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Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




quarta-feira, 9 de julho de 2014

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM SINTOMÁTICA


conceito de "sintoma".

O sintoma se expressa como uma linguagem que o terapeuta precisa decifrar, porque se apresenta como uma modificação de uma função ou como um signo que expressa uma desordem de uma função ou de um órgão, provocado por uma doença.
Exemplo: a febre pode ser sintoma de infecção, de inflamação ou de um estado de tensão emocional. O sintoma objetivo deve ser estudado pelo médico enquanto que o sintoma subjetivo deve ser descrito pelo cliente. Sem esta descrição, o profissional perde algo importante do sintoma: seu relato. Como o cliente relata o sintoma, já explicita algo importante para a análise diagnóstica.

Diz-se que um signo observável é um sintoma, quando ele se repete, quando mantém relação com alguma situação a que ele remete. Caso se trate o sintoma sem atacar suas causas, a tendência é que ele surja renovado, em outra situação, repetindo-se, não exatamente da mesma maneira, mas como denúncia de que a situação causadora persiste.

A dificuldade de aprendizagem pode ser um sintoma de que algo não vai bem com a criança ou sua família, ou na relação dela com a família ou com a escola.
Muitas vezes, antes de surgir como um signo relacionado à aprendizagem, o sintoma já percorreu e apareceu de outras maneiras sem que tivesse provocado algum movimento da família ou do próprio sujeito no sentido de eliminá-lo. Esta é outra questão relevante: o que fazer com o sintoma?

O sintoma na aprendizagem é um signo porque não mantém relação direta com a causa que o gerou. Por exemplo: uma pessoa que foi adotada e permaneceu com esta condição de sua vida mantida pela família em "segredo" pode apresentar dificuldades em aprender história geral ou história do Brasil,
na escola. Como aprender a história da humanidade ou de um país se parte de sua própria história lhe é negada? A pessoa não possui nenhuma dificuldade cognitiva, nenhuma dificuldade de estruturação temporal, vai bem nas demais disciplinas e se dá mal em História. Casos assim demonstram que o aprender não está ligado apenas a processos mentais. Mantém relação direta com processos emocionais. Por isso podemos considerar que a dificuldade de aprender é sintoma do mal estar causado na pessoa pelo desconhecimento de sua condição de filho adotivo ou de sua origem biológica.

Quando a dificuldade de aprendizagem é sintomática, necessita da intervenção psicopedagógica. O psicopedagogo é o profissional indicado para atuar, de forma isolada ou em equipe multidisciplinar. Sem sua presença a situação geralmente não é bem conduzida porque a Psicopedagogia é a área do conhecimento humano que estuda os aspectos objetivos (estrutura cognitiva, organismo) e os aspectos subjetivos (estrutura dramática e corpo) integrados no processo de aprendizagem humano.

Alícia Fernández é muito feliz quando reitera um fato simples e óbvio: o ser humano é aprendente. Está em sua natureza aprender. Sendo assim, não existe ser humano que não aprenda. Para aprender, o sujeito põe em jogo seu pensamento, fruto da evolução filogenética da humanidade.
O psicopedagogo é o profissional que articula inteligência e desejo, estrutura cognitiva e estrutura dramática, aspectos filogenéticos e ontogenéticos do processo pelo qual o ser humano, como diz Paulo Freire, transformou "vida" em "existência".

Muitos terapeutas são capacitados para atuarem em diversas áreas, são competentes em seus respectivos âmbitos de formação profissional. Só o psicopedagogo é competente o suficiente para atuar em uma situação de dificuldade de aprendizagem sintomática porque ele possui o olhar capaz de mirar inteligência e desejo ao mesmo tempo, em decorrência da transdisciplinaridade que caracteriza seu campo de formação, pesquisa e atuação profissional.

Algumas relações com as dificuldades de aprendizagem sintomática:

• não se concentrar nas aulas e na fala da professora;
•demorar para fazer as tarefas porque ainda não desenvolveu a coordenação motora fina responsável pela escrita;
• faltar subsídios necessários para a aprendizagem de novos conteúdos; • não ver importância na escola porque os pais não explicam o porquê de ter de estudar.
• pensar que se dará bem na vida sem estudo porque isso ocorreu com os pais ou com algum membro da família;
• sofrer com a falta de limites que seus pais nunca impuseram;
• acreditar que sua ida à escola é para que sua mãe possa cuidar do bebê que acabou de nascer ou do irmão menor;
• ter qualquer problema de saúde que impede a aprendizagem;
• ser desorganizada;
• ser muito inteligente em algumas áreas, mas o cérebro falha em aprendizagens específicas, como leitura, escrita ou cálculo;
• estar numa escola aonde a metodologia não condiz com sua forma de aprender;

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