Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ética




Crianças são sabedoria e benção!






"Penso que devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível, dizer algumas palavras sensatas.” E dentre essas palavras sensatas, escolhi a “coragem” para abordar no dia de hoje.
A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa “coração” e, na concepção de Osho (com a qual compactuo), ser corajoso significa viver com o coração. Os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno si uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas (com conceitos, palavras e teorias) e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.
O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser.
Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa! E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estarão mortos.
A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada e acerta sempre!"


segunda-feira, 21 de julho de 2014

A HORA DO JOGO DIAGNÓSTICO




A hora do jogo diagnóstico é um instrumento utilizado no processo psicodiagnóstico que objetiva conhecer a realidade do paciente quando este é uma criança. Pois a atividade lúdica é para a criança um meio de comunicação semelhante à expressão verbal nos adultos.
Existe uma diferença entre a hora do jogo diagnóstica e a hora do jogo terapêutica. A diagnóstica tem começo, desenvolvimento e fim em si mesmo, objetivando conhecer o problema e suas possíveis causas. A terapêutica é contínua e existem modificações estruturais advindas da intervenção do terapeuta.
A hora do jogo diagnóstica é precedida das entrevistas realizadas com os pais e no primeiro contato com a criança e preciso dar instruções da sessão de forma clara.
Cada hora do jogo diagnóstica é uma experiência nova que deve ser realizado em um ambiente espaçoso, que possibilite uma boa movimentação, deve ter pouca mobília e de preferência com piso e paredes laváveis. Deve ser permitida a brincadeira com água e materiais diversos. Esses materiais podem estar em cima de uma mesa e parte dentro de uma caixa aberta, não devem estar organizados em agrupamentos de classes. Os brinquedos não devem ser escolhidos aleatoriamente, mas em função das respostas específicas que provocam. Outro ponto importante é a quantidade que não deve ser exagerada.
Os materiais devem ser de qualidade para evitar estragos. Deve se evitar também os que possam colocar em risco a integridade física do psicólogo e paciente.
Quando a criança entra no consultório deve ser instruída de forma clara a respeito dos papeis, do tempo, do material que pode ser usado e sobre os objetivos esperados.
O psicólogo deve desempenhar um papel passivo. Caso a criança solicite a sua participação ele deve desempenhar um papel complementar. É importante o estabelecimento de limites caso o paciente fuja as instruções dadas ou se coloque em perigo.
O psicólogo deve proporcionar condições para que a criança brinque da forma mais espontânea possível. O objetivo é observar, compreendendo e cooperando com a criança.
Para a análise da hora do jogo diagnóstica não existe uma padronização, mas pautas oferecidas com critérios sistematizados e coerentes que orientam a análise. Devem-se considerar os indicadores mais importantes para o diagnóstico e prognóstico, por exemplo:
  1. Escolha de brinquedos e de brincadeiras: O tipo de brinquedo escolhido, o tipo de jogo, se tem começo, meio e fim, se é organizado e coerente e se corresponde ao estágio de desenvolvimento cognitivo em que a criança se encontra.
  2. Modalidade das brincadeiras: cada sujeito organiza a sua maneira de brincar de acordo com a modalidade que o seu ego escolhe para essa manifestação simbólica. Destaca-se entre as modalidades de brincadeiras a plasticidade, rigidez e estereotipia e perseverança.
  3. Personificação: é a capacidade que a criança tem de assumir e atribuir papeis de forma dramática. Essa capacidade deve ser analisada levando em consideração a forma de personificação própria a cada estágio de desenvolvimento cognitivo, lembrando que a passagem de um período para o outro não se realiza de forma linear nem brusca, mas com sucessivas progressões e regressões.
  4. Motricidade: observa-se a adequação motora da criança na etapa de evolução que atravessa focando nos indicadores de deslocamento geográfico, possibilidade de encaixe, preensão e manejo, alternância de membros, lateralidade, movimentos voluntários e involuntários, movimentos bizarros, ritmo de movimento, hipersinesia, hipocinesia e ductibilidade.
  5. Criatividade: Observar a capacidade de unir ou relacionar elementos em um novo e diferente.
  6. Tolerância à frustração. Como a criança reage em tolerar ou se frustrar em determinados momentos.
  7. Capacidade simbólica: podemos avaliar a riqueza expressiva, a capacidade intelectual e a qualidade do conflito.
  8. Adequação a realidade: devemos observar como a criança age em ter que se desprender da mãe. Se age de acordo com sua idade, como compreende e aceita as instruções. Deve-se observar a aceitação ou não do enquadramento espaço-temporal e a possibilidade de se colocar em seu papel e aceitar o papel do outro.
O brincar da criança psicótica
A criança necessita de adequação a realidade por falta de discernimento da realidade como se apresenta. Escolhe os brinquedos e brincadeiras com base em sua estrutura psicótica. No psicótico, significante e significado são a mesma coisa, sua brincadeiras são estereotipadas ou rígidas. Possui movimentos bizarros e desrelacionados ao contexto. Não existe capacidade de imaginação, mas fantasias. Os seus personagens são cruéis e com grande carga de onipotência e sua tolerância à frustração é mínima.

O brincar da criança neurótica
A criança neurótica tem uma adequação parcial à realidade e escolhe seus brinquedos e brincadeiras pela sua área de conflito. A capacidade de criatividade é diminuída dependendo do seu grau de síntese egoítica, brinca com personagens mais próximos a realidade, mas com rigidez na atribuição de papeis sua modalidade de brincadeira se alterna em função das defesas do ego predominantes. Sua motricidade é variável.

O brincar da criança normal
A criança normal tem uma boa capacidade de se adaptar a realidade e escolhe suas brincadeiras de acordo com as funções e interesses de sua idade, expressa suas fantasias através de uma atividade simbólica com maior riqueza. Possui uma motricidade adequada ao seu desenvolvimento cognitivo. A criança dá livre curso à fantasia, atribuindo e assumindo diferentes papeis na situação de vínculo com o psicólogo aumentando assim a capacidade de comunicação.
Referência:

SIQUEIRA, de Ocampo Maria Luísa (orgs) “Processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas”. 9ª Ed. São Paulo. Martins Fontes. 1999(Psicologia e Pedagogia)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dicas para Discalculia




Estas dicas permitem melhorar a aprendizagem da matemática para quem tem discalculia, assim como facilitar a apresentação do conhecimento adquirido:

Permitir o uso de calculadora;
Permitir a utilização da tabuada escrita;
Usar caderno quadriculado;
Utilizar mecanismos visuais para resolver problemas;
Adaptar a aprendizagem à forma como a criança aprende;
Nos testes elaborar perguntas claras e directas;
Nos testes não estipular limite de tempo;
Nos testes certificar que o aluno compreendeu o que é pedido;
Permitir que o aluno faça provas orais em complemento às escritas;
Não sobrecarregar o aluno com trabalhos de casa.

Faça o teste de Discalculia: educamais.com/teste-discalculia

Autismo: Estimulação Olfativa



Por Anabel 

Embora os odores são hoje muito presente, longe vão os dias em que tudo estava vindo para o nariz ou as pessoas cheiro. Trabalhou discriminação olfativa tem sido de grande ajuda. Cheirando ainda cheira, mas não gosto que assim descaradamente e sistematicamente. Não só reconhece número muito grande bem de odores, mas também diz que "você cheira bem ou mal" e sabe controlar melhor o seu fascínio ou rejeição.A importância de trabalhar com os sentidos das nossas crianças. Muitos deles são deficientes processamento sensorial e modulação, com reações ou respostas exageradas a estímulos ambientais. São crianças que tendem a ficar irritado por excesso de estimulação que recebem dos meios de comunicação.

Cada sentido (tato, paladar, olfato, audição, visão) nos dá informações sobre o meio ambiente que nos rodeia. O cérebro integra todos esses sentidos para fornecer uma visão e sentido a toda a informação que nos rodeia.Integração sensorial é a organização de toda a informação que vem através de nossos sentidos e é o que nos dá uma compreensão do que nos rodeia e é o que nos permite formular uma resposta apropriada aos estímulos do ambiente que nos cerca.Isto é, a abordagem de integração sensorial enfatiza que as crianças devem ser ensinadas estratégias para capacitá-los a se envolver em mais adaptável ao ambiente. Outro aspecto importante da integração sensorial é a modificação do ambiente para reduzir o excesso de estimulação.
O gosto eo cheiro são a maneira mais baixa do que aqueles, geralmente, dão pouca importância. Mas quando esses sentidos percebem mais informações do que o habitual, pode tornar a vida de uma criança mais desconfortável e que seja rotulado como um maníaco caprichoso ou na hora do almoço ou em relação aos odores. As crianças são geralmente percebida odores antes de qualquer acompanhamento e reconhecidos, como sabores, mostrando desagrado muitos.
O sistema olfativo: registros de estímulos nas proximidades, participa do desenvolvimento do vínculo da criança e do cuidador, protege de substâncias nocivas e potencialmente atrai para substâncias alimentares.
- Há crianças hyporeactive (procurar estimulação): ignorar os maus cheiros, objetos de cheiro, as pessoas, alimentos ... pode colocar objetos inadequados na boca ou identificar as pessoas pelo seu cheiro, etc

- Há crianças hiperreativa (evitar estimulação): evitar odores, evitar alimentos pelo cheiro, são superselectivos com refeições, vômito facilmente encontrar gostos comuns e cheiros repugnantes, etc.

Nas entradas seguintes, vamos nos concentrar em uma série de exercícios para trabalhar estímulo olfativo, que se dividem em quatro etapas:
- Cheiro- Discriminar odores- Odores associados situações- A classificação cheira bem cheira controle e aceitação, ruim e rejeição
1 EXPERIÊNCIA ODOR:

Nossa vida diária é infundida com aromas. Nós muitas vezes passam despercebidos, às vezes eles são insuportáveis.Há cheiros que acalmam e acalmar, outros animado ou nervoso. Com os exercícios propostos, então vamos começar a descobrir o mundo dos perfumes com nossos filhos. 
Eles serão os primeiros passos para aprender a discrimar o que você gosta ou não, aceitar que o cheiro é parte da nossa vida no futuro e para controlar a rejeição.Exercício 1: apresentando "objetos" e fazê-los sentir o cheiro todos os dias.Quando a criança tem cheiro, é nomeado o que está cheirando. "Este é o desodorante", "Este é o creme dental." Mais tarde você pode refinar o tipo de cheiro: "Este é o creme dental e cheira a hortelã-pimenta." Finalmente trabalhar "você gosta do cheiro?" E anote sim ou não em uma tabela.- Loção Artigos de higiene, perfume, desodorante, loção, creme dental, spray de cabelo, creme ou loção pós-barba, etc.- Ervas e especiarias: canela, pimenta, alho, chocolate, orégano, limão, tomilho, alecrim, cominho, lavanda, etc- Frutas e vegetais: limão, laranja, aipo, maçã, banana, guisants, cebola, couve-flor, beterraba, morango, abacaxi, pepino, etc.- Aromas de flores: rosas, peônias, cravos, lírios, etc- Em assados ​​de cozinha, vinagre, pão fresco, mostarda, bacon, molhos, sobremesas, molhos, etc.- Máquina de lavar roupa: antes e depois da lavagem.- Óleos essenciais.- Use géis de banho diferentes: calêndula, lavanda, rosas, magnólia ... incorporar água ou óleos essenciais. Também sais de banho.- Velas perfumadas- Etc.Exercício 2: caminhos perfumados, que chamaremos de odores diferentes.- Padaria- Um jardim- Uma floresta- O posto de gasolina- A fazenda- Peixe- Etc.Exercício 3: o odor de corpoHá muitos óleos essenciais que podem ser massageados uma criança (nós usamos amêndoa lavanda e especialmente amargo). O óleo de massagem asencial deve ser sempre antes do banho, não secar. Após o banho poderia massagem com cremes para o corpo.Exercício 4: a mágica da cozinhaErik é agora um ajudante de cozinha fabulosa: limpo adora saladas, molhos preparados, amassar, pizzas preparar, etcPrepare molhos e temperos com a criança é uma maneira divertida de estimular o sentido do olfato, e você vai descobrir ingredientes diferentes e têm maior contato decisão alimentos.Começamos com curativos simples: azeite, vinagre, sal e especiarias, e nós gradualmente adicionando ingredientes. Nem todos os curativos foram comestível, haha, mas agora é um especialista em pouco.Com as massas de pães, pode ser incorporado: passas, cravo, canela, baunilha, cominho, gengibre, sementes de papoula, sementes de girassol ou nozes, etc.Os molhos oferecem muitas possibilidades, e pode trabalhar com cores: verde picado Mojo, mojo bico vermelho, maionese, molho de mostarda, molho tártaro, chimichurri, etcExercício 5: minhas plantas:Trabalhar com a terra e as plantas também é divertido. A criança pode ter o seu pouco plástico potes-melhor-com ervas aromáticas, também podem ser ensinados a cuidar das plantas, a água-los, etcExercício 6: Jogos- Executar composições onde a criança grãos de café de cola, pipoca, ervas, canela, baunilha, cravo, etc- Use etiquetas e odor de papel que emite odor coçar.- Marcadores ou ceras perfumadas.- Criar medleys com flores secas ou ervas em sacos depois colocá-lo em armários e gavetas.

2 DISCRIMINAÇÃO ODOR

Tendo trabalhado estímulo olfativo genericamente, vamos dar um passo no reconhecimento e discriminação de odores diferentes, através de jogos e exercícios simples.Exercício 1: loteria emparelhados odoresUsamos-ver foto-contentores rolos de filme. Então, a gente encheu duas caixas com orégano, dois com cravo, tomilho, duas a duas, com café, duas com alecrim, duas com lavanda, dois com .... Quanto mais tiver, melhor.Inicialmente disponível na tabela de seis caixas em duas filas de três. A criança abriu o recipiente, e cheira. Assim por diante até encontrar um parceiro.Aos poucos vamos aumentando o número de recipientes.Exercício 2: odores Loteria - reconhecer e corresponderComo no ano anterior, mas a criança tem cheiro o que ele vai dizer: "é orégano". "Muito bem, olhando o orégano outro". Se a criança não reconhece o nome de um odor, nós vamos ajudar.Exercício 3: odores Loteria - reconhecer e par de valoresComo nos anos anteriores, mas vamos dar mais um passo, pedindo ao garoto se ele gosta ou não, nós descobrimos o cheiro que Erik não gostava do cheiro de alecrim, por exemplo. Portanto, comida não cozinhar com alecrim.Exercício 4: o que você cheira? - O que eu cheiro?Trabalhe os sentidos é também um pré-requisito para a prática de minha teoria da mente. Com este exercício simples, vamos ver que uma pessoa cheira alguma coisa, e outra pessoa cheira outra coisa. Isto é, eles nem sempre percebem o mesmo perfume todos pelos nossos sentidos.Siferentes colocado sobre a mesa objeto especiarias cheiro, loções, pastas de dente, ervas armática, água meias esfrega sujo, etc Em primeiro lugar, vamos colocar três desses objetos na frente da criança, e três à frente do adulto. Aos poucos vamos aumentando o número.- Nós damos um objeto a criança a sentir o cheiro. "(Nome) - o que você cheira?" - "(I) cheiro a maçã" - ". Bem, você sentir o cheiro da maçã"- Tomamos um objeto e sentir o cheiro. "(Nome), o que eu cheiro" "- você sentir o cheiro da pasta de dente - bem, eu sentir o cheiro da pasta de dente.Exercício 5: O que você cheira? - O que eu cheiro? - Eu gosto, eu gosto.Como no ano anterior, mas também o cheiro vai valor:- (Nome), o que você sentir o cheiro? - Sinto o cheiro do desodorante - Ok, você sentir o cheiro do desodorante. Você gosta do cheiro? - Sim ou não.- (Nome), o que eu cheiro? - Você cheira a meia - Sim, eu cheiro a meia (aqui provocar a criança nos pergunta se nós gostamos: "Pergunte-me se eu gosto") - Você gosta do cheiro? - Não, eu não gosto do cheiro do meia, o meia está sujo.


DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM REATIVA


A dificuldade de aprendizagem reativa, como o nome indica, é resultado de uma reação do sujeito a alguma situação externa a ele. Em função do que lhe acontece a pessoa reage desenvolvendo um comportamento relacionado àquela situação. Então, no primeiro exemplo acima, aquela criança que não conseguiu aprender a ler reage às trocas de professoras, ao ambiente familiar pouco estimulador, com uma resposta de não aprendizagem ou com um nível mesquinho de aprendizagem.

Abolindo-se a situação adversa no meio externo, a criança volta a se sentir potente e tem grandes chances, com ajuda terapêutica, de continuar seu desenvolvimento sem maiores problemas.

A criança que faz uma dificuldade de aprendizagem reativa está sendo bastante inteligente, pois consegue uma maneira de chamar a atenção para si e receber ajuda para mudar seu contexto.

O aprender implica em uma série de fatores que, co-relacionados, auxiliam no desenvolvimento intelectual da criança. Descobrimos que a aprendizagem está ligada à ação e que, para tanto, é necessário que o organismo, o corpo e o desejo estejam em sintonia.

Uma observação sobre as Dificuldades de Aprendizagem é necessária a partir do momento que estas tomam proporções alarmantes.

O trabalho deve ser conjunto: profissional - família - escola. Esta parceria, tem que estar em sintonia, pois uma completa a outra. Não basta somente o profissional tentar levantar a auto-estima da criança; é preciso que a família e a escola tenham igual contribuição neste processo. A criança que é submetida à sentimentos derrotistas, de fracasso ou de inferioridade, não consegue aproveitar as possibilidades do aprendizado.

Segundo Alicia Fernandez, numa relação inteligência-desejo, "aprendemos quando temos prazer". O problema muitas vezes, não está na criança propriamente dita, mas na relação que se constrói com esta criança. Alguns educadores esquecem que o processo de construção do saber é uma caminhada e que o desânimo de determinados alunos é provocado pelo imediatismo de resultados esperados. É necessário o cultivo diário, mostrando ao aluno que ele é capaz, independente de suas limitações, para que o mesmo possa demonstrar sua capacidade, sem afobações, sem exageros e sem ilusões. Colhemos “bons frutos” quando sabemos valorizar mais o lado positivo da criança e não enfatizar o lado negativo.

É preciso conhecer a origem do problema, para que não sejam feitos falsos diagnósticos e, uma vez detectado o problema, este deve ser tratado para facilitar a vida escolar conseguindo assim que a aprendizagem seja uma realização para esta criança.

Segundo Elizabeth Polity, no livro "Psicopedagogia : um enfoque sistêmico", a definição para a Dificuldade de Aprendizagem, do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, é a seguinte :
"dificuldade de aprendizagem é uma desordem que afeta as habilidades pessoais do sujeito em interpretar o que é visto, ouvido ou em relacionar informações vindas de diversas partes do cérebro..."
Esta, sem dúvida, é uma das melhores definições de Dificuldade de Aprendizagem. E, sabemos que o nível de ansiedade causada por estas dificuldades pode ocasionar transtornos maiores, pois o rótulo é algo que gera
medo e angústia para a criança que, muitas vezes, são chamadas de "ignorantes", "incapazes", "malandras", etc.
Os adultos que convivem com a criança portadora de dificuldade de aprendizagem, precisam se humanizar mais para que haja êxito no tratamento.
Como afirma Sara Pain, "devemos devolver à criança o anseio por saber, pois em algum lugar ela o perdeu".
A relação com a família interfere diretamente no comportamento desta criança, fazendo com que esta se sinta insegura em relação à capacidade de aprender. Muitas vezes, se faz necessário que o tratamento se estenda aos pais, numa tentativa de resgatar o prazer na relação familiar, interferindo diretamente no desenvolvimento escolar da criança. O amor move a aprendizagem!
Quando existe um problema de origem orgânica, é necessário que exista a intervenção de um especialista que poderá avaliar a necessidade ou não do uso de medicamentos, dando seqüência ao que esteja sendo trabalhado no consultório psicopedagógico.
Em suma, as dificuldades de aprendizagem estão relacionadas a fatores orgânicos, emocionais ou metodológicos, isolados ou não.

Texto de Cláudia Maria Hisse Vilela

Para resolver problemas de aprendizagem reativos o psicopedagogo pode atuar, mas sua ação será sempre voltada para dois âmbitos: o cliente, afetado pelo que está acontecendo em seu ambiente e o sistema familiar e escolar no qual está inserido.

Este tipo de dificuldade pode ser resolvido sem a atuação direta do psicopedagogo, quando elementos do próprio sistema são capazes de identificar situações geradoras de stress e as removem. O psicopedagogo pode também agir somente em relação ao sistema, de maneira preventiva, colaborando para que sejam evitadas tais situações. Esta ação institucional é importantíssima para contextos de fracasso escolar.

Segundo Sara Paín, psicopedagoga argentina, uma criança apresenta dificuldade de aprendizagem reativa quando ela não se adapta ao método pedagógico oferecido pela escola. Quando ensinada com outro método, a criança aprende. É comum encontrarmos crianças que saíram de escolas tradicionais para estudar em escolas com proposta construtivista e vice-versa, e passaram a apresentar dificuldade de aprendizagem. Nessa caso, é melhor deixar a criança estudar em escolas que ofereçam a metodologia que ela melhor se adapta.

Algum as relações com as dificuldades de aprendizagem reativas:

• não perceber a importância daquilo que está aprendendo porque o professor não consegue transmitir como e por que aquele conhecimento será utilizado no cotidiano da criança;
• ter um professor que não sabe ensinar porque não gosta da profissão que exerce;
• ter um professor que, por não ter compreendido sua própria infância e adolescência, não percebe as necessidades dos alunos.

Por todos esses motivos, não basta apenas conversar com a criança. O psicopedagogo deve auxiliar o professor a encontrar uma forma de ajudá-la para que a vida escolar da mesma seja prazerosa. Afinal, é na escola que ela passará a maior parte do tempo.

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM SINTOMÁTICA


conceito de "sintoma".

O sintoma se expressa como uma linguagem que o terapeuta precisa decifrar, porque se apresenta como uma modificação de uma função ou como um signo que expressa uma desordem de uma função ou de um órgão, provocado por uma doença.
Exemplo: a febre pode ser sintoma de infecção, de inflamação ou de um estado de tensão emocional. O sintoma objetivo deve ser estudado pelo médico enquanto que o sintoma subjetivo deve ser descrito pelo cliente. Sem esta descrição, o profissional perde algo importante do sintoma: seu relato. Como o cliente relata o sintoma, já explicita algo importante para a análise diagnóstica.

Diz-se que um signo observável é um sintoma, quando ele se repete, quando mantém relação com alguma situação a que ele remete. Caso se trate o sintoma sem atacar suas causas, a tendência é que ele surja renovado, em outra situação, repetindo-se, não exatamente da mesma maneira, mas como denúncia de que a situação causadora persiste.

A dificuldade de aprendizagem pode ser um sintoma de que algo não vai bem com a criança ou sua família, ou na relação dela com a família ou com a escola.
Muitas vezes, antes de surgir como um signo relacionado à aprendizagem, o sintoma já percorreu e apareceu de outras maneiras sem que tivesse provocado algum movimento da família ou do próprio sujeito no sentido de eliminá-lo. Esta é outra questão relevante: o que fazer com o sintoma?

O sintoma na aprendizagem é um signo porque não mantém relação direta com a causa que o gerou. Por exemplo: uma pessoa que foi adotada e permaneceu com esta condição de sua vida mantida pela família em "segredo" pode apresentar dificuldades em aprender história geral ou história do Brasil,
na escola. Como aprender a história da humanidade ou de um país se parte de sua própria história lhe é negada? A pessoa não possui nenhuma dificuldade cognitiva, nenhuma dificuldade de estruturação temporal, vai bem nas demais disciplinas e se dá mal em História. Casos assim demonstram que o aprender não está ligado apenas a processos mentais. Mantém relação direta com processos emocionais. Por isso podemos considerar que a dificuldade de aprender é sintoma do mal estar causado na pessoa pelo desconhecimento de sua condição de filho adotivo ou de sua origem biológica.

Quando a dificuldade de aprendizagem é sintomática, necessita da intervenção psicopedagógica. O psicopedagogo é o profissional indicado para atuar, de forma isolada ou em equipe multidisciplinar. Sem sua presença a situação geralmente não é bem conduzida porque a Psicopedagogia é a área do conhecimento humano que estuda os aspectos objetivos (estrutura cognitiva, organismo) e os aspectos subjetivos (estrutura dramática e corpo) integrados no processo de aprendizagem humano.

Alícia Fernández é muito feliz quando reitera um fato simples e óbvio: o ser humano é aprendente. Está em sua natureza aprender. Sendo assim, não existe ser humano que não aprenda. Para aprender, o sujeito põe em jogo seu pensamento, fruto da evolução filogenética da humanidade.
O psicopedagogo é o profissional que articula inteligência e desejo, estrutura cognitiva e estrutura dramática, aspectos filogenéticos e ontogenéticos do processo pelo qual o ser humano, como diz Paulo Freire, transformou "vida" em "existência".

Muitos terapeutas são capacitados para atuarem em diversas áreas, são competentes em seus respectivos âmbitos de formação profissional. Só o psicopedagogo é competente o suficiente para atuar em uma situação de dificuldade de aprendizagem sintomática porque ele possui o olhar capaz de mirar inteligência e desejo ao mesmo tempo, em decorrência da transdisciplinaridade que caracteriza seu campo de formação, pesquisa e atuação profissional.

Algumas relações com as dificuldades de aprendizagem sintomática:

• não se concentrar nas aulas e na fala da professora;
•demorar para fazer as tarefas porque ainda não desenvolveu a coordenação motora fina responsável pela escrita;
• faltar subsídios necessários para a aprendizagem de novos conteúdos; • não ver importância na escola porque os pais não explicam o porquê de ter de estudar.
• pensar que se dará bem na vida sem estudo porque isso ocorreu com os pais ou com algum membro da família;
• sofrer com a falta de limites que seus pais nunca impuseram;
• acreditar que sua ida à escola é para que sua mãe possa cuidar do bebê que acabou de nascer ou do irmão menor;
• ter qualquer problema de saúde que impede a aprendizagem;
• ser desorganizada;
• ser muito inteligente em algumas áreas, mas o cérebro falha em aprendizagens específicas, como leitura, escrita ou cálculo;
• estar numa escola aonde a metodologia não condiz com sua forma de aprender;

Atraso na fala: O que os pais podem observar? por Dra. Elisabete Giusti



O atraso na aquisição e desenvolvimento da fala e da linguagem pode ser identificado pelos pais, familiares, pela professora. A seguir descrevo alguns aspectos que podem ser observados. 

1. Seu filho ou filha ouve bem? Ele (a) atende prontamente quando você o (a) chama? Ele (a) teve ou tem infecção freqüente de ouvido (otites)? Problemas de audição podem interferir no desenvolvimento da fala e da linguagem oral! Infecções de ouvido podem prejudicar a aquisição e o desenvolvimento da linguagem. 

2. Como é ou como foi o desenvolvimento global do seu filho ou filha? Com 3 meses, o bebê já consegue firmar a cabeça, fica com os braços mais soltos e começa a perceber os movimentos das mãozinhas. Com 6/7 meses já consegue sentar. Com 9 meses já pode engatinhar e pode até ficar em pé sozinho se você ajudar. Com 1 ano já começa a andar e também aparecem as primeiras palavras (“mamã; papá”). O atraso na fala pode estar associado a um atraso mais global e generalizado do desenvolvimento! 

3. Quando bebê, seu filho ou filha, vocalizava bastante? Balbuciava bastante? Ou ele (a) era um bebê mais “quieto”. Era um bebê responsivo? atento? Bebês “quietos” ou silenciosos demais podem indicar uma dificuldade. 

4. Alguém na sua família (pais, avós, tios, primos, etc), teve ou tem dificuldades para falar ou dificuldades de aprendizagem ou alguma deficiência? Você já ouviu de alguém da sua família: “não se preocupe seu pai também era assim”? 

5. Você observa que seu filho ou filha é muito esperto, inteligente, compreende tudo o que é falado e todas as situações, mas a fala não é tão desenvolvida? Os transtornos expressivos da linguagem afetam predominantemente a expressão/produção da fala e crianças com essas dificuldades necessitam sim de ajuda. Muitos profissionais orientam os pais de forma incorreta, “ah como ele é esperto, inteligente, vamos aguardar que ele ainda vai falar”. Esperar pode ser muito prejudicial. 

6. Quais as dificuldades que você observa? Apenas na fala? Você acha que ele tem dificuldade para produzir os sons? Para aprender novas palavras? Para combinar palavras e formar frases? Para relatar fatos e histórias? Para elaborar o que quer dizer? Nem todos os atrasos de fala, apresentam as mesmas características. Na área de linguagem infantil, o diagnóstico diferencial é fundamental.

7. Existe dificuldade de compreensão? No dia-a-dia, ele compreende o que você fala? o que você pede? Aprende com facilidade? Ou às vezes, parece que fica "perdido", "desatento"? Quando você explica alguma coisa, você precisa repetir?

8. Como é comportamento? A socialização com outras crianças está presente? Ele ou ela interage bem? Ou possui pouco contato visual, pouca troca, parece olhar “além de você”? Se esquiva de situações onde precisar falar? Morde outras crianças? É agressivo? Problemas no desenvolvimento da fala e da linguagem podem ocasionar problemas emocionais e comportamentais. Uma criança que não consegue falar adequadamente pode se isolar, não participar ou reagir agressivamente a uma situação de interação social. 

9. Como foi a gestação e o parto? Crianças que nasceram prematuramente, com baixo peso, que permaneceram em UTI Neonatal, podem apresentar atraso no desenvolvimento, inclusive no desenvolvimento da fala e da linguagem. 

10. Seu filho ou filha frequenta escola? A escola pode ser uma fonte de estímulos para a criança e pode favorecer o desenvolvimento da fala e da linguagem. Mas fique atento, se ele ou ela já está na escolinha e mesmo assim, os pais não observaram ganhos, isso pode ser o sinal de que existe uma dificuldade específica. A frase "matricula em uma escolinha que o atraso na fala melhora" não aplica-se a todos os casos. 

Essas perguntas podem ajudá-lo a observar mais atentamente algumas dificuldades. Se você está preocupado com o desenvolvimento da fala, não deixe de procurar ajuda. Após uma avaliação detalhada e bem feita, o profissional poderá orientá-lo. 

Algumas crianças necessitam de atendimento especializado e quando houver essa necessidade, o diagnóstico e o tratamento precoce são essenciais para se obter melhores resultados. 

Também existem casos, onde não há necessidade de atendimento e sim apenas orientações. Com orientações os pais poderão ajudar e cooperar com o desenvolvimento da criança. Podemos ter fatores ambientais que podem prejudicar o desenvolvimento da criança. Procure sempre um Profissional – Fonoaudiólogo, que tenha experiência e que conheça profundamente o desenvolvimento infantil. Na Fonoaudiologia, temos áreas de especialidades, procure um especialista em Linguagem Infantil e com experiência com crianças. 

O diagnóstico de transtornos na aquisição e desenvolvimento da fala e da linguagem é de competência do Fonoaudiólogo. Podemos encaminhar a criança para outros especialistas (como Médicos, Psicólogos, Terapeutas Ocupacionais) para uma avaliação e para nos auxiliar no diagnóstico diferencial. 

Infelizmente, às vezes, me deparo com crianças com graves quadros de alterações de linguagem e que o Fonoaudiólogo responsável fez um encaminhamento para o médico dar um diagnóstico. O médico pode dar o diagnóstico médico, mas na área da fala e da linguagem, deve haver também o diagnóstico fonoaudiológico. Os pais devem sempre receber esse diagnóstico!


O diagnóstico correto e preciso é o primeiro passo para um tratamento/acompanhamento eficaz!