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Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Memórias que re-começam no útero materno....



“Talvez não possas modificar o que te acontece, mas seguramente podes mudar o que isso que acontece te provoca e te significa.
Recorda: Há uma Inteligência incrivelmente vasta dentro de ti, a mesma que opera em todo o universo.”

A ressonância original do bebê, que chamamos corpo de luz, é tão maleável como a argila antes de cozer. O bebê adapta-se a todas as impressões e estímulos exteriores; por exemplo, às experiências de vida com aquela pessoa ou grupo familiar que lhe toque em sorte.
Tudo começa no útero materno. Não existe relação mais íntima que a que temos com nossa mãe antes de nascer. Durante esses nove meses sentimos-nos cômodos e protegidos, desde que nossa mãe nos queira. Não poderíamos conceber um lugar mais prazeroso, um lugar mais nosso, e essa sensação de bem-estar é maravilhosa. Nosso corpo é criado nesse estado natural de conforto. Enquanto dura nossa gestação, permanecemos num estado de abertura e absorção total e o que nos é dado chega de maneira incondicional, sem esforço.
Neste estado beatífico lhe adicionam as impressões particulares da cada gravidez. O bebê sente e experimenta como seu tudo o que a mãe está sentindo. Não poderia ser de outra maneira, já que se acha dentro do campo energético da mãe. Pois bem, esse período resulta o treinamento primordial e essencial que semeia os padrões emocionais e comportamentos vários que essa pessoa em gestação vai desenvolver ao crescer. Qualquer mudança de estado interno ou externo que afete à mãe vai resultar, de uma maneira ou outra, em uma aprendizagem.

“Nossas emoções determinam o desenvolvimento fetal. Os pais são os “engenheiros genéticos”. Eles transmitem ao feto emoções humanas de medo, raiva, amor e esperança, por exemplo. A personalidade do homem determina-se desde o ventre materno.”
Bruce Lipton, Ph.D.

O fato de que o útero de uma mãe seja um ambiente cálido, emocionalmente enriquecido, podem influir decisivamente em todos os sentimentos, anseios, emoções, sonhos, esperanças e pensamentos do filho, através de toda a vida.
Durante séculos, muitas mães verificaram através de sua própria experiência e intuição que o bebê por nascer, sente dor e tem emoções, e isto foi demonstrado por investigações recentes. No útero se aloja um indivíduo sumamente sensível – primeiro o feto e posteriormente o bebê –, que pode ouvir e sentir muito daquilo que ouve e sente a mãe.
O doutor Thomas Verny, autor de The Secret Life of the Unborn Child (‘A vida secreta da criança por nascer’), é um médico psiquiatra pioneiro no campo da psicologia pré-natal. Seu livro é um resumo de investigações muito valiosas, que demonstram que o bebê tem uma relação muito profunda com seus pais e com seu mundo exterior, ainda enquanto está no útero.
Além disso, os psicólogos pré-natais consideram que o “centro de gravidade” da personalidade humana se forma no útero. Observou-se que, assim como o bebê recebe o que a mãe inala, come ou bebe, também lhe são transmitidos os pensamentos e as emoções da mãe. Também se observou que os hormônios do stress, como por exemplo a adrenalina, viajam através da corrente sanguínea da mãe, criando no bebê o mesmo estado emocional que ela experimenta. Os padrões de ansiedade crônica, de preocupação ou de ambivalência a respeito de ter ou não ter o bebê, podem predispor a criança os repetir em sua vida futura.
A partir do nascimento, o bebê é muito sensível às influências exteriores e responde muito bem à gentileza, à maciez e ao contato amoroso, enquanto, em mudança, reage mal às luzes lampejantes, aos ruídos e ao meio metálico associado com os nascimentos em institutos médicos. A habilidade da mãe para permanecer calma e comunicar-se com o bebê durante a gravidez, somada à criação de um meio apropriado para um nascimento relaxado e amoroso, vai contribuir imensamente à saúde física e emocional da criança pelo resto de sua vida.

Nossa programação precoce

Viemos ao mundo desenhados para absorver indiscriminadamente os traços e padrões –tanto mentais como emocionais– dos que nos rodeiam. É tão profundo e abarcador o amor que sentimos por eles que queremos nos fundir com eles e os ter conosco o tempo todo.
Enquanto dura nossa etapa como bebês, não filtramos nada do que recebemos. Por que teríamos que fazê-lo, especialmente se nos sentimos inundados de amor e isso nos resultou agradável pelo espaço de nove meses…? Mas, enquanto a necessidade de experimentar essa conexão de amor, bem-estar e intimidade são constantes (e inclusive persiste quando somos adultos), sentimos a vida fora do útero como uma perpétua experiência de separação, tão oposta à vida intra-uterina que podemos perceber esta separação como algo intensamente incômodo ou doloroso.
No bebê, tudo aquilo que não é sentido como agradável gera sentimentos e sensações incômodas, que por sua vez produzem reações como rejeição e pranto.
Assim, através da experiência de separação vivida diariamente, o bebê “aprende” que ser permeável e aberto, ser vulnerável, é doloroso, e que é melhor “se fechar” para se proteger. Para proteger-se, tem que pretender que não sente o que sente ou ainda que sente o que não sente. Isto é, tem que “atuar” e deixar de ser autêntico.
Então, aquele bebê que espontaneamente tomava o que queria ou recusava o que não gostava se converte em uma criança que começa a dizer sim quando quer dizer não. Sem se dar conta, começa a se construir uma máscara que se faz mais espessa e grossa com o correr dos anos. O expansivo e confiado corpo de luz se retrai e contrai-se, e com cada uma dessas contrações emerge um campo energético de ressonâncias muito diferentes: são as ressonâncias do incômodo e doloroso corpo da dor.
Lamentavelmente, nem sequer o ambiente familiar mais amoroso e comprenssivo vai poder evitar que este processo de contração ocorra. Aonde quer que vá, o bebê se encontra com a inevitável experiência da separação. Vai-se-lhe dar um nome que representará uma identidade e será tratado como alguém que está separado de todo o demais.
Se a fusão incondicional da máxima intimidade do útero nos dava confiança, amor e paz interior, a separação nos dará o oposto: desconfiança, intranquilidade, dor e medo. Quanto mais intensas tenham sido as experiências de dor vividas pelo bebê, mais profundo será a dor que experimenta a criança, no início, e depois o adulto. E essa dor gerará feridas emocionais que não terão oportunidade de se curar, porque esse bebê –ou essa criança pequena– continuará experimentando a separação num mundo onde todos os que o rodeiam padecem da mesma situação e ninguém sabe como se curar. Conseqüentemente, quanto mais experimenta a separação, mais fecha-se e mais se machuca.
Por regra geral, nós os seres humanos buscamos “nos sentir bem”, isto é, felizes, amorosos, criativos, livres, em paz. Queremos relações íntimas deliciosas, onde crescer juntos e dar e receber de forma incondicional. Na realidade, sem nos dar conta, estamos tratando de reviver nossas primitivas experiências intrauterinas de amor e prazer incondicionais, a que tínhamos direito pelo mero fato de termos sido criados.
E, apesar de que esse é nosso direito e de que assim fomos criados, temos um medo muito profundo em ser incondicionalmente vulneráveis, porque quando fomos inocentes e confiados sofremos muito. Por isso a máscara, apesar de que é incômoda e não nos deixa ser quem somos na realidade, se transforma num meio útil para nos proteger de nossas primeiras experiências dolorosas.

Mas ocorre que o não ser autênticos nos gera um profundo sentimento de auto traição que é muito angustiante e que causa a dor física, emocional e espiritual que sentimos. Essa dor experimenta-se como uma contração energética em nosso campo eletromagnético, que forma o corpo da dor. É neste ponto onde se abre a encruzilhada que foi e será o grande desafio que deveremos enfrentar e resolver tarde ou cedo: como viver sem contração e recuperar o corpo de luz.

O ser humano é como uma casa de hóspedes.
A cada manhã chega alguém novo.
Este é uma alegria, este outro é a tristeza.
Ali vem a mesquinhez
e aqui uma faísca de consciência.
O pensamento escuro, a vergonha, a malícia.
Podes encontrá-los à porta, sorrindo-te; convide-os a entrar.
Agradeça a quem vem,
porque cada um foi enviado
como um guardião do além.

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