Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




segunda-feira, 30 de abril de 2012

Excesso de carboidratos potencializa sintomas da depressão, diz médico


Superar a depressão não depende da boa vontade de quem dela sofre. Nesses casos, dizem os especialistas, é a própria vontade que precisa ser tratada. O tratamento clássico envolve antidepressivos e psicoterapia, mas estar atento ao que se come pode ser uma medida válida. Alimentar-se incorretamente pode provocar a modificação da bioquímica cerebral e potencializar os altos e baixos emocionais. Toda dieta prevê certa porção de carboidratos porque eles são indispensáveis à produção de energia e serotonina, substância associada ao bem-estar. Contudo, a relação entre depressão e excesso de carboidratos foi identificada não só nos adultos, mas também entre os adolescentes: eles não se refugiam nos lanches, doces e salgadinhos porque são ansiosos e deprimidos, mas o inverso. O salmão é rico em ômega 3, essencial para o bom funcionamento do cérebro. Essa é a opinião de Attilio Speciani, imunologista italiano, autor do livro "Prevenire e Curare la Depressione con il Cibo" ("Prevenir e Tratar a Depressão com os Alimentos", ainda sem tradução no Brasil). Ele explica que, ao consumirmos muito carboidrato, sofremos uma elevação abrupta dos níveis de glicemia (aumento do açúcar no sangue). Para reequilibrar o organismo, nosso sistema coloca em ação a insulina, que tem como objetivo fazer a glicose circular. O excesso de açúcar é reconhecido como tóxico e acaba se transformando em gordura. "Quanto menos insulina produzimos, menos gordura acumulamos e, assim, há menor interferência sobre o equilíbrio nervoso", diz. Speciani comenta que, por causa dos hábitos alimentares modernos, a insulina tem sido considerada um dos hormônios mais difíceis de ser sintetizados pelo organismo (o aumento dos casos de diabetes comprova isso). Mantê-la sob vigilância pode ajudar no controle de sintomas como ansiedade e depressão. Conforme o médico italiano, o consumo exagerado de doces, massas, pães e farinhas refinadas ainda pode desencadear a chamada resistência insulínica: o organismo fica menos sensível ao hormônio e a produção tem de ser aumentada. A repetição desse processo aumenta a necessidade de ingerir açúcar, como num ciclo vicioso. Por isso, que come muito carboidrato está sempre faminto: "é esse o processo de constante reposição que causa um efeito negativo sobre o estado emocional e leva à depressão", esclarece Speciani. A produção de serotonina depende do consumo de carboidratos e, se há um aumento brusco nos índices, "outro mecanismo de defesa orgânica se manifesta: os inibidores, que se nutrem da serotonina do cérebro, provocando novo e sucessivo estado de abatimento", completa o imunologista. Antidepressivos naturais Para manter um perfeito funcionamento da bioquímica do humor, Speciani sugere o consumo equilibrado de carboidratos e proteínas, além da inclusão na dieta de alimentos que ele classifica como "antidepressivos naturais". É o caso de amêndoas e avelãs (combinação que ele classifica como uma verdadeira injeção de ânimo), peixes (por causa da presença de ômega 3) e cereais integrais (ricos em tirosina, estimulam a produção de dopamina, que promove o estado de alerta). Ele sugere que o açúcar seja substituído pelo mel integral, que é rico em triptofano (aminoácido que se transforma em serotonina) e possui índice glicêmico baixo. Entre os alimentos a serem evitados, o médico cita as farinhas refinadas e o seitan (ou glúten), muito usado pelos vegetarianos, por ser uma proteína sem tirosina. "Para evitar problemas, o seitan deve ser consumido sempre junto com o peixe ou outros alimentos protéicos", aconselha. Speciani ressalta a importância de se fazer refeições regulares, iniciando o dia com um café da manhã rico em proteínas, carboidratos, frutas e café, dada a predisposição física para o consumo dessas substâncias nesse horário. Nas refeições noturnas, a recomendação é evitar carboidratos simples, de rápida absorção (como mel, açúcar, frutas, xarope de milho, leite e derivados). Relógio biológico Aqui no Brasil, Jane Corona, médica especialista em nutrologia, ressalta também a importância dos horários regulares para comer e dormir, já que o corpo funciona como um relógio ao produzir substâncias que interferem no humor. Segundo ela, no momento em que acordamos, nosso corpo precisa de boa dose de dopamina para nos conectar com o mundo. À noite, para descansar, precisamos da serotonina e da melatonina, oxidante natural que atinge seu pico às 2h00 da manhã. O desequilíbrio nos ciclos pode levar à depressão. Carência nutricional Comer bem, equilibradamente e com regularidade pode evitar outra conseqüência, a Síndrome Depressiva de Carência Nutricional: "o cérebro é um órgão que não armazena glicose e esse é o nutriente mais importante para o seu funcionamento", justifica. Para a especialista, a dieta ideal para fugir da depressão é aquela que inclui gorduras de boa qualidade (mono e poliinsaturadas), encontradas em alimentos como peixes de água fria, semente de linhaça, frutas oleaginosas, azeite de oliva e abacate. "Essas gorduras facilitam a comunicação entre os neurônios", justifica. Outros nutrientes importantes para a produção de neurotransmissores, de acordo com ela, são as vitaminas A, B, C, D e E, os minerais cálcio, cromo e magnésio e as proteínas animais e vegetais. Para quem enfrenta rotinas estressantes, Corona sugere caprichar na primeira refeição pela manhã, consumindo pão integral, frutas, leite ou iogurte, linhaça em pó e café ou chá. "Quando for inevitável saltar uma refeição, é bom ter à mão algumas nozes, amêndoas, castanhas e uma fruta, para evitar o consumo de biscoitos", recomenda. Cristina Almeida

"Antidepressivos naturais" ajudam a curar tristeza e depressão leve"


Tristeza, desânimo, depressão: quando as coisas começam a tornar-se sombrias ou fica mais difícil levar a vida, é preciso procurar ajuda. Normalmente, a melhor estratégia é combinar diferentes medidas -por exemplo, uso de remédios ou substâncias com princípios ativos, medidas de autocuidado (como alimentação adequada e prática de exercícios) e apoio psicoterápico. Em caso de depressão intensa, que, diferentemente da tristeza comum, é doença, o uso de medicamentos sintéticos pode ser indicado. Mas, para depressão leve ou moderada, há opções de antidepressivos naturais que podem ter efeito. A Folha relacionou dez desses itens, que podem levantar o ânimo ou ajudar no tratamento da depressão. Oito deles têm algum grau de evidência -como critério, foram utilizadas meta-análises (revisões de vários estudos) da organização Cochrane, rede global dedicada à revisão de pesquisas na área de saúde. Dois são controversos e precisam de mais estudos sobre sua eficácia e segurança. Exercícios O exercício estimula a secreção de endorfinas, que causam sensação de bem-estar. "Além disso, melhora a circulação e a oxigenação do cérebro. E tem efeitos indiretos em sintomas ligados à depressão, como a qualidade do sono", diz Frederico Navas Demetrio, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em geral, acredita-se que os exercícios de maior intensidade sejam mais eficazes. Mas, na revisão de 25 estudos feita pela organização Cochrane, que confirmou que a atividade física melhora os sintomas de depressão, os pesquisadores afirmaram que não há evidência sobre qual tipo de exercício é mais eficaz. O que costuma funcionar melhor é praticar uma atividade física que dê prazer. 5 HTP (hitroxi-triptofano) O triptofano é um aminoácido essencial, encontrado especialmente em alimentos proteicos, como carnes e laticínios. Não é produzido pelo corpo e precisa ser adquirido via alimentação. Esse aminoácido leva à produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao prazer e ao bem-estar. Por isso, a suplementação de 5 HTP pode ser usada em alguns casos de depressão e tristeza. "É mais indicado para quem tem a deficiência do nutriente, causada, por exemplo, por dietas vegetarianas pobres em proteínas. Uma alimentação equilibrada supre as necessidades de triptofano", diz Vânia Assaly, endocrinologista e nutróloga, membro da International Hormone Society. Para ela, o suplemento age especialmente na melhora do sono, na redução da voracidade noturna e em transtornos leves de humor. Os suplementos dietéticos de 5 HTP são produzidos principalmente a partir de uma planta africana, a Griffonia simplicifolia. Em uma meta-análise, pesquisadores da Cochrane encontraram evidências de que o 5 HTP é melhor do que placebo para aliviar sintomas da depressão. Notaram, porém, que a maioria dos estudos não atingiu todos os critérios de qualidade e que mais pesquisas devem ser feitas para verificar possíveis efeitos adversos. Segundo Frederico Demetrio, do HC, os primeiros estudos com 5 HTP foram interrompidos porque seu uso provocou dores musculares, mas elas foram atribuídas a impurezas no produto utilizado. "Em tese, o 5 HTP de boa qualidade, purificado, pode funcionar." Porém, o 5 HTP pode interagir com antidepressivos sintéticos, levando à concentração excessiva de serotonina. É contraindicado, ainda, para pacientes com tumores malignos ou doenças cardiovasculares. Meditação Estudos mostram que a meditação produz mudanças no cérebro, como a redução ou o aumento da atividade de certas regiões. "A hipótese é que reduza hormônios como o cortisol, diminuindo a ansiedade, e promova liberação de endorfinas, ligadas à sensação de prazer", diz José Roberto Leite, coordenador da unidade de medicina comportamental da Unifesp. Em 15 pesquisas analisadas pela organização Cochrane, pessoas que meditaram apresentaram melhora da depressão em comparação com as que não fizeram nenhum tratamento. O estudo concluiu que a técnica tem potencial para ser o tratamento inicial do problema, especialmente para pessoas jovens, com o primeiro episódio de depressão ou com quadro considerado bem leve. Para Leite, os maiores cuidados devem ser tomados com pessoas com tendências autodestrutivas, como pensamentos suicidas. "São casos em que é preciso muito acompanhamento, e a meditação não pode ser o tratamento principal." Ele diz que, em geral, a meditação é uma técnica eficaz e de baixo custo para diminuir os sintomas e reduzir as reincidências do distúrbio. Para ter efeito, ele recomenda que seja praticada, no mínimo, quatro vezes por semana. "No início, a pessoa pode praticar por cinco a oito minutos. Em uma semana, ela já consegue meditar por dez minutos e vai aumentando gradativamente até chegar a 30 minutos, o que é suficiente para obter os efeitos", diz Leite. Fototerapia A exposição à fonte de luz artificial intensa é um tratamento comprovado para a depressão sazonal -que ocorre no inverno, quando o período de luz solar diminui. É frequente em países mais distantes do Equador, em que os dias se tornam muito curtos nos meses frios. No Brasil, é menos comum. Na fototerapia, uma lâmpada fluorescente de pelo menos 2,5 mil lux (unidade de medida de luz) é colocada perto dos olhos da pessoa, sem que essa precise olhar diretamente para a lâmpada. As sessões duram cerca de 30 minutos por dia. Segundo Rubens Pitliuk, neuropsiquiatra do hospital Albert Einstein, a fototerapia também pode ajudar em outros casos de depressão, se os sintomas pioram em dias cinzentos. Uma revisão de 20 estudos concluiu que traz benefícios discretos, mas promissores, também para casos de depressão não sazonal, quando usada com outros tratamentos. É possível adquirir aparelhos de fototerapia para uso em casa, mas deve haver orientação médica. Também é importante usar aparelho que não emita raios ultravioleta. Suplementos de vitaminas B12 e B9 (ácido fólico) As vitaminas B12 e B9 são essenciais para a fabricação de diversos neurotransmissores e atuam como modulares dos sistemas neurológico e hormonal. Em pessoas deprimidas, pode ser observada uma diminuição dos níveis desses nutrientes presentes no sangue. A suplementação dessas vitaminas pode aliviar sintomas de depressão e potencializar efeitos de medicamentos antidepressivos. Costuma ser indicada para pacientes com sintomas de deficiência nutricional e alcoólatras (que normalmente apresentam deficiência de nutrientes e, em especial, falta de vitamina B 12). Uma análise de estudos realizada pela Cochrane, envolvendo um total de 151 pessoas, indicou que o uso de vitamina B9 (ácido fólico) em conjunto com outros tratamentos diminui o grau de depressão dos pacientes. No entanto, os estudos não mostram se o efeito ocorre tanto em pessoas com deficiência do nutriente quanto nas com níveis normais de vitamina B9. Em caso de desânimo ou tristeza não patológica sem causas aparentes, pode ser investigada a falta dessas vitaminas por meio de exame de sangue. Nessa circunstância, a suplementação pode ser suficiente. Nos casos de depressão, é necessário corrigir a deficiência, se constatada, mas a suplementação é considerada um adjuvante do tratamento, e não o foco principal. Em pacientes que não estão respondendo aos tratamentos, é recomendado checar os níveis dessas vitaminas encontrados no sangue e a suplementação pode auxiliar na obtenção de resultados. Aparentemente, não há efeitos adversos e interações medicamentosas com o uso de suplementos de vitaminas B9 e B12. O excesso desses nutrientes no organismo é eliminado naturalmente pela urina. Erva-de-são-joão O extrato da erva-de-são-joão (Hypericum perforatum L) é um dos chamados antidepressivos naturais mais estudados. Porém, seu mecanismo de ação ainda não está totalmente esclarecido. "Aparentemente, seus princípios ativos têm ação semelhante à dos [medicamentos sintéticos] inibidores da recaptação de serotonina", diz Frederico Demetrio, do HC de São Paulo. A serotonina é um neurotransmissor que modula o humor e provoca bem-estar. Baixos níveis da substância estão relacionados aos quadros de depressão. Os inibidores de recaptação aumentam a disponibilidade da serotonina no sistema nervoso central. Uma meta-análise feita pela organização Cochrane concluiu que o extrato de erva-de-são-joão tem efeito superior ao do placebo e similar ao dos medicamentos sintéticos no tratamento de depressão leve a moderada. Foram analisados 29 estudos, que incluíam, no total, 5.489 pacientes. Os autores ressaltam que, como há grande variedade de produtos à base de erva-de-são-joão no mercado, os resultados só são aplicáveis para as preparações testadas nos trabalhos incluídos na meta-análise. "É preciso usar extrato de qualidade com as concentrações adequadas dos princípios ativos da planta", diz Demetrio. Segundo o psiquiatra, o uso e a dosagem devem ser indicados e supervisionados por médicos, e os efeitos começam a ser percebidos após duas semanas, aproximadamente. O mais importante é saber que a erva-de-são-joão interage com outros medicamentos e não pode ser usada com alguns deles. "O uso associado a outros antidepressivos, por exemplo, pode levar à síndrome serotoninérgica [concentração excessiva de serotonina], que causa de mal-estar a alucinações", afirma Demetrio. O mesmo pode ocorrer com alguns remédios usados para emagrecimento. O extrato também diminui a absorção de remédios anticoagulantes e de algumas drogas quimioterápicas, prejudicando o tratamento. Entre os efeitos adversos, a erva-de-são-joão pode aumentar a fotossensibilidade -causando manchas e eczemas na pele com a exposição à luz- e causar secura na boca e constipação intestinal. Acupuntura A acupuntura busca reequilibrar a chamada "energia vital" por meio da estimulação de pontos específicos do corpo. A depressão, dentro dessa perspectiva, é entendida como um desequilíbrio no fluxo energético entre os órgãos. Restaurar esse fluxo e a saúde geral do indivíduo é uma estratégia para lidar com estados de desânimo. Martius Luz, do setor de medicina chinesa e acupuntura da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que, além da restauração de energia, acredita-se que a acupuntura gere respostas no sistema nervoso central que estimulam a produção de serotonina. Embora não existam estudos suficientes para comprovar essa teoria, há pesquisas populacionais indicando que as pessoas propensas a usar técnicas de medicina complementar obtêm resultados no tratamento da depressão com acupuntura. Uma revisão de sete estudos envolvendo 517 pessoas avaliou que não há evidência de que os medicamentos sintéticos sejam melhores do que a acupuntura para diminuir os sintomas de depressão. Por outro lado, os pesquisadores dizem não ter dados para concluir sobre a eficácia da acupuntura por si só. Para Luz, a acupuntura pode ser usada isoladamente ou com outros tratamentos. O suporte emocional, como a psicoterapia, é importante para o sucesso do tratamento. Os efeitos começam a surgir após cerca de cinco aplicações, mas podem demorar mais, dependendo da saúde geral e do grau de depressão do paciente. "Para alguns, são necessárias 15 aplicações", afirma Luz. GH e melatonina são tratamentos controversos A utilização de hormônio do crescimento (GH) e de melatonina para quadros de depressão pode surtir algum efeito em casos específicos, mas não há evidências suficientes sobre os efeitos positivos e a segurança de uso dessas substâncias. "O hormônio do crescimento só deve ser utilizado em pessoas que têm deficiência comprovada da substância. Nesse caso, pode ter efeito benéfico nos sintomas da depressão, mas só deve ser usado com indicação e controle médico, porque há risco de vários efeitos indesejáveis", afirma a endocrinologista Vânia Assaly. De acordo com Frederico Demetrio, do Hospital das Clínicas de São Paulo, o déficit do hormônio de crescimento é difícil de ser medido, porque a secreção da substância varia muito durante o dia. "O hormônio do crescimento tem efeitos colaterais perigosos e é usado indevidamente, como anabolizante, por exemplo. De fato, ele causa hipertrofia muscular, e isso inclui o músculo cardíaco, o que pode levar a problemas no coração e ao infarto", diz ele. O GH também pode causar diabetes, tem interações perigosas com vários medicamentos, como os contra o câncer, e traz riscos renais. A melatonina é uma substância produzida naturalmente pelo corpo que regula o ciclo sono-vigília. "A sincronização do sono pode, teoricamente, ajudar no tratamento, já que problemas para dormir são sintomas importantes da depressão", afirma Demetrio. Os efeitos especificamente antidepressivos da melatonina também estão sendo estudados, e um medicamento para depressão que atua nos receptores de melatonina está em fase de pesquisa. Assaly lembra que a venda da melatonina é proibida no Brasil: a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu parecer desfavorável à análise de eficácia e segurança do produto. No entanto, em alguns países, como os EUA, a melatonina é um suplemento de venda livre. IARA BIDERMAN colaboração para a Folha de S.Paulo

Procrastinação- você sofre disso?


domingo, 29 de abril de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como usar textos para estimulação cognitiva?


A leitura faz parte da vida das pessoas, e o uso de textos pode ser um recurso útil e eficaz no processo de Reabilitação Cognitiva, que além ser usado durante as sessões pode ainda ensinado ao cuidador, que se treinado pode usá-lo em casa com músicas, notícias de jornais e revistas e até com orações. Abaixo estão algumas sugestões que podem ser consideradas ao usar esse recurso. 1. A ESCOLHA DO TEMA Independente do quanto estão preservadas as habilidades cognitivas do sujeito, o contato com um texto só ocorre porque existe um propósito, um interesse. Sendo assim, o texto escolhido como recurso para treino de habilidades cognitivas tem um pré-requisito: ser do interesse de quem o lerá. A avaliação dos interesses antigos e recentes do cliente será determinante, e familiares e cuidadores podem ser informantes úteis, em especial quando o cliente tem dificuldade de identificar esses temas. 2. FORMATAÇÃO DO TEXTO Após a escolha do tema, a apresentação do texto é um cuidado importante e que pode determinar a eficácia desse recurso. Uma página “limpa”, sem distratores, letras em tamanhos grandes e fontes não-serifadas, como “Arial”, favorecem compreensão e a velocidade da leitura. 3. ESTIMULAR A IDENTIFICAÇÃO DO OBJETIVO DA LEITURA Para uso do texto o objetivo da leitura é o primeiro passo a ser lembrado, por exemplo, ao oferecer uma notícia sobre o campeonato brasileiro deve-se estimular o cliente a identificar quais informações que ele deseja com aquela leitura: a posição do seu time na tabela? O resultado do último jogo? Esse objetivo pode ser lembrado durante a leitura, cabendo ao profissional fazer de forma tal que não prejudique a compreensão ou tire a atenção do cliente. 4. DESTACAR INFORMAÇÕES RELEVANTES Chamar a atenção nas partes relevantes do texto pode ajudar na compreensão e memorização da informação que está sendo buscada, o uso de marcadores e pedir que o cliente repita em voz alta, são alternativas usadas. Mesmo para aqueles que não possuem nenhum déficit de memória, a estratégia de marcar as palavras principais do texto pode ser útil. 5. RELER PARA POTENCIALIZAR A COMPREENSÃO Ler mais de uma vez também é recomendado. A primeira leitura pode objetivar identificar os pontos relevantes do texto, enquanto que na segunda vez pode-se explorar mais da compreensão, especialmente quando o cliente conta com o efeito priming da memória. Pausas durante a finalização das ideias do texto são usadas e neste momento o cliente é estimulado a verbalizar o que compreendeu até então. 6. ESTRATÉGIAS PARA POTENCIALIZAR A LEITURA Durante a leitura algumas “ferramentas” podem ser empregadas. O uso de uma régua opaca durante a leitura é útil, direcionando a atenção do cliente para o trecho do texto que está sendo lido, evitando confusões que comumente ocorrem ao término da linha. Outro facilitador quando se faz uso de letras de músicas ou orações é digitar ou escrever o texto de forma que as linhas terminem nas pausas que geralmente são dadas ao falar, por exemplo: “Pai nosso que estais no céu, Santificado seja o vosso nome, Venha a nós o vosso reino”. Esta apresentação do texto pode ajudar no reconhecimento do texto. E NOS ERROS SEMÂNTICOS? Alguns equívocos semânticos podem acontecer, sendo importante que o terapeuta acompanhe o trecho que está sendo lido. Diante desses equívocos deve-se chamar a atenção do cliente questionando-o e dando outra opção, neste caso a palavra certa, por exemplo: “novelo ou novela”? Caso o paciente não perceba o terapeuta deve dar seguimento ao texto não comprometendo a compreensão do mesmo. por Ana Leite

"Torna-te quem tu és". Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo alemão.

domingo, 22 de abril de 2012

Um brinde ao amor!!!


O que é sagrado para você? beijos, Dani

Amanhã


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Floral da Proteção Espiritual e Segurança

O colo, a proteção e a nutrição da Grande Mãe, para que a força interior da criança, do adolescente ou adulto possa se manifestar, para que este possa se sentir amparado. Para que estabelecer limites saudáveis e fazer escolhas amorosas para consigo mesmo. Sugerimos a sua utilização em início de tratamento para crianças vindas de ambientes muito perturbados, e para aquelas que estejam sendo alvo de muita negatividade e desamor. Pode ser utilizado sempre que se sentir a necessidade de uma maior Proteção Espiritual. Sugerimos a sua utilização em Spray, para manter a harmonia nos ambientes utilizados pelas crianças , quando percebemos que o local não está acolhedor.

Quaresmeira roxa

Ajuda a olharmos para nós mesmos e para a nossa história com o amor e compaixão da Face Feminina de nosso Ser Divino Interior. Traz a coragem de confrontar nossa sombra sem perder de vista a nossa luz e beleza; perdoar-se permitindo a morte da auto-imagem limitadora construída para ocultar a culpa, a dor e o medo gerados pelos erros do passado. Neste movimento, podem aflorar de uma maneira suave e amorosa, lembranças perdidas de situações traumáticas de nossa infância onde a culpa se cristalizou. Favorece a celebração do nascimento de um novo ser alicerçado na compaixão, auto-aceitação, confiança e cooperação entre nossa Alma e nosso Ego.

Dama da noite - Terapia Floral

A Essência Floral da Dama da Noite reconcilia-nos com Lilith. Podemos então ouvi-la sussurrar: “Meu território é o da noite, não o das trevas. Na noite está tudo aquilo que não está iluminado pelo Sol da Consciência. O guardado, o esquecido, o negado, o rejeitado. Sua força, sua beleza, sua dor, seu prazer. Em meu território guardo tudo aquilo que foi rejeitado, teus medos, os teus maiores tesouros e todo o desconhecido. Eu também sou você. Não me rejeites mais”. A Dama da Noite mobiliza a coragem e confiança necessária para resgatar nossa integridade ao desvendar os segredos de nosso Mundo Interior encobertos pelos véus do medo: desvelar, levantar os véus para que possamos nos lembrar, recordar a nossa história, a história de nossa alma. Auxilia-nos a dissipar a confusão que fazemos entre noite e trevas. É na noite que estão guardadas as sementes do bem e do mal e também nossos sonhos, dons, heranças, nossa força. A Dama da Noite pode nos guiar nesta viagem em busca de nossos tesouros e no resgate da sabedoria do feminino profundo – Ela tem as chaves dos mistérios, do poder, do oculto, da criação, da totalidade do feminino, da sabedoria ancestral e da história de nossa alma.

Mil-Folhas - depressão sentimental


Mil-Folhas - (Achillea Millefolium) - Diz a lenda que no dia em que Achiles saiu sem seu ramo de mil ramas, morreu flechado em seu calcanhar. Os romanos a respeitavam como uma planta sagrada que era capaz de afugentar maus espíritos.
Vibrando a partir do centro cardíaco, tem o poder de desintoxicar a aura humana como um todo e limpar registros que podem provocar a depressão sentimental.
Indicado para momentos de retomada após experiências traumáticas ou que se considere negativas. Para crianças ou adolescentes que estão enfrentando a separação dos pais. Nos traumas de acidentes ou imagens pesadas que provocam depressão ou pânico. No remorso ou culpas provocados por atitudes no passado.
— com floral sutil primus.

Para agendar o seu atendimento comigo, mande email:
daniellesgmonteiro@gmail.com

beijos floridos,

Danny

Floral para a cabeça e coração do homem



A alma da flor desenhada por Joel Aleixo, alquimista.




Para as almas cujas energias estão exclusivamente absorvidas em si mesmas;
as forças psíquicas do indivíduo estão exclusivamente centradas em seus próprios problemas;
Essa concentração unilateral de esforços da alma pode se manifestar em duas formas extremas de comportamento: num caso, através de uma forte introversão, e no outro, por meio de uma exagerada extroversão e loquacidade.


A forte carência afetiva e o autocentramento da personalidade não são acompanhados por sentimentos de autopiedade, são consideradas pessoas chatas, grudentas, cansativas, enfadonhas e prolixas. O indivíduo pode, com o passar do tempo, tornar-se obcecado por problemas, doenças e detalhes. Via de regra é acometido por excessivo desgaste físico e psíquico, pois sabe-se que o silencio exterior e principalmente o interno, são imprescindíveis para a conservação das energias vitais. Tendem à hipocondria, aos vícios e ao descontrole alimentar levando à obesidade, problemas mentais e cardiopatias.


Helianthus é a essência obtida das flores do Girassol,essa conhecidíssima planta da família das Compostas, é originária do Peru. É essencialmente um remédio floral para a cabeça e o coração do homem.


O Girassol tem sido usado fitoterápicamente com um substituto da Arnica e apregoado como eficaz em aplicações externas, nos casos de contusões, esfoladuras, golpes e úlceras. A infusão das sementes é indicada nos tratamentos de nevralgias, bronquites, laringites, tosses e resfriados, além de preventivo contra infecções. O café que se prepara com as sementes tostadas é bom contra as enxaquecas e a dores de cabeça de origem nervosa.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

É preciso recomeçar a viagem.




A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
“Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

Por José Saramago


Divino, não?
beijos,
Danny

Refletindo....




"O tempo do medo é feito de controle.
E o controle não solta, não
entrega, não quer deixar fluir,
não sabe dançar sem passo marcado."

Ana Jácomo

Adoro frases de efeito!!!



"Eu tenho medos bobos
e coragens absurdas."

Clarice Lispector

Principal causa da confusão mental no idoso




Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:

- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?
Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não"
Outros apostam: "Mal de Alzheimer"
Respondo, novamente: "Não"
A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:

- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa;
Parece brincadeira, mas não é! Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos!
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar
confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos "batedeira", angina "dor no peito", coma e até morte.

Insisto: Não é brincadeira!
Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.


Por isso, aqui vão dois alertas:
1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!


2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos, e de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços fora do ar, atenção.
É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.

"Líquido neles e rápido para um serviço médico".

(*) Arnaldo Lichtenstein, médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).


Já tinha lido esse texto uns dois meses atrás.Por ser bem importante achei legal compartilhar!!!
Faça bom uso dessas informações!!!

O Floral e o homossexualismo



"Perguntaram-me se há floral para o homossexualismo. Eu respondi que não. O floral ajuda o indivíduo a equilibrar-se. Modifica seu estado mental; faz aflorar a harmonia onde existe desarmonia. Porém, o floral não é específico para homossexualidade. Não importa se a criatura é hetero ou homossexual. Importam as emoções trabalhadas por ela. Importa o que a incomoda no momento. Importa se ela está certa das escolhas que fez. Se houver uma incerteza a respeito de que caminho seguir e de que escolha sexual definir ela poderá beneficiar-se da essência Scleranthus que é do grupo da insegurança e extremamente eficaz quando oscilamos entre duas possibilidades. Se houver medo de enfrentar a sociedade e suas opiniões, poderemos indicar Mimulus que é para medos específicos. Se houver preocupação de saber o que pensam as pessoas e estar consultando-as a todo momento, Cerato será uma boa pedida. Se a pessoa falar demais sobre seus problemas e for daquelas que conta com detalhes suas peripécias sexuais poderá ser indicado o Heather. Se houver culpa e autocensura, poderemos indicar Pine. Essas são apenas algumas das essências a serem indicadas e tratam de desequilíbrios emocionais que podem acometer todos os indivíduos independentemente da escolha sexual que tenham feito.

Este assunto sobre homossexualidade é dos mais delicados e não me sinto adequada para falar sobre ele já que muito tem sido discutido nas mais variadas áreas e das mais competentes formas. Joyce Mc Dugall em seu estudo sobre a sexualidade observa que não há diferenças entre analisandos homossexuais e heterossexuais. Os problemas e desequilíbrios que acometem uns, acometem também os outros. Casais homossexuais apresentam as mesmas queixas em seus relacionamentos. Quero citar algo que li em seu livro “As múltiplas faces de Eros”.

“Considerando a rosa como símbolo universal do amor, podemos também olhar aquilo que precede e prepara a flor – não apenas o caule e as folhas, mas as raízes, intrometidas no solo da mãe terra, rica de nutrientes e no entanto, fervilhando de minhocas e lesmas e abundante de possibilidades. Devemos olhar a roseira inteira.” – H. Wrye e J. Welles

Penso que devemos olhar para o ser que se apresenta a nós como um todo, como algo único e fadado a cumprir algo. Fadado a chegar a algum lugar: o dele, o que lhe cabe. Quando esse ser nos procura ou a qualquer forma de terapia ele se apresenta fervilhando de minhocas e lesmas que devem ser levadas em conta. Não importa se ele se relaciona com o mesmo sexo. Importa o quanto ele está inteiro nas suas escolhas. Ele se sente bem consigo mesmo? O que o incomoda? Onde não se sente equilibrado? Que emoção o toma mais freqüentemente? Sua opção sexual é um fator desequilibrante para ele? Ele a aceita? Ele não a aceita? Tem dúvidas a respeito dela? Optou pela homossexualidade porque foi abusado? Por que viciou-se nesta prática? Ele tem medo do sexo oposto embora se sinta atraído por ele? Ele está apenas naquela fase por que todos nós passamos de trocar experiências, porque ainda estamos nos descobrindo como seres sexuados? Ele é um adolescente levado pela opinião dos outros e está naquela fase em que é lícito fazer qualquer coisa, viver qualquer experiência? Ele está na fase em que “toda forma de amor vale a pena” e o prazer pelo prazer é algo a ser procurado, porque afinal ele é jovem e deve aproveitar tudo mesmo que não saiba ao que isso leva?

Muito há que ser questionado e muitas essências a serem indicadas. É que o indivíduo que ali está não é um hetero ou um homossexual. É uma roseira inteira, um mundo particular, um sistema a ser conhecido, não por mim, mas através de mim. Precisa de minha orientação, mas mergulhar em suas próprias águas somente ele poderá fazer. Somente ele poderá aceitar-se como de fato é. E por falar em aceitar é bom que se fale aqui da aceitação daqueles que têm uma convivência próxima com aqueles que optaram pela homossexualidade ou que estejam em dúvida sobre ela. Para que os acolham e propiciem a eles a possibilidade de conhecer-se. Para que os aconselhem, não a mudar de opção, mas a escolher de acordo com sua voz interior. E o que é a voz interior? É quando eu me pergunto e me sinto bem ao ouvir a resposta que vem de dentro de mim. Quando eu tomo a decisão correta, há harmonia em mim, há paz interior. E se a percepção interior de paz estiver difícil há ainda uma forma de perceber se estou no caminho correto. Quando eu estiver com o parceiro de minha escolha devo estar atenta para o fato de respeitá-lo como alguém semelhante a mim. Devo estar atenta para quando me deitar com ele perceber se eu levo apenas o meu corpo, ou se consigo uma conexão maior que transcende meus genitais e invade meu coração."

Escrito por Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz

Florais e culpa




Para aqueles que nutrem sentimentos de culpa exagerados. Auto-condenação e recriminação, até quando o erro é dos outros. Remorso. Incapazes de se perdoar.
Florais de Minas: no sistema floral de Minas existem três essências que atuam sobre o sentimento de culpa:

a) Pinus (Pinus elliottii / Pinheiro). Sentimento de culpa de uma maneira geral.

b) Aristoloquia (Aristoloquia brasiliensis / Cipó-mil-homens). Quando o sentimento de culpa tem origem em motivos religiosos, como o pecado.

Quando a culpa e o remorso são tão fortes que geram autopunição.

c) Cassia (Cassia alata / Fedegoso-de-folhas-largas). Quando a culpa tem origem em atitudes que ferem os valores sociais, culturais e éticos. Vergonha, sentimento de impureza ou que é objeto de condenação e execração por parte das outras pessoas.

Os indivíduos que necessitam de Pine estabelecem para si objetivos e padrões de conduta os mais elevados. E eles dão o melhor de si para alcançá-los. Porém, culpam-se quando não atingem seus propósitos. São pessoas que constantemente sentem-se culpadas, sentem remorsos e arrependimento e se auto-condenam.

Para eles é difícil satisfazerem-se com o que conseguem realizar. Se consideram fracassados e culpados por não terem feito mais. Não se sentem merecedores de nada bom. Acham que não merecem a alegria, prêmios, prazeres e até serem felizes ou serem amados. A vida torna-se dura e triste. Uma frase comum é: "se eu tivesse me empenhado mais tal coisa não teria acontecido". Eles acreditam sempre há algo que poderiam ter feito que mudaria o destino das coisas.

Desculpam-se o tempo todo. Sentem-se desconfortáveis em várias situações, pois é como se estivessem em dívida para com os outros. Podem sentir, também, que estão desagradando ou prejudicando alguém. É comum se culparem pelo erro das outras pessoas.

Pine ajuda estas pessoas a se perdoarem. Promove um renascimento interior no qual a pessoa se vê como alguém digno, capaz de ser feliz e de fazer o bem. Pine ajuda-os a reconhecer que suas responsabilidades frente ao próximo terminam na liberdade que o outro tem de agir segundo seus próprios desígnios.

CONSCIÊNCIA E RELAXAMENTO




Primeiro passo: Comece ficando consciente nas atividades de rotina do dia-a-dia e enquanto estiver fazendo essas atividades rotineiras, permaneça relaxada.

Não há qualquer necessidade de estar tensa. Quando você estiver lavando o chão, qual a necessidade de estar tensa? Ou quando você estiver fazendo comida, qual a necessidade de estar tensa? Não há uma simples coisa na vida que exija a sua tensão. É apenas a sua inconsciência e a sua impaciência.

Eu nunca encontrei qualquer coisa - e eu tenho vivido de todas as maneiras, com todo tipo de gente. E eu sempre fiquei intrigado: porque eles estão tensos? A tensão nada tem a ver com qualquer coisa fora de você, ela tem a ver com alguma coisa dentro de você. Você sempre procura uma desculpa do lado de fora, porque é muita idiotice estar tenso sem qualquer razão. E então, só para racionalizar, você encontra alguma razão do lado de fora para explicar porque você está tenso.

Mas a tensão não está do lado de fora, ela está no seu estilo errado de vida. Você está vivendo em competição e isso cria tensão. Você está vivendo em contínua comparação e isso cria tensão. Você está sempre pensando no passado ou no futuro e perdendo o presente que é a única realidade, e isso cria tensão.
É uma simples questão de compreensão: não há necessidade alguma de competição com qualquer pessoa. Você é você mesmo e, como você é, já é perfeitamente bom.

Segundo passo: Aceite a si mesma.

A existência quer que você seja desse jeito que você é. Algumas árvores são mais altas e algumas são mais baixas. Mas as árvores mais baixas não estão tensas, nem as mais altas estão com seus egos inflados.A existência precisa da variedade. Alguém é mais forte que você, alguém é mais inteligente que você, mas em alguma coisa você também deve ser mais talentosa que as outras pessoas. Simplesmente descubra o seu próprio talento. A natureza nunca envia um simples individuo sem algum dom especial. É só pesquisar um pouco... Talvez você seja melhor tocando flauta do que o presidente do país exercendo a sua função - você é melhor sendo um flautista do que ele sendo um presidente.

Não há questão alguma para qualquer comparação. A comparação leva as pessoas a perderem o caminho. A competição as mantém continuamente tensas, e porque a vida delas está vazia, elas nunca vivem no momento. Tudo o que elas fazem é pensar no passado, que não existe mais, ou projetar no futuro, que ainda não existe.

Toda essa coisa leva as pessoas quase à anormalidade, à insanidade. Senão não haveria qualquer necessidade: nenhum animal fica louco, nenhuma árvore precisa de qualquer psicanálise. Toda a existência está vivendo em constante celebração, exceto o homem. Ele está sentado separado, tenso, preocupado. Uma vida curta, e você a está perdendo e todo dia a morte está chegando mais perto. Isso cria mesmo uma angústia ainda maior. A morte está chegando perto e eu ainda nem mesmo comecei a viver. A maioria das pessoas só percebe que estava viva na hora de morrer, mas aí já é tarde demais.

Terceiro passo: Simplesmente viva o momento.

E qualquer qualidade, qualquer talento que você tiver, use-os até o máximo.
...Qualquer coisa que você estiver fazendo, se houver uma sensação de satisfação, um sentimento de que toda essa existência nada mais é do que a manifestação do divino, que nós estamos viajando por uma terra sagrada, que quem quer que você encontre, você está encontrando o divino, porque não existe outra possibilidade, somente as faces são diferentes, mas a realidade interior é a mesma... Aí, todas as suas tensões irão desaparecer. E a sua energia que está envolvida em tensões vai começar a se tornar graciosa e bela.
Então a sua vida não será apenas uma rotina comum, uma existência repetitiva, mas uma dança desde o berço até a sepultura. E a existência estará imensamente enriquecida com a sua graça, com o seu relaxamento, com o seu silêncio e com a sua consciência. Você não irá deixar esse mundo sem ter contribuído com alguma coisa valiosa para ele.

Quarto passo: Qualquer coisa que você estiver fazendo, faça-o com tal amor, com tal carinho que a menor coisa deste mundo se tornará uma peça de arte.

...Isso trará grande alegria para você. Isso criará um mundo sem competição, sem comparação. Isso dará dignidade a todas as pessoas. Isso irá restaurar o orgulho de si mesmo que as religiões destruíram.
Qualquer ato feito com totalidade se tornará a sua prece.



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Ciúmes - parte 2





Todos nós conhecemos ou vivemos histórias de ciúme pois não dizem respeito apenas às relações amorosas. O ciúme pode estar presente em qualquer tipo de relacionamento e a minha expe¬riência como terapeuta prova isso mesmo.


Pedro, um exemplo comum, tem actualmente 33 anos e assume que lidou com o ciúme em quase todos os relacionamentos que teve. Para ele, o ciúme e uma experiência que remonta aos seus primeiros anos de escolaridade. Não só se mostra ciumento com a sua companheira actual, como com os seus amigos e colegas de trabalho. Faz o melhor que pode para esconder esta sua faceta, mas quando o ciúme ataca dá-se conta de que faz comentários e tem atitudes que invariavelmente vem a lamentar depois. Por vezes opta por se retirar e torna-se distante, como forma de tentar manter estes sentimentos extremamente dolorosos para si mesmo. O Pedro, quando me procura, sente-se profundamente frustrado, sem saber como proceder.

Ana e Vasco, outros exemplos, estão casados depois de cada um ter passado por divórcios relativamente calmos, que lhes permitiram a manutenção de um bom relacionamento com os ex-cônjuges. Vasco não teve filhos, mas Ana tem dois rapazes do casamento anterior. As queixas do casal relacionam-se com a incapacidade de Ana para lidar com o que considera serem os ciúmes do Vasco em relação aos dois miúdos. Nada tem a ver com o pai das crianças, mas com o tempo que a Ana dedica aos filhos. Ana começa a ver como única saída um novo divórcio e por isso consegue que Vasco valorize a questão e venham juntos à consulta.

Muitas vezes a procura de ajuda só acontece quando o parceiro se cansa da falta de confiança, dos infindáveis interrogatórios, dos gritos, das constantes acusações injustificadas e, por vezes, de uma intensa violência, psicológica ou mesmo física.

A iminência ou a concretização da perda faz muitas vezes com que o ciumento descubra da forma mais dolorosa que afinal nunca controlou nada, não evitou a perda, nem se mostrou insubstituível.

Onde começa o ciúme? Enquanto crianças todos começamos por acreditar que somos o centro do universo e que a nossa mãe é exclusivamente nossa. Podemos dizer que o primeiro ciúme que sentimos se refere ao momento em que tomamos consciência da existência do nosso pai, que passa a ter existência real e que, de alguma forma, nos "rouba" a nossa mãe.

Um outro momento importante que nos pode levar a sentir ciúmes tem a ver com o nascimento de um irmão mais novo. O amor e o colo, o carinho e atenção que até aí eram só nossos passam para este irmão mais novo e, muitas vezes, de uma forma muito intensa. Enquanto crescemos, quanto mais nos sentirmos seguros do amor dos nossos pais ou das figuras que os substituem e são igualmente importantes, mais nos sentimos imunes ao medo de uma futura perda, ainda que nem mesmo os pais mais atentos e dedicados nos possam proteger. Ou seja, é necessário ao nosso crescimento sabermos lidar com o sentimento de perda, não permitindo que a ausência do outro nos faça desaparecer ou sentir desvalorizados enquanto pessoas.

Não levamos muito tempo a perceber que o ciúme é um sentimento negativo mas, tal como as outras emoções que não podemos simplesmente eliminar, aprendemos a introjectar esse sentimento nefasto e a virá-lo contra nós próprios ou a virá-lo contra o objecto dos nossos sentimentos.

No primeiro caso o ciúme pode converter-se em auto-repulsa levando-nos a acreditar que não somos merecedores de amor ou, até, incapazes de obter o que desejamos da vida e, como tal, desistimos de tentar transformando-nos numa espécie de vítimas. Já o ciúme exteriorizado degenera com frequência em raiva. Interiorizamos os sentimentos maus e projectamo-los sobre a pessoa que julgamos ter roubado o nosso amor. E a raiva ciumenta pode destruir uma amizade, dar cabo de um amor e, em casos extremos, matar uma pessoa.

Afinal o que é o ciúme? O ciúme surge como um mecanismo inconsciente que procura controlar e reter o outro só para si. Tudo o que não se encontra dentro da relação simbiótica passa a representar uma ameaça para o parceiro que não suporta a ideia de ser abandonado.

No entanto, o ciúme é a expressão de uma emoção e, como tal, é normal senti-lo.

A habilidade reside em não nos deixarmos dominar por ele, tentando, pelo contrário, dominá-lo, controlando os comportamentos a ele associados para que não cause danos irreversíveis à pessoa e/ou ao relacionamento.

Está ligado a influências culturais, sociais e à história de vida de cada um.

O sentimento maior que motiva o ciúme é a desconfiança. Mas existem outras características de personalidade que estão presentes de forma mais ou menos vincada no ciumento. A necessidade de posse é um dos traços fortes do ciúme. Quem ama é capaz de dar espaço ao outro, de respeitar a sua individualidade não se sentindo ameaçado pela presença de terceiros. O medo de perder o ser amado para outra pessoa também pode ser devastador. Muitas vezes uma baixa auto-estima e falta de aceitação tal como somos, faz com que a pessoa se sinta diminuída e em constante perigo de ser trocada por outra mais interessante.

O egoísmo é uma das marcas mais gritantes de um ciúme doentio. Por oposição ao amor altruísta, estas pessoas são capazes de expressar sentimentos como "prefiro ver a minha mulher morta do que vê-la a viver com outro!". Na realidade quando o ciúme nos toma nas suas garras, parece que o coração não nos cabe no peito, a respiração torna-se dolorosa en-quanto lutamos para trazer um pouco de ar para os pulmões e as nossas emoções parecem oscilar entre uma raiva incontrolada e o pânico total. Este desequilíbrio no sistema nervoso faz aumentar o nível de adrenalina, interfere na dinâmica dos neurotransmissores e faz parecer que tudo desaba dentro do nosso corpo, rompendo-se o equilíbrio do bem-estar.

O ciúme hoje. Um dado interessante é o de que o ciúme parece estar cada vez mais presente nos relacionamentos actuais. No entanto não é uma doença contagiosa que se possa pegar através do contacto com os outros.

O estatuto do homem e da mulher tem vindo a alterar-se de forma muito intensa nas últimas décadas. Existem, especialmente para as mulheres, oportunidades de sucesso e realização profissional baseadas no seu próprio mérito. Ou seja, quer para a mulher como para o homem aumentaram as possibilidades de escolha. Hoje em dia as mulheres podem escolher ter uma relação, que condições esta deve ter para durar, se têm ou não filhos ou se investirem mais na carreira.

Mas se, por um lado, estas conquistas trouxeram mais-valias na relação homem/mulher, por outro também potenciaram a insegurança e o medo de perder o outro.

Actualmente são as pessoas que afirmam não conseguir lidar com a perda que mais facilmente se mostram ciumentas. Por oposição, aqueles que aceitam que existe sempre a possibilidade de perdermos aquilo que consideramos precioso e que sabem que tudo é efémero, que tendem a tirar melhor partido daquilo que vivem no presente: valorizam a relação, minoram as dificuldades, trabalham em equipa e aprendem com os outros.

Autora: Catarina Mexia

Ciúmes




Ciúme nada mais é do que o instinto de posse que ainda não foi educado. Em outras palavras, ciúme é a mesma reação instintiva que seu cachorrinho tem quando você por brincadeira ameaça tirar-lhe seu osso. Tente trocar o sujeito na frase. Ao invés de falar eu sinto ciúme pois o meu/minha ___________ saiu com um(a) amiga(o). Preexa a lacuna com namorado e depois com amigo. Veja outros exemplos de frases possessivas que ficam sem sentido se trocarmos o sujeito.

O ciumento passa a vida a procura de um segredo que
possa destruir sua felicidade – Axel Oxenstierna (1612–1654)

Ciúme é a emoção usada pelo seu psiquismo como reação ao medo de perder. Tem gente que gosta de sentir ciúme, pois todas as emoções geram neurotransmissores e seu cérebro fica viciado neles da mesma forma como fica viciado em álcool, nicotina, cafeína, etc.

O ciúme, a expectativa, a carência e a decepção são pontos de chegada possíveis para o nosso medo de perder. O ciúme tem como subproduto a mentira, para evitar a reação ciúmenta do outro nós mentimos, pois o ciúme nos torna agressivos e como autopreservação o indivíduo mente.

Talvez se entendermos o porquê da necessidade da exclusividade em um relacionamento afetivo, possamos entender melhor a natureza do ciúme. Outro ponto a ser considerado é a sexualidade. Será que o amor é prisioneiro do sexo? Ou o sexo é prisioneiro do amor? Existem outras possibilidades?

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Quando uma criança pequena quase bate na outra que quis pegar algum de seus brinquedos o os mais velhos dizem: “que feio! Tem que emprestar!”, não obstante, basta a criança pegar algo do adulto para ele sentenciar: “isso é meu e não é para brincar!“. Ou seja, fala uma coisa, mas faz outra. Bem fácil de entender.

Quando você era pequeno sua mãe lhe ensinou a não ser ciúmento com seus brinquedos de criança. Está na hora de aprendermos a não ter ciúmes de nossos brinquedos de gente grande, não acha?
Então quer dizer que eu nunca sinto ciúme? É claro que sinto. Só que ao invés de rosnar como o cachorrinho que está com medo de perder seu osso eu presto atenção para entender por que diabos eu estou com medo de perder.

Se você entender o porquê de seu medo, seu progresso e amadurecimento emocional serão levados a outro patamar. E afinal de contas o que é mais sábio, sair brigando com todo mundo, fazer beicinho, ou aprender mais sobre você? Qual das respostas você acha que um yôgin deve usar?

Você algum dia terá que lidar com seus medos e inseguranças. É inevitável e isso é autoconhecimento na prática, no dia-a-dia. De nada adianta você fazer pránáyámas lindos, ásanas perfeitos se na hora que o bicho pega você corre. Já diz o ditado: se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, mas se enfrentar o bicho foge.
Pergunte-se:

* Estou com medo de perder o que?
* Se eu estou sofrendo tanto, por que eu não largo mão deste realacionamento? (não vale a resposta manjada de “aaahhhhh! porque eu amo tanto ele(a)”.
* Insegurança é o que você tem, não importa a história, não importa o que aconteceu, no final das contas a insegurança é sua. Por que você gosta de ser inseguro?
* O que você irá fazer para resolver as suas inseguranças? Lembrando que trancafiar o seu amor em uma gaiola não é uma solução válida.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Eu Apenas Queria Que Você Soubesse




Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida

POr Gonzaguinha

Pensando ...

Para começar o dia ....

domingo, 15 de abril de 2012

Althaea - essência floral


Para aquelas personalidades com forte sentimento de rejeição social ou de exclusão familiar e grupal, que duvidam da própria condição de cidadãos e fogem dos compromissos sociais. Para trazer as vibrações superiores de integração e convivência. Esta essência floral ajuda no despertar das responsabilidades pessoais frente ao ambiente familiar, de trabalho ou social. Trabalha o alinhamento do propósito interno em meio às necessidades coletivas.

Danielle de S.G.Monteiro
Terapeuta floral e estimuladora cognitiva
Agendamento dos atendimentos: 22-2533-5146/ 9863-4840
ou pelo email: daniellesgmonteiro@gmail.com

Ageratum - essência floral para a purificação


Trata-se de uma essência floral para a purificação e sublimação das emoções e sentimentos mais dolorosos do ser, principalmente durante os sonhos. Desperta a clareza de intenções naqueles que almejam realizar um serviço amoroso ou altruísta. Ajuda a conectar com os níveis profundos da alma, através do emergir de sonhos simbólicos, significativos para a jornada de crescimento espiritual.

Favorece a impregnação ativa das impressões sensoriais, principalmente pelos elementos coloridos e sonoros do cotidiano, que formam a base da imaginação criativa que, quando devidamente intensificada, desperta durante o sono as forças curativas latentes na alma. Ageratum é um floral para limpeza profunda do corpo emocional. A essência conduz os conflitos à apreciação da alma, no decorrer do sono, evitando-se desse modo a ação ilusória da mente concreta. Esse floral apresenta uma indicação certeira nos casos onde o processo consciente de cura mostra-se doloroso.

sábado, 14 de abril de 2012

A Importância do Auto-Conhecimento



Por que se conhecer ? Esta é uma pergunta que só você poderá responder. E este é um dos próprios motivos que me leva a olhar constantemente para dentro. É olhando para o nosso interior, examinando e transcendendo nossos padrões herdados de nossos pais, de nossos familiares e da própria cultura e sociedade que poderemos encontrar um sentido em nossas vidas, uma resposta para a pergunta que todos nós temos em nossa mente: "Para que estamos vivos ?"

O auto-conhecimento nos leva a uma profunda viagem ao nosso interior, fazendo nos compreender por que reagimos a uma determinada situação, tornando-nos capazes de fazer uma escolha mais consciente, que consequentemente nos levará há uma satisfação e sentido de vida cada vez mais significativo.

Desde a mais tenra infância, fomos criando "couraças" para proteger nossa verdadeira essência. Fomos adquirindo padrões sócio-culturais que quando são rígidos e inflexíveis bloqueiam nosso processo de desenvolvimento. Vamos "levando" a vida, escutando apenas o que os outros, a sociedade e os nossos padrões nos dizem para fazer, muitas vezes, não dando ouvidos à nossa própria voz que vem do nosso coração, do nosso interior.

Muitos nem sequer tem consciência dessa voz interior, outros tentam silenciá-la a qualquer custo. Estão ainda iludidos pelas pressões, determinações e medos impostos pela sociedade e pelo próprio ego: "Mas o que vão pensar de mim se eu fizer isto ?"

Certas pessoas têm medo do que pode vir a acontecer, mas esquecem que a vida está presente no agora. E é no agora que o coração clama para que o sigamos, para que confiemos nele, pois é ali que está a verdadeira evolução e o verdadeiro aprendizado, junto com a verdadeira satisfação.

Assim, o auto-conhecimento nos leva ao desenvolvimento de nossa Consciência, transcendendo as "couraças" e indo em direção da nossa verdadeira essência de Amor.

Autor: Saulo Fong

A Música e seus efeitos terapêuticos


Segundo a Canadian Association for Music Therapy, "a Musicoterapia é a utilização da música para auxiliar a integração física, psicológica e emocional do indivíduo e para o tratamento de doenças ou deficiências. A natureza da musicoterapia enfatiza uma abordagem criativa no trabalho terapêutico, possibilitando uma abordagem humanista e viável que reconhece e desenvolve recursos internos geralmente reprimidos pelos clientes".
Os instrumentos musicais e seus efeitos:
PIANO - combate a depressão e a melancolia
VIOLINO - combate a sensação de insegurança
FLAUTA DOCE - combate nervosismo e ansiedade
VIOLONCELO - incentiva a introspecção e a sobriedade
DE SOPRO - inspiram coragem e impulsividade.

Para combater a depressão e o medo excessivo:

- Sonho de Amor, de Liszt
- Serenata, de Schubert
- Guilherme Tell (Abertura), de Rossini
- Noturno Opus 48, de Chopin
- Chacona, de Bach.
O ideal é uma sessão diária de meia hora pela manhã.

Para combater insônia, tensão e nervosismo:

- Canção da Primavera, de Mendelssohn
- Sonata ao Luar, de Beethoven (Primeiro Movimento)
- Valsa nº15 em Lá Bemol, de Brahmms
- Sonho de Amor, de Liszt
- Movimentos Musicais nº3, de Schubert.
Depois de ouvir as peças indicadas, escolha a que deu melhores resultados e escute-a diariamente, antes de dormir. No ínicio, os efeitos são leves. É preciso um pouco de paciência e persistência para notar progressos.
Durante a gravidez e para facilitar o parto:

- Concerto para violino, Opus 87B, de Sibelius.
- Sonata Opus 56, de Haydn
- As quatro Estações, de Vivaldi
- Concerto Tríplice, de Beethoven
- Concerto para violino, de Brahmms
- Concerto para violino, de Tchaikovsky.
Ouvidas alternadamente, por perídos durante a gravidez e nos dias que precedem ao parto, estas peças geram bem-estar e contribuem para o nascimento de crianças tranquilas.


Para melhor estimular a memória:
- Concerto em Dó Maior para bandolim, corda e clavicórdia, de Vivaldi
- Largo do Concerto em Dó maior para Clavicórdia, BMW 976, de Bach
- Spectrum Suíte, Confort Zone e Starbone Suíte, de Stephen Halpern.
Fazer sessões de 1 hora, pela manhã, ao acordar. Alterne cada peça, a cada dia.
Para favorecer a interiorização e a meditação:
- Concerto nº2 para Piano, de Rachmaninov (último movimento)
- Concerto em Lá menor para piano, de Grieg (primeiro movimento)
- Concerto nº1 para piano, de Tchaikovsky (primeiro movimento)
Ouvir qualquer peça durante 10 minutos antes da meditação.

Alegrando a alma!

Tratamento Transtorno Obsessivo Compulsivo, TOC, com Terapia Floral




Tratamento Transtorno Obsessivo Compulsivo, TOC, com Terapia Floral

O que é Transtorno Obsessivo Compulsivo? Você, alguma vez já bateu na madeira três vezes ou fez o sinal da cruz?Isso se chama ritual e esses rituais são normais, pertencem ao cotidiano de muitas pessoas. Eles são uma forma simbólica de afastar o perigo. Entretanto existem pessoas que são prisioneiras de rituais, eles são tão fortes que impedem que a pessoa tenha uma vida normal. Pessoas assim são caracterizadas como possuindo o Distúrbio Obsessivo Compulsivo que consiste em pensamentos ruminativos difíceis de serem afastados com a vontade. Esses pensamentos surgem do interior da pessoa, sem qualquer estímulo desencadeante externo.

Vejamos alguns exemplos:

1. Pavor de se sujar ou se contaminar com suor, pêlos, germes.
2. Sentir-se obrigado a somar os números de todas as chapas de carro, contar todos os objetos que encontra, contar os dedos das mãos, etc.
3. Ter pensamentos horríveis sobre matar alguém
4. Terror de perder tudo, ser demitido.
5- Colocar os chinelos nesta ou em outra posição antes de dormir como única opção de que não ocorra acidente em casa.
6- Conferir muitas vezes o mesmo serviço ou situações: posição dos objetos, se o gás está fechado, se a torneira está fechada, a porta trancada, etc.
7- lavar repetidamente as mãos, roupas, objetos de uso pessoal, etc.
8- arrumar compulsivamente as camisas ou meias sempre numa mesma ordem
9- juntar coisas sem uma finalidade, como jornais velhos, tampas de cerveja, etc.
10- Levantar sempre com o pé direito, entrar num elevador de determinada maneira, etc.

Origens prováveis: Existem duas: a primeira é biológica, aceitando-se que a origem da doença seja um acometimento do cérebro, possivelmente uma deficiência de um neurotransmissor (substância química responsável pela comunicação entre as células nervosas) chamado serotonina. Já a outra origem é possivelmente comportamental. Como a pessoa sente-se mal, e não consegue afastar os pensamentos, passa a criar um ritual, uma compulsão, que tenta afastar os pensamentos. Por exemplo, uma pessoa pode ser acometida de idéias horríveis sobre germes e contaminação, passando então a lavar as mãos muitas e muitas vezes ao dia, chegando a machucar a pele.

Idade em que se manifesta:- A incidência do TOC é maior em pessoas com conflitos conjugais, divorciados, separados e desempregados. É maior também nos familiares de 1º grau (3 a 7%) de portadores de TOC, é igual entre homens e mulheres e um pouco maior em adolescentes masculinos (75%). O início da doença se dá em torno dos 20 anos, mas não é incomum em crianças. Entre os 20 e 25 anos de idade, acometendo igualmente homens e mulheres.

Tratamentos:-

Alopatia: Em geral o tratamento alopático é realizado com medicação, que não é um simples calmante, mas substâncias que tentam corrigir a serotonina, mediador químico que se encontra alterado. Terapia: A do tipo comportamental-cognitiva é a que apresenta melhores resultados.

Terapia Floral: Através de consultas detalhadas e consecutivas, que consiste em entrevistas, analise e equilíbrio energético, vamos escolhendo os florais que melhor se aplicam a cada caso, administrando-o e acompanhando os resultados até que os rituais se esgotem.
Apesar de nem sempre ser possível a cura completa dos Transtornos Obsessivos Compulsivos, independente do tipo de tratamento adotado, a Terapia Floral pode oferecer aos pacientes uma maneira de diminuir notavelmente os sintomas obsessivos e compulsivos que são muito debilitantes e que podem perturbar consideravelmente a vida do paciente, portanto se você considera-se um portador de TOC, busque ajuda, vale a pena investir em você.

Conhecendo o transtorno obsessivo compulsivo (TOC)







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O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é um quadro psíquico incluído nos Transtornos de Ansiedade. Seus sintomas envolvem alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), do pensamento (obsessões sobre dúvidas, preocupações excessivas, pensamentos de conteúdo ruim ou impróprio, etc.) e da emoção (medo, aflição, culpa, depressão).

As obsessões – são pensamentos ou impulsos que invadem a mente de forma repetitiva e persistente. Esses pensamentos invasivos são um fenômeno natural, entretanto, para os indivíduos com TOC são interpretados como indícios de algum risco, gerando muita ansiedade, medo e aflição.


Quadro 1 - Principais temas associados ao TOC

OBSESSÕES
COMPULSÕES


Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação.
Lavagem, limpeza, esterilização, proteção exagerada, evitação de objetos usados por outras pessoas.


Ruminação de dúvidas, questionamentos de perfeição.
Verificações, conferências, controles minuciosos contagens repetitivas, postergação na entrega de trabalhos.


Preocupação com simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento.
Arrumação exagerada das coisas, submissão tensa à simetria, alinhamento e ordem.


Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir os outros.
Comportamentos esdrúxulos de afastar-se de facas, etc., lembrar cansativamente de tudo que possa ter dito, desculpar-se exageradamente.


Pensamentos indesejáveis e impróprios sobre sexo (sobre violência sexual, abuso de crianças, homossexualidade, palavras obscenas).
Evitação de manifestações de carinho e afeto, retraimento social excessivo por medo de perder o controle, orações exageradas.


Preocupação em armazenar, poupar, guardar coisas inúteis ou economizar.
Colecionismo, guardar e acumular desmedidamente coisas inúteis.


Preocupação com doenças ou com o corpo.
Adesão patológica a dietas, ou academias de ginástica, ou exames médicos.


Preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (que podem provocar desgraças).
Atitudes esdrúxulas evitativas (não pode tal cor, tal número dá azar, nunca fazer nos dias 13... etc)


Idéia sobre pecado, culpa escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias.
Compulsões para rezar, repetir palavras, frases, tentar afastar pensamentos indesejáveis.


As compulsões associadas a dúvidas também podem ser mentais, como reler várias vezes um texto, visualizar várias vezes uma cena, etc. Fazem parte das compulsões as atitudes evitativas (evitações).

Evitações – são, com muita freqüência, comportamentos adotados como forma de não desencadear as obsessões evitando-se as situações, objetos ou circunstâncias que geram tais pensamentos e, conseqüentemente, ansiedade.

Evitações mais comuns:

- Não tocar em trincos de portas, ou outro objeto com a mesma conotação.
- Isolar compartimentos e impedir o acesso dos familiares.
- Restringir o contato com sofás, cadeiras e etc.

Possíveis causas do TOC

O TOC ainda não tem uma etiologia clara. Estudos ainda procuram esclarecer se estamos diante de um único transtorno ou de um grupo de transtornos com características em comum, visto que os sintomas, o curso e a resposta aos tratamentos variam muito entre portadores do TOC (Veja Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo).

Alguns fatores neurobiológicos (incluindo os genéticos), fatores de natureza psicológica e fatores ambientais atuam na origem, agravamento e manutenção dos sintomas do TOC.

Sabe-se que os portadores de TOC têm várias características biológicas distintas, que produzem um funcionamento cerebral também distinto, ou seja, com aspectos cognitivos distintos. São pessoas mais suscetíveis aos medos, experimentam excesso de responsabilidade, interpretam riscos de forma exagerada e lidam com suas angústias e temores tentando neutralizá-los através de realizações de rituais ou evitações.

Tratamentos:

O uso de medicamentos (antidepressivos e ansiolíticos) e psicoterapia, através de técnicas comportamentais e cognitivas, adaptadas especificamente para controle e alívio desse quadro. Muitas pesquisas têm mostrado que o tratamento psicológico-medicamentoso é mais eficiente que qualquer um deles isoladamente.

Modelo Comportamental – Com base nas formas de aprendizagem condicionamento clássico, condicionamento operante, aprendizagem social ou por observação e habituação), o modelo comportamental explicaria o surgimento e a manutenção dos sintomas do TOC.

A ansiedade seria uma resposta que, em determinado momento, ficou condicionada (associada) a certos estímulos (objetos, lugares, pensamentos, pessoas) e que, posteriormente, se generalizou para outros estímulos afins.

Modelo Cognitivo – Com base na teoria de que nossos pensamentos influenciam nossas emoções e nosso comportamento. Se tivermos uma forma de pensamento distorcida para representar, avaliar e interpretar a realidade, obrigatoriamente nosso comportamento e nossas emoções (afeto) corresponderão a tal interpretação.

Terapia Cognitiva – A Terapia Cognitiva é uma abordagem ativa, diretiva e estruturada. Fundamenta-se numa base lógica teórica subjacente, segundo a qual o afeto e o comportamento de um indivíduo são largamente determinados pelo modo como ele estrutura o mundo. (as pessoas desenvolvem determinadas crenças sobre si mesmas, sobre outras pessoas e o mundo).

Suas cognições baseiam-se em atitudes ou suposições (crenças) desenvolvidas a partir de experiências prévias, em geral na infância na medida em que a criança interage com outras pessoas significativas.

Durante grande parte da vida, a maioria das pessoas pode manter as crenças centrais relativamente positivas. (exemplo: - Eu posso fazer a maioria das coisas de forma competente, eu sou um ser humano funcional). As crenças centrais negativas podem vir à tona apenas durante momentos de aflição psicológica (exemplo: - O mundo é um lugar corrompido, as pessoas são más, as pessoas vão magoar-me).

As técnicas específicas empregadas são usadas dentro do quadro do modelo cognitivista da psicopatologia. Essas técnicas destinam-se a identificar, testar no real e corrigir conceituações distorcidas e as crenças disfuncionais subjacentes a essas cognições. O paciente aprende a dominar problemas e situações anteriormente consideradas insuperáveis, através da reavaliação e correção de seu pensamento. O terapeuta cognitivista ajuda o paciente a pensar e agir mais realística e adaptativamente com respeito a seus problemas psicológicos, dessa forma reduzindo os sintomas.

Esta abordagem consiste em experiências de aprendizagem específicas, destinadas a ensinar ao paciente as seguintes operações:

1.Observar e controlar seus pensamentos negativos automáticos (cognições);
2. Reconhecer os vínculos entre a cognição, o afeto e o comportamento;
3. Examinar as evidências a favor e contra seus pensamentos automáticos distorcidos;
4.Substituir as cognições tendenciosas por interpretações mais orientadas para o real;
5.Aprender a identificar e alterar as crenças disfuncionais que predispõem a distorcer suas experiências.
Técnicas Cognitivas para o TOC – Várias técnicas desenvolvidas dentro do modelo cognitivo são úteis no tratamento do TOC e, entre elas, existem aquelas mais adequadas para cada manifestação sintomática do TOC. Entretanto, aquilo que conhecemos como Questionamento Socrático constitui a ferramenta principal e mais concreta para corrigir pensamentos disfuncionais (crenças distorcidas), buscando uma “maneira” mais adaptada, racional e realista de interpretar os estímulos e a realidade da pessoa.

Mediante o treinamento desses exercícios o paciente acabará por usá-los de forma automática no seu dia-a-dia, sempre que sua mente for invadida por obsessões ou sentir-se compelido a executar algum ritual ou alguma evitação, enfim, alguma compulsão.

Técnica Comportamental – A Terapia de Exposição e Prevenção de Rituais tem-se mostrado muito eficaz na eliminação dos sintomas do TOC. Ela está fundamentada exatamente nas modalidades de aprendizagem do indivíduo, especialmente através da habituação. Utilizando-se a habituação pode-se levar o paciente de TOC a abster-se de evitar ou de executar os rituais neutralizadores dos pensamentos obsessivos (compulsões).

A Família e o portador de TOC -

As atitudes familiares interferem, sobremaneira, no tratamento do paciente com TOC. A família tanto pode colaborar positivamente, como podem tornar o tratamento mais difícil, já que o paciente necessita praticar exercícios em casa e, muitas vezes, deve contar com a participação dos familiares (veja Família de Alta Emoção Expressa). Por isso, as atitudes familiares devem ser coerentes com as orientações do terapeuta.



Andrade MA - TOC: Terapia Cognitiva-Comportamental, in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, 2007

quinta-feira, 12 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012




"Quem não se conhece não sabe porque vive.

Quem não sabe porque vive não sabe porque existe.

Quem não sabe porque existe, não existe porque não sabe o porquê existe.

O Maior tesouro da vida é o se conhecer."

(LIvro Universo em Desencanto)

Caçador de Mim



Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim


Meu peito se enche de tanta emoção, de tanta recordação neste momento...
Saudade que não cabe no peito de quem já partiu, do que já se foi e do que ainda será...., mas como diz a música "nada será como antes".Ou será??
Meu avô era um homem muito forte, difícil e doce.É, e sempre será um dos homens mais importantes da minha vida.Ele representa a força que um pai tem por obrigação passar para sua filha.Agradeço a ele a disciplina, o respeito e por fim a maior e melhor de todas as lições: o gesto de importar-se, de me ver com ser humano, de me perceber e de se colocar no meu lugar...Isso é para poucos, não?
Ele adorava essa música!!!Interessante, pois ele não era lá de falar sobre suas emoções...não havia sido criado dessa forma.Como um homem com pouco estudo podia apreciar e principalmente, entender uma letra como essa!!!Ele definitivamente era um caçador de si mesmo.Hoje lamento não tê-lo aqui comigo... vejo-me no meio dessa natureza, dessas flores, desse meu jardim tão florido e lembro de como ele gostava de tudo isso, de como estar próximo disso tudo fazia bem a ele.Vejo meus avós quase sempre aqui comigo, embalando o sono dos meus filhos, conversando comigo, passando a mão pelos meus cabelos....e nas plantas e flores que estudo e trabalho, nossa 'nelas' nem se fala!!!Lembro muito deles.
E nas horas de aflição... todo mundo tem esses momentos, não é?Ele está aqui comigo ...estamos ligados... eu sei disso, eu sinto isso.
Obrigada, grande amigo Antonio, grande instrutor, grande ancião pelo ensinamentos.
Apesar de todas as suas dores e dificuldades você conseguiu fazer de mim um ser humano muito melhor.Claro que eu tenho meus méritos...rsrsrs... e tenho a consciência que outras pessoas também me ajudaram muito na minha caminhada, mas vc...com esses seus olhinhos castanhos... seus elogios, seus silêncios e sua presença foram alicerce forte na construção de quem eu sou fundamentalmente.Te amo, vô.
Dadá.

Relaxing - Come Away With Me




Come away with me in the night
Come away with me and I will write you a song
Come away with me on a bus
Come away where they can't tempt us with their lies

And I wanna walk with you
On a cloudy day
In fields where the yellow grass grows knee-high
So won't you try to come

Come away with me and we'll kiss
On a mountain top
Come away with me and I'll
Never stop loving you

And I wanna wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
So all I ask is for you

To come away with me in the night
Come away with me

Relaxing and dreaming with Norah...

kisses,

Danny

AUTO-ESTIMA



"Amor-próprio", "faz bem ao ego", "se gostar", "gostar primeiro de si para poder amar o outro", etc., são termos mencionados pelas pessoas usualmente para designar a idéia difundida no imaginário coletivo acerca da necessidade da auto-estima.

Por outro lado, sentimentos de tristeza, depressão, incapacidade, vazio, impotência, insegurança, mobilizam e impulsionam as pessoas a buscar fórmulas prontas, soluções rápidas e, muitas das vezes, medicamentos ou livros de auto-ajuda.

Trata-se aqui de esclarecer o quanto é complexa essa rede de significações, o quanto sua origem é primitiva e o quanto está ligada a aspectos inconscientes relacionados a fases originárias do desenvolvimento.

Quando se fala em narcisismo, no senso comum, a palavra é associada automaticamente a uma idéia de vaidade excessiva, amor exagerado a si mesmo.

Porém, clinicamente, o conceito de narcisismo se refere a uma etapa do desenvolvimento libidinal, onde a libido está voltada para o próprio ego em formação.

O que quer dizer isso? Que nesse começo, o narcisismo designa estruturalmente o surgimento de um sujeito, e não se trata de uma defesa, mas de uma etapa fundamental no desenvolvimento.

É o momento em que as provisões de afeto que puderem ser recebidas serão interiorizadas, como uma certa sensação de segurança interna. É claro que não somente aí e sim durante toda a infância. Porém, esse momento, em especial, registra de maneira marcante a relação com o mundo.

Na verdade, desde a concepção, ainda que não haja um corpo real, ele já existe - ou não - no desejo da mãe. Trata-se da primeira "aceitação", da forma com que esse ser é recebido e em que rede de significações ele vai surgir, isto é: se for ou não desejado; que necessidades e expectativas vêm suprir; que momento é esse na vida do casal parental; e, a quantas anda a auto-estima de seus pais...

O ser humano é o único ser vivo que nasce em absoluta dependência para sobreviver. Que precisa do outro que dele cuide. Mas, o mais importante é a forma com que é cuidado e não apenas ser cuidado.

Ao nascer, saímos de uma situação segura, de absoluta homeostase, para um ambiente desconhecido de sensações que clamam por satisfação.

Mais uma vez, a forma com que se dá essa escolha, esse continente, é o mais importante. Se ele é respeitado em suas necessidades primordiais e se pode, na medida em que rompe essa ligação simbiótica, construir recursos internos capazes de vir a suprir essas necessidades e frustrações.

Nesse ponto, é importante ressaltar que essa disponibilidade está atravessada, por fatores na mãe ou em quem exerça a função da maternagem, por aspectos inconscientes relacionados diretamente com suas próprias questões e sua história de vida.

Então, a forma com que se vai estabelecer esse vínculo determina também a forma com que alguém se posta no mundo.

Todos nós trazemos inscritos no corpo ou na fala e, portanto, no inconsciente, algo da mãe, que é o primeiro fator de identificação quando nos distanciamos ou rompemos a fusão. A maneira com que nos construímos, fundamenta-se nesse primeiro contato.

A violência física ou moral, práticas coercitivas, humilhantes, a supressão ou o controle do comportamento pela ameaça são capazes de produzir uma sensação de raiva - e, por conseguinte, de culpa - e de desamor muito intensas, que, quase sempre, moldam a estrutura de funcionamento na relação com o mundo.

Da mesma forma, o excesso de cuidado com a alimentação, a higiene e as funções digestivas da criança, toma por vezes o lugar de um ouvido atento às suas reais necessidades. É fundamental que o ser humano possa reconhecê-las e, já em tenra idade, crer que pode ser atendido.

A privação também é geradora de desistência. O bebê que chora continuamente sem ser atendido, o faz porque ainda tem esperança de que alguém o ouça. Quando pára, é sinal que desistiu... Que não acredita mais que sua necessidade vital possa ser satisfeita. Porém, ir ao encontro das necessidades de uma criança não quer dizer ir ao encontro do que a mãe pensa que ela precisa (e a desapropria de seu desejo). Os indícios para se entender suas necessidades estão na forma com que se comunica.

Todas essas questões são produtoras ou não do que se chama de auto-estima.

As relações afetivas são marcadas por uma reprodução muito evidente das primeiras formas de relação. É possível imaginar o quanto essa falta primitiva é capaz de atravessar as relações de afeto no adulto, que muitas vezes se funde no outro ou arrasta o buraco de suas privações para o parceiro, atualizando algo que foi construído em fase bastante anterior.

Essa dinâmica é marcada pela ameaça de perda do amor ou por uma dependência peculiar, bem como por um sentimento de que o mundo o privou de algo, ao mesmo tempo em que sua possibilidade de intervir no mundo e responsabilizar-se por sua própria vida é bastante remota. Temos, então, a idéia do sujeito como ser em construção permanente, mas inscrito numa rede de significações sociais e familiares onde as primeiras relações são de crucial importância.

Porém, não se trata de culpar e sim de responsabilizar aquele que cuida ou educa, de vez que todos trazemos nossas próprias marcas. Devemos deixar claro de que nos referimos a uma mãe suficientemente boa, que tenha o desejo de oferecer ao pequenino a oportunidade de capitalizar-se afetivamente para vida, com respeito à sua individualidade e capacidade de desenvolver-se de forma plena, com recursos internos para crescer e expressar-se de forma espontânea e genuína, reconhecendo seus próprios limites, os da vida e os do outro.

Essa possibilidade é algo que se busca resgatar num processo terapêutico, bem como um contato maior com nossas emoções e sentimentos em relação a nós mesmos e os outros.

Isso não indica, porém, um modelo de saúde e muito menos um modelo de mãe ou pai, e sim um movimento em direção ao saudável, num constante processo de construção e reconstrução.

Tal processo é revivido dentro da terapia, adquirindo novas significações.

Muitas vezes um sentimento de inadequação diante do mundo e a perda da auto-estima, vem falar de histórias muito, muito mais antigas do que imaginamos...


Leda Rebello

O poder curativo da música



Sim, sim, a música tem um poder indiscutível sobre os nossos sentimentos (quem nunca escutou uma música, lembrou “daquele amor”e deu um suspiro?). Pois é, e parece que é bem mais que isso: os pesquisadores estão descobrindo que a música pode ser um bálsamo eficaz para muitos outros males: o isolamento de doenças como o autismo e a doença de Alzheimer.

A esperança do poder curativo da música gerou uma comunidade nos Estados Unidos, de cerca de 5.000 musicoterapeutas registados, que fizeram o estudo pós-faculdade de psicologia e música para ganhar a certificação. Esses profissionais atuam principalmente em hospitais, ILPI’s, salas de aula de alunos com necessidades especiais e unidades de reabilitação com o objetivo de acalmar, estimular e apoiar o desenvolvimento ou a recuperação de habilidades perdidas por doença ou lesão.

Enquanto musicoterapeutas usam uma mistura de improvisação e técnicas comprovadas para ajudar os clientes, os neurocientistas estão olhando para descobrir a base científica para os “poderes de cura” da música. Eles estão tentando entender como a música pode ajudar a reprogramar o cérebro afetado por uma doença ou lesão, ou fornecer uma solução alternativa para regiões lesadas ou de baixo desempenho do cérebro.

Ao fazer isso, eles esperam identificar quais os pacientes respondem melhor à música e técnicas musicais que poderão ajudá-los a recuperar a função perdida ou comprometida.

“A música pode fornecer um ponto de entrada alternativo” para o cérebro, porque ele pode abrir muitas portas diferentes em um cérebro ferido ou doente, disse o Dr. Gottfried Schlaug, um neurologista da Universidade Harvard. Tom (quantidade de agudos e graves), harmonia, melodia, ritmo e emoção – todos os componentes da música – engajam diferentes regiões do cérebro. E, muitas dessas mesmas regiões também são importantes na expressão, nos movimento e na interação social. Se uma doença ou trauma desativou uma região do cérebro necessária para tais funções, a música pode, por vezes, entrar por uma porta traseira e persuadí-los por outra rota, Schlaug diz.

“Em certo sentido, estamos usando instrumentos musicais especialmente para estimular determinadas partes do cérebro e então, ensinar novos truques – novas ferramentas – para superar uma deficiência”, diz ele.

Os neurocientistas estão explorando o papel da música no tratamento de algumas das seguintes condições:

Fluência: Cerca de 1 em cada 5 pacientes que sofrem um AVC, a dificuldade com a fala – afasia – é um efeito prolongado. Schlaug e outros pesquisadores descobriram que através da prática de expressar-se com uma forma simples de cantar – algo que soa quase como canto gregoriano – vítimas de derrame afásicos melhoraram significativamente a fluência da fala em comparação com pacientes em terapia que não incluem cantar.

Schlaug diz-se que a “terapia de entonação melódica”, como é chamada, “transferir função” para as áreas saudáveis do hemisfério direito que eram capazes de – embora não seja geralmente utilizado para - aquisição de palavras.

Movimento: Se você é velho o suficiente, lembre-se de John Travolta andando pela rua com a música “Stayin ‘Alive”, na cena de abertura do “Saturday Night Fever”. Agora imagine um paciente com doença de Parkinson, uma doença degenerativa do cérebro que afeta o início e a conclusão harmoniosa do movimento. Aqui é onde as qualidades rítmicas da música parecem entrar pela porta traseira do cérebro de um paciente e proporcionar um trabalho em torno de funções cerebrais degradadas pelo Parkinson. A música com uma batida constante e previsível pode ser usada para sinalização de regiões do cérebro motor para dar início ao caminhar. Sendo assim, um doente de Parkinson pode usar a batida damúsica para manter uma marcha constante, rítmica, como John Travolta.

“Ele (o cliente) funciona bem e instantaneamente, e é difícil pensar em qualquer medicamento que tenha este efeito”, diz Schlaug.

Neurocientistas suspeitam que a música pode funcionar de forma muito semelhante para gagos, que podem enfrentar dificuldades de iniciar discurso e manter um fluxo constante de palavras. Os estudos de caso têm mostrado que quando o gago canta, seus padrões de travar tendem a desaparecer. Batidas previsíveis musicais podem ajudá-los a iniciar e continuar a fala fluentemente.

Leitura: A pesquisa sugere que as pessoas com dislexia, ou dificuldade de leitura, também vão mal em testes de processamento auditivo. Eles têm dificuldade em filtrar os ruídos de fundo indesejáveis e “ajustar” para os sons – como a instrução de um professor – que eles querem ouvir.a música também parece melhorar suas habilidades relacionadas à leitura.

Memória: A degeneração progressiva da memória na doença de Alzheimer não pode ser revertida. Mas a música pode libertar temporariamente lembranças. Clientes nas profundezas do mal de Alzheimer e outras demências podem regularmente responder – e até mesmo tocar e cantar – a música de seu passado distante, sem faltar uma palavra ou uma nota. Os lares de idosos têm aproveitado o fato, expondo as canções da época da infância ou de anos de namoro para ajudar a reunir os cônjuges e estimular a socialização.

Só mais um outro fato (muito “fofo”): Um estudo israelense, publicado em Dezembro, constatou que tocar Mozart tranquilamente em unidades neonatais de cuidados intensivos apoiou o ganho de peso de recém-nascidos prematuros, retardando a sua taxa de gasto energético. Bebês expostos ao longo de dois dias a 30 minutos de música (tiradas de um CD israelense “Mozart para o bebê”- acho que já vi desses aqui!!) desacelerou seu metabolismo, ajudando a acelerar o seu crescimento.

Bemmmmmmm interessante o artigo, não??

por Ana Leite