Importante!

Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




quarta-feira, 9 de julho de 2014

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM REATIVA


A dificuldade de aprendizagem reativa, como o nome indica, é resultado de uma reação do sujeito a alguma situação externa a ele. Em função do que lhe acontece a pessoa reage desenvolvendo um comportamento relacionado àquela situação. Então, no primeiro exemplo acima, aquela criança que não conseguiu aprender a ler reage às trocas de professoras, ao ambiente familiar pouco estimulador, com uma resposta de não aprendizagem ou com um nível mesquinho de aprendizagem.

Abolindo-se a situação adversa no meio externo, a criança volta a se sentir potente e tem grandes chances, com ajuda terapêutica, de continuar seu desenvolvimento sem maiores problemas.

A criança que faz uma dificuldade de aprendizagem reativa está sendo bastante inteligente, pois consegue uma maneira de chamar a atenção para si e receber ajuda para mudar seu contexto.

O aprender implica em uma série de fatores que, co-relacionados, auxiliam no desenvolvimento intelectual da criança. Descobrimos que a aprendizagem está ligada à ação e que, para tanto, é necessário que o organismo, o corpo e o desejo estejam em sintonia.

Uma observação sobre as Dificuldades de Aprendizagem é necessária a partir do momento que estas tomam proporções alarmantes.

O trabalho deve ser conjunto: profissional - família - escola. Esta parceria, tem que estar em sintonia, pois uma completa a outra. Não basta somente o profissional tentar levantar a auto-estima da criança; é preciso que a família e a escola tenham igual contribuição neste processo. A criança que é submetida à sentimentos derrotistas, de fracasso ou de inferioridade, não consegue aproveitar as possibilidades do aprendizado.

Segundo Alicia Fernandez, numa relação inteligência-desejo, "aprendemos quando temos prazer". O problema muitas vezes, não está na criança propriamente dita, mas na relação que se constrói com esta criança. Alguns educadores esquecem que o processo de construção do saber é uma caminhada e que o desânimo de determinados alunos é provocado pelo imediatismo de resultados esperados. É necessário o cultivo diário, mostrando ao aluno que ele é capaz, independente de suas limitações, para que o mesmo possa demonstrar sua capacidade, sem afobações, sem exageros e sem ilusões. Colhemos “bons frutos” quando sabemos valorizar mais o lado positivo da criança e não enfatizar o lado negativo.

É preciso conhecer a origem do problema, para que não sejam feitos falsos diagnósticos e, uma vez detectado o problema, este deve ser tratado para facilitar a vida escolar conseguindo assim que a aprendizagem seja uma realização para esta criança.

Segundo Elizabeth Polity, no livro "Psicopedagogia : um enfoque sistêmico", a definição para a Dificuldade de Aprendizagem, do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, é a seguinte :
"dificuldade de aprendizagem é uma desordem que afeta as habilidades pessoais do sujeito em interpretar o que é visto, ouvido ou em relacionar informações vindas de diversas partes do cérebro..."
Esta, sem dúvida, é uma das melhores definições de Dificuldade de Aprendizagem. E, sabemos que o nível de ansiedade causada por estas dificuldades pode ocasionar transtornos maiores, pois o rótulo é algo que gera
medo e angústia para a criança que, muitas vezes, são chamadas de "ignorantes", "incapazes", "malandras", etc.
Os adultos que convivem com a criança portadora de dificuldade de aprendizagem, precisam se humanizar mais para que haja êxito no tratamento.
Como afirma Sara Pain, "devemos devolver à criança o anseio por saber, pois em algum lugar ela o perdeu".
A relação com a família interfere diretamente no comportamento desta criança, fazendo com que esta se sinta insegura em relação à capacidade de aprender. Muitas vezes, se faz necessário que o tratamento se estenda aos pais, numa tentativa de resgatar o prazer na relação familiar, interferindo diretamente no desenvolvimento escolar da criança. O amor move a aprendizagem!
Quando existe um problema de origem orgânica, é necessário que exista a intervenção de um especialista que poderá avaliar a necessidade ou não do uso de medicamentos, dando seqüência ao que esteja sendo trabalhado no consultório psicopedagógico.
Em suma, as dificuldades de aprendizagem estão relacionadas a fatores orgânicos, emocionais ou metodológicos, isolados ou não.

Texto de Cláudia Maria Hisse Vilela

Para resolver problemas de aprendizagem reativos o psicopedagogo pode atuar, mas sua ação será sempre voltada para dois âmbitos: o cliente, afetado pelo que está acontecendo em seu ambiente e o sistema familiar e escolar no qual está inserido.

Este tipo de dificuldade pode ser resolvido sem a atuação direta do psicopedagogo, quando elementos do próprio sistema são capazes de identificar situações geradoras de stress e as removem. O psicopedagogo pode também agir somente em relação ao sistema, de maneira preventiva, colaborando para que sejam evitadas tais situações. Esta ação institucional é importantíssima para contextos de fracasso escolar.

Segundo Sara Paín, psicopedagoga argentina, uma criança apresenta dificuldade de aprendizagem reativa quando ela não se adapta ao método pedagógico oferecido pela escola. Quando ensinada com outro método, a criança aprende. É comum encontrarmos crianças que saíram de escolas tradicionais para estudar em escolas com proposta construtivista e vice-versa, e passaram a apresentar dificuldade de aprendizagem. Nessa caso, é melhor deixar a criança estudar em escolas que ofereçam a metodologia que ela melhor se adapta.

Algum as relações com as dificuldades de aprendizagem reativas:

• não perceber a importância daquilo que está aprendendo porque o professor não consegue transmitir como e por que aquele conhecimento será utilizado no cotidiano da criança;
• ter um professor que não sabe ensinar porque não gosta da profissão que exerce;
• ter um professor que, por não ter compreendido sua própria infância e adolescência, não percebe as necessidades dos alunos.

Por todos esses motivos, não basta apenas conversar com a criança. O psicopedagogo deve auxiliar o professor a encontrar uma forma de ajudá-la para que a vida escolar da mesma seja prazerosa. Afinal, é na escola que ela passará a maior parte do tempo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário