representá-lo para que o outro adivinhe do que se trata. É uma forma de exercitar a criança a compreender os sentimentos dos que a cercam e os seus próprios.

Testes projetivos

TPO – Teste projetivo Ômega, CAT –Teste de apercepção temática para crianças, Rorschach – Teste psicodiagnóstico de Hermann Rorschach e outros.

No psicodiagnóstico este material é utilizado para recolher dados úteis na elaboração da conclusão psicodiagnóstica. Na ludoterapia o terapeuta pode utilizá-los como recurso para explorar com a criança os significados externados. De forma que o material produzido é discutido, pensado e questionado, e o que importa é o significado emergente.

Jogos

Baralho, jogo da velha, memória, loto, ludo, boliche, bolade-gude, belisca, risk, espião e muitos outros que se pode comprar à vontade nas prateleiras de jogos para crianças.No processo terapêutico pode-se trabalhar a forma como a criança joga, conhecer sua forma de raciocinar, como lida com a competição, quais suas maiores preocupações durante um jogo etc.. Outras vezes a criança é introduzida num jogo não conhecido anteriormente e pode-se conhecer sua forma de lidar com estas situações.


Fonte:

PROTASIO, Myriam Moreira. Técnicas da gestalt terapia aplicada a ludoterapia.

Saiba mais:

Revista de Ludoterapia do Instituto de Psicologia fenomenológico-existencial do Rio de Janeiro - IFEN
http://www.ifen.com.br/publica.html


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Técnicas de ludoterapia e suas implicações
Resumo do artigo Técnicas da gestalt terapia aplicada a ludoterapia de Myriam Moreira Protasio que você encontra na íntegra aqui:
http://www.ifen.com.br/revistas/ludoterapia/artigo_2.html



Existe um número interminável de técnicas específicas para ajudar as crianças a exprimir sentimentos por intermédio do desenho e da pintura. Independente do que a criança e eu escolhemos fazer em qualquer sessão, o meu propósito básico é o mesmo. Minha meta é ajudar a criança a tomar consciência de si mesma e da sua existência em seu mundo. Cada terapeuta encontrará o seu próprio estilo para conseguir esse delicado equilíbrio entre dirigir e orientar a sessão, de um lado, e acompanhar e seguir a direção da criança, de outro.
Violet Oaklander


Desenho

Desenho livre: a criança manifesta o desejo de desenhar. O terapeuta acompanha o processo de criação, observa e, junto à criança, explora o sentido particular expresso pelo desenho. Ao fazer isto o terapeuta estará possibilitando a conscientização da criança de sua intencionalidade, ou seja, daquilo que a motiva a criar este desenho, a usar estas cores, a posicionar as figuras desta forma etc.

Desenho dirigido: o cliente cria e desenha livremente, mas o tema é proposto ou sugerido pelo terapeuta. O objetivo do terapeuta é explorar através do desenho questões pertinentes àquele cliente. Assim, pode pedir, por exemplo, que a criança desenhe sua família, seu mundo, seu quarto, sua casa, sua rotina, dê cor aos seus sentimentos, desenhe seus amigos como animais (adaptando o bestiário) etc.. O bestiário é uma possibilidade bastante útil no sentido de conscientizar a criança de seus sentimentos sobre as pessoas que a cercam.

Vivências de fantasias

O primeiro passo em qualquer vivência de fantasia é promover o relaxamento. Este pode ser dirigido pelo terapeuta. Pede-se a criança que tire os sapatos, deite-se confortavelmente e feche os olhos. Muitas crianças não gostam de tirar seus sapatos, outras de deitar e muitas outras de manter seus olhos fechados. Seus limites são sempre respeitados depois de uma rápida conversa que esclareça em que se constitui esta limitação. É importante lembrar que qualquer proposta trazida pelo terapeuta deve colocar-se sempre aberta para a recusa da criança. A reação da criança deve ser utilizada para compreender a forma como ela atua e promover a conscientização sobre sua forma de estar-no-mundo.

Retomando o relaxamento, é pedido à criança que se deite confortavelmente e mantenha os olhos fechados. O terapeuta, em voz pausada e suave, vai dirigindo-a a seu espaço próprio, conscientizando-a de que existe um espaço somente ocupado por cada um de nós, que ninguém pode entrar a menos que seja convidado, fisicamente ou por pensamentos. Neste espaço somente ele detém o comando. Pede-se à criança que observe sua respiração, tente apreender seu ritmo respiratório. É pedido à criança que não interfira no ritmo respiratório, apenas observe, e em seguida ela é dirigida num passeio por seu corpo, que pode começar pelo dedão e sola do pé e seguir até o alto da cabeça. No final deste trabalho a criança deverá estar suficientemente relaxada e o terapeuta pode então levá-la para a “viagem de fantasia”. É dito à criança que vai-lhe ser contada uma história, que ela vai “viver” esta história, e que, quando acabar o trabalho, vai-lhe ser pedido que desenhe ou relate o que encontrou no final. O terapeuta pretende conhecer o mundo da criança relatado à partir do trabalho, explorando suas motivações e significados.

Fantasia da roseira

Consiste em pedir-se à criança que imagine que é uma roseira. Muitas sugestões são então dadas a título de estimulação objetivando facilitar a associação e criação da criança. Pede-se à criança que imagine que tipo de roseira é, se é mesmo uma roseira ou é outro tipo de flor, se tem espinho, se é grande ou pequena, alta ou baixa, em que lugar está, se está só ou acompanhada, como são seus companheiros, como se sente neste lugar, onde é este lugar, quem cuida dela? A criança é então dirigida de volta de seu espaço próprio para nosso lugar comum e é-lhe pedido que desenhe a roseira que imaginou sem preocupar-se com a qualidade do desenho, pois poderá dar as explicações que quiser sobre o que desenhou.

Recursos artísticos: tinta, massa, argila, cola, água

A utilização pode ser livre ou dirigida: a criança pode criar livremente e o terapeuta buscará articular com ela o sentido do que está vivenciando, ou o terapeuta pode sugerir-lhe que expresse algum sentimento através da argila, ou utilizando tinta da cor de sua preferência. Enquanto a criança utiliza este material é possível ao terapeuta atento perceber a forma como ela utiliza o espaço, o material e como está sua motricidade fina e ampla.

Histórias e poesias

Sua utilização na terapia pretende a exteriorização de sentimentos e idéias em palavras. Isto não é uma tarefa fácil para todas as crianças, mas é um caminho bonito de ser trilhado. Pode-se propor uma história interativa, construída em dupla pelo terapeuta e o cliente. Alguém começa, o outro completa, depois o outro traz uma nova frase, depois o outro, assim até que considerem a história encerrada. Pode começar assim: “Era um dia especial...”.

A poesia é também interessante e pode ser trabalhada de forma interativa. Pode-se pedir à criança que escreva uma poesia comunicando à sua mãe seus sentimentos. A poesia dispensa muitas informações e pode ser mais direta que uma prosa, o que torna o exercício bastante emocionante.

A criança pode fazer uma redação com um tema proposto pelo adulto. Outras vezes ela própria escolhe sobre o que escrever.


Fonte:

PROTASIO, Myriam Moreira. Técnicas da gestalt terapia aplicada a ludoterapia.

Energia




Conceito de Energia sutil:

Ultimamente temos ouvido com muita frequência os termos Psicologia da Energia e Medicina da Energia.
Energia = capacidade de trabalhar. O assunto de que vamos tratar relativo à Técnica de EFT se relaciona direta ou indiretamente com a energia sutil. Porém, a verdadeira natureza da energia sutil ou Energia de Vida, assim como a da eletricidade nos é ainda desconhecida, embora saibamos utilizá-la.

Irving Feurst: fundador da S.U.N. Network, Rede de Revelação Espiritual, nos ensina o seguinte:
O conceito de energia sutil é difícil para muitas pessoas porque ela é definida como "não física" e, consequentemente, elas não entendem o que isso significa ou não conseguem enxergar como é que algo não físico possa ter efeitos tangíveis.
Na linguagem popular, a palavra sutil se refere a algo difícil de ser percebido.

Igualmente, a energia sutil é aquela que não pode ser percebida facilmente através dos instrumentos científicos atuais. É uma situação análoga a das pesquisas iniciais sobre a eletricidade.
Quando tivermos tais instrumentos científicos, a energia sutil será considerada tão real quanto qualquer outra forma de energia. Muitas dessas energias sutis, pois há várias delas, não possuem qualquer tipo de massa física. Isso torna difícil, para muitas pessoas, a compreensão de que tais energias tenham efeitos palpáveis.

Um fóton (uma partícula de luz) também não possui massa física, embora um bombardeio feito por uma rajada de fótons possa produzir efeitos muito reais, como podemos ver nas portas de entrada que utilizam feixes foto elétricos. Apesar dos fótons não possuírem massa física, eles conseguem movimentar massa física à distância e podem produzir "trabalho" (ação).
De forma similar, a energia sutil não tem massa física e também pode produzir trabalho/ação.

A medicina vibracional utiliza formas específicas de energia para atuar de forma positiva sobre os sistemas energéticos que possam estar desequilibrados devido às doenças.
Por volta de 1920, Albert Einstein definiu energia pela famosa equação E=mc2. Nessa equação, Einstein iguala energia e matéria. Então, energia e matéria são iguais, a menos da velocidade com que se movem as partículas. Matéria seria energia congelada. O reconhecimento de que toda matéria é energia constitui a base para compreendermos que os seres humanos podem ser considerados sistemas energéticos dinâmicos.

Tudo, absolutamente tudo no Universo tem a natureza da energia eletromagnética. Dentro do corpo humano, essa energia é denominada energia bio-elétrica. Se a energia não fluir dentro de cada órgão, de cada glândula, de cada célula do corpo humano, a pessoa está morta.

A energia se propaga em forma de ondas, especificamente, a energia de ondas eletromagnéticas como as de rádio, raios infravermelhos, luz visível, raios ultravioletas, raios X e raios gama.
Utilizar a energia é a chave da vitalidade física e da evolução espiritual, pois fazemos parte de um oceano de energia.
Essa energia não-física permeia todas as coisas vivas que dependem dela para manutenção de sua vida e saúde. É chamadade Prana pelos Hindus, de Chi pelos chineses, de Mana pelos Havaianos.

Tradições esotéricas de todos os tempos reconheceram que a chave-mestra da vitalidade física e da evolução espiritual é a habilidade de absorver e utilizar essa energia, através da elevação do nível de vibração.
A definição de energia como capacidade de trabalhar unifica muitos fenômenos aparentemente diferentes como: calor, luz, eletricidade, gravidade, etc. e unifica também os dois conceitos de energia física e energia sutil.

Existe uma unidade no Universo. Tanto a energia física como a energia sutil obedecem a princípios similares. Ambas possuem frequências e amplitudes. O trabalho mais importante que a energia sutil pode apresentar é o de produzir mudanças ou transformações em nós mesmos.
A transmissão através de longas distâncias ilustra a diferença entre essas energias. De alguma forma, as energias sutis parecem viajar a velocidades que as energias físicas não podem alcançar. O conceito de que as energias sutis podem viajar mais rápido do que a luz pode parecer um pouco estranho para algumas pessoas. Entretanto, cientistas de renome têm tentado mostrar como isso poderia acontecer.

O Professor William Tiller PH.D.: Físico, Ph.D., professor emérito, chefe do Departamento de Ciências Materiais e Engenharia da Universidade de Stanford, criou um modelo descrevendo as ondas eletromagnéticas e as energias sutis.
De acordo com a descrição do discutido modelo Tiller, as ondas eletromagnéticas são ondas transversais e as energias sutis são ondas longitudinais.
Essas ondas de energia sutil têm sido comparadas às ondas de pressão que correm longitudinalmente embaixo dos oceanos. As velocidades dessas ondas de pressão não estão limitadas pelas velocidades transversas das ondas de superfície.
O intrigante é que o modelo Tiller pode ser interpretado como se as ondas longitudinais, de fato, criassem as ondas eletromagnéticas transversais convencionais.

A sabedoria espiritual antiga dizia que os planos vibracionais inferiores da realidade são manifestados a partir dos superiores.
Atualmente, usamos meios de comunicação que pareceriam mágicas para os nossos ancestrais: rádio, televisão, celular, transmissões via satélite, etc.
Há ainda uma outra diferença entre a energia física e a sutil.

A energia sutil responde muito mais rapidamente à consciência humana do que a energia física. Um exemplo bastante simples é como um pensamento pode ser transformado num movimento físico para fazer a movimentação de um dedo.
Um conceito relacionado é o de que a energia sutil pode ser programada, através de uma tecnologia suficientemente avançada. Lembremos de que todos os fenômenos de energia sutil obedecem a princípios lógicos.

por Nicolette Lacerda Soares

Para sonhar e se transportar...

Cotidiano

Relaxando...



Para começar o dia com a mente calma e o coração tranquilo!
beijos aos amigos,

Danielle

sábado, 25 de fevereiro de 2012





"O grande segredo da plenitude é muito simples : COMPARTILHAR ".

(Sócrates)



“Todo conhecimento começa num sonho. O conhecimento nada mais é que a aventura pelo mar desconhecido, em busca da terra sonhada. Mas sonhar é coisa que não ensina. Brota das profundezas da terra. Como mestre só posso então lhe dizer uma coisa: Conte-me seus sonhos para que sonhemos juntos”. (Rubem Alves)

PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR - O VÍNCULO AFETIVO DA CRIANÇA HOSPITALIZADA COM A APRENDIZAGEM




RESUMO

No que se refere ao processo de ensino-aprendizagem o estudo apresentado evidencia que o psicopedagogo não poderia ficar de fora do contexto hospitalar, por se tratar de um profissional com formação interdisciplinar.

A importância de uma atuação mais articulada e comprometida dos profissionais envolvidos na área da saúde e da educação irá possibilitar um caminhar junto em prol da melhoria e qualidade de vida do paciente pediátrico.

O psicopedagogo será o mediador para manter aquecido ou recuperar sentimentos de amor próprio, auto-estima, aceitação, segurança e valorização da vida do paciente pediátrico. E garantir que o desejo pela construção da aprendizagem pode acontecer em qualquer ambiente, desde que tenha integração, comprometimento e amor.



Palavras-chaves: Psicopedagogia hospitalar, vínculo, afetividade, humanização, aprendizagem.



INTRODUÇÃO

Sendo a Psicopedagogia um campo de atuação em saúde e educação que lida com o processo de construção do conhecimento, utilizando-se de vários recursos das áreas do conhecimento, compreendemos que o profissional dessa área atua com um caráter preventivo e/ou remediativo, buscando a melhoria das relações com a aprendizagem, assim como a melhor qualidade na construção da própria aprendizagem de aprendentes e ensinantes. Contudo, a Psicopedagogia na Instituição Hospitalar surgiu da necessidade de oferecer um acompanhamento psicopedagógico aos pacientes pediátricos internados, que possuem patologias crônicas como as Hematológicas, Imunológicas e Psicopatológicas, aos quais podem permanecer por longos períodos hospitalizados. Considerando que a maioria desses pacientes estão fora do seu convívio social, da escola, ou de alguma forma, excluída dentro dela, a intervenção psicopedagógica se torna de fundamental importância, a qual será realizada através de atividades educacionais e lúdicas centradas na aprendizagem, possibilitando um prognóstico onde o psicopedagogo irá desenvolver uma escuta apurada e um olhar sistêmico, analisando e assinalando os fatores que favorecem, intervém ou prejudicam uma boa aprendizagem, assim como o funcionamento dos processos cognitivo, afetivo/desiderativo, social, obstáculos epistêmico e/ou epistemofílico, autoria de pensamento, vínculo normal e/ou patológico e modalidade de aprendizagem. Onde o significante e o significado da avaliação é a observação direta do desempenho da criança, desenvolvido a partir de conceitos que ela já tenha construído ou que ainda precise aprimorar, construir ou reconstruir.

O psicopedagogo interagindo com uma equipe multidisciplinar de profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos, psicomotricistas, fisioterapeutas, pedagogos e outros, dentro da Instituição Hospitalar articulará seus métodos e técnicas específicos da psicopedagogia dentro da realidade vivenciada neste contexto, contribuindo para melhoria da qualidade da saúde e auto-estima da criança internada, para que esta se descubra capaz de aprender a aprender e principalmente para o entendimento do vínculo afetivo que a criança hospitalizada desenvolveu com a aprendizagem, e quais os fatores que contribuem para esta não aprendizagem, assim como sua relação entre a afetividade e o desenvolvimento mental, considerando a sua especificidade em perceber, discriminar, organizar, conceber, conceituar e enunciar no que se refere a sua ação como um ser cognoscente e suas relações intrínseca e extrínseca que devem ser contextualizadas.

Objetivando estabelecer um vínculo afetivo saudável e positivo deste sujeito com a aprendizagem, o psicopedagogo fornecerá subsídios para um material dialético mais adequado e suficiente para um correto atendimento psicopedagógico ao paciente pediátrico hospitalizado, por intermédio de uma pesquisa descritiva bibliográfica e observações realizadas a uma classe hospitalar, agregando conhecimentos e contribuições aplicáveis em prol da qualidade de vida e aprendizagem de tal paciente.



Capítulo 1

O CONTEXTO HOSPITALAR E ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO

Como Psicopedagogo Hospitalar é imprescindível compreender todo o corpo de uma estrutura hospitalar, por se tratar de uma área relativamente nova, onde a instituição hospitalar em algumas situações não saberá o que pedir ao psicopedagogo e cabe a ele mostrar o que pode acrescentar em benefício do paciente pediátrico e da instituição. O psicopedagogo irá por em ação um questionamento e reflexão de como se adaptar a este novo ambiente, provido de regras, normas, valores e função social, o qual o mesmo deverá se conscientizar de sua identidade profissional e delimitar até onde vai a sua atuação e a de outro profissional, realizando o devido encaminhamento quando se fazer necessário. O psicopedagogo junto à equipe multidisciplinar atuará de forma coesa e nunca isoladamente ou fragmentada, é importante que haja um espaço para que os conhecimentos de ambos profissionais envolvidos neste contexto sejam integrados a novas idéias, compartilhados e ressignificados, conhecer o olhar de cada um contribuirá para reconhecer as dificuldades pessoais e institucionais para pôr em ação uma atitude sistemática, contínua e reflexiva, de maneira a contribuir para que o vínculo entre a equipe se consolide o mais prazeroso possível, visando um ambiente mais humanizado ao paciente pediátrico. O qual nos remete a ser um ambiente impessoal, frio, hostil, assustador, incompreensível e depressivo, vivenciado e sentido na condição de hospitalizado.

É direito do paciente pediátrico conhecer os motivos que o levou a real situação, e ao verbalizar a verdade, há o cuidado de se utilizar uma linguagem simples e compreensível, respeitando sempre o estágio ou fase de desenvolvimento que ela se encontra.

É indispensável que os pais ou outros que sejam significativos na vida do paciente pediátrico os preparem para a hospitalização, pois, as representações internas mentais que a criança faz de seus pais com quem convive e tem como sendo os primeiros modelos na formação da sua subjetividade irão influenciar em seus sentimentos, seu comportamento e seu grau de compreensão e aceitação. O desempenho da criança tanto na aprendizagem como nas diversas situações que ela irá enfrentar ao longo de seu desenvolvimento serão influenciadas pelas imagens parentais que foram estabelecidas de forma positiva ou negativa, certamente as imagens dos modelos parentais que foram estabelecidas positivamente, ou seja, são aquelas imagens de pais carinhosos, presentes de alma e de sentimentos, que sabem dar o limite, mas, que também sabem ceder com referencia as suas condutas e regras de forma coerente, serão determinantes na formação de vínculos afetivos que favorecerão positivamente por todas as aprendizagens que a criança irá se deparar.

Não somente a criança como também os pais necessitarão da equipe de saúde para o devido esclarecimento sobre a doença, o tratamento e o possível tempo de internação, sendo este último uns dos motivos mais sofridos e angustiosos por ambas as partes envolvidas; de tantas outras situações, mas em particularmente nestas, que se faz necessária à presença e atuação de um psicólogo, proporcionando ao enfermo e sua família a devida e carinhosa acolhida; considerando ser estes primeiros momentos fundamentais para que se estabeleça uma relação menos traumática possível no processo de hospitalização.

O paciente pediátrico a peregrinar por salas de espera, unidades de internação, de terapia intensiva e ambulatória, em muito irão contribuir para a sua baixa auto-estima, e como aprender exige ter auto-estima, se faz necessário e presente a atuação do psicopedagogo, o qual poderá realizar diversas atividades em uma sala apropriada ou no próprio leito, podendo ser individualmente ou em grupo, proporcionando condições ao paciente pediátrico dentro do seu quadro hospitalar a não perder o prazer pela aprendizagem, pelo conhecimento e até mesmo direcionando caminhos para que o paciente aprenda a conviver com as diversas dificuldades que irá ter que passar por conseqüência de sua doença.

É bastante enriquecedor que o psicopedagogo trabalhe com atividades que envolvam, por exemplo, a dramatização e teatros de fantoches, tais atividades irão despertar na criança uma nova forma de elaborar e expressar os seus sentimentos é importante que ela viva gradativamente o aqui e agora de sua real situação, pois certamente elas irão estimular e favorecer um bom vínculo afetivo da criança com a aprendizagem, principalmente no momento de prepará-la para a alta, onde terá que se integrar novamente ao seu mundo social.

O ponto de partida para o psicopedagogo trabalhar, é identificar o sujeito relacional/real, ou seja, como anda a relação desta criança com o outro, o outro com ela, e, ela consigo mesma. No primeiro momento, irá se trabalhar com o sujeito simbólico/afetivo, o sujeito do desejo, identificando neste sujeito o que ele mais gosta e sabe fazer, buscando caminhos de resgatar a sua auto-estima e não a deixando entrar em uma depressão anaclítica, neste primeiro momento é bastante comum pedir aos pais da criança que se traga ao hospital um objeto transicional. Em WINNICOT (1997, pág. 57) compreendemos que, “é no espaço da transicionalidade que se entrelaçam os fios da subjetividade e da objetividade, trama de angústia e de esperança. Fios que se entrelaçam se acrescentam e se desfazem, adquirindo novas formas e cores, numa dança contínua. Dança por vezes suave e encantadora, por outra, vigorosa e arrebatada, agressiva, triste ou apaixonada, mas sempre melodia expressando o mistério da vida”.

Em seguida se chegará ao sujeito lógico/racional; é justamente na interseção dessas três dimensões que se consolida a essência do sujeito/EU, desenvolvendo o processo do conhecimento.

É fundamentalmente importante esclarecer que o psicopedagogo na Instituição Hospitalar, não irá trabalhar com diagnóstico, mas com prognósticos, o psicopedagogo irá trabalhar com a linha de faixa etária de cada criança, utilizando-se, por exemplo, de recursos como o psicodrama. As atividades poderão ser realizadas duas vezes por semana em quarenta minutos, podendo o psicopedagogo atuar em outras instituições também, de forma empregatícia e / ou voluntária.



1.1 - A DOENÇA/PATOLOGIA

A doença possui um significado particular para o paciente pediátrico, interpretando os fatos de sua patologia diferenciados dos de mais, levando-se em consideração que, cada criança ao decorrer de seu tratamento irá utilizar-se de seus próprios recursos internos para enfrentar situações dolorosas, em conformidade com a sua realidade externa e apoio familiar.

A doença para a criança acarreta medo e abandono, onde esta irá buscar mecanismos para aprender a conviver com a nova situação e assegurar sua homeostase psíquica. Situação esta bastante traumática e determinante de seqüelas mais ou menos presente em sua vida futura, principalmente no que se refere ao fato de ter que, se “separar” e se privar inesperadamente do que WINNICOTT (1997, pág. 99) chama de uma mãe suficientemente boa. WINNICOTT diz que, “a mãe tomada pelo estado de preocupação materna primária, “sabe” o que o seu bebê necessita. Ela lhe dá calor, alimentos, amor, silêncio, obscuridade, prazer, medicamentos, calma. Tudo isso na hora certa e no momento exato. Todo esse “saber” brota espontaneamente do mais profundo espaço do seu ser. Nada disso pode ser aprendido. Essa mãe suficientemente boa não somente cria um ambiente facilitador ao desenvolvimento do bebê, como ela é esse ambiente”.

Ao decorrer do tratamento específico da doença de cada criança, ela perceberá e vivenciará as possíveis modificações da sua auto-imagem, como a queda de cabelo, perda ou aumento de peso, mutilações e limitações.

É importantíssimo que a criança seja devidamente orientada e participe ativamente do seu processo patológico, mesmo porque como falar e tentar promover a saúde, se não esclarecermos o que é a doença e não permitirmos que esta criança seja possibilitada de perguntar, questionar e até mesmo se lamentar de sua própria doença, de viver mesmo o luto de está distante do convívio com a família, amigos, de seus antigos dever e lazer. Participar ativamente deste momento acompanhado das orientações de profissionais qualificados irá contribuir em muito para um não futuro recalque. Tal atuação será bastante interessante se for analisada e praticada com mais veemência por parte de toda a equipe de saúde, fomentando desta forma um vínculo afetivo mais confiante e humanizador entre o paciente pediátrico e todo o processo que envolve a sua doença.

No que se refere a esse contexto humanizador se faz presente e necessária a atuação do psicopedagogo, pois, este profissional irá contribuir para um bem-estar não somente físico, mas cognitivo, afetivo e social também.

O paciente pediátrico não pode ser tratado e visto como uma máquina desajustada que precisa simplesmente ser reajustada, sendo bastante comum presenciar a despersonalização do paciente no âmbito hospitalar, o qual passa a ser denominado como, o “leito cinco”, “o doente tal” ou “tire a temperatura ou colete o sangue do sete”. É até compreensível que se trata de uma forma de localização ou referencia do paciente, mas até que ponto esse tipo de conduta irá influenciar na sua subjetividade e personalidade?

Afinal trata-se da Ritinha, Mariazinha, Joãozinho e Pedrinho, seres humanos providos de sentimentos, desejos e características próprias, devendo ser respeitados os aspectos que envolvem a sua história passada e presente (verticalidade/horizontalidade), aspectos tais, que irão nortear a devida atuação do psicopedagogo no real processo de aprendizagem da criança.



1.2 – A DOR FÍSICA E PSÍQUICA

É comum presenciarmos no paciente pediátrico um processo de conflito interno gerado pela dor física, a dor é um ataque à criança como um todo, que conseqüentemente irá deteriorizar a sua capacidade de resistência interna, criando assim condições que poderão agravar o seu estado orgânico e afetivo. Os fatores internos e externos geradores de conflitos emocionais serão determinantes na evolução ou não de sua doença. Costuma-se observar que, os estados psicológicos e afetivos contribuem de alguma forma para um aceleramento ou melhoria da doença e da dor.

A dor física está interligada a dor psíquica, o que ocasionará muito sofrimento à criança, passando a desenvolver sentimentos de medo, ansiedade, incerteza, dúvida e culpa/punição, dependendo da fase de desenvolvimento que a criança se encontra poderá despertar nesta algum tipo de sentimento de culpa sim, o fato de está em um lugar desconhecido que não faz parte do seu meio social, onde está sendo despida, banhada, vestida com roupas que não são as suas de uso habitual, de está sentindo dores e sendo medicada e enquadrada nos parâmetros da instituição poderá ser assimilada por ela como algum tipo de punição e castigo por ter feito algo de errado. Por isso volto a ressaltar a importância do esclarecimento da doença e sua real condição hospitalar para o paciente pediátrico e sua família.

Após o tanto sofrimento e dor, cada criança irá reagir de maneiras adversas, será complexo lidar com a reação particular de cada uma, algumas crianças irão se senti exaltas, apáticas, tristes, caladas, outras agitadas, falantes, agressivas e ressentidas. Tornando assim difícil de propor uma atividade psicopedagógica para ela, mas é importante que o psicopedagogo não desista, não se deixe contaminar pelas adversas reações que a doença ocasiona na criança, afinal este profissional está ali exatamente para criar condições de recuperar a auto-estima da criança, a solicitá-la para vida, a contribuir para que ela aprenda a enfrentar as muitas outras situações que terá que vivenciar no hospital e para que adquira ou readquira a sua autonomia e o desejo pela vida e pela aprendizagem, e preencher as lacunas que podem surgir pela sua condição de hospitalizada, mantendo assim aquecido o processo cognitivo da criança.

Dessas e de tantas outras situações que o psicopedagogo terá que enfrentar, muitas das vezes deixasse de lado, por exemplo, as atividades lúdicas centradas na aprendizagem e utilizá-se um exercício muito mais eficaz que qualquer outra atividade, é o fantástico exercício do olhar, aquele olhar além do que os nossos olhos podem ver, é o toque, o carinho, um abraço bem dado, um sorriso ou até mesmo um sofrer junto, mas essencialmente um psicopedagogo nunca poderá deixar de exercitar o sentimento de amor e respeito que venha a ter para consigo e para o outro.



Capítulo 2

A RAZÃO DAS EMOÇÕES E SENTIMENTOS

Alguns estudiosos da neuropsicologia caracterizam a essência da emoção como uma coleção de mudanças no estado do corpo que são induzidas numa infinidade de órgãos através das terminações das células nervosas sob o controle de um sistema cerebral, respondendo ao conteúdo dos pensamentos relativos a uma determinada entidade ou acontecimento. A emoção nos remete a pensar em um movimento para fora, porém existem outras alterações do estado do corpo que só são perceptíveis pelo dono do corpo em que ocorrem. Existindo assim muitas variedades de sentimentos. A primeira variedade baseia-se nas emoções, sendo a felicidade, a tristeza, a cólera, e o nojo. E quando os nossos sentimentos estão associados às emoções, a atenção converge substancialmente para sinais do corpo. A segunda variedade de sentimentos é a que se baseia nas emoções que são pequenas variantes das mencionadas anteriormente: o êxtase e a euforia são variantes da felicidade; a ansiedade e a melancolia são variantes da tristeza; a timidez e o pânico são variantes do medo. Evidenciando desta forma os seres humanos como racionais e emocionais, e não somente racional. Pensamentos estes que divergem de outros estudiosos, os quais supõem que há uma separação entre o racional e o irracional / emoção e sentimento.

Na visão psicopedagógica podemos evidenciar que as emoções vão além da sua essência, observar a importância no controle emocional do comportamento do ser cognoscente, incluindo as chamadas funções mentais superiores, percepção, memória, inteligência e aprendizagem, se fazem necessárias para a atuação do psicopedagogo, que todo o momento irá trabalhar com a cognição e emoção.

As emoções são indispensáveis para a nossa vida racional, ela nos faz únicos, é justamente o nosso comportamento emocional que nos diferencia uns dos outros. O nosso cérebro não depende exclusivamente do nosso conjunto de respostas emocionais, mas da sua interação com o corpo e das nossas próprias percepções corporais, o que se faz essencial um vínculo entre emoção e razão.



2.1 – OS ASPECTOS EMOCIONAIS DA FAMÍLIA

Os pais diante da impotência da doença do filho, não sabendo como atenuar o sofrimento da criança passará por diversos aspectos emocionais / mecanismos de defesa, tais como o choque inicial e a negação, situação essa que se deparam diante de uma grande dificuldade em aceitar o diagnóstico e a pesarosa incerteza do prognóstico.

A família poderá expressar raiva e ressentimento, podendo a desenvolver um comportamento de controle excessivo diante do paciente, ou poderá desenvolver um distanciamento emocional pelo medo da perda, o que gera uma intensificação da ansiedade e angústia no paciente.



2.2 – OS ASPECTOS EMOCIONAIS DO PACIENTE

Com as diversas mudanças de comportamento que foram evidenciadas no capítulo 1.2 ocasionadas pela dor física e psíquica da criança, evidencia-se um forte aspecto emocional indagada pela família, como as angústias, depressões, tristezas, medo do escuro, incertezas, negação, raiva e ressentimento, tais como as vivenciadas pela família.

A família deve ser assistida tal qual o paciente, para que estes possam aceitar a real condição em que se encontram, as aceitações os ajudará a refletir e a reorganizar as prioridades e o estilo de vida que terão que se adequar. Visto que ambas reações repercutem nas emoções da família e do paciente.



CAPÍTULO 3

AS CONTRIBUIÇÕES DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

A equipe multidisciplinar contribuirá para dar uma abordagem mais humana e uma visão holística aos processos que envolvam a recuperação do paciente pediátrico, o qual cada profissional em sua área específica de atuação deve sempre ter em mente de que o ser humano deve ser considerado de forma completa e íntegra, respeitando todas as suas dimensões e particularidades e que com ele deve interagir também de forma harmônica, considerando o seu contexto, necessidades, limitações e aptidões. Cada profissional ao se comprometer com sua atuação e ao aceitar a atuação do outro estará contribuindo para um amanhã melhor, celebrando a vida com menos patologias e mais saúde.



BIBLIOGRAFIA

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BOCK, Ana Maria Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 1999.

BOSSA, Nadia Aparecida. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 1ª ed. Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 1994.

BOSSA, Nadia Aparecida. Fracasso Escolar: um olhar psicopedagógico. 1ª ed. Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 2002.

CAMON, Valdemar Augusto Angerami; CHIATTONE, Heloisa Benevides de Carvalho; MELETI, Marli Rosani. A Psicologia no Hospital. 2ª ed. São Paulo: Editora Thomson, 2003.

FERNANÁNDEZ, Alicia. A Inteligência Aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. 1ª ed. Porto Alegre: Editora ARTMED, 1991.

FERNÁNDEZ, Alicia. A mulher escondida na professora: uma leitura psicopedagógica do ser mulher, da corporalidade e da aprendizagem. 2ª ed. Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 1994.

FLEURI, Reinaldo Matias. Educar Para Quê? Contra o autoritarismo da relação pedagógica na escola. 9ª ed. São Paulo: Editora Cortez, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 22º ed. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1996.

GARCIA-ROZA, Luiz Alfredo. Freud e o Inconsciente. 13ª ed. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 1996.

LAJONQUIÉRE, Leandro de. De Piaget a Freud: para repensar as aprendizagens: a (psico)pedagogia entre o conhecimento e o saber. 1a ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1992.

LUFT, Celso Pedro. Língua e Liberdade. 8ª ed. São Paulo: Editora Ática, 2002.

MILLOT, Catherine. Freud Antipedagogo. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 1987.

PAÍN, Sara. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. 4ª ed. Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 1992.

PICHON-RIVIÈRE, Enrique. Teoria do Vínculo. 1ª ed. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1982.

PINTO, Maria Alice Leite. Psicopedgogia: diversas faces, múltiplos olhares. 1ª ed. São Paulo: Editora Olho d´Água, 2003.

RAPPAPORT, Clara Regina. Psicologia do Desenvolvimento: a idade escolar e a adolescência. 4º v. São Paulo: Editora E.P.U., 1982.

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ROCHA, Everardo P. Guimarães. O Que é Etnocentrismo. 11ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1994.

RODRIGUES, Alberto Tosi. Sociologia da Educação. 3ª ed. Rio de Janeiro: Editora DP & A, 2002.

SILVA, Maria Cecília Almeida e. Psicopedagogia: em busca de uma fundamentação teórica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1998.

VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica: epistemologia convergente. 1ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

VISCA, Jorge. Psicopedagogia: novas contribuições. 3ª ed. Rio de Janeiro:

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WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 8ª ed. Rio de Janeiro: Editora DP & A, 2001.

WINNICOTT, Donald Woods. O Brincar e a Realidade. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1975.

WINNICOTT, Donald Woods. Winnicott: 100 anos de um analista criativo. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora NAU, 1997.


por Daniella Reis Mello

VIDEO MOTIVACIONAL

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Dicas para insônia



Estas orientações podem ajudar você a ter melhor qualidade do sono, independentemente do problema apresentado.

1. Procure deitar e levantar em horários regulares todas as noites.

2. Vá para a cama somente quando estiver sonolento, com sono.

3. Não use a cama para leitura, ver televisão ou alimentar-se.
Prefira a sala de estar ou outro ambiente. A cama deve estar relacionada com o ato de dormir.

4. Evite ficar na cama sem dormir. Caso seja necessário, levanta e faça uma atividade calma até ficar sonolento. Ficar na cama rolando de um lado para outro gera estresse e piora a insônia.

5. Estabeleça um ritual de relaxamento antes de se deitar como um banho quente, diminuir a luminosidade do quarto enquanto se prepara para deitar.

6. Evite o uso do álcool e de cafeína pelo menos 6 horas antes do seu horário de dormir.

7. Não se alimente próximo ao horário de dormir.

8. Evite cochilos durante o dia - eles atrapalham seu sono à noite.

9. Procure ocupar-se durante o dia, evitando o ócio.

10. Faça atividades físicas regularmente, porém evite excessos fortes no final do dia. Prefira os períodos da manhã ou almoço.No final do dia, os exercícios precisam ser mais leves como alongamento ou caminhadas pelo menos 4 horas antes de dormir.


Algumas pessoas naturalmente dormem menos que outras. Isto não significa ter insônia.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Você sabe o que significa "odara"?

Significado:
PAZ, TRANQUILIDADE




CAETANO VELOSO
CANTA

Deixe eu dançar
Pro meu corpo ficar odara
Minha cuca ficar odara
Deixe eu cantar
Que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dará

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012




“Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Esse jeito de ver além dos olhos, de ouvir além dos ouvidos,
de sentir a textura do sentimento alheio, tão clara, no próprio coração.
Essa sensação, às vezes, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta.
Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada.
Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza.
Esse cuidado espontâneo com os outros.
Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada.
Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói ser ferido.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. “

Ana Jacomo

Meu trabalho com as flores


Li esse texto um tempo atrás e salvei sem, por erro meu, escrever o autor.Na realidade nem me lembro se tinha autor, mas não fui eu quem escreveu.O texto é muito bom, pois coloca de forma muito clara como é feito o trabalho com os florais.Sendo assim, resolvi postá-lo para que todos vissem e compreendessem melhor.Um beijo grande para todos.Danny.


"Trabalhamos com as Flores, com suas mensagens e oferendas de cura. Ao oferecer ajuda, somos guiados pela sabedoria maior que nos vem através delas, quando presentes como Essências Florais.

A vida e o viver, em todas as suas instâncias, entradas e saídas, subidas e descidas, passagens de grau, é o assunto ou objeto do nosso trabalho.

Cumprimos nosso papel com excelência quando somos capazes de:

Escutar

* Escutar com muita atenção a quem nos pede ajuda
* Escutar os inúmeros sinais, enxergando desígnios maiores
* Escutar o que nos é mostrado pela nossa orientação maior

Discernir

* Discernir o que é de maior importância
* Discernir lições de vida e possibilidades de aprendizado
* Discernir verdadeira orientação versus julgamento e/ou ilusão

Clarificar

* Com clareza, mostrar o que é importante
* Com clareza, focalizar na Oportunidade
* Com firmeza, encorajar o trabalho interior

Traduzir as necessidades do cliente em fórmulas florais

* Escolher essências com arte e precisão
* Oferecer orientação e essências com mente unida ao coração
* Do coração, partilhar legítimo encorajamento

Oferecer as essências adequadas para cada etapa, com atitude e postura que fortalece a pessoa, dando perspectiva e confiança.

Acompanhar a jornada, pontuando etapas, mostrando a evolução; ser testemunha enxergando o Ser Maior, encorajando sua Presença, é grande honra a nós permitida, ao cumprimos nosso papel com devoção."

A Origem da Palavra Mentor




Mentor/a – Significado da Palavra

A palavra mentor significa aquele que aconselha, por ter angariado experiência e sabedoria.
As origens da relação sistemática com um mentor se perdem na antiguidade. Historicamente, a palavra é associada ao papel do instrutor ou mestre de um ofício que, com o tempo, vai transmitindo a arte daquele ofício ao aprendiz.
A palavra expressa ação associada ao substantivo mentos, que significa intenção, propósito, espírito, paixão.

Origem mitológica da palavra Mentor

Ao partir para a conquista de Tróia, Odisseu sabia que iria ficar muito tempo longe de sua casa e de sua família. Temendo pelo que pudesse acontecer, ele deixou sua propriedade, família e esposa Penélope sob os cuidados do amigo Mentor, pessoa de sua confiança.
Em sua ausência, as coisas foram indo de mal a pior. Os interessados em tirar vantagem de Penélope, beberam o vinho da adega de Odisseu, mataram gado para seu próprio uso, e seguiram usando e abusando de tudo.
A sábia deusa Palas Atena, olhando a situação de sua perspectiva mais ampla nos céus do Olimpo, concluiu que se isso continuasse, Odisseu ao voltar não encontraria mais nada. Ela então pediu a Zeus, Pai de todos os Deuses, permissão para descer e oferecer ajuda. E ele concordou que ela ajudasse.
E foi assim que Atena apareceu como Mentor, sussurrando bons conselhos nos ouvidos do jovem Telêmaco, filho de Odisseu.

Como resultado, até os dias de hoje, um mentor é aquele que é considerado um sábio conselheiro.

Do entendimento, à Alquimia Profunda




Movimento, Evolução!
A Alma humana carrega consigo hábitos muito entranhados. É da Natureza da Alma ser apegada.
Quase sempre sabemos o que precisamos mudar e, no entanto, só fazemos repetir padrões habituais.

Quando falamos em mudança e transformação, vale levar em consideração como funcionam nossos recursos principais, que são os nossos vários corpos.

Insight e compreensão (Corpo Mental)
O Corpo Mental em geral percebe e aprende mais rápido: para muitos de nós, tantas questões já estão entendidas. Sabemos o que queremos mudar e temos muitas opiniões sobre tudo.

Sentir no nível mais profundo para conhecer, transmutar, soltar (Corpo Emocional)
No entanto, poucas pessoas se arriscam a olhar o que está na base. Enxergar nas fundações, dos seus comportamentos e padrões emocionais e mentais.
O corpo emocional digere e processa as questões de forma bem mais lenta e tende a não soltar os registros passados como forma de proteção. Para processar realmente o que está lá guardado, precisamos ir fundo para conhecer. E, a partir de um olhar honesto, abraçar, levar o amor e transmutar. Só assim podemos conquistar a liberdade de nos sentirmos diferentes!

Saber pedir, e se permitir Receber Ajuda do Plano Espiritual (Corpo Espiritual)
As mudanças mais significativas só acontecem quando conseguimos nos render à Ajuda Maior. Mas de maneira geral não sabemos pedir (para nós mesmos) e não estamos acostumados a nos entregar para receber essa ajuda.

Incorporar mudanças (Corpo e Plano Físico)
A resultante incorporação de mudanças vem como resultado da profunda alquimia, que envolve muitas jornadas, e um trabalho em todos os corpos e elementos.

A Terapia Floral nos conduz através de todas essas instâncias, trabalhando todos esses níveis ao mesmo tempo.

Trazendo clareza e consciência.

Atendimentos em terapia floral escreva ou ligue para:
daniellesgmonteiro@gmail.com
telefones: 22-2533-5146 / 9863-4840

Atendimentos em Terapia Floral



Em 1936, Dr. Edward Bach escreveu a seguinte carta aos seus colegas de profissão:

Mount Vernon,
Sotwell, Wallingford, Berks,
26 de Outubro de 1936

Caros Colegas,

Seria maravilhoso formar uma pequena Fraternidade sem hierarquia ou escritório, ninguém maior ou menor do que o outro, que se devotasse aos seguintes princípios:
I. Que nos foi revelado um Sistema de Cura que a memória dos homens desconhecia e, através da simplicidade dos Remédios à base de Flores, podemos anunciar com CERTEZA, absoluta CERTEZA, o seu poder de vencer a doença
II. Que nunca criticaremos nem condenaremos os pensamentos, as opiniões e as ideias dos outros, sempre lembrando que todos são filhos de Deus, cada um empenhando-se, à sua maneira, para encontrar a Glória de seu Pai
III. Que nos levantaremos, como cavaleiros antigos, para destruir o dragão do medo, sabendo que nunca poderemos dizer uma palavra de desencorajamento, mas que podemos trazer ESPERANÇA sim, e principalmente CERTEZA aos que sofrem
IV. Que nunca seremos arrebatados pelo aplauso ou pelo sucesso que encontraremos em nossa Missão, pois sabemos que somos apenas os mensageiros do Poder Maior
V. Que conforme as pessoas se recuperarem, anunciaremos que as Flores do campo, que as estão curando, são a Dádiva da Natureza, que é a Dádiva de Deus. Assim as traremos de volta à crença no AMOR, na MISERICÓRDIA, na terna COMPAIXÃO e no PODER do SUPREMO SENHOR

Edward Bach

Tento cumprir esses preceitos ao máximo no meu dia a dia.Ajudar ao próximo está em primeiro lugar!O que mais me surpreende é ver na prática que ao ajudar o outro, ajudo mim mesma.Obrigada Dr.Bach pela linda descoberta que nos deixou de presente!!!
Danny

Para atendimentos em terapia floral escreva ou ligue para Espaço Moitarah:
22-2533-5146 / 9863-4840
daniellesgmonteiro@gmail.com


“Se você quiser curar com as plantas
Primeiro aprenda a viver com as plantas
Caminhe no ciclo das estações
Alinhando o seu coração
Com o coração da Mãe Terra"

Essencia vibracional de Enxofre


Essa essencia é indicada para personalidades criticas, implicantes.Combate o mau humor, a irritação constante.Marido ou mulher de dificil convivencia, devido ao mau humor.Combate herpes, odores fortes, psoríase.

Para maior informação sobre terapia floral e cristalina, entre em contato pelo telefone ou pelo email.Atendimentos no Espaço Moitarah ou em sua casa.Muita luz.
Danny

Floral de millefolium e seus benefícios




MILLEFOLIUM( ACHILLEA MILLEFOLIUM)

Para aqueles indivíduos que estão atravessando mudanças que lhes podem ser dolorosas; para a personalidade supersensível a idéias de terceiros, aos ambientes circundantes e às influências dos outros; com frequência, a pessoa se sente desvitalizada, bocejante e fraca num certo ambiente ou após uma conversa, sendo o seu estado de espírito muito dependente do psiquismo alheio; às vezes, um simples mas significativo olhar já é suficiente para lhe roubar a paz.

A essência ajuda a romper hábitos arraigados e ligaçoes outrora valiosas, dando também proteção àquele que se sente vítma de encantamentos, "vampirismos", e toda sorte de irradiaçoes negativas.

Deve ser ministrado nos períodos de transições biológicas , psíquicas e espirituais, como dentição, menopausa, andropausa, gravidez, amputações de membros, separações, divórcio, mudança de trabalho, de casa, perda de emprego, etc.

A essência é útil aqueles que estão tentando se livrar de vícios como tabagismo, alcoolismo, drogas e psicotrópicos, principalmente quando estes são catalisados por influências externas.

Millefolium deve ser empregado como uma espécie de âncora nas formulações florais compostas, quando se percebe a necessidade de harmonizar as profundas mudanças que o indivíduo poderá experimentar com o tratamento, principalmente quando as essências catárticas são ministradas.

A essência é obtida da planta Milefólio também conhecida como Mil-folhas, Mil-em-rama, Erva-do-carpinteiro, Erva-de-São-José, Erva-dos- Juízes.


Se você se interessou e quer saber mais sobre a terapia floral, faça contato pelo email ou telefone fornecido no blog.Até a próxima!
Atendimentos no Espaço Moitarah ou em seu domicilio em Nova Friburgo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Dos nossos males



A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...

Mario Quintana

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A energia das cores para você!!!Feliz Carnaval, amigos!

Não consigo conversar com meu filho, o que eu faço?




Criar um filho é provavelmente o trabalho mais gratificante que realizamos em nossa existência, mas também é um dos mais difíceis.
Vivemos em um mundo cada vez mais complexo que nos desafia todos os dias com uma gama de questões que podem ser difíceis para a criança compreender e para o adulto explicar.

Manter linha de comunicação aberta entre pais e filhos é extremamente importante para um bom relacionamento. Queremos que nossos filhos compartilhem seus pensamentos e sentimentos, a fim de compreender e ajudar em momentos difíceis.

As crianças não nascem sabendo como expressar seus pensamentos e sentimentos de forma apropriada, também não são automaticamente preparadas para ouvir o que os pais lhe dizem e como seguir suas orientações, e sim, devem ser ensinadas a falar e ouvir os outros.

Não importa a idade que seu filho tenha, o quanto antes iniciar uma boa comunicação, facilitará no decorrer do desenvolvimento da criança.

Para fazer com que essa comunicação flua, segue algumas sugestões:

Criar um ambiente aberto: Um lugar em que o adulto expõe suas idéias e valores de forma clara, assim como ouvir e respeitar a criança em suas opiniões.
Aceitar a criança como ela é: Quando uma criança se sente aceita pelos pais, esta se sente confiante e segura para compartilhar seus sentimentos e problemas.
Ouvir a criança: Manter uma escuta ativa e interessada faz com que a criança sinta-se importante e estimulada a falar mais.
Lembrete: Não finja que você está ouvindo quando você não está. Se você está ocupado, pergunte para seu filho se o problema pode esperar pois neste momento você não conseguirá dar atenção sufuciente para ele.

Contato visual: Tentar falar com uma pessoa que diz estar escutando é desencorajador para qualquer adulto, assim como para as crianças. O contato olho no olho é eficiente e indica para a criança que aquele momento sua atenção está voltada para ela.

Paciência e a Honestidade: Em um diálogo, é de extrema importância, a paciência e a honestidade mesmo que alguns assuntos sejam difíceis. Examinar o assunto e a faixa etária da criança é coerente.
Lembrete: Muitas vezes os pais precisam melhorar suas habilidades de comunicação então um exercício valioso é explicar de várias formas, usar palavras diferentes e falar quantas fezes for necessário, em momentos diferentes. Às vezes tentar outras formas de comunicação com base na nossa experiência e na compreensão de como é nossa criança pode dar certo!

Deixe a criança falar: Ao conversar com uma criança, diversas vezes interrompemo-as e damos opiniões ou mostramos logo nossas intransigências a respeito de determinado assunto, culpamos ou damos conselhos provocando o silêncio da criança e consequentemente uma omissão sobre determinado assunto fazendo com que a criança perca o interesse em compartilhar seus assuntos e sentimentos.
Palavrinhas essenciais: Quando conversamos com a criança, há algumas palavras que facilitam e estimulam a criança como:“Hummmm!”, “Oh!”, “Sei”.
Assim a criança sente-se confiante para continuar a falar, consegue elaborar melhor seu pensamento e há possibilidade de encontrar suas próprias soluções.
Validar o sentimento: Aceitar o sentimento da criança nomeando-o corretamente conforta-a deixando-a tranqüila com tudo o que está sentindo.
Diga a criança o que fazer e não o que NÃO FAZER: Quando pedimos algo para a criança, logo colocamos esta palavra “NÃO” como negássemos a possibilidade de tal comportamento ocorrer.
Para melhor explicar:
Não fale - Não bata a porta!
Fale - Feche a porta devagar, por favor
“Parabéns”, “Obrigado”, “Por Favor”: As crianças também precisam de gentilezas comuns que nós utilizamos com as outras pessoas. Elas também aprendem imitando a fala e o comportamento dos adultos.
Não usar palavras rudes, que rotulam a criança: Palavras grosseiras são péssimas para uma boa comunicação, além de fazer a criança sentir-se incomodada, triste e provocando um pobre auto conceito. Há várias formas de cometer este erro:
Ridicular: “Você está agindo como um bebê”
Vergonha: “Olha o que você está fazendo, seus amigos estão todos olhando”
Insultos: “Você é um vacilão”
Se a criança fez algo que não agradou, diga-lhe que não gostou de tal comportamento, nomeando-o corretamente.

Incentivar: As palavras amáveis dão resultados positivos e reforçam a auto confiança, ajuda a pensar melhor nos comportamentos e suas conseqüências e dá ânimo para se esforçar mais e para conseguir mais.
Exemplo:
“Obrigado por me ajudar.”
“Você fez um bom trabalho ao arrumar a cama.”
“Estou feliz com você.”
“Eu te amo.”
“Gostei de ver que você chegou da escola, colocou a mochila no lugar e a lancheira na cozinha.”

A boa comunicação ajuda as crianças a desenvolver a confiança, sentimentos bons, auto estima e torna a vida mais agradável com eles ajuda-os a crescer e tornarem adultos que têm bons sentimentos sobre si mesmos e com os outros.Lembrete: Mudar uma atitude ou a forma de comunicação que estamos acostumados não é fácil, é como reaprender algo já aprendido mas é importante realizarmos este esforço pois isso será construtivo e reforçados para a relação de vocês.Pense Nisso!

Por:Simone Barbosa Pasquini
"Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente."
(Skinner, BF)


Educação de crianças e adolescentes: Como estabelecer limites


Cotidianamente ouvimos falar em dificuldades de agentes socializadores como pais e professores em gerenciarem limites em relação a crianças e adolescentes. Pais assoberbados pelas tarefas profissionais ou mesmo domésticas, tendem a passar menos tempo com os seus filhos e, frequentemente, delegam a responsabilidade de sua educação a terceiros, como a própria escola. Outros, tem tempo para seus filhos, porém, não sabem como gerenciar as dificuldades no estabelecimento de limites.



Tanto os pais quanto os professores têm dificuldades em entender tanto o comportamento de suas crianças como o seu próprio comportamento. Alguns, movidos pela 'culpa' em função do pouco tempo dispendido aos filhos, acabam por fazer concessões que podem desfavorecer o aprendizado de regras culturais e morais importantes. Há ainda, quem aja sob influência de orientações oferecidas em tempos passados, em que a educação caracterizada por limites muito severos era criticada, entendendo que dizer que 'não' aos filhos pode ser 'prejudicial'. A excessiva severidade, de fato, é desaconselhada, mas o 'laissez-faire' é igualmente prejudicial.



Ausência de regras e limites na educação de crianças pode trazer sérios problemas ao relacionamento pais e filhos, além de produzir adolescentes e adultos com falhas em seu desenvolvimento pessoal e social, entre eles, a ausência de resistência à frustração e a infelicidade pessoal; o favorecimento do envolvimento com drogas e outros comportamentos infratores como a delinquência juvenil ou, até mesmo, o desenvolvimento de 'psicopatias' ou 'sociopatias'.



A análise do comportamento e a psicologia possuem inúmeros estudos que comprovam a eficácia de algumas medidas razoavelmente simples, que os pais desconhecem ou encontram dificuldades adicionais em sua implementação. No entanto, a ausência de compreensão de termos técnicos e a ausência de 'tradução' ou disseminação em linguagem leiga podem dificultar a apropriação deste conhecimento pelos interessados. Tentaremos oferecer algumas orientações básicas a seguir:


Em primeiro lugar, é necessário definir quais limites se deseja estabelecer, ou seja, o que 'pode' e que 'não pode'ser feito, o que vale a pena proibir, quais regras vale a pena estipular ou não. Isso varia de acordo com a época histórica em que vivemos, com a cultura na qual estamos inseridos, com cada família e com a idade da criança ou do adolescente, bem como o seu nível de desenvolvimento. Uma vez estabelecidos quais limites respeitar (horário de dormir, das refeições, dos estudos, das saídas com amigos, gerenciamento da mesada etc.), é necessário explicitá-los antecipadamente por meio de uma conversa, deixando claras quais conseqüências se seguirão ao seu descumprimento. Qualquer limite deve ser o mais claro possível de modo a eliminar qualquer ambigüidade, deve ser breve e conciso de modo a eliminar intermináveis rodeios e justificativas, em outras palavras, deve-se ir direto ao ponto.


É importante agir com firmeza e sem hesitação. Uma criança identifica quando um não pode ser um talvez e, nesse caso, não irá cumprir o estipulado. Pais e professores inseguros em suas decisões geram crianças que testam suas possibilidades, de acordo com seus desejos, que nem sempre são os mais recomendáveis naquela situação .



A palavra 'consistência' é de extrema relevância na aplicação de limites anteriormente estabelecidos. Quando se define que algo não pode ser feito, a regra não deve ser 'furada' de acordo com o 'bom humor' do responsável pela criança e novas regras não devem ser estipuladas baseadas no 'mau humor' de que as aplica. Não se volta atrás em um limite anteriormente estabelecido sob pena de ensinar a criança ou o adolescente que regras servem para ser descumpridas. Alguns pais discordam em relação ao que é ou não permitido e, nesse caso, recomenda-se que conversem e entrem num acordo sobre o que é básico cumprir, evitando confusão ou manipulação por parte da criança.


As crianças não ficam infelizes com a imposição de regras e limites. Pelo contrário, sentem-se mais seguras sabendo o que podem ou não fazer, e podendo prever o que ocorrerá em caso de descumprimento. Pais que não toleram a frustração momentânea de seus filhos ensinam que deve-se obter tudo o que se deseja a qualquer custo e que qualquer sofrimento é intolerável. Um limite não deve ser quebrado porque a criança teve alguma reação negativa. É natural que ela teste os limites e é função do adulto manter o que foi combinado anteriormemte.



Os limites, uma vez colocados, devem ser respeitados. Como fazer isso? Fornecendo as conseqüências previstas para o seu descumprimento e das quais a criança já deverá ter sido informada anteriormente (não brincar por não ter estudado, ir para o quarto se estiver jogando tudo no chão, não ir ao shopping se a nota tiver sido baixa etc.)... Não se deve acenar com uma conseqüência que não se poderá fazer valer e nem estalebelecer limites que não valem a pena ser cumpridos.


É importante dizer que, além de prover consequências restritivas ao descumprimento de limites, conseqüências positivas devem se seguir ao cumprimento dos limites. A criança deve ser incentivada a cumprir acordos com elogios, atenção e afeto contingentes à adequação de seu comportamento no respeito aos limites. Mais e melhor do que punir o inadequado é reforçar o que é adequado.



Muito mais poderia ser dito sobre o assunto, mas vale enfatizar que os pais devem ser um modelo de comportamento para os filhos. Nesse caso, não vale o 'faça o que eu digo mas não faça o que eu faço'. Pais com dificuldades em seguir regras e limites, que fazem as próprias leis e que desrespeitam normas e acordos em seus relacionamentos pessoais e profissionais ensinam os filhos a fazerem o mesmo.



Algumas das orientações anteriores podem parecer fáceis e até ´óbvias', mas o fato é que adultos em geral tem uma grande dificuldade em implementá-las. Alguns tentam uma vez e não se concedem o direito de errar, desistindo em seguida. Mas o estabelecimento e o cumprimento de limites é uma aprendizagem para pais e filhos que vale a pena se permitir. Em caso de necessidade, vale a orientação de sempre: Procure um profissional especializado para ajudá-lo!


Por: Dra. Maria Ester Rodrigues
Fonte: Escritos Comportamentais

Livro para crianças: Coleção Sentimentos

Desenvolvido para ajudar as crianças a compreender e enfrentar situações novas e as sentimentos que elas despertam. Histórias simples que ajudam as crianças a entender seus sentimentos e emoções. Cada livro destaca uma emoção em particular e apresenta sugestões de como lidar com esses sentimentos:



Você tem medo do escuro? Ficou com medo no seu primeiro dia de aula? Já perdeu alguma vez? Como se sentiu? Leia as histórias de Rafael, Laura e André e descubra o que eles fizaram quando estavam com medo.

Todo mundo fica TRISTE



Todo mundo sente RAIVA


Alguém já pegou alguma coisa sua? Alguma vez as coisas não acontecerem do jeito que você queria? Já teve vontade de fazer alguma coisa que alguém não deixou? Neste livro você encontrará as histórias de Luísa, Bruno e Clara e descubra o que eles fizeram quando estavam com raiva.


Você já quebrou um de seus brinquedos favoritos? Alguém já caçoou de você ou inventou um apelido de que não gostou? Outras crianças já o trataram mal e não deixaram você participar de alguma brincadeira? Leia as histórias de Pedro, Lucas e Ana e descubra por que eles ficaram tão tristes.

Como lidar com os filhos




O bem estar da criança está intimamente ligado com a habilidade de seus pais. Não é incomum encontrar, na clínica infantil, crianças cujos problemas poderiam ser resolvidos caso os pais tivessem alguma instrução sobre análise do comportamento. Este pequeno guia sobre como lidar com os filhos tem o objetivo de prevenir problemas e fornecer ferramentas aos pais para resolverem possíveis problemas de comportamento dos filhos.


POR QUE NOS COMPORTAMOS?


Para começar, vamos entender por que nos comportamos.


O mais importante a saber é que fazemos o que fazemos porque fomos ensinados. Tudo o que fazemos é aprendido, até mesmo os comportamentos inadequados dos nossos filhos. Se os pais não ajudam o filho na escola, não pedem para eles arrumarem o quarto, não se preocupam se eles saem à noite, com certeza as crianças vão aprender que não precisam estudar, não precisam arrumar o quarto e podem sair para onde quiserem. O fato de que comportamentos são aprendidos é uma boa notícia: significa que podemos ensinar maneiras diferentes de agir. Podemos identificar quais são os comportamentos dos nossos filhos que são inadequados, e criar situações para que eles aprendam melhores formas de se comportar. Para isso, precisamos entender melhor sobre os motivos do comportamento.



Em primeiro lugar, as pessoas se comportam para conseguir algo que querem. Por exemplo: abrimos a geladeira para pegar água, vamos à escola para aprender, convidamos nossos amigos para brincar porque eles nos fazem bem, e assim por diante. Também nos comportamos para evitar algo que é desagradável. Por exemplo: colocamos blusas quando está frio, estudamos para não ir mal à prova, tiramos o sapato se há uma pedra, etc.


Outra propriedade importante do comportamento é que ele é diferente em lugares diferentes. O comportamento na sala de aula difere do comportamento no recreio. As ações diante do chefe diferem das realizada na presença do marido ou da esposa. É importante saber disso porque é comum que nossos filhos se comportem de maneira inadequada com o pai, mas não com a mãe, ou somente na escola e nunca em casa. Se conseguirmos identificar em que situações e com quais pessoas nossos filhos se comportam de forma errada, mais facilmente podemos corrigir esse comportamento.



Vamos usar o exemplo da criança que faz arte na presença do pai e não da mãe. Podemos supor que parte do problema está no fato de que o pai não deve estar estabelecendo regras para a criança, enquanto a mãe consegue impor limites. Agora imaginem uma criança que só estuda na véspera da prova. Muito provavelmente ela faz isso porque os pais não a incentivam a estudar um pouco a cada dia. Se a criança cuidada pela avó faz birra somente quando a mãe, que trabalha o dia todo, chega em casa, isso pode significar que ela está tentando chamar a atenção da mãe com a birra. Esses exemplos mostram a importância de saber em quais situações e com quais pessoas as crianças se comportam inadequadamente. A identificação desses momentos é fundamental para planejar a mudança do comportamento.



A RESPONSABILIDADE DOS PAIS



Os pais, se desejam ajudar os filhos a corrigir comportamentos problemáticos, devem assumir a responsabilidade pelo que está acontecendo. O que os filhos fazem está relacionado com o comportamento dos pais. Portanto, há sempre algo que pode ser feito para o bem das crianças. É fundamental que os pais assumam a responsabilidade porque eles são as pessoas mais importantes para os filhos e é principalmente na convivência familiar que a criança se desenvolve.



Agora que já foi falado sobre os motivos do comportamento, os pais precisam saber que existem quatro formas diferente de lidar com as ações dos filhos.



A primeira e mais recomendável forma de lidar com os comportamentos dos filhos é premiar as ações positivas com elogios, carinhos, presentes, passeios, comidas preferidas, etc. O comportamento positivo premiado tende a ocorrer novamente. Esse prêmio, no entanto, não deve vir após uma ameaça e deve ocorrer da forma mais natural e menos planejada possível. O prêmio também não deve ser apresentado sempre, mas apenas de vez em quando. Crianças que ouvem palavras de incentivo dos pais crescem felizes, saudáveis e autoconfiantes. Os melhores pais são aqueles capazes de dar atenção aos filhos. É preciso tomar cuidado para o prêmio não virar chantagem. Repito: o prêmio (seja carinho, passeio, etc) deve ser o mais natural e menos planejado possível. Pais que premiam sempre e fazem todas as vontades dos filhos podem estar criando crianças mimadas que terão problemas de se adaptar à realidade. Crianças que têm tudo o que querem não desenvolvem autoconfiança e têm dificuldades em lidar com a frustração.



A segunda forma de lidar com os comportamentos dos filhos é não fazer nada. Há pais que, independentemente do que os filhos fazem, seja bom ou ruim, nada fazem: não dão prêmios ou broncas, não fazem carinhos nem deixam de castigo. Pais que não se importam para o que os filhos fazem podem estar criando adultos com dificuldade de aprendizagem, com baixa auto-estima e baixa autoconfiança. Essas crianças podem se tornar adultos apáticos, incapazes até mesmo de conhecer suas próprias preferências.


A terceira forma é motivar o filho com algum tipo de ameaça. Por exemplo, há pais que criam regras como “se você não estudar, vai ficar de castigo” ou “ou você arruma o quarto ou vai apanhar”, e assim por diante. Essa forma de lidar com as ações dos filhos apenas empurram o problema para frente, mas não o resolvem. Filhos que crescem recebendo ameaças não são capazes de entender o porquê devem se comportar de maneira positiva. Serão adultos desconfiados e com medo de errarem.



A quarta forma é brigar ou bater nos filhos sempre que eles fazem algo errado. Apesar de parecer a mais funcional das formas, é a menos recomendada. Filhos que apanham ou são xingados pelos pais se tornam adultos violentos, sem nenhum amor próprio e sem autoconfiança. Alguns estudos correlacionam a violência na infância com criminalidade. Por isso, bater ou xingar é a pior maneira de lidar com os filhos. Sempre que possível, os pais devem evitar punir suas crianças. Como dito anteriormente, é muito melhor ensinar os filhos por meio da premiação.



DO QUE AS CRIANÇAS GOSTAM



Agora que os pais sabem a melhor forma de lidar com os comportamentos dos filhos, é válido falar sobre o que as crianças gostam. Se os pais souberem o que é importante para seus filhos, é mais fácil que cuidem deles com atenção e carinho.



Segue uma lista de coisas que as crianças gostam:



1. Brincar: a brincadeira é fundamental para as crianças aprenderem a se relacionar socialmente e conhecer seus limites. Por meio das brincadeiras, elas desenvolvem sua inteligência, imaginação e passam a aprender a diferenciar suas preferências das de outras pessoas.



2. Receber carinho e atenção: tanto meninas quanto meninos gostam de receber carinho e atenção dos pais. Carinho faz com que as crianças se sintam felizes, possibilitando que cresçam com saúde, auto-estima e autoconfiança.



3. Ser ouvido: permita que seus filhos contem histórias, ainda que fantasiosas. Ser ouvido faz com que a criança se sinta valorizada.



4. Poder decidir: meninos e meninas adoram tomar decisões. Uma vez por semana, deixe seu filho escolher o jantar. Permita que ele escolha qual canal assistir, qual refeição comer, etc. Isso é ótimo para autoconfiança dele e ajuda no crescimento saudável.



5. Aprender coisas novas: crianças são curiosas por natureza. Elas gostam de explorar o ambiente, fazer perguntas, etc. Ajudem-nas nisso. Crianças incentivadas a aprender se tornam mais inteligentes e capazes. Portanto, respondam as dúvidas dos seus filhos.



6. Não ser comparado: não é correto comparar um dos seus filhos com seus irmãos ou com outras crianças. Cada pessoa é única e deve ser tratada assim.



7. Ser valorizado: meninos meninas adoram quando os pais prestam atenção no que fazem e elogiam seu trabalho. Elogiar e prestar atenção é uma boa maneira de criar auto-estima e autoconfiança.



COMO VOCÊ DEVE TRATAR SEU FILHO



A melhor forma de evitar dificuldades é prevenindo sua ocorrência. Um lar pacífico evita crianças com problemas de comportamento. Hoje em dia, a pressão do trabalho é grande. Os pais chegam em casa estressados e cansados e não têm vontade, ou tempo, de estar com os filhos. É compreensível. No entanto, isso não pode servir como desculpa para uma má educação. Se os pais se esforçarem e criarem um ambiente agradável em casa, vão chegar do trabalho com mais energia, pois vão encontrar paz e o carinhos dos filhos. Se os pais não dão atenção ao lar, o caos se forma e chegar do trabalho pode se tornar desagradável. Portanto, investir na paz em casa é benéfico tanto para os pais quanto para os filhos.



Seguem algumas dicas para um ambiente saudável e para lidar adequadamente com as crianças:


1. Seja honesto e direto com seus filhos. Às vezes as crianças fazem perguntas desconcertantes, ou querem saber o motivo de certas proibições. O melhor caminho a tomar é explicar para os filhos as razões de tudo. Se uma criança entender por que deve olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, é muito mais provável que faça isso com cuidado do que se simplesmente ouvir a regra e levar bronca no caso de não segui-la.



2. Tenha certeza de que ensinou o comportamento correto. Muitas vezes exigimos que nossos filhos façam as coisas do nosso jeito, mas não ensinamos exatamente como é esse jeito. Então, antes de brigar com seu filho, tenha certeza de que você deixou claro para ele qual é a maneira correta de se comportar.



3. Todas as pessoas são diferentes. Lembre-se sempre que cada pessoa é única e tem gostos e preferências particulares. Antes de dar uma ordem, de brigar com seu filho, de dizer que ele não faz nada direito, pense nas preferências dele. Não é justo exigir que todas as pessoas sejam iguais a você. É saudável respeitar as particularidades das pessoas.



4. Seja firme, mas não punitivo. Já foi falado sobre o problema de ser punitivo, mas não dos benefícios de ser firme. Ter firmeza significa não voltar atrás nas suas decisões. Uma proibição deve se manter uma proibição até que a situação mude de alguma forma. Pais que voltam atrás em suas decisões podem gerar filhos sem limites. Por exemplo: é muito comum que os pais deixem o filho de castigo, mas o tirem com antecedência por ficarem com dó da criança. Ser firme, nesse caso, consiste em não tirar a criança do castigo até que a determinação inicial tenha sido cumprida.


5. Passe um tempo com seu filho. Após chegar do trabalho, ou nos fins de semana, passe um tempo com seu filho. O ideal é conversar um pouco e brincar com ele. Se não for possível, pelo menos jantem no mesmo horário e assistam ao programa favorito da criança. Filhos que não passam tempo com os pais podem desenvolver problemas em relacionamentos e dificuldade em confiar em outras pessoas.



6. Interesse-se pelas tarefas da escola. É comum que os pais pensem que o filho tem a obrigação de estudar. Isso é só parcialmente correto. Os filhos devem, sim, freqüentar a escola, mas ao invés de serem forçados, devem ser incentivados a isso. Pais que se interessam pelo que aconteceu na escola, que vistam as tarefas escolares, que ajudam os filhos a estudarem para as provas e que participam dos eventos da escola, estão contribuindo não só para a formação imediata do filho, mas para seu futuro de interesse pelos estudos. Não é preciso saber sobre o que os filhos estão estudando. Mostrar interesse basta para incentivar a criança.



7. Sejam coerentes. Há pais que dividem os papéis. Um deles é o liberal e o outro, o chato. Isso deve ser evitado. O ideal é que os pais entrem em acordo sobre os limites dos filhos e sobre possíveis punições ou prêmios. Pais discordantes podem deixar o filho confuso, além do fato de que as crianças podem passar a preferir um do pais ao outro, o que não é desejável nem saudável.



8. Imponha limites. Crianças precisam saber até onde podem ir. Tratar bem o filho não é sinônimo de deixá-los fazer o que bem entenderem. Os limites são importantes, pois protegem os filhos de fazerem algo perigoso ou que pode ser socialmente considerado ruim. Por meio dos limites, as crianças aprendem que há regras no mundo e que é preciso obedecê-las como todos fazem. Os limites devem ser pensados para não serem muitos nem poucos. Crianças com muitos limites crescem com medo de errarem e arriscarem. Crianças com poucos limites podem se tornar sem valores morais.



9. Reconheça seus erros. Ninguém é infalível. Se você cometeu algum erro com seu filho, não tenha medo de admitir. Além de fazer bem para você e para a criança, isso vai ensiná-la a se responsabilizar por seus atos.



10. Converse também sobre assuntos delicados. Muitas crianças têm curiosidade sobre sexo, morte ou outros assuntos do tipo. O ideal é não esconder delas o que são essas coisas, e falar sobre esses temas de uma forma apropriada para cada idade. Uma criança de 7 anos não precisa saber tudo sobre sexo, mas é bom que saiba o que é isso. Já uma criança de 16 anos precisa saber tudo sobre sua sexualidade. Apesar de esses assuntos serem tabus, eles precisam ser tratados. A honestidade e clareza com a criança pode prevenir problemas futuros.



11. Seja um modelo. Filhos imitam os pais. É injusto exigir do filho um comportamento que os pais não demonstram.



12. Procure ajuda. Caso essas dicas não ajudem, procurem ajuda de um profissional. Problemas graves, como abuso de drogas, podem requerer auxílio de uma pessoa especializada no problema. Não há vergonha em pedir ajuda. Pelo contrário, é nobre querer ajudar o filho.



Por: Robson Brino Faggiani - Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva (USP) e Mestrado em Psicologia Experimental (USP). Atualmente, está realizando doutorado na Universidade de São Paulo
Fonte: Psicologia e Ciencia