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Este blog não tem propósito de indicar tratamentos para substituir cuidados médicos e medicamentos.Em caso de doença procure um médico e faça o tratamento corretamente.As dicas aqui descritas servem como terapia complementar e preventiva.




domingo, 9 de agosto de 2015

Como lidar com a raiva




Muitas vezes, pessoas portadoras de dor crônica como a fibromialgia, guardam seus sentimentos de revolta para si, sufocando a raiva. Pesquisas recentes revelam que a raiva e a inibição da mesma (“guardar o sentimento”) aumentam a dor.
Isto então siginifica que “explodir” e colocar tudo para fora reduzirá a dor? Não necessariamente, pois isto geralmente prejudica os relacionamentos, especialmente os conjugais. E isto gera mais stress, ansiedade e depressão e por consequência, mais dor.Qual a melhor maneira de lidar com a raiva, então? Aqui estão algumas dicas dadas por um especialista em manejo de raiva, John Fry :



1. Não existem só duas maneiras (ruins) de se lidar com a raiva, explodir ou guardar tudo para si. Habitualmente, as pessoas não agem de uma maneira assertiva, que seria muito melhor. Ser assertivo é levar sempre em conta as suas próprias necessidades e a do outro, sem ser agressivo ou passivo. Exemplos: ao ser agressivo, a pessoa só expressa suas necessidades: ..”você é um idiota pois você não entende minha dor...”; ao ser passivo, você só veria as necessidades do outro: ”...eu não vou aborrecê-lo com meus problemas, vou tocando o barco..” . Ao ser assertivo, você aborda as necessidades de ambos: “…eu sei que você está preocupado com o trabalho, e que deve ser duro ouvir sobre minha dor, mas quando você ouve como foi meu dia, me ajuda a ficar mais próxima de você. Vou tentar ser o mais breve possível...” Para que isto saia mais natural, ajuda pensar primeiro em uma maneira de falar das necessidades do seu ouvinte, e depois das suas.


2. Entenda que a raiva é geralmente uma emoção secundária, e que antes dela quase sempre estão outras quatro emoções primárias: impaciência, frustração, medo e, especialmente nos relacionamentos, mágoa. Procure pensar do seguinte modo – “se eu não pudesse sentir raiva, que sentimentos me sobrariam?” – e então tentar expressar estes sentimentos. Isso deixará as coisas muito mais claras para quem está lhe ouvindo.


3. Cuidado com palavras, pois elas machucam e aumentam a raiva. Quando você diz ao seu interlocutor, “você NUNCA me deu atenção”, “você SEMPRE me critica”, geralmente isso não é verdade, pois no passado, muitas vezes ou pelo menos alguma vez, esta pessoa esteve do seu lado. Mas quando você usa estas expressões, você assume que esta pessoa é pior do que ela é, e isso aumenta sua raiva.


4. Tente entender melhor as necessidades que estão por trás do comportamento do outro. A melhor maneira de entender a outra pessoa é perguntar claramente e repetir a resposta do outro, para que ambos entendam bem o que está em discussão. Sempre lembre que entender não é concordar. Se você compreende a outra pessoa, mesmo deixando claro que não concorda, ela se sentirá melhor e com menos raiva


5. Aprenda a perdoar, especialmente se o outro pedir desculpas. Isto, mais do que libertar a outra pessoa, liberta você, que perdoou. Para que o perdão seja mais fácil, pergunte a você mesma: “Eu já fiz algo semelhante para outra pessoa?”, “Eu preciso ser perdoada por algo que eu fiz?”. Outra coisa é abrir mão de revidar, pois a vingança nos abaixa ao nível de coisas que condenamos em outros.


Eduardo S.Paiva
Chefe do ambulatório de fibromialgia, UFPR

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