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Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ciúmes




Ciúme nada mais é do que o instinto de posse que ainda não foi educado. Em outras palavras, ciúme é a mesma reação instintiva que seu cachorrinho tem quando você por brincadeira ameaça tirar-lhe seu osso. Tente trocar o sujeito na frase. Ao invés de falar eu sinto ciúme pois o meu/minha ___________ saiu com um(a) amiga(o). Preexa a lacuna com namorado e depois com amigo. Veja outros exemplos de frases possessivas que ficam sem sentido se trocarmos o sujeito.

O ciumento passa a vida a procura de um segredo que
possa destruir sua felicidade – Axel Oxenstierna (1612–1654)

Ciúme é a emoção usada pelo seu psiquismo como reação ao medo de perder. Tem gente que gosta de sentir ciúme, pois todas as emoções geram neurotransmissores e seu cérebro fica viciado neles da mesma forma como fica viciado em álcool, nicotina, cafeína, etc.

O ciúme, a expectativa, a carência e a decepção são pontos de chegada possíveis para o nosso medo de perder. O ciúme tem como subproduto a mentira, para evitar a reação ciúmenta do outro nós mentimos, pois o ciúme nos torna agressivos e como autopreservação o indivíduo mente.

Talvez se entendermos o porquê da necessidade da exclusividade em um relacionamento afetivo, possamos entender melhor a natureza do ciúme. Outro ponto a ser considerado é a sexualidade. Será que o amor é prisioneiro do sexo? Ou o sexo é prisioneiro do amor? Existem outras possibilidades?

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Quando uma criança pequena quase bate na outra que quis pegar algum de seus brinquedos o os mais velhos dizem: “que feio! Tem que emprestar!”, não obstante, basta a criança pegar algo do adulto para ele sentenciar: “isso é meu e não é para brincar!“. Ou seja, fala uma coisa, mas faz outra. Bem fácil de entender.

Quando você era pequeno sua mãe lhe ensinou a não ser ciúmento com seus brinquedos de criança. Está na hora de aprendermos a não ter ciúmes de nossos brinquedos de gente grande, não acha?
Então quer dizer que eu nunca sinto ciúme? É claro que sinto. Só que ao invés de rosnar como o cachorrinho que está com medo de perder seu osso eu presto atenção para entender por que diabos eu estou com medo de perder.

Se você entender o porquê de seu medo, seu progresso e amadurecimento emocional serão levados a outro patamar. E afinal de contas o que é mais sábio, sair brigando com todo mundo, fazer beicinho, ou aprender mais sobre você? Qual das respostas você acha que um yôgin deve usar?

Você algum dia terá que lidar com seus medos e inseguranças. É inevitável e isso é autoconhecimento na prática, no dia-a-dia. De nada adianta você fazer pránáyámas lindos, ásanas perfeitos se na hora que o bicho pega você corre. Já diz o ditado: se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, mas se enfrentar o bicho foge.
Pergunte-se:

* Estou com medo de perder o que?
* Se eu estou sofrendo tanto, por que eu não largo mão deste realacionamento? (não vale a resposta manjada de “aaahhhhh! porque eu amo tanto ele(a)”.
* Insegurança é o que você tem, não importa a história, não importa o que aconteceu, no final das contas a insegurança é sua. Por que você gosta de ser inseguro?
* O que você irá fazer para resolver as suas inseguranças? Lembrando que trancafiar o seu amor em uma gaiola não é uma solução válida.

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