Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Filhos da Páscoa



Da esperança, a dor; o sentido oculto que move os pés; o desejo incontido de ver as estradas se transformando, aos poucos, em chegadas rebordadas de alegrias.

Ir; um ir sem tréguas, senão as poucas pausas dos descansos virtuosos que nos devolvem a nós mesmos. Idas que não findam e que não esgotam os destinos a serem desbravados. Passagens; páscoas e deslocamentos.

Eu vou. Vou sempre porque não sei ficar. Vou na mesma mística que envolveu os meus pais na fé, os antepassados que viram antes de mim. Vou envolvido pela morfologia da esperança; este lugar simples, prometido por Deus, e que os escritores sagrados chamam de Terra Prometida. Eu quero.

O lugar sugere saciedade e descanso. Sugere ausência de correntes e cativeiros...

Ainda que o caminho seja longo, dele não desisto. Insisto na visão antecipada de seus vislumbres para que o mar não me assuste na hora da travessia. Aquele que sabe antecipar o sabor da vitória, pela força de seu muito querer, certamente terá mais facilidade de enfrentar o momento da luta.

O povo marchava nutrido pela promessa. A terra seria linda. Nela não haveria escravidão. Poderiam desembrulhar as suas cítaras; poderiam cantar os seus cantos; poderiam declamar os seus poemas. A terra prometida seria o lugar da liberdade...

Mas antes dela, o processo. Deus não poderia contradizer a ordem da vida. Uma flor só chega a ser flor depois que viveu o duro processo de morrer para suas antigas condições. O novo nasce é da morte. Caso contrário Deus estaria privando o seu povo de aprender a beleza do significado da páscoa. Nenhuma passagem pode ser sem esforço. É no muito penar que alcançamos o outro lado do rio; o outro lado do mar...

E assim o foi. O desatino das inseguranças não fez barreira às esperanças de quem ia. O mar vermelho não foi capaz de amedrontar os desejantes da Terra, os filhos da promessa. Pés enxutos e corações molhados, homens e mulheres deitaram suas trouxas no chão; choraram o doce choro da vitória, e construíram de forma bela e convincente o significado do que hoje também celebramos.

A vida cresceu generosa. O significado também.
Ainda hoje somos homens e mulheres de passagens; somos filhos da Páscoa.

Os mares existem; os cativeiros também. As ameaças são inúmeras. Mas haverá sempre uma esperança a nos dominar; um sentido oculto que não nos deixa parar; uma terra prometida que nos motiva dizer: Eu não vou desistir!
E assim seguimos. Juntos. Mesmo que não estejamos na mira dos olhos.

O importante é saber, que em algum lugar deste grande mar de ameaças, de alguma forma estamos em travessia...

Padre Fábio de Mello


obs/ Adoro a forma como o Padre Fábio fala e escreve.O texto é leve e ao mesmo tempo intenso.Minha base espiritual tem raízes profundas no catolicismo e não posso esconder isso.Desde os meus vinte anos sou espírita kardecista e esse é o meu outro pilar de fé.Hoje, entendo a páscoa de uma maneira um pouco diferente que antes.Gosto de pensar no que está por trás das metáforas.Não ligo se a história aconteceu ou não.O que importa é a mensagem, é o clima que se instaura nessa época... é lembrar tudo o que Jesus nos deixou como herança e tentar conseguir fazer um pouquinho dessas coisas.Nessa perspectiva não deveria ser Páscoa todos os dias?

beijos floridos,

Danielle


"Jesus foi o Mestre incomparável que:

Ensinou-nos a pescar e não somente a pedir o peixe.

Ajudou-nos a caminhar pelas estradas escuras do mundo, acendendo luzes para clarear as cercanias.

Advertiu-nos que andemos enquanto há luz para que as trevas não nos acerquem para nos perturbar.

Pediu-nos que amássemos os nossos inimigos e que orássemos por eles.

Comparou-nos às aves do céu e aos lírios do campo para que não vivêssemos apenas em busca dos bens materiais.

Conclamou-nos a andar pelo mundo pregando os Seus ensinos, pois somos o sal da terra e a luz do mundo.

Exultou a nossa condição de deuses e que poderíamos fazer tudo quanto Ele fez.

Adoçou a nossa alma quando pegou no colo o menino de cinco anos chamado Ignácio de Antioquia e pediu que deixassem que fossem a Ele os pequeninos porque deles é o reino de Deus.

Estabeleceu diretrizes para nossa vida quando nos mostrou o maior mandamento da Lei de Deus: -“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Incitou-nos a fazer a caridade quando ensinou que o óbolo da viúva tinha maior valor porque ela tirava de seu sustento para auxiliar o próximo.

Chamou-nos a deixar de lado os programas obscuros e sem valor, quando disse ao mancebo rico que vendesse o que tinha, que desse aos pobres e O seguisse porque ganharia a vida eterna.

Aconselhou-nos a nunca julgar alguém, porque com o mesmo julgamento com que julgarmos, seremos julgados.

Recomendou-nos a não condenar alguém, porque se estivermos sem pecados que atiremos a primeira pedra.

Mandou-nos espalhar a semente do amor em terra fértil para que desse bons frutos.

Mostrou-nos que a fé transporta montanhas quando andou sobre as águas no mar da Galiléia, secou a figueira estéril, ressuscitou Lázaro.

Admoestou-nos a andar no caminho do bem para que não caíssemos nos infernos até pagarmos o último ceitil.

Disse-nos que não podemos servir a dois senhores: a Deus e a mamon.

Demonstrou a realidade da comunicação entre os que habitam o mundo material e o mundo espiritual quando se transfigurou junto a Moisés e Elias.

Ensinou-nos a humildade quando nos disse que quem quiser ser o maior que seja o menor dentre os seus.

Lembrou que os amigos devem ser valorizados quando disse que quem não é contra nós é por nós.

Sugeriu que nunca colocássemos a candeia sob o alqueire, mas sobre ele para que clareasse o máximo.

Passou a lição da segurança do conhecimento quando, com apenas 12 anos, debateu com os doutores da Lei no templo.

Disse-nos que estava trazendo fogo e dissensão à Terra em clara alusão às dificuldades de transformar o coração humano.

Explicou que a porta larga leva à perdição e a porta estreita à salvação.

Estabeleceu amizade com homens pobres e ricos, ensinando as mais belas lições em cada oportunidade.

Confirmou o ensino espiritual de que os pecados resultam em punições quando disse a muitos que curou: Vai e não peques mais.

Pediu que não misturássemos as coisas da matéria e do espírito quando expulsou os vendilhões do templo.

Avalizou o ensino de que déssemos a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Ratificou o axioma que diz que o trabalho dignifica o homem, pois trabalhou desde a juventude com a profissão de carpinteiro.

Mostrou que os desígnios de Deus devem ser seguidos, pois enfrentou os piores flagelos para o corpo e para o espírito para que se cumprissem as escrituras.

Estabeleceu o preceito da humildade aos amigos quando lavou os pés de Seus discípulos.

Constituiu as diretrizes da família universal quando pediu: quem é minha mãe, quem são os meus irmãos?

Deu-nos de beber a água da vida eterna e que fará com que nunca mais tenhamos sede.

Instruiu-nos a ser mansos como pombos e ágeis como serpentes.

Convocou-nos ao Seu ministério de amor universal.

Visualizou o futuro quando disse que nem uma das ovelhas que o Pai Lhe confiou se perderia.

Ratificou o ensino de que devemos deixar os mortos cuidar de seus mortos.

Convidou-nos a segui-Lo porque o Seu jugo é suave e o fardo é leve.

Indicou-nos o caminho do bem e que nos cuidássemos para não cair em tentação.

Considerou a boa vontade e a perseverança que devemos ter quando deixou Seu reino de luz perene para encarnar e desvendar aos homens as Leis de Deus.

Determinou objetivos para a Sua vida e os alcançou. Mostrou que também nós temos objetivos espirituais que devemos alcançar no mais curto espaço de tempo.

Trouxe para todos nós um caminho de luz que devemos seguir para sermos felizes todos os dias de nossa existência rumo à eternidade."

Nenhum comentário:

Postar um comentário