Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Feliz dia do Psicopedagogo!


SEIS LIÇÕES DO SOFRIMENTO



Quando você estiver atravessando um profundo sofrimento, procure lembrar de seis princípios básicos da vida:

1 - Não há mal que dure para sempre. Qualquer dor, ou sofrimento que você esteja passando é necessariamente passageiro. Por mais que demore e por mais que o sofrimento pareça eterno, um dia ele sempre terá um fim.

2 - Você não é a única pessoa a sofrer no mundo. Nosso sofrimento sempre parece maior, pois estamos sentindo-o diretamente, em nós mesmos. Mas basta olhar para o lado e ver o quanto cada pessoa no mundo sofre de igual forma, ou até mais gravemente que nós.

3 - Pense que, se o sofrimento fosse menor, ele poderia não ser suficiente para provocar um movimento em você e te tirar do conformismo. No momento em que o sofrimento se torna insuportável, esse limite nos força a tomar uma atitude e a buscar um desenvolvimento. Logo, não reclame da dor, tome-a como a base de sua transformação e do seu desapego das coisas fúteis e efêmeras.

4 - Tal como uma criança grita e se debate quando toma uma vacina, nós também reclamamos e esperneamos quando Deus nos coloca diante das vacinas doloridas da vida. Da mesma forma que a vacina irá imunizar a criança e evitar doenças futuras, assim também o sofrimento advindo das adversidades da vida tem o poder de imunizar nosso espírito e nos libertar das futuras doenças da alma.

5 - Saiba que, se os sofrimentos da vida fossem simples de serem vencidos, o mérito espiritual seria igualmente simples, e pouco traria de benefícios espirituais para nosso espírito. Quanto maior o sofrimento, maior o mérito em supera-lo, e consequentemente, maior a conquista espiritual. Portanto, não reclame do sofrimento, agradeça a Deus a oportunidade de atravessar uma provação.

6 – E por fim, não se esqueça: Deus nos dá a cruz do sofrimento na medida em que podemos carrega-la. Se Deus desse uma cruz mais pesada do que alguém poderia conduzi-la, ele seria um Deus injusto. Como Deus é a inteligência perfeita e infinita, Ele te conhece muito melhor do que ti mesmo, e sabe que você é capaz de carregar uma pesada cruz. Logo, não reclame da injustiça do sofrimento, tome para si a sua cruz, pois ela foi esculpida pelo carpinteiro cósmico, que conhece tuas forças e sabe que você é capaz.

Autor: Hugo Lapa 

domingo, 10 de novembro de 2013

As crianças aprendem aquilo que vivem

Se uma criança vive com críticas,
ela aprende a condenar;
Se uma criança vive com hostilidade,
ela aprende a lutar;
Se uma criança vive com ridicularização,
ela aprende a ser tímida;
Se uma criança vive com vergonha,
ela aprende a se sentir culpada.

Se uma criança vive com tolerância,
ela aprende a ser paciente;
Se uma criança vive com encorajamento,
ela aprende a ser segura;
Se uma criança vive com orgulho,
ela aprende a apreciar;
Se uma criança vive com equanimidade, ela aprende a ser justa.

Se uma criança vive com segurança,
ela aprende a ter fé;
Se uma criança vive com aprovação,
ela aprende a gostar de si mesma;
Se uma criança vive com experiência e amizade,
ela aprende a dar amor ao mundo


E se mesmo assim tiver dúvidas disso, assista ao vídeo abaixo...

Como melhorar sua memória

Texto disponível em http://www.einstein.br



Cada informação recebida realiza uma conexão entre as células cerebrais, modificando o cérebro fisicamente e criando um traço de memória. Quando o indivíduo precisa se lembrar de algo, em frações de segundo ele refaz todo o rastro deixado. Normalmente, quanto mais o cérebro repetir este caminho, com mais facilidade se lembrará dele e alcançará a informação guardada.

Tipos de memória

Memória de trabalho

Aquela utilizada para coisas rápidas, que provavelmente não serão necessárias novamente. EX.: um número de telefone memorizado pelo tempo suficiente de discar e jogar fora.

Memória declarativa

Aquela que entendemos como autobiográfica, das histórias que aconteceram com cada um de nós. Está mais relacionada a fatos. Por exemplo: “lembro que há um ano aconteceu o tsunami no Japão”.

Memória não declarativa

É a memória de atos, como o de andar de bicicleta ou de amarrar os sapatos. Não sabemos exatamente como aconteceu, mas memorizamos o movimento. Geralmente está relacionada à repetição.

Em geral, os tipos de memória trabalham paralelamente. Se você não se lembra da sensação de aprender a andar de bicicleta, mas se lembra de que, no dia, você caiu e foi ajudado por alguém, está utilizando, na verdade, a memória declarativa, e não somente a memória não declarativa.

Problemas de memória

Quando uma pessoa reclama de problemas de memória, basicamente é um problema das memórias de trabalho e declarativa.

Somente num estágio avançado da doença de Alzheimer, por exemplo, é que uma pessoa perde a memória não declarativa.

Além da doença de Alzheimer, outros problemas relacionados à perda de memória são a degeneração e a morte neuronal das áreas do cérebro responsáveis por ela (geralmente a região das têmporas).

Por que os idosos se queixam de perda de memória?

Nem sempre uma pessoa com envelhecimento normal tem perda de memória. O que a idade geralmente traz é uma lentidão para acessar as informações que continuam, sim, guardadas no cérebro.

“Um idoso pode guardar as mesmas coisas que um jovem, mas demorará mais tempo para consolidar e para evocar essa informação”, explica o neurologista do Einstein, Dr. Ivan Okamoto.

De acordo com o médico, além da lentidão, a própria preocupação de que pode perder a memória por causa da idade pode gerar esquecimentos. Medicamentos (para dormir, anticonvulsivantes, emagrecedores) também podem diminuir a capacidade de retenção de informação.

Nos idosos, a depressão, o desânimo e a apatia, que são comuns e que fazem com que eles fiquem pensando fixamente sobre poucos assuntos, podem fazer com que prestem menos atenção em outras informações.

Como cuidar da memória?

Para cuidar da memória, o ideal é otimizar a memória de trabalho e a memória declarativa. Mas como fazê-lo? Confira algumas dicas:

Atividade física é a mais importante. Muitas pesquisas com grande número de pessoas apontam que pessoas que fazem atividade aeróbica por meia hora, três vezes por semana, têm menos chance de ter declínio ou perda cognitiva. O exercício físico funciona não somente por ajudar na prevenção de problemas cardiovasculares, mas também por liberar substâncias benéficas ao cérebro e que têm efeito de neuroproteção, como as endorfinas.
Evite problemas cardiovasculares (com controle de diabetes, colesterol e outros fatores de risco). Eles podem causar, por falta de circulação, pequenas lesões cerebrais, principalmente em áreas mais responsáveis pela memória, que são bastante irrigadas.
Eliminação e controle da depressão são importantes por duas razões: a doença causa falta de atenção e os medicamentos para tratá-la podem trazer efeitos colaterais como os descritos anteriormente.
Melhora da qualidade do sono. Primeiro porque durante o sono reparador é que consolidamos as nossas memórias. Depois, porque uma pessoa cansada fica mais desatenta e a atenção é uma das primeiras etapas da memória.
Evite álcool e drogas (principalmente maconha), que são depressores do sistema nervoso central e diminuem a capacidade de reter informações.
Alimentação, sempre balanceada! Porque previne fatores de risco cardiovasculares.
Mantenha o cérebro ocupado e funcionando. Na aposentadoria, por exemplo, diminua o trabalho, mas mantenha-se em contato com a sua atividade profissional. Senão, ocupe o cérebro de outras formas. O importante é não parar abruptamente.
Mantenha as relações sociais e familiares, que ajudam a manter o equilíbrio emocional, muito importante para todos os tipos de memória.

Quando procurar um médico?

Quando essas queixas de esquecimento estiverem interferindo no dia a dia do indivíduo.


Uma dona de casa que sempre cozinhou e que passa a esquecer a panela no fogo ou a salgar a comida duas vezes, por exemplo, deve ficar atenta. Um senhor metódico, que sempre pagou as contas em dia, e que passa a pagar multa por esquecer as datas de pagamento, também. Neste caso, a atenção ao próprio cotidiano é que deixará clara a necessidade de buscar uma opinião médica.

Palavras cruzadas: excelente exercício para ativar a memória


Para um bom desempenho cerebral necessitamos  de boa alimentação, exercícios físicos, boa noite de sono e exercício mental.
Um excelente exemplo é a resolução de palavras cruzadas, pois na medida em que tentamos lembrar a palavra que preenche determinados quadrinhos, estamos exercitando nossa memória de longa duração e paralelo a isso, vamos criando um novo vocabulário.
Também facilitamos nosso processo mnemônico trabalhando o raciocínio, a memória e a rapidez intelectual.
De acordo com o neurologista João Batista Valadares, estimular o cérebro é importante para manter a capacidade de ação dos neurônios, responsáveis pelos impulsos cerebrais que coordenam a memória e o pensamento. Ele afirma, inclusive, que jogos como as palavras cruzadas ajudam até mesmo a prevenir doenças como o Alzheimer - doença degenerativa que provoca a perda de memória, entre outros sintomas. "Quando exercitamos o cérebro, estimulamos os neurônios e aumentamos a sua capacidade de reter informações. Esse processo é fundamental para manter a saúde do sistema neurológico e a retardar e até mesmo prevenir o Mal de Alzheimer".


Fonte:
THOMPSON, Priscilla. Palavras cruzadas funcionam como malhação para o cérebroGazeta Online
VIEIRA. Cássio. Cérebro: jovem para sempre. Ciência Hoje

Escrita espelhada, o que fazer?



    Quando as crianças iniciam a escrever suas primeiras palavras ou números, a sensação dos pais é indescritível. É um processo de autonomia, um ritual de passagem evidenciando uma nova etapa na vida da criança... É uma gracinha ver aquelas mãos tão delicadas iniciando seus traçados...
    Ao compor suas primeiras escritas elas mostram-se portadoras de inúmeras experiências, desejos, anseios e dinâmicas particulares de aprendizado. Vygotsky (1998) destaca que a escrita tem significado para as crianças, desperta nelas uma necessidade intrínseca e uma tarefa necessária e relevante para a vida.
      Entretanto, na medida em que esta escrita avança é comum que elas evidenciem letras ou números espelhados...algumas já estão lá por volta dos 7 anos e ainda mantém esta característica e por que será que fazem isso?

     Em primeiro lugar é importante ressaltar que espelhar letras e números é normal, pois a criança está em processo de construção da escrita. Para que ela tenha o entendimento, que nós adultos temos que a escrita inicia da esquerda para a direita (no caso da cultura ocidental), algumas noções anteriores ao papel devem ser bem trabalhadas. A aquisição da escrita é posterior à aquisição da linguagem e posterior a um nível específico de maturidade motora humana.
     Conforme Esteban Levin (2002: 161), o ato da escrita em si, não depende somente do ato biológico, mas de toda uma estrutura que provém do sistema nervoso central,
[...] o que escreve é um sujeito-criança, mas, para fazê-lo, necessita de sua mão, de sua orientação espacial (lateralidade), de um ritmo motor (relaxamento-contração), de sua postura (eixo postural), de sua tonicidade muscular (preensão fina e precisa) e de seu reconhecimento no referido ato (função imaginária).
     Conforme manual de neurologia infantil, autoria de Diament (2005), a partir dos 7 anos que a criança começa a consolidar a noção de direita e esquerda, bem como encontra-se em fase de maturação de áreas visoespaciais, portanto é perfeitamente normal ainda apresentar algumas trocas  na direção de suas escrita, pois estão em processo de aprendizagem, sistematizando suas hipóteses e consolidando noções importantes em aspectos neurobiológicos, porém, alguns alunos espelham palavras e frases inteiras, característica da disgrafia. No entanto, isso não significa que as crianças que espelham letras e números apresentem disgrafia, mas se no final deste ano, após todas as intervenções pedagógicas terem sido realizadas, visando a “escrita correta” das palavras, faz-se necessário uma avaliação mais detalhada.
       Dehaene (2012) nos mostra que a capacidade de reconhecer as figuras simétricas faz parte das competências essenciais do sistema visual, porque permite o reconhecimento dos objetos independentemente da sua orientação, por esse motivo  que quando uma criança aprende a ler tem que “desaprender” a generalização em espelho para que possa compreender a diferença entre as letras “b” e “d”.  A maioria das crianças passa por uma fase de escrita em espelho tendo geralmente ultrapassada esta dificuldade por volta dos 8 anos. Entretanto, cabe ressaltar que algumas das crianças que apresentam escrita espelhada são canhotas.
      A identificação de uma imagem na sua forma simétrica, confusão esquerda-direita, também é frequente, no nosso sistema visual (Dehaene 2007).
       No entanto, na sala de aula existem professores que consideram "errado" quando os alunos escrevem palavras ou números espelhados, por isso se faz necessário esclarecer que antes de considerar certo ou errado, faz-se necessário realizar atividades que propiciem a lateralidade. Com certeza, no processo de alfabetização, tanto pais, quanto professores, devem sempre questionar a criança sobre como poderia melhorar aquilo que fez, procurar fazê-la tomar conhecimento do que fez e como o fez, mas também como deveria fazê-lo. 
        Numa abordagem neurocientífica Guaresi (2009) enfatiza que:
A criança tem que manipular um repertório de  habilidades motoras finas e complexas concomitantes com dados sensoriais (conteúdo visual),  um processo que envolve muitas funções cerebrais, tais como atenção, memória, percepção  (integração e interpretação de dados sensoriais), entre outras. O processo de aprendizagem da  escrita envolve, entre outros aspectos, a integração viso-espacial, ou seja, visualizar o que está  sendo apresentado, localizar o lápis, acomodá-lo de forma satisfatória na mão, direcioná-lo ao  caderno e iniciar a sequência de movimentos numa tentativa de escrita. Com o tempo e o reforço das redes sinápticas correspondentes, este processo será automático, ou seja, não  precisará de monitoramento cerebral constante para execução da tarefa e a criança terá  condições de aumentar o nível de complexidade.

       Existem três domínios principais que precisam ser ensinados para que uma pessoa tenha autonomia no ato de escrever: o domínio linguístico, o domínio gráfico e o de conceitos de letra e texto. A escrita  como um sistema organizado manifesta nossa capacidade de simbolizar.  É complexo e sua aquisição demanda o domínio das várias dimensões que o compõe, por exemplo, além da segmentação, as crianças precisam adquirir no domínio gráfico, noções de esquerda para a direita, de cima para baixo.
          Portanto, a neuropsicopedagogia não lida apenas e diretamente com o problema de aprendizagem, mas com todos os processos metacognitivos que fazem com o ser humano venha a ter melhores condições de aprendizagem. Nesse sentido é importante lembrar que os alfabetos expostos em sala de aula, não deveriam ser em E.V.A, pois na maioria das vezes, apresentam somente a letra script maiúscula, sendo que no mundo letrado, não é somente este tipo de escrita que a criança encontra, muito menos deveriam conter formas de “bichinhos, bonequinhos”, pois isto também acarreta em confusão para aquela que se encontra em processo inicial do traçado das letras. Ela precisa visualizar a estética correta da escrita, e se possível que neste alfabeto seja sinalizado por setas indicando por onde começar esta escrita. A mesma sugestão é válida para o traçado de números. No entanto, antes de sistematizar a escrita “no papel”, diversas outras atividades envolvendo o corpo devem estar bem desenvolvidas, pois tudo que sentimos através do nosso corpo, torna-se mais significativo e é nesse sentido que seguem algumas sugestões de atividades:

Jogo de orientação espacial:
Dependendo da idade da criança, pode-se colocar uma fita no braço, ou perna sinalizando o lado direito (ou esquerdo). Coloca-se no chão algo delimitando o espaço, por exemplo 3 colchonetes. A criança fica posicionada no colchonete do meio, e o professor diz: direita (ele deve passar para o colchonete correspondente), esquerda ou meio. Também, após terem dominado estas noções,  pode ser colocado outros 3 colchonetes na frente da criança, sendo que outra participe da atividade, demonstrando que ao se posicionarem uma frente a outra, o ato de pular para a direita de uma, irá mostrar-se diferente do ato de pular para a direita de outra.

Atividades com balão:
Tentar manter o balão no ar, somente batendo nele com a mão direita, após somente com a mão esquerda.


Brincar de Robô:
Uma criança é o robô, e seu parceiro é o guia. Auxiliados pela professora, combinam sinais de movimentação do robô. Por exemplo, se o guia tocar o lado esquerdo da cabeça do robô, esse vira para a esquerda; se tocar o lado direito, vira à direita; se tocar o alto da cabeça, o robô abaixa, e assim por diante. Algum tempo depois, invertem-se os papéis, sendo que o guia vira robô, e o robô vira guia. Depois disso, a brincadeira é feita com deslocamentos. As duplas combinam os sinais de movimentação. Por exemplo, um toque na parte de trás da cabeça é sinal para o robô ir adiante; um toque nos ombros é sinal para que ele pare.

Brincar de espelho:
Inicialmente cada aluno faz as atividades sozinhos, ou seja, a professora diz, mostrar a mão direta, colocar o pé esquerdo ao lado da cadeira, colocar a mão esquerda no olho esquerdo, encostado no cotovelo direito  no joelho direito, e ir dizendo várias situações. Mas para brincar de espelho, cada um ficará de frente a um colega e deverá seguir as instruções dadas pela professora, porém localizando no outro.

Que letra é essa?
Nas costas do aluno o professor faz com o dedo uma letra e o mesmo deve dizer qual é.

Caminhar sobre as letras:
No chão, fazer o traçado de letras ou palavras e os alunos devem caminhar sobre as mesmas, seguindo a ordem que o traçado deve ser feito. 

Escrita com água:
Os alunos podem molhar o dedo na água e vir ao quadro passar o dedo sobre o traçado das palavras.

Escrita na areia:
No chão, escrever com o dedo, ou palito de picolé, o traçado de palavras.

Modelagem de palavras:
Usando argila ou massa de modelar, escrever palavras modelando letra por letra.


Referência Bibliográfica:
BOSSA, Nádia. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto Alegre: ARTMED, 2000.
DEHAENE, Stanislas. Os Neurônios da Leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.
DIAMENT, A. CYPEL,S. Neurologia Infantil, 2005, p. 78
GUARESI, Ronei. Etapas da aquisição da escrita e o papel do hipocampo na consolidação de
elementos declarativos complexos. Letrônica, Porto Alegre v.2, n.1, p. 189, jul. 2009.
LEVIN, Esteban.  A Infância em Cena. Petrópolis: Ed. Vozes, 2002- 
LIMA, Elvira Souza .Coleção Cotidiano na Sala de Aula. Ed Inter Alia, São Paulo

Jogo dos 7 erros - aprendizagens implícitas

Durante atividades simples como diferenciar erros entre uma imagem e outra, várias áreas cerebrais  são ativadas. As funções cognitivas estão envolvidas neste tipo de atividade, popularmente conhecidas como jogo dos 7 erros, sendo que apesar de parecer algo tão simples, o indivíduo ao realizar este tipo de exercício realiza várias aprendizagens implícitas.  Por exemplo:

1) Para identificar os objetos que você vê: você faz uso de seu lóbulo occipital (em vermelho).

2) Para analisar as relações espaciais entre os objetos que você vê: isso envolve seu occipital e lobo parietal (em verde).

3) Para lembrar que você vê numa imagem e compará-lo com o que você vê na outra, você tem que usar sua memória de curto prazo: envolvendo seu frontal (em azul) e lobo parietal.

4) Para anotar os locais onde você vê a diferença: envolve principalmente o lobo frontal localizado na parte da frente do cérebro (testa), onde o planejamento de ações e movimento, bem como o pensamento abstrato. Nele estão incluídos o córtex motor e o córtex pré-frontal.


Muito bem, passando da  teoria à prática...Quantas diferenças você pode achar, e quais?

Objetivos no tratamento com os florais


- Purificar a alma

- "Criar saúde"


- Estimular o auto conhecimento


- Dar maior estabilidade à personalidade


- Ampliar a resistência contra perturbações emocionais e psicossomáticas


- Prevenir doenças físicas


- Reforçar tratamentos médicos homeopáticos ou alopáticos


- Ajudar o organismo se curar, resgatando virtudes, despertando talentos e desenvolvendo no indivíduo seu potencial latente de manter seu próprio bem estar.

É importante dizer que apesar dos Remédios Florais não terem nenhuma contra indicação, provocam reações típicas de catarse e , por isso, sugere-se que sejam administrados e acompanhados por um Terapeuta Floral.

Vale ressaltar que a Terapia Floral não substitui o tratamento médico e é de grande importância que os interessados saibam essencialmente o que é terapia floral antes de aceitar ou negar esta forma holística de tratamento.

Reações - tratamento com florais


Algumas Reações Típicas Positivas que podem surgir após um tratamento prolongado:

A expressão do rosto fica mais suave, a atitude metal bem mais positiva.
É comum o outro notar a mudança antes da própria pessoa, a pessoa parece ficar mais jovem, consegue chorar, o estado de ânimo, dias bons ou maus, são vividos mais conscientemente.
Percepções sensoriais (audição, tato, olfato, gustação, visão) que haviam se enfraquecido voltam a fortalecer-se. Funções do corpo são reativadas: diminui o excesso de peso; melhor digestão e circulação ; desaparecem impurezas da pele e dores de cabeça. Surge rejeição ao álcool. Outras terapias começam dar melhores resultados. Os sonhos tornam-se mais vivos e coloridos, etc...

RESCUE REMEDY



UTILIZADA PARA SOCORRO E RESGATE


Rescue Remedy é uma mistura de cinco remédios combinados, mas não é uma simples mistura, trata-se de um método especial de reunir estas cinco essências cujo segredo está em Mount Vernon, local onde possuem as Tinturas -Mães originais.

 1) Star Of Bethelehem - para acordar do choque emocional, para o trauma e entorpecimento.

2) Rock Rose - Para o terror e pânico

3) Impatiens - Par a tensão mental e física

4) Cherry Plum - para ter o controle das situações e ver com mais clareza a saída.

5) Clematis - Para a tendência de desmaios. Acende a consciência para o momento.

Ele é o remédio para todas as situações emergenciais, até que se esteja sob os cuidados médicos.Facilita nossos mecanismos de sobrevivência.
Tudo que nos esvazia de energia, podemos chamar de trauma energético: um susto, má noticias, perda da consciência, etc. O Rescue Remedy, impede a desintegração do sistema energético ou o faz voltar logo ao normal, fazendo o processo de cura começar imediatamente após a sua administração.Trata-se de uma essência completa que trabalha a Harmonia dos nossos sistemas para que possamos ter uma reação equilibrada e controlada.
Esta essência faz com que nossos corpos físicos e sutis se conectem, que integrem a energia para circular e nos colocar em pé outra vez. Traz a consciência de volta para o nosso corpo.Trabalha em todos os nossos planos e em todos os nossos elementos.
É muito importante a administração do Rescue no momento em que ocorre um acidente, um trauma, uma notícia chocante, um período crítico antes da chegada da assistência médica. Este período pode marcar a pessoa para sempre se não for limpo no plano físico e mental.

Formas de aplicação:

Usualmente a essência pode ser aplicada em forma de cremes e via oral. Costuma-se diluir 4gts da essência em um 30ml de água com 30% de brandy ou outro conservante da sua preferência (vinagre, glicerina) ou administra-se gotas diretamente do vidro estoque Quanto maior a emergência menos se dilui a essência e mais se amplia a frequência das administrações.
Trata-se de uma essência emergencial de efeito imediato.Veja algumas formas de uso:

Se alguém tem um desmaio: 2gts direto na boca ou pingar sobre os lábios e massagear, ajuda a voltar a consciência.

Para aliviar crise alérgica grave: Nas crises Epiléticas, ajuda a diminuir a freqüência das crises convulsivas e a angustia do processo.Pode-se usar 4 gts de Rescue na inalação, e no rinossoro.

Para queimaduras: é muito bom fazer compressas com o Rescue na pele para a hidratação com água ou mesmo com soro fisiológico nos três primeiros dias e depois pode-se usar o creme Rescue para terminar a cicatrização mantendo o Rescue por via oral por vários dias .

Nos ferimentos: ( uso tópico do creme ) pois aumenta a velocidade de cicatrização.

Em cirurgias: É muito bom usar no pré operatório - de 3 a 7 dias antes, e no pós cirúrgico, até terminar o processo.

Na ginecologia e obstetrícia:Usar no pré e pós parto.

Inclua Rescue na sua "malinha de primeiros socorros" sempre tendo a certeza de que Rescue não cura, não foi feito para substituir um tratamento médico nem mesmo para ser uma Panacéia. Ele apenas ajuda a voltar à consciência ao corpo, mobilizando todas as respostas para defesa, cicatrização e equilíbrio dos sistemas orgânicos.


sábado, 2 de novembro de 2013

PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL - GRUPOS



1. Vida de grupo tem: 
-Alegria, riso aberto, contentamento, folia, concentração. 
-Medo, dor, choro, conflito, perdição,desequilíbrio, hipótese falsa, pânico. 
-Entendimento, diferenças, desentendimento, briga, busca, conforto. 
-Silêncios, fala escondida, berro, fala oca, fria, fala mansa. -Generosidade, escuta, olhar atento, pedido de colo. 
-Ódio, decepção, raiva, recusa, desilusão. 
-Amor, bem querer, gratidão, afago, gesto amigo de oferta. 

2. Vida de grupo tem vários sabores: 
-Quente, frio, no ponto. 
-Doce? melado? cheiro de hortelã? 
-Castanha, chocolate, perfume de canela. 
-Salgado? Gelado, cheiro de maçã? 
-Palmito, frango, damasco. 
-Perfumes vindo da janela, lembrando o cheiro da vida vivida, gosto de hortelã. 

3. Vida de grupo dá muita ansiedade, quando não recebo o produto do conhecimento mastigado, pronto, pelo líder. Ele faz mediações com o objeto a conhecer, e se eu,saindo com meu reboliço, meu furacão interno (uterino?), minhas frustrações, ansiedades, POSSO CONSTRUIR, no meu silêncio-fala interna, minha sistematização. Depois, novamente voltando ao grupo, 
posso checá-lo, provocando um aprofundamento da mesma, ou não... 

4. Vida em grupo dá muita frustração porque, enquanto participante, tenho de romper com meu acomodamento quieto, autoritário... esperando “as ordens” do líder... e quando elas não vêm, descubro que SÓ EU posso LUTAR CONQUISTAR, CONSTRUIR, meu ESPAÇO... 
O líder pode possibilitar o rompimento da quietude, mas NÃO A AÇÃO DO CONSTRUIR, do conhecer. Essa, só o participante pode. 

5. Vida de grupo dá muito medo porque através do outro constato que sou “dono” do meu saber (e do meu não saber). 
Sou dono de minha incompetência, e portanto, RESPONSÁVEL pela minha BUSCAPROCURA de conhecer, de construir minha competência. 

6. Vida de grupo dá desânimo porque em muitas situações nos confrontamos com o caos: acúmulo de temas, processos de adaptação, hipóteses heterogêneas. 
Caos criador que nos demanda nova re-estruturação –organização. Procura da forma original própria e única adequada ao novo momento. 
Vida de grupo (ah!... vida de grupo...) 

7. Vida de grupo dá muito trabalho e muito prazer porque eu não construo nada sozinho; tropeço a cada instante com os limites do outro e os meus próprios, na construção da vida, do conhecimento, da nossa história

Grupo é... grupo 
A cada encontro: imprevisível. 
A cada interrupção da rotina: algo inusitado. 
A cada elemento novo: surpresas. 
A cada elemento já parecidamente conhecido: aspectos desconhecidos. 
A cada encontro: um novo desafio, mesmo que supostamente já vivido. 
A cada tempo: novo parto novo, compromisso fazendo história. 
A cada conflito: rompimento do estabelecido para a construção da mudança. 
A cada emoção: faceta insuspeitável. 
A cada encontro: descobrimentos de terras ainda não desbravadas. 

Grupo é grupo. 



“Ninguém e nada cresce sozinho. Sempre é preciso um olhar de apoio. Uma palavra de incentivo. Um gesto de compreensão. Uma atitude de segurança. Devemos, assim, sermos gratos. Aos que nos ajudaram a crescer. E termos o propósito de não parar. E não passar em vão pela vida”. (autor desconhecido)

Atuação Psicopedagógica Diagnóstico e Atendimento Psicopedagógico

O psicopedagogo necessita fazer inicialmente a coleta de todos os dados significativos do momento presente do seu cliente, já partindo  da queixa (eixo horizontal), bem como de sua história de vida, ou seja, investigando o como foi se desenvolvendo  desde o nascimento e interagindo   com o meio familiar, escolar e social (eixo vertical).
Partindo dessa análise, primeiro sistema de hipóteses, o psicopedagogo terá condições de investigar e verificar  as estruturas e modalidades de aprendizagem que o cliente construiu. Deverá então, escolher e fazer  à  aplicação dos instrumentos de avaliação psicopedagógica mais indicados para o caso.
Obtendo os resultados da avaliação, o psicopedagogo terá condições de elencar o segundo sistema de hipóteses, o qual permitirá a ele, fazer a proposta de intervenção ao cliente e a devolução aos interessados (família e escola), definindo o enquadramento do trabalho a ser realizado e o possível prognóstico.
Acredito que, partindo de  hipóteses bem elaboradas, o psicopedagogo terá subsídios significativos para  também fazer psicopedagogicamente um trabalho com qualidade.

A importância da Observação, 

do Registro e da Parceria


No movimento individual que se faz quanto á organização do pensamento, produção de texto, deve-se esperar o que a criança está acreditando estar certo para ela, mesmo que seja uma linha.
Temos que deixar a criança à vontade e se as dúvidas aparecem, penso que não é no momento do teste que deverão ser sanadas. Você observa, registra e depois faz suas conclusões do que a criança está dominando para a sua idade e série(ano) e o que você poderá estar realizando como intervenção, os instrumentos facilitadores para aprendizagem, a estimulação para a leitura e escrita. Com certeza, estará permitindo com que a criança encontre o seu caminho para motivar-se a escrita e leitura.
Apesar de sua flexibilidade, convém salientar que a utilização do Método Clínico está diretamente condicionada ao objetivo a que se propõe, qual seja o de avaliar o desenvolvimento da inteligência. Como a cognição é constituída por habilidades de diversas naturezas, é importante que o examinador compreenda bem os conceitos envolvidos para definir adequadamente o âmbito das perguntas a serem feitas. Por outro lado, é também extremamente importante que ele registre as respostas do sujeito da forma como ele as formulou, ficando atento para o processo de pensamento que é explicitado pela linguagem.
O contato com a família e com a escola, será muito importantes para averiguar se há progressos e o que se espera dela enquanto construtora de conhecimento. Os pais e o professor podem ser grandes aliados para o trabalho psicopedagógico.

As propostas do lúdico na fase de coleta de dados  no diagnóstico psicopedagógico clínico:


O jogo é uma forma de aproximação e observação do cliente com o terapeuta, que terá por conseguinte, a oportunidade de investigar pelo lúdico, as características subjetivas do cliente, o qual poderá revelar o como está processando a construção de sua ação sobre a realidade, demonstrando de forma espontânea, dados relevantes sobre as modalidades de aprendizagem que o mesmo possui. Com certeza dará indícios para um diagnóstico mais apurado para o trabalho psicopedagógico clínico.

 Passos para a elaboração do diagnóstico psicopedagógico:


a)Deve-se realizar o diagnóstico psicopedagógico clinico para averiguar e analisar a modalidade de aprendizagem do cliente, correlacionando aspectos de sua história pregressa e atual, bem como a estruturação de sua aprendizagem.
b)Deverá ter um tempo estipulado de seis a sete sessões e que contemple cada uma o tempo de quarenta e cinco minutos, visando realizar:
1- Duas sessões para a fase de coleta de dados;
2-Três a Quatro sessões para a aplicação de instrumentos de avaliação psicopedagógica;
3- Uma sessão de devolução.

Modalidade de Aprendizagem


É o modo próprio e particular que cada ser humano tem para se apropriar/construir conhecimentos e de se relacionar com eles.
Sugestão: o artigo Avaliação Psicopedagógica, elaborado pela Supervisora e Terapeuta Psicopedagógica, Maria das Graças Sobral Griz, é uma boa leitura para complemento e compreensão da modalidade de aprendizagem.
Está disponível no site www.psicpedagogia.com.br. Ano de 2002.

 Anamnese 


O termo anamnese vem do grego Anámnesis, onde o prefixo aná” quer dizer “trazer de novo” e“mnesis” quer dizer “memória”, ou seja, proceder a anamnese é “trazer de novo à memória” importantese focais informações sobre o histórico de vida do cliente. Cada área foca determinado aspecto do desenvolvimento da pessoa, dependendo de sua abordagem ou interesse científico.
A  ANAMNESE tem que ser realizada de forma acolhedora e que seja significativa para quem vai se expor e para quem vai observar e registrar os dados. Precisa-se perceber o clima e saber conduzir ou contornar certas interpéries que por ventura ocorrerem.
O que percebe-se como relevante e significativo é  de que o entrevistador, no caso o psicopedagogo,  não venha a se interessar somente pelos dados de quando... onde... porquê..., mas pelo COMO ocorreu tal situação..., comportamento ...  o COMO  nos permite direcionar o trabalho psicopedagógico para compreensão e auxilio quanto às modalidades de aprendizagem do atendido.
Percebe-se que  todo psicopedagogo deve utilizar o bom senso, a lógica e a coerência para aplicar os testes necesssários, conforme estiver o seu cliente  no processo de aprendizagem, respeitando a queixa inicial ao mesmo.Com certeza,uma boa  escuta e um bom olhar, são peças fundamentais para o psicopedagogo se eximir de formular hipóteses equivocadas ou insuficientes ao caso. 
A anamnese não tem tempo determinado para se encerrar durante o processo de diagnóstico, pois desde a primeira sessão até a sessão que antecede a devolutiva ou o parecer se realiza anamnese. Às vezes se faz de forma explícita, quando se preenche o questionário; e às vezes se faz de forma velada, quando se capta um ato falho mais significante sobre uma determinada experiência.
  
Cabe ao Psicopedagogo: 
-ter consciência de que não são os resultados dos testes que confirmarão suas hipóteses, mas seu ¨feeling¨, sua sensibilidade em interpretar tais resultados;
-seu olhar dirigido para ver e compreender o sujeito que aprende, privilegiando a história, o contexto;
-sua intuição sobre a simples e crua realidade dos resultados.
Em síntese, o psicopedagogo deve utilizar o bom senso, a lógica e a coerência para aplicar os testes necesssários, conforme estiver o seu cliente  no processo de aprendizagem, respeitando a queixa inicial ao mesmo.Com certeza,uma boa  escuta e um bom olhar, são peças fundamentais para se eximir de hipóteses equivocadas ou insuficientes ao caso. Ter consciência de que não são os resultados dos testes que confirmarão suas hipóteses, mas seu ¨feeling¨, sua sensibilidade em interpretar tais resultados. 



O termo 'dificuldade de aprendizagem' começou a ser usado na década de 60 e até hoje - na maioria das vezes - é confundido por pais e professores como uma simples desatenção em sala de aula ou 'espírito bagunceiro' das crianças. Mas a dificuldade de aprendizagem refere-se a um distúrbio - que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais - que pode afetar qualquer área do desempenho escolar.


Na maioria dos casos é o professor o primeiro a identificar que a criança está com alguma dificuldade, mas os pais e demais membros da família devem ficar atentos ao desenvolvimento e ao comportamento da criança.
Segundo especialistas, as crianças com dificuldades de aprendizagem podem apresentar desde cedo um maior atraso no desenvolvimento da fala e dos movimentos do que o considerado 'normal'.
Mas os pais têm que ter cuidado para não confundir o desenvolvimento normal com a dificuldade de aprender. A psicóloga Maura Tavares Rech, especialista em psicoterapia infantil, afirma que "toda a criança tem um processo diferente de desenvolvimento - umas aprendem a andar mais cedo, outras falam mais cedo - e isso é absolutamente normal, não existe um 'padrão' de desenvolvimento. Portanto é importante que os pais respeitem o desenvolvimento geral da criança. Nesta fase o pediatra torna-se um grande aliado dos pais", diz a psicóloga.
 
Crianças com dificuldades de aprendizagem geralmente apresentam desmotivação e incômodo com as tarefas escolares gerados por um sentimento de incapacidade, que leva à frustração.Neste caso, a orientação da psicóloga é de "valorizar o que a criança sabe para fortalecer sua autoestima". Mostrar para a criança o quanto ela e boa em tarefas na qual ela tem habilidade e incentivá-la a desenvolver outras tarefas nas quais ela não é tão boa, é fundamental. 

 

"Os pais têm que dar segurança e atenção para ensinar a criança a aceitar as frustrações", diz Maura. Criar um ambiente adequado para que ela desenvolva o estudo e estabelecer limite de horários para a realização das tarefas são outras dicas importantes da psicóloga. 
Mas não se deve confundir dificuldade de aprendizagem com falta de vontade de realizar as tarefas. Maura afirma que problemas de aprendizagem podem ser causados por uma simples preferência por determinadas disciplinas ou assuntos. "Nestes casos um professor particular pode, muitas vezes, resolver o problema", diz ela.
Se os pais acreditam que seu filho apresenta dificuldades de aprendizagem, devem procurar um profissional para receber as orientações.
Neste caso, os psicólogos com especialização em clinica infantil, são os profissionais adequados para realizar uma avaliação e tratar da criança, se o problema for gerado por fator emocional. Caso o diagnóstico da criança for dificuldade cognitiva, a criança deve ser encaminhada para um psicopedagogo que poderá ajudar no desenvolvimento dos processos de aprendizagem.
Para obter resultados concretos é preciso ser feito um trabalho em conjunto entre pais, psicólogos, escolas e professores, que deverão estar envolvidos com um único objetivo: ajudar a criança. E é imprescindível que os pais conheçam seus filhos e conversem frequentemente com eles para que possam detectar quando algo não vai bem.
Redação Terra

OLHAR PSICOPEDAGÓGICO



Cada criança tem o processo de desenvolvimento diferente, algumas aprendem com maior facilidade enquanto outras aprendem mais devagar. E nesse momento que é de fundamental importância que o professor analise individualmente cada criança para poder adequar os conteúdos conforme a necessidade de cada um.
As mudanças de estratégias de ensino podem contribuir para que todos aprendam. Em alguns casos, as estratégias de ensino não estão de acordo com a realidade do aluno.

A prática do professor em sala de aula é decisiva no processo de desenvolvimento dos educandos. Esse talvez seja o momento do professor rever a metodologia utilizada para ensinar seu aluno, através de outros métodos ou atividades ele poderá detectar quem realmente está com dificuldade de aprendizagem, evitando os rótulos muitas vezes colocados erroneamente, que prejudicam a criança trazendo-lhe várias consequências, como a baixa estima e até mesmo o abandono escolar. “O que é ensinado e aprendido inconscientemente tem mais probabilidade de permanecer”. (COELHO, 1999 p.12). 



De acordo com Sena, Conceição e Vieira (2004), o processo de ressignificação da prática pedagógica se constrói por meio de um processo que se efetiva pela reflexão criticoreflexiva do professor sobre seu próprio trabalho, isto é, a partir da base do contexto educativo real, nas necessidades reais dos sujeitos, nos problemas e dilemas relativos ao ensino e à aprendizagem.
O professor não apenas transmite os conhecimentos ou faz perguntas, mas também ouve o aluno, deve dar-lhe atenção e cuidar para que ele aprenda a expressar-se, a expor suas 
opiniões.
Segundo Firmino (2001) as evidências sugerem que um grande número de alunos possui características que requerem atenção educacional diferenciada. 




A Psicopedagogia oferece a possibilidade ao profissional especialista na área, de intervir frente as dificuldades  de aprendizagem de cada aprendiz.
Eu atualmente estou direcionando meu trabalho psicopedagógico voltado as questões de linguagem oral,
alfabetização e raciocínio lógico matemático.
Torna-se relevante em minha prática, as ações abaixo discriminadas:
*que todo atendimento inicia com uma queixa inicial do aprendiz ou de um  responsável;
*que o trabalho realizado conta com  troca de informações com a família, escola, local de trabalho;
*que são aplicadas avaliações iniciais específicas , jogos, caixa de trabalho individual;
*que o olhar,a escuta e o registro são os verbos primordiais no dia a dia em cada atendimento;
*que seja feito cada encaminhamento necessário aos especialistas de outras áreas para atuar de modo multidisciplinar;
*que os atendimentos podem ser em grupo ou individual;
*que seja feita a devolutiva oral e por escrito;
*que seja respeitado e considerado que cada aprendiz é único:
*que necessita de ações mediadoras e facilitadoras para  atingir  resultados positivos e significativos em seu comportamento e aprendizagem;
* que possa sentir-se em estado de pertinência, felicidade e construção.

Rosangela L. S. Vali