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Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Terapêutica Magnética

Mesmer, fundador da doutrina a que deu o seu nome, apoiando-se nas idéias de Descartes e de Newton, admitia como princípio uma corrente universal que tudo penetra e abraça num movimento alternativo e perpétuo, assemelhando-se ao fluxo e refluxo do mar. É a esse movimento alternativo universal que ele atribuía a formação dos corpos, as influências astrais, e a influência mútua que todos os corpos da natureza exercem uns sobre os outros. É este o seu ponto de partida: tudo é simples, tudo é uniforme, tudo se mantém, a natureza produz os seus maiores efeitos com a menor despesa possível; ela junta unidade a unidade; só há uma vida, uma saúde, uma moléstia, e por conseguinte um remédio. O homem se acha em estado de saúde quando todas as partes de que se compõe têm a faculdade de exercer as funções a que são destinadas: se em todas as funções reinar uma ordem perfeita, há harmonia. A moléstia é o estado oposto, isto é, aquele em que a harmonia está perturbada. Como a harmonia é uma, só há uma saúde. A saúde pode ser representada pela linha reta. A moléstia seria então a aberração desta linha, aberração que pode ser mais ou menos considerável. O remédio é o meio que restabelece a harmonia, quando ela se acha perturbada. Existe um princípio que constitui e entretém a harmonia, e este princípio é precisamente o que o homem recebeu em partilha, desde sua origem, do movimento universal em que se acha encravado; este princípio é que determinou a formação e o desenvolvimento dos órgãos, e é ele que presidirá à sua conservação e reparação. Originado do movimento universal, a cujas leis obedece, influencia diversamente os organismos, penetra-os e, regulando o jogo de seus elementos constitutivos (as vísceras), aparece como o verdadeiro princípio da vida. Sob o impulso deste princípio ativo, formam-se correntes que seguem a continuidade dos corpos até as partes salientes pelas quais se escapam. Estas correntes aumentam de velocidade e de potência quando estão retardadas ou apertadas em um ponto. Polarizam-se, quando abandonam o circo. Propagam-se à distância, quer pela continuidade dos sólidos, quer por intermédio dos meios ar, água ou éter. Podem concentrar-se e reunir-se como em reservatórios, para se dispersarem depois. Tudo que é suscetível de acelerar as correntes, produz um aumento das propriedades dos corpos. Se estivesse em nosso poder acelerar as correntes universais, poderíamos, aumentando a energia da natureza, estender à vontade, em todos os corpos, as suas propriedades ou restabelecer as que um acidente tivesse enfraquecido. Mas, se a nossa ação sobre as próprias forças da vida universal é limitada, podemos, pelo menos, exercer nosso poder sobre as partes constitutivas deste grande todo, e este poder é tanto mais ativo, quando houver entre essas partes e nós relações de analogia. Assim, de todos os corpos, aquele que pode agir com maior eficácia sobre o homem é o seu semelhante. Esta potência de ação reside na faculdade de uma emissão radiante, que todo o homem possui em diversos graus, e que pode regular ou estender à vontade pelo exercício, de maneira a pôr em ação, de perto ou de longe, os corpos inertes ou vivos. Este fenômeno de emissão radiante é um fato adquirido desde muito tempo pela ciência: Faraday e Crookes deram a um estado particular da matéria o nome de matéria radiante. Em física admitem-se as radiações caloríficas, químicas, elétricas e luminosas; há igualmente radiações magnéticas ou nêuricas. Exercer em toda a sua plenitude a faculdade natural que o homem possui de emitir radiações magnéticas, é o que se chama magnetizar. O mesmerismo repousa em uma hipótese que atribui à vontade a faculdade de expelir, para além da periferia do corpo, o influxo nervoso que ela desenvolve nos nervos do movimento, e de dirigir esta força através do espaço sobre os seres vivos que ela se propõe a afetar. Alguns dos efeitos mesméricos nos parecem justificar esta suposição de uma maneira absoluta. (Dr. Durand de Gros) Retirado do livro ‘Magnetismo Curador’ - Alphonse Bué Postado por: Adriana Temas: Cura, Magnetismo, Mesmer, Terapia Magnética Artigos relacionados: A Prática do Magnetismo, por Mesmer Mesmer estava preocupado unicamente com o conteúdo de sua descoberta, e não com a forma de aplicá-la. Ele considerava transitório, e até mesmo irrelevante, o uso de instrumentos em sua terapia. Em nenhuma parte de sua obra ele estabeleceu um método de cura que pudesse ser ensinado ou seguido pelos médicos. De acordo com Mesmer, um médico, conhecedor da fisiologia, da patologia e das teorias do magnetismo animal poderia encontrar em sua prática os meios mais adequados à sua natureza e a de seus pacientes: “Esperam-se sem dúvida explicações sobre a maneira de se aplicar o magnetismo animal, e de torná-lo um meio curativo eficaz; mas como, independentemente da teoria, este novo método de curar exige indispensavelmente uma instrução prática e seguida, não creio ser possível dar aqui a descrição, nem desta prática, nem do aparelho e das máquinas de diferentes espécies, nem dos procedimentos de que me servi com sucesso, porque cada um, em conseqüência da sua instrução, se aplicará em estudá-los, e aprenderá por si mesmo a variá-los e a acomodá-los às circunstâncias e às diversas situações da doença.” (Mesmer, 1799) O magnetizador deveria desenvolver seus métodos terapêuticos pelo livre exercício da experimentação, respeitando uma condição essencial da ciência. Quando alguns discípulos de Mesmer quiseram publicar as anotações de seu curso, que continham a descrição de alguns instrumentos, foram expressamente desautorizados por ele. Porém, agindo, contra a vontade de seu mestre, levaram ao público seus 344 Alforismos* anotados durante as aulas. Com o passar das décadas, os magnetizadores abandonaram os grandes instrumentos. A segunda geração – du Potet, Charpignon, Aubin Gautier, Foissac, Lafontaine e outros – restringiu os recursos terapêuticos aos passes, imposição de mãos, massagens, sopros, magnetização da água e sonambulismo provocado. Os instrumentos como a tina foram importantes durante o período experimental da ciência do magnetismo animal. O mesmo papel foi desempenhado pelas mesas girantes** e outros instrumentos, quando do surgimento da ciência espírita. Edição de texto retirado do livro: “Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos” – Paulo Henrique de Figueiredo – Ed. Lachâtre * Alforismos de Mesmer, Paris, 1785. **Mesas girantes: Surgiram no período inicial da comunicação com os espíritos e foram utilizadas como instrumento rústico de comunicação por tiptologia (comunicação dos espíritos por meio de pancadas, utilizando um código alfabético). Para saber mais, veja o texto sobre o assunto, no blog Oficina Espírita. Postado por: Adriana Temas: Magnetismo, Mesmer, Terapia Magnética Artigos relacionados: Magnetismo e os Espíritos A magnetização comum é uma verdadeira forma de tratamento, com a devida seqüência, regular e metódica. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, se souberem cuidar do assunto convenientemente. Eis as respostas dos Espíritos, a perguntas feitas a respeito: 1. Podemos considerar as pessoas dotadas de poder magnético como formando uma variedade mediúnica? — Não podes ter dúvida alguma. 2. Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e os homens, mas o magnetizador, tirando sua força de si mesmo não parece servir de intermediário a nenhuma potência estranha? — É uma suposição errônea. A força magnética pertence ao homem, mas é aumentada pela ajuda dos Espíritos a que ele apela. Se magnetizares para curar, por exemplo, e evocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige os teus fluidos e lhes dá as qualidades necessárias. * 3. Há, porém, excelentes magnetizadores que não acreditam nos Espíritos? — Pensas então que os Espíritos só agem sobre os que crêem neles? Os que magnetizam para o bem são auxiliados pelos Espíritos bons. Todo homem que aspira ao bem os chama sem o perceber, da mesma maneira que, pelo desejo do mal e pelas más intenções chamará os maus. 4. O magnetizador que acreditasse na intervenção dos Espíritos agiria com maior eficiência? — Faria coisas que seriam consideradas milagres. 5. Algumas pessoas têm realmente o dom de curar por simples toques, sem o emprego dos passes magnéticos? — Seguramente. Não tens tantos exemplos? 6. Nesses casos trata-se de ação magnética ou somente de influência dos Espíritos? — Uma e outra. Essas pessoas são verdadeiros médiuns, pois agem sob a influência dos Espíritos, mas isso não quer dizer que sejam médiuns escreventes, como o entendes. 7. Esse poder é transmissível? — O poder, não, mas sim o conhecimento do que se necessita para exercê-lo, quando se o possui. Há pessoas que nem suspeitariam ter esse poder se não pensarem que ele lhe foi transmitido. ** 8. Podem-se obter curas apenas pela prece? — Sim, às vezes Deus o permite. Mas talvez o bem do doente esteja em continuar sofrendo, e então se pensa que a prece não foi ouvida. 9. Existem fórmulas de preces mais eficazes do que outras para esse caso? — Só a superstição pode atribuir virtudes a certas palavras. E somente os Espíritos ignorantes ou mentirosos podem entreter essas idéias, prescrevendo fórmulas. Entretanto, pode acontecer que para pessoas pouco esclarecidas e incapazes de entender as coisas puramente espirituais, o emprego de uma fórmula contribua para lhes infundir confiança. Nesse caso, a eficácia não é da fórmula, mas da fé que foi aumentada pela crença no uso da fórmula. * A ação dos Espíritos é que realmente dá eficácia curadora ao magnetismo humano. Preste-se atenção à dinâmica do auxilio espiritual, revelada nessa esclarecedora resposta. ** Os Espíritos colocam aqui um problema comum de psicologia. Há magnetizadores e médiuns, hipnotizadores e sujeitos paranormais que só acreditam em suas faculdades e as desenvolvem sob a ação de outras pessoas. Trata-se de falta de confiança em si mesmas e não de poder das outras pessoas, que muitas vezes se julgam poderosas. Ilusão muito freqüente dos que se dizem capazes de desenvolver a mediunidade dos outros. Fonte: Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Cap. 14 Postado por: Adriana Temas: Cura, Espiritismo, Magnetismo, Mediunidade, Prece, Terapia Magnética Artigos relacionados: A Ação do Magnetismo Funcionando como a luz que passa pelo obturador de uma câmara fotográfica, a qual, a depender do tempo de exposição e da qualidade do filme a ser impressionado, gerará uma imagem correspondente ao que esteja diante da lente, os fluidos, dirigidos e direcionados pela força da vontade (do magnetizador), passando pelos obturadores (centros vitais) do pacientes e potencializados pelo filme (perispírito) desse último, a depender do tempo e das técnicas de doação (Magnetismo) possibilitará às estruturas vitais do paciente o registro de novas “imagens” de harmonia e saúde, as quais impressionarão as estruturas físicas e psíquicas dele rumo às mudanças em seus circuitos de funcionalidade e saúde. Os centros vitais, recebendo novos tônicos energéticos e sendo estes promanados de uma fonte harmoniosa e consistente – em tese, os magnetizadores doam fluidos harmônicos e consistentes – deverão reagir nesse mesmo sentido, portanto, buscando manter ou recuperar a harmonia. Sobre essa lógica fundamental observemos que outras variáveis têm valor bastante ponderável no conjunto da recuperação. As principais são: a postura do paciente (deve estar fundamentada no trinômio fé, esperança e merecimento), a vontade do magnetizador (e não apenas a boa vontade), o conhecimento das técnicas que determinarão onde, como e quanto é necessário, a complementação que servirá de manutenção do estado de alteração fluídica entre uma aplicação e outra (água fluidificada ou magnetizada) e a ação sempre indispensável do Mundo Invisível (Espíritos amigos, protetores, anjos guardiões etc.). A força de uma emissão fluídica, o efeito de uma vontade determinada, consciente, confiante ou ainda a fé que atrai ou repulsa, a depender do que se busca com ela, são ocorrências reais, não há como negar. Entretanto, o comodismo do “não me convence” ou do “não acredito nisso” ou ainda do “isso não é científico” não apenas tolhe ações e pesquisas como cega a humanidade que sonha com o dia em que o Espírito será o verdadeiro referencial do ser. Jacob Melo No livro “A Cura da Depressão pelo Magnetismo” – Ed. Vida e Saber

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